sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PORTAS,,,Mserá veredade? Eu não acredito...

Portas Golden (muita informação e muito humor) por Carlos de Matos Gomes  

 

A mosca varejeira é conhecida pela mosca da merda. A corrupção atrai Paulo Portas como a merda atrai as varejeiras. São muitos os montes de merda onde Portas tem pousado ao longo do seu percurso: a universidade Moderna, o caso dos sobreiros na herdade Porto Cale, helicópteros, blindados, submarinos e agora os vistos gold. Onde há merda, surge Paulo Portas pousado nela. Paulo Portas é uma varejeira. O governo português tem uma varejeira como vice-primeiro ministro. Os habitantes da zona de Vila Franca são infetados pela bactéria da Legionela, Portugal está infetado por Paulo Portas. A linguagem é ofensiva? Em minha opinião, muito maior é a ofensa de ter Paulo Portas como ministro.

Algumas notícias avulso sobre os dejectos onde pousou Paulo Portas:

Blindados Pandur

Francisco Pita, amigo de Paulo Portas e proprietário da fábrica onde eram montados os Pandur, ganhou 50 milhões de euros em dinheiro com o acordo obtido com a General Dynamics, empresa norte-americana que forneceu aquelas viaturas blindadas a Portugal, num contrato assinado quando Paulo Portas era ministro da Defesa.

Cinema indiano

Luís Varela Marreiros, antigo parceiro de Portas, foi detido juntamente com o vice-presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito, vereador da mesma autarquia, Jorge Campos, administrador da Portimão Urbis, Lélio Branca, e o empresário da Picture Portugal, Artur Curado, no âmbito de um processo que envolve suspeitas de corrupção, administração danosa, branqueamento de capitais e participação económica em negócio, informou a Procuradoria-Geral da República. Marreiros foi adjunto do ex-secretário-geral do CDS-PP, João Rebelo, entre 1998 e 2000, altura em que o partido já era presidido por Paulo Portas e Portas, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros não se esqueceu de Marreiros. Em Março de 2013 levou-o na comitiva que o acompanhou na visita oficial que fez à India. Marreiros, ex-candidato centrista à Câmara do Cadaval (1997) e actual presidente da Assembleia de Freguesia da Lapa, em Lisboa, em representação do CDS, desenvolveu contactos com empresas indianas ligadas à indústria cinematográfica, procurando encontrar parceiros para o projecto de Portimão e Paulo Portas esteve presente na assinatura de acordo, que ainda não saiu do papel e que deveria custar três mil milhões de euros, entre o seu companheiro de partido e um responsável da Real Image, uma grande empresa indiana que vende material de projecção para cinemas.

Portucale

João Paulo da Silva Carvalho, funcionário do CDS-PP há 12 anos e um dos arguidos no caso Portucale, foi contratado para o gabinete da subsecretária de Estado Adjunta do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), quando este foi liderado por Paulo Portas.

No caso o Portucale, nome do empreendimento turístico do Grupo Espírito Santo em Benavente, as suspeitas da justiça envolviam o ex-tesoureiro do CDS-PP Abel Pinheiro, que, segundo a acusação, usou a sua influência para conseguir a autorização do governo PSD/CDS-PP para o abate de 2500 sobreiros, essencial para viabilizar o investimento do Grupo Espírito Santo (GES) na herdade da Vagem Fresca, em Benavente. O despacho que permitiu o abate foi assinado quatro dias antes das eleições legislativas que viriam a dar a vitória ao PS, pelos ministros Costa Neves (PSD), Nobre Guedes e Telmo Correia (CDS). E apontava o depósito de um milhão de euros nos últimos dias de 2004, dois meses antes do despacho dar luz verde às pretensões do Grupo Espírito Santo, como provável contrapartida pela decisão dos ministros. O facto dos recibos justificativos desse “donativo” terem sido impressos em 2005 e terem identidades fictícias dos doadores, acrescentou ao rol de acusados alguns funcionários do CDS acusados de falsificação de documentos. Um deles, João Carvalho, foi nomeado no ano passado para trabalhar no gabinete de Paulo Portas no MNE.

O nome que fez correr tinta nos jornais no caso Portucale, como o benfeitor do CDS que doou dinheiro ao partido de Paulo Portas era Jacinto Leite Capelo Rego. Um “nome esquisito”, que levantou as suspeitas da PJ quando o CDS, em 2004 entregou cerca de quatro mil recibos de doações ao partido,

Submarinos:

Apoiada nas escutas aos intervenientes no negócio Portucale, a investigação deu origem a outras sobre o processo de compra e das contrapartidas dos submarinos à empresa alemã Ferrostaal. A linha de investigação defendeu que os representantes do Estado português beneficiaram os alemães e obtiveram cerca de 30 milhões de euros em luvas, pagas através de uma conta na Suíça à Escom (empresa então detida pelo Grupo Espírito Santo), para além de 1,7 milhões pagos a Rogério d’Oliveira, ex-consultor da Ferrostaal. O rasto completo deste dinheiro nunca foi encontrado pelas autoridades.

O cônsul honorário de Portugal em Munique, também investigado por corrupção, relatou aos administradores da Ferrostaal os encontros que manteve com Paulo Portas, Durão Barroso e o seu assessor Mário David, mas os três envolvidos sempre negaram esses contactos. Juergen Adolff, que foi exonerado do cargo quando surgiu a acusação da justiça alemã, terá recebido 1,6 milhões de euros para convencer o Governo português, mas ninguém soube também do rasto deste dinheiro.

A compra de dois submarinos para a marinha portuguesa custou cerca de mil milhões de euros aos contribuintes e o negócio foi financiado por um consórcio bancário formado entre o BES e o Crédit Suisse, escolhido em 2004 pelo então ministro da Defesa do CDS-PP Paulo Portas. A proposta vencedora do BES terá sido posteriormente agravada com prejuízo para o Estado, com a duplicação do spread cobrado pelo banco, mas ainda assim aceite pelo ministro.

A justiça portuguesa investiga o rasto de cerca de 24 milhões de euros que os alemães transferiram para a ESCOM UK, e que daí terão seguido para uma conta do BES nas Ilhas Caimão, e que se suspeita que terão sido utilizados para pagar subornos a responsáveis políticos e militares portugueses que tomaram a decisão de avançar com o negócio, uma vez que os serviços prestados pela ESCOM não justificariam mais que 5 milhões de euros.

Universidade Moderna

O ex-vice-reitor da Universidade Moderna, Sousa Lara, afirmou, esta quarta-feira (Maio de 2002), em tribunal, que o CDS/PP recebeu apoio directo da cooperativa e que Paulo Portas está implicado no Caso Moderna, o que terá levado à dissolução da Alternativa Democrática (AD).

O ex-vice-reitor da Moderna contou ao colectivo de juízes que, em Fevereiro de 1999 (altura em que «rebentou» o Caso Moderna), o assessor do PP Nuno Gonçalves entrou no seu gabinete «sem bater à porta» e lhe disse que o Governo do PS tinha «elementos altamente comprometedores» sobre Paulo Portas, que iam obrigar o antigo director do «Independente» a aceitar o lugar no Parlamento Europeu por causa da «imunidade parlamentar».

Sousa Lara afirmou que ficou «chocado» com as declarações do assessor do PP e que tentou falar com Paulo Portas, tendo acabado por fazê-lo só mais tarde. O arguido disse ainda que falou com Pedro Santana Lopes e com Horta e Costa, o secretário-geral do PSD na altura, que, por sua vez, terá falado com Marcelo Rebelo de Sousa e dias depois terminou a AD.

Uma aliança irrevogável

A corrupção e Paulo Portas têm uma sociedade irrevogável. Paulo Portas não tem um currículo, tem um cadastro. Paulo Portas é vice-primeiro do governo português, anda aí pelo mundo com passaporte diplomático e a bandeirinha da República na lapela a vender vistos gold a amigos, que se presumem ser da mesma laia. Os vistos são emitidos pelo Estado Português e, queiramos ou não, comprometem-nos a todos.

Muitos portugueses sorriem de orgulho quando no estrangeiro revelam a sua nacionalidade, mesmo nos confins do planeta, e recebem uma palavra: Ronaldo! Temo que daqui a uns tempos façam um esgar de vergonha ao passarem a ouvir o nome de Paulo Portas e dos seus Visa Gold!

Pessoalmente estou convencido que se Paulo Portas entrar num jardim de infância, daí a uns tempos vai aparecer um cambalacho para a venda e distribuição de chupa-chupas às crianças!




 

PRESÉPIO


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

INORMAÇÃO

POR MOTIVOS DIVERSOS TENHO ESTADO AUSENTE DO BLOGUE
PROPONHO-ME RECOMEÇAR

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ARTIGO DE NICOLAU SANTOS

Deviam estar todos presos
Nicolau Santos

Até agora considerava-se que, entre todos os bancos portugueses que tiveram problemas, só o BPN era verdadeiramente um caso de polícia. Mas à medida que se conhecem mais pormenores sobre o que se passou nos últimos meses no BES cada vez temos mais a certeza que estamos perante um segundo caso de polícia. Daí a pergunta: porque é que não estão todos presos?

Se não, vejamos. Depois de ter sido proibido pelo Banco de Portugal de continuar a conceder novos créditos ao Grupo Espírito Santo a partir de Janeiro deste ano, o BES continuou a fazê-lo - e, segundo as indicações, fê-lo no montante de 1,2 mil milhões de euros. E das duas uma: ou fê-lo com conhecimento de toda a administração, que sabia da proibição do Banco de Portugal; ou fê-lo por decisão de apenas duas pessoas - Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires. No primeiro caso, todos deviam estar já presos; no segundo, os dois deviam estar detidos. Para além de desobedecerem ao banco central, lesaram gravemente o património do banco, sabendo conscientemente que o estavam a fazer. Quanto aos outros membros do conselho de administração, se não foram coniventes, foram pelo menos incompetentes. Tinham responsabilidades em várias áreas de controlo da actividade do banco e ou não deram por nada ou, se deram, não fizeram nada. Por isso, fez muito bem o Banco de Portugal em afastar Joaquim Goes, António Souto e Rui Silveira..

Mas e a Tranquilidade? A Tranquilidade que também continuou a investir em empresas do GES este ano sabendo do estado em que se encontravam? O presidente executivo Pedro Brito e Cunha, que é primo de Ricardo Salgado, tomou essas decisões com base em quê? Na relação familiar, como é óbvio. Devia estar detido igualmente. Lesou gravemente e de forma consciente o património da seguradora. E Rui Leão Martinho, o presidente não executivo da Tranquilidade e ex-presidente do Instituto de Seguros de Portugal, não sabia de nada? De novo, das duas uma: ou é incompetente ou foi conivente. Em qualquer caso, já se devia ter demitido ou ter sido demitido. Mas a verdade é que o Instituto de Seguros de Portugal parece estar perdido em combate. O presidente José Almaça não tem nada para dizer? Não tem nada para fazer?

Já agora, António Souto, que o BdP suspendeu da administração do BES é membro do conselho de administração da Tranquilidade. Vai continuar neste cargo? E Rui Silveira, igualmente afastado da administração do BES, é do conselho fiscal da Tranquilidade. Também se vai manter na seguradora?

Por tudo isto se vê o polvo em que se tornou o GES, tendo no seu centro o BES. Nem todos têm as mesmas responsabilidades. Mas há vários dos seus dirigentes que já deviam estar detidos e sem direito a caução pelos danos que estão a causar a muitos dos que neles confiaram e ao próprio país.

 


----- Fim de mensagem reenviada -----

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MEDICINA

Congresso Internacional de Medicina.
O médico alemão diz:
       Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico espanhol afirma:
       A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.

  O médico russo diz:
       Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.

O médico grego disse:
       Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.

O médico português diz orgulhoso:
       Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto, e elegemo-lo primeiro ministro.

Em 24 meses o país inteiro está quase todo à procura de emprego.
 
IMPORTANTE:
 
TODO AQUELE QUE RECEBER ESTA PIADA, TEM A OBRIGAÇÃO MORAL DE, EM DEFESA DA ÉTICA E DA DEMOCRACIA, RETRANSMITI-LA A PELO MENOS 10 PESSOAS..

SE ROMPERES A CADEIA, VAIS TER QUE  O ATURAR POR MAIS 4 ANOS QUE TE LIXAS.

ODEIO CORRENTES, MAS ESTA É POR UMA BOA CAUSA. 
 
  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

QUEM MANDA NA TUGOLÃNDIA

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O BANCO DO MEU AVÔ

Vamos IMAGINAR coisas…
Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).

Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).
Continuemos a IMAGINAR coisas…
Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”. Assim, endividaram o País até entrar em bancarrota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado. Entre este, estava o Banco do meu avô.
E, continuando a IMAGINAR coisas…
A minha família tinha investido o dinheiro que tinha tirado de Portugal em propriedades na América do Sul. Como não acreditávamos nada em Portugal, nenhum de nós quis vender qualquer das propriedades ou empatar qualquer das poupanças da família. Mas, queríamos recomprar o Banco do meu avô.
Então, viemos a Portugal e prometemos aos políticos que estavam no poder e na oposição, que os iríamos recompensar (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) por muitos anos, se eles nos vendessem o Banco do meu avô muito barato. Assim, conseguimos que eles fizessem um preço de (vamos imaginar uma quantia fácil para fazer contas) 100 milhões, para um Banco que valia 150.
Como não queríamos empatar o “nosso” dinheiro, pedimos (vamos imaginar uma quantia) 100 milhões emprestados aos nossos amigos franceses que já tinham ganho muito dinheiro com o meu avô. Com os 100 milhões emprestados comprámos o Banco (o nosso dinheiro, que tínhamos retirado de Portugal, esse ficou sempre guardado).
E assim ficámos donos do Banco do meu avô. Mas tínhamos uma dívida enorme: os tais 100 milhões. Como os franceses sabiam que o Banco valia 150, compraram 25% do Banco por 30 milhões (que valiam 37,5 milhões) e nós ficámos só a dever 70 milhões (100-30=70). Mesmo assim era uma enorme dívida.
Continuemos a IMAGINAR coisas…
Tal como combinado, viemos para Portugal e começámos a cumprir o que tínhamos prometido aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os familiares e para os próprios nos momentos em que estavam na oposição, etc…).
Como ainda tínhamos uma grande dívida, resolvemos fazer crescer mais o Banco do meu avô. 
Assim, fomos falar com uma nova geração de políticos e prometemos todo o tipo de apoios (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se nos dessem os grandes negócios do Estado.
E eles assim fizeram. E o Banco do meu avô, que tinha sido vendido por 100, quando valia 150, valia agora 200 (por passarem por ele os grandes negócios do Estado).
Mas, mesmo assim, nós ainda devíamos 70 milhões (e tínhamos de pagar, pelo menos uma parte dessa dívida, caso contrário, os franceses ficavam com o Banco do meu avô).
E, continuando a IMAGINAR coisas…
O meu tio, que era presidente do Banco do meu avô, reformou-se. Nessa altura a família estava preparada para nomear um dos meus primos para presidente. Eu queria ser presidente e prometi à família toda um futuro perpétuo de prosperidade se me nomeassem a mim como presidente.
E assim foi. Fui, finalmente, nomeado presidente do Banco do meu avô.
Mas era preciso pagar uma parte da dívida aos franceses. Podíamos vender uma parte do Banco em Bolsa, mas deixávamos de mandar (logo agora que eu era presidente – não podia ser assim).
Então desenhei um plano:
Criei uma empresa, chamada “Grupo do meu avô” (em que a minha família tinha 100% do capital) e passei os nossos 75% do Banco (25% eram dos franceses) para essa nova empresa.
Assim, a família era dona de 100% do “Grupo” que era dono de 75% do Banco.
Falei com os franceses e combinei mudarmos os estatutos do Banco: quem tivesse 25% mandava no Banco (e os franceses não se metiam, a não ser para decidir os dividendos que queriam receber).
Assim, como o Banco agora valia 200, vendemos 50% na Bolsa por 100 (metade dos 200). Com 50 capitalizámos o Banco. Os restantes 50 tirámos para nós (37,5 para a família e 12,5 para os franceses).
Demos também os nossos 37,5 aos franceses e assim ficámos só a dever 32,5 milhões (70-37,5). Ainda era uma grande dívida, mas continuávamos a mandar no Banco do meu avô (apesar da nossa empresa “Grupo do meu avô” só ser dona de 25% – os franceses tinham outros 25% e os restantes 50% estavam dispersos por muitos acionistas).
Ainda tínhamos uma enorme dívida de 32,5 milhões. Mas, a verdade é que continuávamos a mandar no Banco do meu avô e tínhamos transformado uma dívida inicial de 100 em outra de 32,5 (sem termos gasto um tostão da família – o nosso dinheiro continua, ainda hoje, guardado na América do Sul). Convenci-me, nessa altura, que era um génio da finança!
Continuemos a IMAGINAR coisas…
A certa altura, o crédito tornou-se uma coisa muito barata. Eu sabia que tínhamos um limite original de 100 milhões e já só devíamos 32,5 milhões. Assim, a empresa “Grupo do meu avô” voltou a endividar-se: pediu mais 67,5 milhões (voltámos a dever 100 milhões) e desatei a comprar tudo o que fosse possível comprar.
Tornei-me assim, o dono disto tudo (o Banco do meu avô, a Seguradora do meu avô, a Meu avô saúde, a Meu avô hotéis, a Meu avô viagens, a Construtora do meu avô, a Herdade do meu avô onde se brinca aos pobrezinhos, etc…).
Entretanto fui pagando as minhas promessas aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os momentos em que estavam na oposição, etc…).
E, continuando a IMAGINAR coisas…
Mas havia agora uma nova geração de políticos. Fui falar com eles e garanti que os apoiaria para o resto da vida (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se eles continuassem a fazer passar os grandes negócios do Estado pelo Banco do meu avô.
Mas, tive azar: houve uma crise financeira internacional.
Deixou de haver crédito. Os juros subiram. Os credores queriam que o Grupo do meu avô pagasse a dívida.
E, além disso tudo, deixou de haver os grandes negócios do Estado.
Mas eu, que me achava um génio da finança e que já estava habituado a ser o dono disto tudo, não queria perder a minha posição de presidente do Banco do meu avô.
Tinha de arranjar uma solução. Fui à procura, e encontrei em África, quem tinha dinheiro sujo e não se importava de investir e deixar-me continuar a mandar e a ser dono disto tudo.
Continuemos a IMAGINAR coisas…
Resolvi então criar uma nova empresa: a “Rio do meu Avô” que passou a ser dona de 100% do capital da “Grupo do meu avô”, que era dona de 25% do “Banco do meu avô”. E eu que era dono disto tudo passei a ser o presidente disto tudo.
Fiz uns estatutos para o “Grupo do meu avô” que diziam que quem tivesse 25% mandava na empresa. Vendi 20% aos Angolanos e 55% na Bolsa. A “Rio do meu avô” ficou assim dona de 25% do “Grupo do meu avô” (mas mandava como se tivesse 100%). A “Grupo do meu avô”, dona de 25% do “Banco do meu avô” (mandava como se tivesse 100%).
Assim, a minha família já só tinha 5% (25% de 25%) do “Banco do meu avô” (mas eu continuava a mandar como se tivéssemos 100%). Já não havia dúvidas: eu era mesmo um génio da finança.
Com os 75 milhões da venda do “Grupo do meu avô” (aos Angolanos e na Bolsa), paguei uma parte da dívida. Mas, na verdade, ainda tínhamos uma dívida de 25 milhões (e continuávamos a não querer mexer no nosso dinheiro – esse continua bem guardado na América do Sul).
E, continuando a IMAGINAR coisas…
Mas as coisas continuaram a correr mal. Se calhar eu não sou assim tão grande génio da finança. Todos os nossos negócios dão prejuízo (até mesmo o Banco do meu avô). Raio de azar. Ainda por cima, a crise não acaba.
Fiz então o meu último golpe de génio. Convenci todos os bons clientes a comprarem ações do Banco do meu avô, para aumentar o capital sem ter de endividar mais a “Rio do meu avô” (e sem ter de tocar no dinheirinho da família, que continua bem guardado na América do Sul).
Mas os franceses queriam o dinheiro deles. Então, como presidente do Banco do meu avô, emprestei dinheiro deste ao Grupo do meu avô e à Rio do meu avô. Assim pagámos aos franceses. Mas ficámos com um problema: o Banco do meu avô está completamente arruinado.
Tinha de arranjar uma solução!
Fui falar com os novos políticos com uma proposta: reformo-me, dou lugares de Administração a uma série de políticos do partido do Governo e eles que resolvam o problema do Banco do meu avô.
Continuemos a IMAGINAR coisas…
Os políticos aceitaram a minha proposta (aceitam sempre que se fala de lugares de Administração).
Finalmente reformei-me. Ainda somos donos de 5% do Banco do meu avô e de uma série de outros negócios (sustentados pelas dívidas ao Banco do meu avô).
Tudo isto sem termos gasto um tostão (o dinheiro da família continua todo guardado na América do Sul).
E, tomei a última medida antes de me reformar: atribuí a mim próprio uma reforma de um milhão de euros por ano (para as despesas correntes).
E, assim, acabou a história IMAGINADA do Banco do meu avô.
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Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?