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domingo, 31 de agosto de 2008

Lá como cá

Lisboa - O general Hélder Vieira Dias, " KOPELIPA", pagou um milhão de euros por duas áreas no Douro para produzir vinho e exportar. O responsável pelos serviços secretos da Angola, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, adquiriu duas quintas na região do Douro para produzir vinho destinado a exportação, designadamente para os países de língua oficial portuguesa (PALOP).

As propriedades agrícolas situam-se nas proximidades da QUINTA DA LEDA, que pertenceu à lendária FERREIRINHA e onde é produzido o emblemático vinho Barca Velha. O negócio, concretizado há cerca de um mês, envolveu duas propriedades contíguas ainda por rentabilizar, a QUINTA DA SERRA e a QUINTA DA PEDRA CAVADA, possuindo no conjunto cerca 400 hectares espalhados maioritariamente pelo concelho de Vila Nova de Foz Côa e abrangendo a Região Demarcada do Douro e do Vinho do Porto (RDDVP).



"KOPELIPA" E UM GRUPO DE INVESTIDORES ISRAELITAS




Os terrenos, de origem xistosa e marcados por elevados declives, encontram-se a dois quilómetros da Quinta da Leda.
A transacção contou do lado vendedor com produtores locais, que detinham as quintas em parceria. Do lado comprador está a Superfície Vertical Investimentos Imobiliários (SVII), controlada pelo chefe dos Serviços de Inteligência Externa de Angola (SIEA).

Segundo os valores registados oficialmente, Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, conhecido por "KOPELIPA", pagou pelos dois terrenos cerca de um milhão de euros.
Um dos anteriores proprietários era a família de Celso Madeira (Rui e Filipe Madeira), dona da Casa Agrícola Reboredo Madeira (CARM), que desenvolve igualmente a sua actividade na zona duriense e que comercializa vinho e azeite com as marcas CARM. O primeiro contacto para a venda da QUINTA DA SERRA e da QUINTA DA PEDRA CAVADA, partiu de Celso Madeira no decurso de uma viagem a Angola.



IMOBILIÁRIA MEDIOU O NEGÓCIO


"KOPELIPA" é desde 16 de Maio de 2007 administrador e accionista maioritário da WWC, World Wide Capital SGPS, holding que já este ano adquiriu a SVII.
O recurso a uma imobiliária para realizar a transacção prendeu-se, informações obtidas pelo jornal "O PÚBLICO", com questões de natureza fiscais mais favoráveis. Este alto responsável do Governo angolano assumiu em 2006, por indicação do Presidente, José Eduardo dos Santos, a liderança dos serviços secretos locais, na sequência da sindicância desencadeada a este organismo e que levou à demissão e prisão do anterior responsável, general FERNANDO GARCIA MIALA.

Em Angola, "KOPELIPA" está ligado a personalidades como Isabel dos Santos, a empresária filha do Presidente da República e sócia de Américo Amorim, em negócios como o Banco Internacional de Crédito (agora também com presença em Portugal, tendo Mira Amaral como presidente).

De acordo com informações do Semanário Angolense, entre os accionistas do projecto agrícola Terra Verde estão Isabel dos Santos, "KOPELIPA" e um grupo de investidores israelitas. É também referido como tendo várias ligações a empresas da África do Sul, além de deter participações em diversas empresas angolanas em áreas como tecnologias de informação, transportes, cimentos e pescas.

No projecto vinícola no Douro, o novo proprietário da QUINTA DA SERRA e da QUINTA DA PEDRA CAVADA pretende recuperar os terrenos reconvertendo-os em plantação de vinha, estando já a ser desenvolvidos contactos com vista à compra de licenças de plantio.

PRODUZIR VINHO TINTO


Dos quatrocentos hectares de superfície, há autorização para cultivar 150 hectares (destinados na sua maioria a gerar vinho tinto).
O plano é arrancar numa primeira fase com o plantio numa área equivalente a metade do que é permitido.
Em simultâneo estão actualmente a decorrer negociações entre a SVII e Celso Madeira, o anterior dono das quintas, com vista a celebrar uma parceria para a sua exploração e que permita a obtenção de economias de escala. As conversas entre o dono da CARM e os representantes de "KOPELIPA" envolvem um projecto de exportação de vinho para África, em especial para Angola, país que 2007 importou de Portugal cerca de 50 milhões de litros de vinho.

Nomeado em 1995 como chefe da Casa Militar de Eduardo dos Santos," KOPELIPA" iniciou a sua ascensão no seio da presidência através do departamento de estudos e análises, do qual era responsável. Entre as suas missões estavam a análise da situação política e do papel dos media, principalmente os de capitais privados.

A sua influência aumentou exponencialmente quando assumiu a do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), criado em 2004. Detendo total autonomia administrativa e reportando a José Eduardo dos Santos, o GRN tem como missão promover, acompanhar e supervisionar a implementação de programas no domínio da recuperação económica e social.
Na prática, é por este organismo que passam centenas de milhões de dólares negociados entre a China e Angola, aplicados depois de diversas formas, incluindo a construção de infra-estruturas como habitações e estradas.

MERCADO EM ALTA


Numa fase em que Angola importa cada vez mais produtos de consumo, Portugal tem conseguido aumentar a sua presença, nomeadamente em sectores como o das bebidas. No caso do vinho, cerca de 75 por cento das marcas compradas neste país são de origem portuguesa, segundo afirmou à Lusa José Costa e Oliveira, vice-presidente da associação portuguesa de produtores (VINIPORTUGAL) no passado dia 1 de Julho.

Só em 2007 foram exportados cerca de 50 milhões de litros de vinho, equivalentes a perto de dez milhões de euros, com destaque para as marcas dos grupos do ESPORÃO e da SOGRAPE. No ano que vem, e de acordo com José Costa e Oliveira, o organismo de que faz vai investir no mercado angolano cerca de 500 mil dólares (319 mil euros), direccionados para acções de formação, provas de vinho e bolsas de estudo.























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sábado, 30 de agosto de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vale a pena ler

Estou a enviar este artigo do Mário Crespo por entender que devemos colaborar no seu propósito de procurar "envergonhar" o poder político (se é que esses senhores saberão o que significa vergonha) e, também, o poder judicial, que colabora em tamanha afronta à sociedade, ordeira, honesta e trabalhadora, que constitui o cerne da Nação.

Como? Dando a máxima divugação que fôr possível ao seu escrito


Há mesmo muita coisa para mudar em Portugal!


Tirem a venda da justiça
Mário Crespo

O infinito disparate do tribunal de Loures de tratar da mesma maneira o militar da GNR que tentava deter um grupo de assaltantes e os próprios assaltantes ilustra o maior problema de Portugal nesta fase da sua vida democrática.
Se juízes e procuradores em Loures não conseguem distinguir entre crime e ordem mantendo as suas decisões num limbo palavroso de incoerências politicamente correctas e medos de existir, nada nos defende da desordem. A disléxica significância actual do estatuto de 'arguido' que permite na mesma penada dar rótulos idênticos a criminosos e agentes da ordem pública é um absurdo em qualquer norma civilizada.
Esta justiça, ou ausência dela, faz de Portugal um país perigoso para se viver em 2008. O militar da GNR chamado para restabelecer a ordem e o 'pai' foragido da prisão que levou o filho num assalto não podem ser tratados da mesma maneira por um justiça que meramente cumpre rituais de burocracia. A cegueira da crise na justiça está a originar que a mensagem pública que surge destas decisões agudize a sensação de insegurança e fragilize a capacidade do Estado de manter a ordem pública.
Chegou a altura de retirar a venda da justiça em Portugal para ela ver para onde está a levar o país, aplicada como tem sido num sinistro cocktail de sabores do PREC, heranças do totalitarismo, inseguranças políticas, ambiguidades e ignorâncias cobertas por mantos diáfanos de academia-faz-de-conta.
Nesta rapsódia de dissonâncias que é a interpretação apriorística e receosa de normas mal definidas, mantém-se sem conclusão o julgamento da Casa Pia que nestes anos todos perdeu qualquer hipótese de juízo sério. Não se consegue entregar Esmeralda a quem lhe garanta a infância normal a que tem direito porque Esmeralda teve o azar de nascer num país onde o Direito não é normal. Caímos no ridículo internacional com a instrução desastrada e provinciana do caso McCann onde tudo falhou. Da letra da lei, à sua interpretação, à sua aplicação. E agora em Loures diz-se ao país que é a mesma coisa tentar manter a ordem em condições extremas e levar um filho num assalto depois de se ter fugido da prisão. É tudo arguido com a mesma medida de coação.
O que a Judicatura e a Procuradoria de Loures mostraram ao País não foi que a justiça é cega. Foi a cegueira da justiça em Portugal. Disseram que é a mesma coisa ser-se um cidadão militar agente da lei e um foragido apanhado em flagrante, armado com calibres letais e disfarçado com identidades falseadas.
A continuar assim teremos que bramir armas em público como os mais fundamentalistas intérpretes da Constituição americana dizem que podem. E temos que ir dormir a condomínios privados porque a cidade e as zonas rurais estão a saque dos grupos que nomadizam armados à espera de uma aberta, e nós teremos que nos defender.
Precisamos de procuradores capazes, juízes justos e de um ministro da Justiça que consiga administrar os meios do Estado. Obviamente não os temos no actual quadro do funcionalismo público. Por favor subcontratem. Estrangeiros mesmo, que os há muito bons, porque a coisa aqui está preta.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Triste sina...

Dizem os americanos:
"We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."

Respondem os portugueses:
"We have Jo Socrates, No wonder, No hope, and No cash

Comentário

Este é um comentário que fizeram ao meu escrito de ontem sobre Kosovo, IOssétia do Sul e Abkázia.
Publico-o tal com me foi enviado.
Há semelhanças, mas não totalmente. Vejamos:
1 - O Kosovo sempre foi uma província da Sérvia. Foi mesmo lá que nasceu a Sérvia. O facto de os imigrantes albaneses passarem a ser a maioria da população é como se os espanhóis passassem a ser a maioria dos residentes na Margem Esquerda do Guadiana e depois reclamassem a independência dessa região alentejana.
2 - A Ossétia do Sul e a Abkásia, tal como a Ossétia do Norte eram regiões autónomas da ex-União Soviética. A URSS era constituída por Repúblicas Autónomas e por Regiões Autónomas.
Estas últimas estavam agregadas a Repúblicas Autónomas, a sua autonomia era menos abrangente que a das Repúblicas, mas não faziam parte delas. A Ossétia do Sul e a Abkásia estavam ligadas à Geórgia, enquanto a Ossétia do Norte estava ligada à Federação Russa. Tal como qualquer das Repúblicas podia livremente separar-se da União, se fosse essa a vontade do seu povo, (a Mongólia, por exemplo, não aceitou fazer parte da URSS, embora tenha sempre alinhado dentro do campo socialista), também o povo duma região autónoma podia decidir desligar-se da República a que estava agregada.
3 - Desfeita a União Soviética, passou a não fazer sentido que essas regiões autónomas passassem a fazer parte integrante da Geórgia contra a vontade dos respectivos povos e, dessa forma, arrastá-las para a área de influência dos Estados Unidos e da OTAN. Por isso, é absolutamente legítimo que os povos dessas ex-regiões se disponham a assumir-se como nações independentes.


Carlos Domingos
----- Original Message -----

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dois pesos..duas medidas

O Kosovo fazia parte da Sérvia...
Baseado em que grande parte da população não tinha origem sérvia...os Estados Unidos com o beneplácito da ComunidadeEuropeia forjaram uma independência daquele território.
Situação absolutamente igual verifica-se agora na Geórgia com a Ossétia do Sul e Abkázia em que as populações do território não são georgianos e quiseram a independência..agoraapoiada pela Russia.
Mas agora aqui d'el rei...que os argumentos que serviram para o Kosovo já não servem paraestes novos países.
E assim é a hipocrisia de certos governantes...

domingo, 24 de agosto de 2008

Verdades

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer, teve a lucidez de nos deixaresta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.

ATREVE-TE A LER, OUSA REFLECTIR, SE TIVERES CORAGEM:


Precisa-se de matéria prima para construir um PaísEduardo Prado Coelho - in Público



A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem comoCavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão quefoi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda semprevalorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude maisapreciada do que formar uma família baseada em valores erespeito aosdemais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderãoser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nospasseios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedorasparticulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudoo que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos...e paraeles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porqueconseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se fraudaa declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

- Onde a falta de pontualidade é um hábito;

- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixonas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizemque é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memóriapolítica, histórica nem económica.

- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovarprojectos e leis que só servem para caçar ospobres, arreliar a classemédia e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicaspodem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com umacriança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquantoa pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre acriticar os nossos governantes.

- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi umguarda de trânsito para não ser multado.

- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu comoportuguês, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente queconfiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria-prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas faltamuito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essadesonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até seconverter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidadehumana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que éreal e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que osuceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria primadefeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, masenquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicarprimeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serveSócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

Aqui fazfalta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece asurgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para oslados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmenteestancados....igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctonecomeça a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandamum messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nadapoderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,francamente, tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.



Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar oresponsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, dedesentendido.



Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREIQUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.



E você, o que pensa?.... MEDITE!


EDUARDO PRADO COELHO

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Rir para não chorar

Durante uma festa de arromba, com a nata dos políticos e diplomatas
> presentes no país, o milionário anfitrião, já meio tocado, fez-se ouvir para
> anunciar:
> - Eu queria dizer uma coisa... a minha piscina é mágica!!!
> Todos, pensando que era delírio do dono da casa, começaram a rir. Nisto, o
> dono da casa começa a correr, dá um pulo para a piscina e grita:
> - CERVEJA!!!
> A água muda para cerveja, o tipo vai nadando, vai bebendo, e, ao sair do
> outro lado, a piscina volta ao normal.
>
>
>
> Um consul italiano, estupefacto com o que estava a presenciar, corre também,
> dá um salto e grita :
> - VINHO!!
> E a água transforma-se em vinho. Ele nada, sai do outro lado e, novamente,
> a piscina volta ao normal.
>
>
>
> Um adido francês vai, dá um pulo para dentro da piscina e grita:
> - CHAMPAGNE!!
> E a água muda para champanhe. Quando sai do outro lado a piscina volta ao
> normal.
>
>
>
> José Sócrates, vibrando de emoção com o que está a acontecer no seu
> Portugal, corre também para a piscina.
> Quando já vai no ar, o Armando Vara diz-lhe:
> - Zé, tens o telemóvel e a carteira no bolso!!!
> E ele grita:
>
>
> *- MMMEEERRRDDDAAAA

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ambiente

Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.





Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em www.ami.org.pt;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;



- Divulgue esta informação no seu site ou blog;

- Encaminhe este e-mail para a sua lista de contactos.

Press release:

Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.

Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.

São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.

Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.

A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.

As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.



Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 | 1949-008 Lisboa | Tel. 218 362 100 | Fax 218 362 199
E-Mail: reciclagem@ami.org.pt | Internet: www.ami.org.pt







Enviado com o apoio de Infacta. Esta mensagem está de acordo com a legislação europeia sobre o envio de mensagens comerciais: 'Qualquer mensagem deverá estar claramente identificada com os dados do emissor e deverá proporcionar ao receptor a hipótese de ser removido da lista.' (Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu). Caso não pretenda voltar a receber informações acerca dos projectos da AMI, responda por favor a esta mensagem, acrescentando a palavra 'remover' ao assunto.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um e outro




Vanessa Fernandes com o seu esforço ganhou uma medalha de prata nos Jogos Olimpicos.
O outro...esquecendo que o seu Governo pouco ou nada tem contribuído para o fomento o desporto em Portugal, esquecendo tambem a desilusão que tem sido a generalidade da participação portuguesa nestes Jogos vem tentar aproveitar os louros...
Haja vergonha...

sábado, 16 de agosto de 2008

Isto é no Brasil..e em Portugal?

QUE TAL AS SEMELHANÇAS COM AS CAMPANHAS DAS NOSSAS TVS?


Carta aberta para Renato Aragão, o Didi.

(Garoto Propaganda da Globo)

Quinta, 23 de julho de 2008.
Querido Didi,
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação
mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o
futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos
(apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para
colar nas correspondências).
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora,
novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas
solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de
parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação em dinheiro
solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não
participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever
umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta,
que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a
chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua
formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada
publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode
funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da
educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem
posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A
minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a
trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família.
Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo
contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo,
estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu
já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal
tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo
o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem
falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou
serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha
família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na
escola pública, através dos impostos, e na escola particular,
mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de
qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável
recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir
pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos
outros problemas sociais.
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os
administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como
prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si
só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está
saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para
você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um
presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e
oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na
escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever
suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso!
Não acha?
Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um
brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou
conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso
que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se
endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave
do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais
milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que
for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país,
sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não
é o que acontece...
No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a
responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da
'minha' doação, que a 'minha' doação faz toda a diferença. Lamento
discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu
posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um
mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo,
mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande.
Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que
ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que
eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria
muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não
para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12
anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras
demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que
não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos
para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo
para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas
públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e
para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também
funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a
camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário
integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e
fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e
habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele
priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de
Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me
despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos
Dois Filhos que Pari


CARTA A RENATO ARAGÃO/CRIANÇA ESPERANÇA

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você
mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.


PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem
sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à
UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de
renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser
deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?

MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

BRASILEIROS PATRIOTAS, DIVULGUEM ESSA REVOLTA....





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E

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mais um


ARRE PUNHAIS !!!!!!!!!!! QUE É DEMAIS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Caixa Geral de Aposentações
Eu nem quero acreditar...
Mais um ???

Parece que merecemos esta sina...

Marques Mendes - Novo Pensionista !

Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado,Marques Mendes acaba de requerer a Pensão aque tem direito, no valor mensal vitalício de2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.


" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

Guerra Junqueiro escrito em 1886

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Anedota...mas podia ser verdade

Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é
> um**robô que pergunta:*
>
> *- Qual o seu QI?*
>
> * O homem responde:*
>
> *- 150.*
>
> * Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre*
>
> *aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência
> ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí. *
>
> *O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o robô. Saiu, deu uma volta e
> **retornou ao balcão. Novamente o robô pergunta: *
>
> *- Qual o seu QI?*
>
> *O homem responde:*
>
> *- Deve ser uns 100.*
>
> *Imediatamente o robô serve-lhe um whisky e começa a falar, agora
> sobre**futebol,
> fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros
> assuntos semelhantes. *
>
> *O sujeito ficou abismado. Sai do bar, para, pensa e resolve voltar e fazer
> mais um teste. Novamente o robô lhe pergunta: *
>
> *- Qual o seu QI?*
>
> * O homem disfarça e responde:*
>
> *- Uns 20, eu acho!*
>
> *Então o robô serve-lhe uma pinga de vinho, inclina-se no balcão e diz bem
> pausadamente: *
>
> *- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo ?*
>
> >

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Poesia

Cântico Negro" de José Régio, Por João Villaret

"Vem por aqui"

- Dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Verão


Estamos no Verão..em pleno mês de Agosto.
Políticos e colunáveis..andam toos por aí em passeio.-..
Não á simnal de crise( para eles, claro).
Deixemos por agora aqueles que não podem gozar férias( se calhar nem têm para comer) e que fazem parte dos milhões de pobres do país.
Lembremo-nos que afinal, mesmo em termos de guerra, as coisas não se passam só lá para o Afganistão e o Iraque.
Sabem onde fica a Geórgia?
Quantos já morrram...em nome de quê?

NB- Quem não pode irá praia...pode ao menos ver uma foto...( e já não é mau)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O "MAGALHÃES"


Magalhães - o mais escandaloso golpe de propaganda do an




Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'.
A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal'
A SIC refere que 'um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.'
Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: 'Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'
Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.

A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...
A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.
Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.
Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Negroponte#O_PC_de_USD_100

Não há ninguém em Portugal com acesso aos “media”, e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes “políticos” poucos escrupulosos e sem nível?...




, o

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O preçoda electricidade

Resumo dum estudo doeconomista Eugénio Rosa

presidente da CE do Conselho da Adminsitração da EDP, ufano e sorridente,
acabou de apresentar as contas do grupo referentes ao 1º semestre de 2008. E
de acordo com essas contas a EDP obteve, em apenas 6 meses, lucros de 962,4
milhões de euros antes de impostos, o que representa um aumento de 44%
relativamente aos obtidos em identico periodo de 2007. Como os impostos a
pagar subiram apenas 4% ( ataxa efectiva desceu 7 postos percentuais),
apesar dos lucros terem aumentado 44%, os lucros liquidos cresceram 56,6% ,
e os lucros a distribuir aos accionistas subiram 66,6%

Neste estudo para além desta análise dos resultados das contas apresentadas
pela EDP, mostro que essses elevadissimos lucros são conseguidos à custa de
preços de electricidade impostos pela empresa a mais de 4 milhões de
consumidores domesticos que são superiores entre 16,4% e 21,1% aos preços
médios da União Europeia. Nessa análise utilizo os preços de electricidade
sem impostos, porque são aqueles que revertem integralmente para as
empresas, e que constituem a fonte dos seus elevadissimos lucros.

Para toda esta situação tem contado não só a passividade do governo mas
fundamentalmente o comportamento colaborante da propria entidade reguladora
, a ERSE, que no lugar de exercer uma fiscalização actuante, tem até
apresentado propostas que só beneficiam a empresa, de que são exemplos a
proposta das dividas incobraveis da EDP serem pagas pelos consumidores que
pagam assim como a relativa à chamada tarifa social que analiso no meu
estudo.

Apesar destes elevadissimos lucros a EDP prepara-se para tentar impor em
2009 um aumento de preços varias superior à subida dos salários com a
justificação da existência de um elevado défice tarifário. É de prever que
para isso conte com o apoio da ERSE. A campanha com esse objectivo já
começou em varios orgãos de comunicação social.

Espero que este estudo possa ser útil.

Com consideração

Eugénio Rosa
Economista

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Os iluminados( ministra e não só)

SER PROFESSORA
Carta de uma professora ao 'Expresso''
Este ano lectivo, a minha escola abriu dois cursos de educação e formação: Electricista de Instalações e Assistente Administrativo. Sou professora de Língua Portuguesa e, normalmente, é possível aos docentes que pertencem ao quadro escolher os níveis que querem leccionar. Mesmo não tendo sido opção minha leccionar em turmas destes cursos, fui presenteada com quinze seres, projectos de electricistasde instalações, com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos. (... )
Fotocopiei o programa curricular dos módulos correspondentes ao 1º dos dois anos do curso. Fiquei logo céptica quando vi que, para futuros electricistas, os programas previam a leitura orientada de obras literárias como 'Falar Verdade a Mentir', de Almeida Garrett e 'A Saga' de Sophia de Mello Breyner Andresen.
É certo que a cultura nunca ocupa lugar e também é certo que fica sempre bem a um electricista saber as características do teatro do séc. XIX ( ... ), assim como a interessante história do mentiroso Duarte do 'Falar Verdade a Mentir', não vá de repente ser preciso que o electricista, no exercício da sua profissão, precise mesmo de falar verdade, embora estando a mentir ...
Também pode, a qualquer momento, ser necessário que o futuro electricista precise de dividir orações ( ... ).
Por favor, cérebros iluminados e destacados para conceberem os programas curriculares deste tipo de cursos, não sejam líricos!!! (... ) Venham até Condeixa-a-Nova ( ... ) e assistam à minha aula de Língua Portuguesa. Vão gostar de ver os 15 fabulosos projectos de electricistas a pedirem que não lhes ensine tais matérias pois não lhes servirão para exercer melhor a profissão e porque lhes tinhamdito que, nestes cursos, 'as coisas' iam ser diferentes, sem matéria 'chata', só com assuntos ( ... ) relacionados com a vida mais prática (,,)
E assim vamos andando, rindo até com certas tiradas dos formandos, co as suas análises de texto boçais e bestiais, vazias de encanto poético mas cheias de conteúdo telúrico, para ser eufemística... Se não, vejam a veia poética de um formando, que, após a leitura da frase '... e Hans foi pai de cinco filhos', do conto 'A Saga' de Sophia de Mello Breyner, o único comentário de análise textual que conseguiu fazer foi:

'- E cum caraças, o homem fartou-se de martelar!!!' ....
ANABELA ROSA L. GOMES ESTÊVÃO, Coimbra








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Inteligência socrática

Numa reunião com o Presidente da Suiça, o primeiro-ministro português

>>apresentou-lhe os seus ministros: -Este é o ministro da Saúde, este é

>>o ministro dos Negócios Estrangeiros, esta é a ministra da Educação,

>>este é o ministro da Justiça, este é o ministro das Finanças ...

>>Chegou a vez do Presidente da Suiça: - Este é o Ministro da Saúde,

>>este é o Ministro dos Desportos, este é o da Educação, este o da

>>Marinha ... Nessa altura, com ar emproado, José Sócrates começou a

>>rir: - Ha! Ha! Ha!.... Para que é que vocês têm um Ministro da

>>Marinha, se o vosso País não tem mar? O Presidente da Suiça faz um ar

>>digno e respondeu: - Não seja inconveniente. Quando você apresentou

>>os seus ministros da Educação, da Justiça e da Saúde, eu também não

>>me ri.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Crise..qual crise?

• Há alguns dias as Tvs anunciaram que um reformado que ganha pouco mais de 270 euros por mês foi aumentado num euro. Por mês…
• No mesmo dia ou na véspera pudemos ouvir que o senhor Jardim Gonçalves , ex-administrador do Banco Comercial Português iria processar o senhor Joe Berardo( outro accionista daquele banco) por ofensas que o mesmo lhe teria dirigido na comunicação social. Estaria em casa um pedido “simbólico” de indemnização de 500.000 euros.
• Crise… Qual crise?

domingo, 3 de agosto de 2008

Bons exemplos

Trufas e caviar no jantar da cimeira do G8 sobre fome

Os líderes das oito economias mais industrializadas do mundo (G8), reunidos numa cimeira no Japão, estão a causar espanto e repúdio na opinião pública internacional, após ter sido divulgada aos órgãos de comunicação social a ementa dos seus almoços de trabalho e jantares de gala.

Reunidos sob o signo dos altos preços dos bens alimentares nos países desenvolvidos - e consequente apelo à poupança -, bem como da escassez de comida nos países mais pobres, os chefes de Estado e de Governo não se inibiram de experimentar 24 pratos, incluindo entradas e sobremesas, num jantar que terá custado, por cabeça, a módica quantia de 300 euros.

Trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas eram apenas alguns dos pratos à disposição dos líderes mundiais, que acompanharam a refeição da noite com cinco vinhos diferentes, entre os quais um Château-Grillet 2005, que está avaliado em casas da especialidade online a cerca de 70 euros cada garrafa.

Não faltou também caviar legítimo com champanhe, salmão fumado, bifes de vaca de Quioto e espargos brancos. Nas refeições estiveram envolvidos 25 chefs japoneses e estrangeiros, entre os quais alguns galardoados com as afamadas três estrelas do Guia Michelin.

Segundo a imprensa britânica, o "decoro" dos líderes do G8 - ou, no mínimo, dos anfitriões japoneses - impediu-os de convidar para o jantar alguns dos participantes nas reuniões sobre as questões alimentares, como sejam os representantes da Etiópia, Tanzânia ou Senegal.

Os jornais e as televisões inglesas estiveram na linha da frente da divulgação do serviço de mesa e das reacções concomitantes. Dominic Nutt, da organização Britain Save the Children, citado por várias folhas online, referiu que "é bastante hipócrita que os líderes do G8 não tenham resistido a um festim destes numa altura em que existe uma crise alimentar e milhões de pessoas não conseguem sequer uma refeição decente por dia". Para Andrew Mitchell, do governo-sombra conservador, "é irracional que cada um destes líderes tenha dado a garantia de que vão ajudar os mais pobres e depois façam isto".

A cimeira do G8, realizada no Japão, custou um total de 358 milhões de euros, o suficiente para comprar 100 milhões de mosquiteiros que ajudam a impedir a propagação da malária em África ou quatro milhões de doentes com sida. Só o centro de imprensa, construído propositadamente para o evento, custou 30 milhões de euros.|

sábado, 2 de agosto de 2008

Ele tem razão?

Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt

O dispositivo de patrioteirismo colocado, com extrema eficiência, por todo o País, sob a benevolente aquiescência de uma Televisão desacreditada, de uma Rádio às aranhas e de uma Imprensa que se perdeu na pobreza moral, está a conduzir, muitos de nós, a um estado próximo da imbecilização.

A instrumentalização do "desporto" por parte do poder político é um fenómeno de que a Antiguidade foi fértil. No contemporâneo, a dimensão adquirida constitui uma obscenidade. Muitas contendas ditas desportivas (no caso vertente: futebolísticas) não passam de esquemas políticos.

À Esquerda e à Direita o recurso a esse enclausuramento mental tolhe qualquer iniciativa antagónica. Porém, a circunstância de, momentaneamente, as vozes críticas serem minoritárias, não significa que elas se calem. Alguns preopinantes pós-modernos acusam de anacronismo aqueles que ainda protestam contra estes mercadores de ilusões, que transformaram (graças a uma campanha impressionante) o Euro-2008 numa questão nacional - ou nacionalista.

E quando Marcelo Rebelo de Sousa admite que o País deve mais a Cristiano Ronaldo do que a qualquer outro, o dito é escandaloso. Primeiro, porque só raramente, no estrangeiro, se associa o nome de Cristiano a Portugal; ligam-no mais, claro está!, ao Manchester. Depois porque a vacuidade da afirmação não está à altura do professor; ou estará? Então e Pessoa, e Vieira da Silva, e Damásio, e Paula Rego, e Manoel de Oliveira, e Júlio Pomar, e Saramago, e Siza Vieira - mais, muitos mais outros? A paranóia colectiva assombra, pela expressão numérica da mediocridade. Rui Santos, jornalista do futebol, chamou-lhe "alienação" e está com carradas de razão.

O mal-estar na sociedade portuguesa é anestesiado por esta catadupa de falsos valores, de falsos princípios, de falsos heróis, de falsas hipóteses, de falso patriotismo. De quantos brasileiros, apressadamente matriculados portugueses, possui a selecção "nacional"? E que motivou esses ternos guerreiros? O dinheiro, bem entendido, que até os levou a abjurar da própria nacionalidade. Há qualquer coisa de podre, de vil e de sórdido nesta doentia instrumentalização.

Há dias, a "Notícias Magazine" publicou um dramático apelo de D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, e figura maior da Igreja. Escreve: "Sou, sem querer, mais uma voz a juntar-me à de tantos e tantos portugueses que vivem mergulhados num grande desânimo quanto ao presente e num grande medo quanto ao futuro. Estes sentires vão-se manifestando um pouco por tudo quanto é sítio, e será muito desejável que se lhes acuda a tempo (…) Portugal não pode esperar mais: os portugueses precisam de trabalho justamente remunerado, precisam de pão na sua mesa, precisam de ver respeitados os seus direitos enganados de saúde, de justiça, de educação, de segurança."

E o documento prossegue: "Espantam-nos, a sério, os dois mundos que se vão construindo em Portugal: o mundo lá de cima, dos ultra-ricos e dos ultra-remunerados, e o mundo cá de baixo, dos pobres e dos ultra-pobres. Até já os da faixa do meio sentem o terreno a fugir-lhes."

É curioso que esta demarcação de D. Manuel Martins coincida com afirmações de D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o qual, num debate sobre o Código do Trabalho, realizado na Associação Católica do Porto, declarou, ante a irritação do ministro Vieira da Silva: "As organizações sociais, perseguindo o seu bem específico ao serviço do bem comum, são um factor construtivo de ordem social e solidariedade, portanto um elemento indispensável da vida social (…) Sem pressão sindical poderia acontecer que a administração pública se esquecesse do seu papel."

As vozes destes dois homens foram praticamente ofuscadas pelo alarido futebolístico. Como nada acontece por acaso, convém não atribuir ao "acaso" os infortúnios da razão, que levam quem organiza o escalonamento dos noticiários (nos jornais, nas rádios e nas televisões) a inverter a importância dos factos e a dissimular o carácter político-social dos acontecimentos com a frivolidade, essencialmente mutável, do futebol.

José Sócrates, cuja arrogância começa a ser suicida, desprezou a manifestação dos duzentos mil, e cava, cada vez mais fundo, a separação entre os portugueses. Alguém tem de dizer a este homem que já lhe é difícil arrepiar caminho e dar um torção à Esquerda. Cometeu tropelias, injustiças e incompetências demasiado extensas e graves para que se lhe perdoe. Teve tudo na mão para equilibrar as coisas: até uma certa cumplicidade dos órgãos de informação, fatigados das desditas de Guterres, de Durão e de Santana. Não o fez. Segundo o insuspeito Joaquim Aguiar, ele não estava preparado para dirigir o País.

Tem sido acolitado por um grupo de subservientes, pouco ou nada apetrechados ideológica e culturalmente, que em nada o têm ajudado. Há dias, Vítor Ramalho, começou, ele também, a criticar a governação, e o próprio PS, revelando que não há debate nos "núcleos" socialistas. Recordo que, há anos, o PS dizia o mesmo do PCP, e, ainda recentemente, idêntica acusação foi formulada por sociais-democratas ao PSD. Não há debate nos partidos; não há debate na sociedade. O vazio impera.

Creio que Manuela Ferreira Leite apenas fará algumas mossas na carcaça do Governo. Ao contrário do que dizem os seus turiferários, ela não colhe nem as simpatias da totalidade dos "companheiros", nem a empatia dos portugueses. Um guru tem afirmado o contrário e, inclusive, que a senhora "unirá o partido." Todavia, o Santana não é para graças; o Passos é um pequeno falcão à espera; e Patinha Antão pode ter obtido um resultado escasso, mas (para minha surpresa e de muitos) revelou um sábio conhecimento dos dossiês. Além do que Manuela Ferreira Leite representa o que de mais cediço e arcaico existe na sociedade portuguesa. Não vai resolver nada: vai complicar tudo. E o seu apressado discurso "social" não dissimula a actividade praticada no Governo.

Manuela Ferreira Leite é mais do mesmo, igual a todo o mesmo. É uma soneira. José Sócrates, uma canseira. Como diria o Eça: "Meninos, que ferro!"

A Montanha

A MONTANHA

• Há um ditado português que se intitula” A montanha pariu um rato”…
• Foi exactamente o que se passou no dia 31 do ultimo mês .
Desde a manhã desse dia que todas as estações televisivas anunciavam que às 20 horas Sua Excelência o Presidente da República faria uma comunicação ao país.
• Todos nos interrogávamos..que se iria passar… seria que iriam ser anunciadas algumas medidas importantes contra o constante aumento do custo de vida?
Seria que foi descoberto o polvo da corrupção? Seria a solução dos casos da Casa Pia? Ou do Apito Dourado? Ou da Operação Furacão? Ou… quem sabe..do caso da Maddie?
• Afinal não era…Sua Excelência que sempre afirmara que há casos que discute em privado com o senhor primeiro ministro e não são para a praça pública…veio afirmar que o novo estatuto dos Açores lhe iria tirar poderes e isso não seria permitido.
• Ficámos todos descansados. Pudemos acabar de jantar calmamente..que depois há as telenovelas…
• Na crise..nada de novo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Limpeza étnica

Limpeza étnica
O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. 'Perdi tudo!' 'O que é que perdeu?' perguntou-lhe um repórter.

'Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem...' Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga 'quatro ou cinco euros de renda mensal' pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que 'até a TV e a playstation das crianças' lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam 'quatro ou cinco Euros de renda' à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a 'quatro ou cinco euros mensais' lhes sejam dados em zonas 'onde não haja pretos'. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - 'ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.' A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.