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segunda-feira, 31 de março de 2008

Emidio Rangel

Colegas

Emídio Rangel foi dos mais insurrectos e malcriados alunos que passaram
pelo liceu Diogo Cão onde estudei, em Sá da Bandeira.

É pena não ser possível (será que é?!...) divulgar a ficha escolar
desse traste, pois lá deverão constar as faltas disciplinares e até
suspensões devidas a graves actos de indisciplina e falta de
educação.

Desde arrancar fios eléctricos, rasgar o livro de ponto e até partir o
quadro da aula, esse energúmeno fez de tudo!
Não deixa de ser irónico que um tipo com este curriculum tenha a
ousadia de opinar sobre educação e docência.

Maria Leonor Gundersen





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domingo, 30 de março de 2008

Choldra

GOVERNO, o FISCO e "AS MODERNICES"…


Noticiaram recentemente os jornais que a Direcção-Geral de Impostos desatou a notificar contribuintes recém-casados para declararem o valor das prendas que receberam e de quem, incluindo o vestido da noiva, bem como o dispendido com a "boda" de cada um nos restaurantes, quem pagou, etc, etc., sob pena de, não respondendo, serem sancionados com coimas.


Em tom de amenização desta autêntica "inquisição" fiscal, declarou o Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que se tratava de algum exagero do fisco, mas sempre dizendo que tudo aquilo que é rendimento devia ser declarado… ou seja, deu "uma no cravo e outra na ferradura".


Pois bem, creio que o Sr. Secretário de Estado ainda não percebeu bem que o fisco não existe para se preocupar com aqueles que branqueiam capitais, apostam em "off-shores" para ocultar operações ilícitas ou fugir ao fisco, ou para tributar os "chorudos" lucros bancários… pois, na verdade, segundo temos bem percebido, a orientação governamental é para o fisco perseguir sim o cidadão que oculta ter recebido de presente um vestido, um TV, um telemóvel, um anel, ou mesmo a "boda" de casamento.


Por isso, Sr. Primeiro-Ministro e Sr. Ministro das Finanças,


sugiro que orientem este Sr. Secretário de Estado e o Sr. Director-Geral dos Impostos no sentido de se modernizarem e usarem bem os "Simplexes":


· Além dos casamentos, pedirem uma listagem aos Registos Civis, ora super-informatizados, com os aniversários de todos os cidadãos, a fim de o fisco notificar cada um de nós quando fazemos anos, para que declaremos todas as prendas que recebemos, o seu valor e quem no-las deu;


· Sejam notificadas as agências de viagens, as empresas de aluguer de automóveis e pelo menos a TAP, para, todos os meses, informarem o fisco de quem viajou e com quem, o valor dispendido e quem pagou;


· Já agora, seja legislado no sentido de todos os cidadãos passarem a usar uma pulseira com "chip", a fim de serem todas as nossas deslocações controladas e se alguém viajar para fora do país, mesmo que seja só para ir a Badajoz meter um pouco de gasolina mais barata, ou para fazer uma interrupção voluntária de gravidez, ser de imediato notificado para declarar quanto gastou e de onde lhe vieram esses proveitos para esbanjar fora do país!


· È claro que tal "chip" também pode servir para controlar, por exemplo, as relações sexuais, mormente as praticadas fora do casamento…


Claro que se for assim, pode o Governo melhorar substancialmente a sua "perfomance", garantindo que o défice não chegará aos 3% do PIB e até se pode "dar ao luxo" de nos baixar o IRS, pelo menos em 1% e quiçá até garantir que ganhará as próximas eleições !


Corre, porém, o nosso Primeiro-Ministro um pequeno risco: na próxima corrida que for fazer, pode algum cidadão mais recalcitrante ou malandreco pregar-lhe uma rasteira e ele se estatelar, mas isso será uma coisita sem importância, neste país das "maravilhas" em que vivemos!


Mas já agora, pelo sim pelo não, sugiro ao Sr. Primeiro-Ministro e ao Sr. Ministro das Finanças que, com as receitas extraordinárias que o fisco vai cobrar, contratem de imediato um bom grupo de "gorilas", não vá o "diabo tecê-las"!


Conclusão: afinal, a D. Carlos assistia alguma razão quando disse que este país era uma "choldra"!


__._,_.___
.
__,_._,___

Carta duma professora

www.maleducado.blogs.sapo.pt

'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma
afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que
não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que
há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são
pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas
aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura
e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um
atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos
e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui
aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de
forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto
de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam,
teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes
que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece. Estudam os seus
filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há
escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os
professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu,
além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao
ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei
que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito
julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora
explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas
obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum
dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão
tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de
sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a
prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto.
Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a
escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter
interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já
visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com
atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não.
É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a
opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e
que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu
clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de
futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu
escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos
do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender
mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os
advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não,
acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais
familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de
futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha
profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos
e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do( falso) sucesso para
posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra
pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os
inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria,
quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha
é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país,
além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do
professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si,
democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um
texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem.'

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos





coração amigo
Joviana
www.expresso.clix.pt coluna OPINIAO, lá estou escrevendo

Continuando...sobre Educação

nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos
professores que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de
Abril, estamos a assistir à destruição do sistema de ensino em
Portugal. Os motivos? fácil:
- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar
para diminuir o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à
grande no Estado, desde administradores a gestores e passando pelos
privados que recebem favorecimentos cada vez mais inconcebíveis! Até
vão poupar nos profissionais que lidam com crianças deficientes
(incluido profundas, surdos, mudos, cegos...) fechando os
estabelecimentos próprios e colocando-as todas "inseridas" em turmas
comuns na escola normal!!! para fazer o quê? com que possivel
atenção do professor que tem o dever de dar aulas?
- Descredibilizar a Escola Pública para abrir caminho para os
negócios privados da Educação que aí vêm! O último grande negócio
que lhes faltava!
- Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de
frequência da escola que será obrigatória como depósito de pessoas,
até ao 12º ano. Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem
conhecimentos para protestar e deitar abaixo uma minoria de
ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e viverá em extrema
riqueza à custa de todos! Já Salazar sabia o perigo do povo ter
instrução: A CULTURA LIBERTA!!! O burro aceita o cabresto!!!
- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e
frequência da escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!

Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os
culpados de tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais
(4 milhões de votos...) são promovidos a santos e descartados de
toda a responsabilidade na educação dos seus filhos (até aplaudem
que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas por dia na
escola!!! não querem filhos? para que os tiveram?) e os alunos são
promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não
trabalhando, não tendo disciplina, obrigações nem educação perante
outras pessoas e estando garantida a sua passagem seja como for, e
se ele não sabe nada a culpa é do professor, claro. De repente,
todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos
são incompetentes e maus profissionais segundo este governo!

Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade
começa na educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns
pobres labregos a trabalhar por uma côdea de pão, e são os
professores os agentes dessa formação! A base do nosso estilo de
vida e da nossa sociedade!

Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das
televisões por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das
Escolas saibam do que se passa!

PASSEM O MAIL, POIS ISTO É AINDA MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE!

A avaliação do desempenho de professores é uma patranha para
escamotear mais uma poupança para combater o défice!
Dois videos que começam a chamar a atenção para o que se está a passar:



http://www..youtube.com/v/xSmdpgBX0jE




http://www.youtube.com/v/VouCMwOR2-E

Veja-o aqui

http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php?topic=12824.0

Atenciosamente,
A Equipa do Sala dos Professores.

"Os Inúteis"

Para:
Assunto: Carta dos Professores
Data: Sat, 29 Mar 2008 21:55:45 -0000


É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou
'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma
afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que
não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que
há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são
pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas
aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura
e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um
atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos
e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui
aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de
forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto
de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam,
teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes
que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece. Estudam os seus
filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há
escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os
professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu,
além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao
ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei
que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito
julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora
explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas
obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum
dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão
tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de
sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a
prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto.
Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a
escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter
interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já
visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com
atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não.
É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a
opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e
que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu
clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de
futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu
escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos
do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender
mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os
advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não,
acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais
familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de
futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha
profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos
e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do( falso) sucesso para
posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra
pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os
inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria,
quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha
é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país,
além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do
professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si,
democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um
texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem.'

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos





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Joviana
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sábado, 29 de março de 2008

Reflexões

Acabo de ouvir na TV que o jovem que divulgou no Youtube a cena da agressão a uma professora no Liceu Carolina Michaelis vai sofrer a mesma pena que a dita aluna..a transferência de escola.
Mas estará tudo doido?
Afinal a publicação dum vídeo que foi o ponto de partida para que se conhecesse a realidade das agressões de que são vitimas professores. auxiliares de educação e outros alunos nas escolas portuguesas vai fazer com que o seu autor seja punido?
Afinal o que se pretende? Que as situações não sejam conhecidas?
Estaremos a imitar os torturadores da prisão iraquiana de Abu Graib onde se tentou foi saber quem filmara aquelas cenas horríveis que envergonharam uma Democracia?
Só falta que as estações de TV, as rádios e os jornais que divulgaram o caso e que estão a obrigar a uma profunda reflexão da sociedade portuguesa( incluindo do Presidente da República) sejam punidas poro terem feito.
Quero acreditar que ainda vivemos num estado democrático. Mas perante isto e muito mais..começo a duvidar...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Economia

A crise do Sub-Prime: Breve Guia

1.Imagine que um conjunto de pessoas (7,2 milhões de famílias, o que rondará os 30 milhões de pessoas) a quem nunca deveria ter sido concedido empréstimo para habitação decide mostrar o porquê de não serem merecedoras desse empréstimo, deixando de o pagar.
2.Imagine que o banco executa as hipotecas sobre essas casas.
3.Imagine que o número de execuções de hipotecas é tão elevado, que o preço das casas cai a pique, porque não há gente suficiente interessada em comprá-las. Por esse motivo, os bancos só conseguem reaver uma parte relativamente modesta do que emprestaram, o que começa a deixá-los em apuros, dado os valores envolvidos.
4.Imagine que há ainda uns milhões de pessoas que têm vindo a pagar os empréstimos, mas cujo valor da garantia que deram ao banco (o valor da casa), cai a pique, pelos motivos indicados no ponto 3. Ou seja: se deixam de pagar, o banco está tramado.
5.Tenha em conta que a desvalorização das casas pelos motivos indicados no ponto 3 leva, inevitavelmente, a uma crise profunda no sector da construção civil.
6. Imagine que esses milhões de pessoas com empréstimos por pagar trabalham na indústria da construção civil, ou numa indústria cuja prosperidade depende da prosperidade do sector da construção civil. Ou ainda numa industria cuja prosperidade depende da prosperidade de uma industria cuja prosperidade depende, por sua vez, da prosperidade do sector da construção civil. Sinta-se à vontade para acrescentar mais elos a esta cadeia. Eles existem.
7.Imagine agora que, por causa disso, essas pessoas perdem o emprego e deixam de pagar o empréstimo das casas, piorando bastante o já negro cenário indicado no ponto 3.
8.Imagine ainda que há pessoas que até nem perdem o emprego e podem continuar a pagar, mas que não acham muita piada ao facto de estarem a pagar um empréstimo de, vá lá, 200000?, por uma casa que agora já não vale mais de 50000?.
9.Imagine que essas pessoas, numa análise custo/benefício, pensam: que se lixe. O banco que fique com a batata quente. Vou deixar de pagar o empréstimo, porque sinto que estou a ser levado.
10.Imagine que o fenómeno é tão generalizado que muitos bancos não conseguem fazer face a tamanhas perdas, havendo o risco real de milhões de pessoas perderem os seus depósitos.
11.Imagine ainda que esses bancos, para emprestarem dinheiro aos seus clientes, foram pedir dinheiro emprestado a outros bancos, bancos esses que correm o inesperado risco de ficar, igualmente, a arder com enormes perdas.
12.Finalmente, imagine que isto acontece num país com um défice orçamental tremendo, e no qual a ocorrência de uma recessão, que leva a uma baixa das receitas fiscais, seria basicamente a morte do artista (e do Dolar), pois este deixaria de conseguir pagar os empréstimos resultantes da existência de dívidas (défice), existindo o sério risco de os títulos do tesouro americanos desvalorizarem a pique, assim como se desvalorizam ainda mais as poupanças das pessoas (singulares e colectivas) que têm depósitos em Dólares Americanos.

Se conseguir englobar todas estas imagens no seu cérebro, só me resta dizer-lhe uma coisa: Welcome to the USA!

Como atinge isto a Europa? Muitos dos bancos que emprestaram dinheiro a bancos americanos para estes, por sua vez emprestarem aos clientes, são Europeus (e asiáticos, africanos...).
Na hipótese remota de esta situação não ter impacto no sistema financeiro europeu (bem vistas as coisas, já teve, com a crise do Northern Rock, o que torna bastante provável que volte a ter...), não se esqueça que bastantes indústrias mencionadas no ponto 6 encontram-se no Velho Continente. Nem sonhe que a Europa passará ao lado de uma crise americana de tal dimensão. Impossível!

A título de curiosidade: Vamos ver se o FMI vai assumir as rédeas do governo americano, tal como tem feito em tantos outros países, nomeadamente em Portugal.

Desonestidade intelectual

Ontem na SIc e posteriormente na SICNotícias foi exibido um programa sobre a violência nas escolas.
Em dada altura a entrevistadora questionou a ministra da educação sobre o facto de o novo estatuto do aluno não conseguir evitar as situações da dita violência generalizada .
A ministra respondeu comparando com o código da estrada e afirmando que tambem o referido código não acabava com os desastres.
Pareceu ser uma resposta inteligente..mas foi pena que a entrevistadora não tivesse tido a presença de espirito suficiente para esclarecer que o código da estrada prevê medidas que vão desde as multas de vária espécie, á interdição de conduzir e podendo ir até à prisão...isto enquanto os alunos prevaricadores não sofrem praticamente nenhuma pena, tendo o caso da aluna do Carolina Michaelis conduzido à transferência de escola apenas por causa do mediatismo que causou.( os professores sabem a dificuldade e os longos processos que são necessários para a aplicaçao dum castigo por menor que seja).
Esta foi mais uma prova da desonestidade intelectual da atual ministra da educação ...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ainda a avaliação

Assunto: Ministra da Educação (Avaliação)



À jornlista

Judite de Sousa, que lhe colocou algumas
perguntas pertinentes, a Sr.ª Ministra da Educação escondeu a verdade,
fazendo imensas perguntas à entrevistadora. A certa altura não percebi quem
era a entrevistada.

As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:


1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto
escolar em que estão*.




Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais
em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na
sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se
inicialmente estes já tivessem 18*.




Se o professor é avaliado pelo sucesso
dos seus alunos, o que a Ministra disse *significa que 8 será sucesso? Faça
favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores*.

Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados
dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar
ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do
professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros
funcionários públicos*.




Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a
opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas
são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão
ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm
capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais
para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele
em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram
avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os
professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um
milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga
fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.



5.º *A avaliação foi negociada*.




As subjectivas e burocráticas grelhas que
foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.



6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir*.




Esqueceu-se de que,
quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém
poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a
ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à
cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.



7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam
mais competentes*.




Só seria assim se a competência fosse sinónima de
antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.



8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação
Física*.




A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem
mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra,
venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do
que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores
mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana
seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber
o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo
Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a
aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de
disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o
Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola
e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que
o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com
estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de
aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores
a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com
graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes
adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está
o ensino individualizado?



9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares*.




Se assim fosse,
qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não
acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às
Suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor
titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um
subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a
ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem
faltar para fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou
assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem
prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os
seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a
Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as
estatísticas.



Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão:

*Grande parte dos
professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu
o que está em causa*.




Se todos os docentes tivessem lido todos os
documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil
professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto
e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores
é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns
não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que
papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares
de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas
vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns
titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados
escravos pessoais.



Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de
ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como
tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail:

salvarescola@gmail.com que pode ser utilizado por quem quiser provas e
exemplos do que é referido.










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Assunto: Ministra da Educação (Avaliação)





lista Judite de Sousa, que lhe colocou algumas
perguntas pertinentes, a Sr.ª Ministra da Educação escondeu a verdade,
fazendo imensas perguntas à entrevistadora. A certa altura não percebi quem
era a entrevistada.

As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:


1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto
escolar em que estão*.




Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais
em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na
sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se
inicialmente estes já tivessem 18*.




Se o professor é avaliado pelo sucesso
dos seus alunos, o que a Ministra disse *significa que 8 será sucesso? Faça
favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores*.

Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados
dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar
ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do
professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros
funcionários públicos*.




Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a
opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas
são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão
ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm
capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais
para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele
em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram
avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os
professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um
milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga
fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.



5.º *A avaliação foi negociada*.




As subjectivas e burocráticas grelhas que
foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.



6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir*.




Esqueceu-se de que,
quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém
poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a
ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à
cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.



7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam
mais competentes*.




Só seria assim se a competência fosse sinónima de
antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.



8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação
Física*.




A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem
mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra,
venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do
que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores
mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana
seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber
o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo
Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a
aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de
disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o
Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola
e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que
o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com
estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de
aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores
a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com
graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes
adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está
o ensino individualizado?



9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares*.




Se assim fosse,
qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não
acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às
Suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor
titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um
subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a
ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem
faltar para fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou
assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem
prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os
seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a
Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as
estatísticas.



Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão:

*Grande parte dos
professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu
o que está em causa*.




Se todos os docentes tivessem lido todos os
documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil
professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto
e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores
é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns
não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que
papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares
de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas
vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns
titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados
escravos pessoais.



Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de
ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como
tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail:

salvarescola@gmail.com que pode ser utilizado por quem quiser provas e
exemplos do que é referido.










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As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:


1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto
escolar em que estão*.




Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais
em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na
sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se
inicialmente estes já tivessem 18*.




Se o professor é avaliado pelo sucesso
dos seus alunos, o que a Ministra disse *significa que 8 será sucesso? Faça
favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores*.

Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados
dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar
ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do
professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros
funcionários públicos*.




Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a
opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas
são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão
ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm
capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais
para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele
em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram
avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os
professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um
milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga
fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.



5.º *A avaliação foi negociada*.




As subjectivas e burocráticas grelhas que
foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.



6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir*.




Esqueceu-se de que,
quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém
poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a
ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à
cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.



7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam
mais competentes*.




Só seria assim se a competência fosse sinónima de
antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.



8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação
Física*.




A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem
mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra,
venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do
que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores
mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana
seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber
o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo
Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a
aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de
disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o
Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola
e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que
o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com
estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de
aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores
a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com
graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes
adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está
o ensino individualizado?



9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares*.




Se assim fosse,
qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não
acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às
Suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor
titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um
subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a
ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem
faltar para fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou
assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem
prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os
seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a
Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as
estatísticas.



Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão:

*Grande parte dos
professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu
o que está em causa*.




Se todos os docentes tivessem lido todos os
documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil
professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto
e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores
é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns
não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que
papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares
de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas
vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns
titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados
escravos pessoais.



Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de
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em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na
sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se
inicialmente estes já tivessem 18*.




Se o professor é avaliado pelo sucesso
dos seus alunos, o que a Ministra disse *significa que 8 será sucesso? Faça
favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores*.

Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados
dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar
ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do
professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros
funcionários públicos*.




Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a
opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas
são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão
ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm
capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais
para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele
em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram
avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os
professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um
milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga
fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.



5.º *A avaliação foi negociada*.




As subjectivas e burocráticas grelhas que
foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.



6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir*.




Esqueceu-se de que,
quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém
poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a
ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à
cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.



7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam
mais competentes*.




Só seria assim se a competência fosse sinónima de
antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.



8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação
Física*.




A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem
mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra,
venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do
que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores
mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana
seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber
o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo
Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a
aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de
disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o
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e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que
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9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares*.




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acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às
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subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a
ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem
faltar para fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou
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prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os
seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a
Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as
estatísticas.



Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão:

*Grande parte dos
professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu
o que está em causa*.




Se todos os docentes tivessem lido todos os
documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil
professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto
e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores
é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns
não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que
papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares
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titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados
escravos pessoais.



Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de
ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como
tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail:

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quarta-feira, 26 de março de 2008

DEMITAM-SE

DEMITAM-SE


• Por todo o país alastram as situações relativas a comportamentos de agressão física e verbal nas escolas.

Mas quem se pode admirar?
Quando a actual ministra e a sua equipa entenderam tomar os professores como os seus inimigos, quando os desautorizam completamente que se pode esperar?
E, generalizada a violência( note-se que já há algum tempo o Procurador Geral da República denunciara essas situações e a ministra dissera que não..não senhor.. estava tudo bem) as vitimas são não só os professores como os auxiliares de educação e os próprios alunos mais fracos, vitimas do chamado “bulying”.
• Como vão longe os tempos do diálogo do governo PS de António Guterres, onde a paixão pela educação foi assumida como uma prioridade.
E a verdade é que nesse tempo se não se conseguiram resolver os problemas estruturais da educação, foram dados passos no diálogo Ministério-professores-associações de pais-associações de alunos.

• E hoje? Os professores são perseguidos, os pais têm uma confederação subsidiada largamente pelo ministério e onde uma só pessoa fala em nome de milhares desses pais e as próprias associações de alunos que tomam posições não coincidentes com as do Ministério, são também marginalizadas e mais do que isso já se fala em” bufos” à moda antiga( veja-se entrevista de hoje no Diário de Notícias)
• Afinal ..porque esperam para se demitirem, senhora ministra e seus acessores?

Youtube

Olha a velha vai cair!

O choque-tecnológico de Sócrates começa a dar resultado. Portugal entrou finalmente na galáxia “You Tube” e deixou o Gutenberg sete palmos abaixo de terra. A banda larga mostrou a um Portugal meio Gin Atónito o muito saxónico problema do “bullying”, que não é uma raça de cão perigoso, mas sim uma prática de cachorros perigosos.Já tínhamos aderido ao “road rage” e ao “carjacking” e agora temos “bullyng”. Só nos falta um bocadinho mais de PIB para sermos um país à séria.

Uns putos que vão dar uma espécie de Michael Moore de Paranhos fizeram um documentário nu e cru sobre um caso de bullying numa escola do Porto, ironicamente chamada Carolina Michaelis, filóloga de língua portuguesa e a primeira mulher a leccionar numa universidade portuguesa. Coitada da senhora se soubesse que a sua posteridade seria ressuscitada com um caso de “bullying”.
Uma professora disputava um telemóvel com uma aluna cavalona. Não se sabe bem qual o operador, nem se era um 3G da Nokia, mas deu para ver que o telemóvel era importante para a menina comunicar a hora de saída ao seu namorado-zundap-mafioso-mais-velho, jogador do Salgueiros. Afinal tratava-se de um arranjo de amor e a ansiedade para meia-hora a lambusar linguados, uns apalpões e quem sabe algo mais, faria qualquer eunuco ficar transtornado, quanto mais uma adolescente com problemas de acne e falta dele.

Esse atenuante, ou aliás essa “idiossincracia pedagógica” não foi entendida pela professora, que lutou pela preservação da sua autoridade com um denodo de polícia militar. Fez mal, estava nitidamente impreparada para lidar com os problemas de cio na adolescência. Ninguém se aproxima de uma jovem fêmea tigre no período do acasalamento, porque raio se há-de fazer isso com uma adolescente esfomeada.

Assim dando o devido desconto à menina-cavalona e à dependência sexual em relação ao telemóvel (o SMS é hoje o meio privilegiado para a cantada, o piropo e a conversa de cama) e dando à professora nota positiva pela sua obstinação e coragem física (à atenção da ministra, avaliar os professores pelas competências no wrestling), importa guardar a “gema” deste caso que salvou a Páscoa dos telejornais. E, na minha opinião, a “gema” do caso é o facto de a partir de agora a coeva mas muito ufana sociedade de informação nacional ter oficialmente entrado na era do “You Tube”, do cidadão jornalista, da demissão total do jornalista como mediador.

Esta é a primeira vez na História de Portugal que um vídeo do You Tube tem um impacto político e social, que cria consternação pública, que agita consciências, que motiva o debate, e que nos faz conhecer pedo-psiquiatras até aqui prudentemente remetidos à mais profunda obscuridade.
Até aqui a violência nas escolas era um problema quase mítico, feito de relatos vagos, artigos de estagiários choramingas meio apagadas a três colunas no “24 Horas”, ou discutido no Congresso de Vilar de Perdizes. A violência na escola era até aqui uma espécie de mito urbano, de ovnitologia, de exagero intangível, a não ser para professores que já tivessem experenciado levar no trombil.

Mas graças a dois intrépidos repórteres de escola a lenda tornou-se realidade. Com uma ferocidade e um realismo que não admite demissões nem contextualizações pedagógicas, os rapazolas mostraram ao país inteiro que o problema da violência na escola existe mesmo. Existe porque apareceu no “You Tube”, e nos jornais e na TV. É o poder da imagem. Em Portugal, as coisas só existem se forem mostradas pela Clara de Sousa e pelo Rodrigues dos Santos, tudo o resto é treta.

Era bom que se desse formação em recolha de imagem com telemóvel a todos os portugueses para poderem denunciar e expor um vereador a receber uma malinha de notas do construtor, para mostrar o marido a dar porrada na mulher, para mostrar o jantar de uma família na miséria, para mostrar toda a merda que por aí anda, mas que não nos incomoda, porque não a vemos, como São Tomé.

Nesse sentido, os meus heróis desta história são os putos Michael Moore de Paranhos que não perderam o sangue-frio, mantiveram o distanciamento, tiveram preocupações de enquadramento e de estabilização da imagem e, como “piéce de resistance” ainda nos ofereceram uma locução digna de Eládio Clímaco, com aquele apontamento final: “Olha, a velha vai cair. “

Naquela turma de merdosos, há pelo menos dois bons documentaristas estilo Gel – reality chocks. À atenção do Pedro Boucherie para a SIC Radical.
Nem tudo está perdido, afinal, a esperança é, como dizia Céline: “Esperar que um dia a merda cheire bem”.

Rui Pelejão






Joviana

Oxalá que o ano de 2008 traga, a todos os meus amigos, a concretização dos seus sonhos, no todo ou em parte...não sejam mt ambiciosos.

Leiam:
coluna OPINIAO
www.expresso.clix.pt



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Notícias

Para que se saiba...

Os exemplos deviam vir de cima!
Mas...



Fernando Nogueira:
Antes - Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola


José de Oliveira e Costa:
Antes - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora - Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)



Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD



Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP



Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Ex-Presidente do BCP- (depois de 3 anos de "trabalho", saiu com 10 milhões de indemnização!!! E mais 35.000€ x 15 meses por ano, até morrer...)


António Vitorino:
Antes - Ministro da Presidência e da Defesa
Agora - Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta; e mais uns "patacos", ainda, como comentador RTP!...


Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD


José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES


João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português


Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES


Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas ("deu" todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato

etc, etc, etc...



O que é isto?
Não, não é a América Latina, nem África.
É Portugal no esplendor do gamanço e do compadrio!






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Instale

segunda-feira, 24 de março de 2008

vergonha

Duma ministra que só se preocupou em denegrir os professores que mais poderíamos esperar senão cenas destas...
Retira-se toda a autoridade a quem ensina..dá-se toda a liberdade aos alunos...não podem chumbar...não podem ser expulsos..
Senhora ministra da educação, o que é que pensa desta cena?????


Endereço:

http://www.youtube.com/watch?v=asp3G9pokuA



Na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto

Agressão a professora na sala de aula filmada e reproduzida na Net

20.03.2008 - 18h09 Isabel Leiria

O episódio aconteceu na quarta-feira da semana passada e colocado, pela primeira vez, no You Tube (site de partilha de vídeos online), no dia seguinte. Sob o título "9ºC em grande!", as imagens mostram uma aluna da Escola Secundária com 3.º ciclo Carolina Michaelis, no Porto, a agarrar e a puxar o braço da professora de Francês por esta lhe ter tirado o telemóvel.

O episódio foi filmado por um dos estudantes presentes na sala, ouvindo-se repetidamente a aluna em causa a gritar para a professora: "Dá-me o telemóvel já". Durante minutos os alunos nada fazem e limitam-se a assistir à cena em pé. Ouvem-se risos e alguém comenta: "Isto é demais, ouve lá!". Ao fim de algum tempo, um grupo de alunos tenta separar as duas pessoas envolvidas. Aumenta a confusão e ouve-se um dos alunos a avisar: "Olha que a velha vai cair", referindo-se à professora.

Contactada pelo PÚBLICO, a escola escusou-se a responder a qualquer pergunta e informou apenas que tinha sido aberto um "processo de averiguações". E disse ainda que tinha tomado conhecimento do caso ontem, quando foi avisada de que o vídeo tinha sido colocado na Internet. De acordo com o assessor de imprensa do Ministério da Educação a professora apenas apresentou queixa hoje.

À edição online do "Expresso", António Leite, director-adjunto da Direcção Regional de Educação do Norte disse também só ter tido conhecimento do caso ontem, através de um e-mail enviado por uma cidadã. E que tinha ordenado à escola a abertura de um inquérito.

O vídeo chegou a ser retirado do You Tube mas voltou a estar disponível, desta vez sob o título "Numa escola portuguesa – Vergonha".

Os números mais recentes sobre a violência na escolas, compilados pelo Observatório da Segurança em Meio Escolar e divulgados no final do ano passado, davam conta de 185 agressões participadas contra professores em 2006/2007. Ou seja, em média, a cada dia que passa há um docente agredido(o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas).

Os funcionários das escolas estão sujeitos ao mesmo tipo de violência e, de acordo com o mesmo relatório, houve 147 agressões ou tentativas contra o pessoal auxiliar.





--
Francisco Prates

Portugal..país de futuro(2)

De Mário Crespo



> PORREIRO, PÁ!!!
>
> Mário Crespo. Jornalista
>
> Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente
> precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de
> governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que
> José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se
> vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que
> propriedade pública transite directamente para o sector privado sem
> passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e
> espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso.
> Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos
> porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem
> na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de
> aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo,
> quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que
> os nossos governantes se deslocam.
>
> Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial
> em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha,
> também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal.
> Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um
> quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o
> malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace
> 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o
> então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e
> Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma
> magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração
> notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um
> assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de
> contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas
> variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que
> deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar,
> como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma
> reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse
> trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de
> desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha
> jactos executivos do Estado para servir governantes.
>
> Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida
> por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de
> urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde
> privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de
> todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura
> destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de
> Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos
> governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no
> seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda
> Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo
> com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas
> dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há
> alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até,
> pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de
> países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de
> pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
>
> Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air
> France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do
> Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é
> mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao
> país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto
> executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional
> chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer
> prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não
> temos dinheiro.
>
> Mário Crespo, escreve à 2ªf no JN
>
>
>
> NB-Este artigo de Mário Crespo traduz a realidade dum país adiado...Portugal

domingo, 16 de março de 2008

Professores

Profs....a culpa é deles!
>
> Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o
> ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser
> deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O
> ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os
> únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores.
> Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.
>
> É evidente que a culpa é deles.
> E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma
> acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os
> professores.
> Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que
> escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser
> colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de
> um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
>
> O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles
> possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito
> próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com
> esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
>
> A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
>
> O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por
> passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e
> a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater.
> Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro
> de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar
> este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
>
> Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
>
> Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de
> escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora
> o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando
> sempre novas qualidades, este mundo.
>
> Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o
> povo cigano.
>
> Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem
> das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam
> pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a
> minha proposta.
>
>
> Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos
> esperança.
>
> Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser
> agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores
> vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
>
>
>
> Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
>

sábado, 15 de março de 2008

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A Justiça criminosa* por Clara Ferreira Alves
In Pluma Caprichosa *Segunda-feira, 22 de Out de 2007


Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?

E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente"importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.

Mail to: unica@expresso.pt

quinta-feira, 13 de março de 2008

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES

CARTA ABERTA

A/C

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

PARTIDOS POLÍTICOS COM ASSENTO PARLAMENTAR

SINDICATOS E DEMAIS ASSOCIAÇÕES SOCIOPROFISSIONAIS

COMUNICAÇÃO SOCIAL

COLEGAS



Definitivamente, é chegado o momento de dizer BASTA!...

Os professores estão saturados de assistir, diariamente, ao espectáculo deprimente protagonizado pela Sra. Ministra da Educação e pelos seus Secretários de Estado, fingindo não perceber as razões que desencadearam a indignação dos professores e manifestando uma impudência e uma cegueira inauditas face aos fundamentos discricionários, gratuitos e, insuportavelmente, injustos em que assenta este modelo de avaliação, retirando-lhe a credibilidade e a consistência.

O que começa por revoltar os professores, para além da prepotência e da truculência incompetente desta equipa ministerial, é a circunstância de o Estado ter patrocinado uma divisão sem critério e vergonhosa da carreira docente entre “professores titulares” e apenas “professores”, dando cobertura legal às injustiças gritantes que daqui decorreram, com professores mais competentes, mais qualificados e com mais experiência profissional a verem-se, agora, confrontados com o inacreditável constrangimento de irem ser avaliados por um colega menos capacitado e com menos currículo. Desafiamos qualquer pessoa a dar-nos um exemplo de um sistema de avaliação, seja de uma organização ou de um país, em que estas situações aconteçam. A Sra. Ministra da Educação pode agitar as cortinas de fumo que quiser, mas não vai credibilizar este modelo de avaliação, nem, por arrastamento, apaziguar a revolta que grassa nas escolas, enquanto não acabar com esta injustiça. Ao designar os “professores titulares” como um “corpo altamente qualificado”, a Sra. Ministra da Educação indignou os professores e semeou o mal-estar nas escolas.

Como tal, não venha a Sra. Ministra da Educação e os seus Secretários de Estado com os subterfúgios da dificuldade das escolas na implementação deste modelo de avaliação. Essa postura paternalista é outro factor de indignação dos docentes, pois transmite para a opinião pública a imagem, falsa, da impreparação dos professores e das escolas. De uma vez por todas, façam um esforço de compreensão e tenham presente que não se trata de dificuldades técnicas na concretização do modelo, MAS DA REJEIÇÃO, POR PARTE DOS PROFESSORES, DESTE MODELO DE AVALIAÇÃO EM CONCRETO, porque o mesmo não assegura a maior qualificação do avaliador, imputa ao professor variáveis que ele não pode controlar, não está orientado para a melhoria das aprendizagens, consubstanciando uma aventura irresponsável, uma vez que dá cobertura a deslumbramentos de pequeno avaliador, a favorecimentos pessoais, a uma balcanização da avaliação, desde fichas bem concebidas a verdadeiras aberrações, além de que não se ajusta à multicomponencialidade da docência. É assim tão difícil perceber e aceitar esta realidade incontornável?...

Num momento em que se começa a equacionar o retorno ao diálogo entre o Ministério da Educação e os Sindicatos, urge tornar bem claro que toda a envolvência em torno das questões que se prendem com a educação/ensino e, mais concretamente, com os professores, não se esgota, única e exclusivamente, num hipotético adiamento/simplificação do processo de avaliação do desempenho de professores. Neste sentido, preocupa os professores o facto de os Sindicatos e as demais organizações representativas se poderem vir a deixar enredar na falácia do adiamento da implementação do modelo de avaliação. Assim sendo, lembramos, mais uma vez, àqueles que nos representam que o problema deste modelo de avaliação de desempenho não está no calendário de aplicação, mas nos fundamentos e na substância do mesmo.

Às razões anteriormente referenciadas, acresce, ainda, a tentativa de aplicação de um modelo de gestão impositivo e não democrático, bem como um estatuto do aluno, totalmente, irresponsável.

Vamos aguardar os resultados das rondas negociais dos próximos dias, mas se as mesmas não corresponderem aos anseios dos professores, alguns dos quais aqui expressos, consideramos que é chegado o momento de assumirmos a defesa das razões que nos assistem no interior da própria escola, com recurso a tomadas de posição institucionais e inscritas em acta.

Como tal, IREMOS MOBILIZAR-NOS PARA INICIATIVAS REVELADORAS DA COERÊNCIA E DA CORAGEM DOS PROFESSORES!...



Os primeiros subscritores do PROmova (PROFESSORES – movimento de valorização),

Octávio Valdemar Gonçalves

José Aníbal Félix de Carvalho

Manuel da Conceição Coutinho

Manuel Pedro da Cunha Areias

Muinistério da Educação...

/C
PARTIDOS POLÍTICOS COM ASSENTO PARLAMENTAR
SINDICATOS E DEMAIS ASSOCIAÇÕES SOCIOPROFISSIONAIS
COMUNICAÇÃO SOCIAL
COLEGAS

Em todo este processo relativo à discussão da avaliação do desempenho
dos professores cada vez mais se tornam inadmissíveis alguns
comportamentos tidos pela tutela que, afinal, são bem demonstrativos e
elucidativos da inconsistência do seu discurso.

Permitam-nos, relembrar duas "máximas" que devem ser incluídas num
qualquer manual que se preze sobre avaliação:

1) "O parâmetro de avaliação sobre os resultados dos alunos SÓ vale 6,5%..."
Sabem quem disse isto? Acho que não vale a pena explicitar. Esta
"máxima" dá-me um grande alento para, junto dos meus alunos, lhes
dizer que vão ter que fazer um mortal com dupla pirueta que vale 3
valores (numa escala de 0 a 20). Não consegue? Não faz mal... também
SÓ vale 3 valores!...

2) "A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu
quarta-feira em conferência de imprensa, que o processo de avaliação
dos professores não vai ser suspenso nem adiado, mas que as escolas
poderão simplificar os procedimentos previstos no processo, abdicando,
nomeadamente da observação de aulas." (Fonte LUSA)
Mas o legislado não especifica que têm que ser observadas aulas? Em
que ficamos?...

Afinal, quem anda a brincar às avaliações?...

Afinal, quem pode considerar esta avaliação um processo sério?...

Afinal, quem acha que vale tudo?...

Afinal, quem quer que se finja que se avalia?...

Abraço solidário.

PROmova

segunda-feira, 10 de março de 2008


Confederação de Pais recebe muito dinheiro do Min. da Educação
To:




Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).

Fonte: PÚBLICO on-line

Vamos denunciar estas injustiças … divulga e reencaminha para que todos saibam o que se passa na educação!!!





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O senhor primeioro ministro acaba de afirmar, referindo-se á lutados professores, que não acredita na força dos números, porque tem a força da razão.
Nem alazar faria melhor...ele é que sabe...mais a sua ministra...os cem mil professores que se manifestaram são uns ignorantes.
Já agora..sbe por acaso o significvado da palavra Democracia?
Assim..não...

Mais uma...

Caixa Geral de Aposentações/URGENTE



Mais outra de outro!!
Contra estas e outras do género é que nos devíamos insurgir de verdade!...


Marques Mendes - Novo Pensionista !

Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais.

Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.




' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'

Guerra Junqueiro escrito em 1886
Parece que merecemos esta sina...

Avaliação dos professores

Como se pode avaliar professores, quando o Estado sistematicamente os "deseducou" durante 30 anos? Como se pode avaliar professores, quando o ethos do "sistema de ensino" foi durante 30 anos conservar e fazer progredir na escola qualquer aluno que lá entrasse? Como se pode avaliar professores, se a ortodoxia pedagógica durante 30 anos lhes tirou pouco a pouco a mais leve sombra de autoridade e prestígio? Como se pode avaliar professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores se a própria sociedade não tem um modelo do "homem" ou da "mulher" que se deve "formar" ou "instruir"?
Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o "bom professor" muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, "aberta", tolerante, saudável, "qualificada", competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.
O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama "reformas do ensino" leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o "marcelismo") que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a "educação" era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no "sistema", sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se "aperfeiçoar" a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o "esquema" da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.


a) Vasco Pulido Valente




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quinta-feira, 6 de março de 2008

Dicionário

Nova palavra no dicionário - Socratear




Nova palavra no dicionário - Socratear



* SOCRATEAR . * [Do analfabeto SOCRATES]: Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.
1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza;
disfarçar com a maior cara de pau e cinismo.
2. Não dar a perceber,
apesar de ululantes e genuínas evidências; calar.
3. Fingir, simular inocência angelical.
4. Usar a dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia.
5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsabilidade.
6. atingir sempre o amigo ou inimigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes ele do que eu).
7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmaras e nos olhos das pessoas.
8. Defraudar, iludir
9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.


10. viajar com dinheiro publico.







ACTUALIZE SEU VOCABULÁRIO


Nova palavra no dicionário - Socratear

A MINISTRA

grande poeta Bocage mais actual que nunca! Ah, " ganda " Bocage!!


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta ;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é MINISTRA.


QUEM É?








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quarta-feira, 5 de março de 2008

E-mail

Para conhecimento junto cópia de e-mail enviado a
Judite de Sousa- A/C RTP
Senhores:
Sempre fui um defensor do serviço público de Televisão, no pressuposto de que ele seja aberto a todas as sesibilidades e respeitador do pluralismo.
No actual diferendo que opõe os professores ao Ministério da Educação estou convicto que os professores têm razão. Ao contrário da senhora Ministra eles estão dipostos ao diálogo e apenas pedem respeito.
Tenho um neto a estudar numa escola pública e é nos professores dele que eu confio e não nos burocratas.
Mas isto é uma opinião e todos temos direito a ter a nossa.
Mas uma coisa é a nossa opinião...outra a independência duma estação de TV, que não deve ser a " voz do dono".
Depois de dois " prós e contras" cuja orientação não quero discutir, surje agora a notícia duma entrevista á senhora Minstra sem qualquer direito a contraditório, nas vésperas duma manifestação.
Será que numa campanha eleitoral, a dois dias da mesma, a RTP se limitaria a entrevistar um dos candidatos?
Sinceramente fiquei triste...onde está o pluralismo, onde está o direito auma informação que respeite o direito de todos ?
Acredite, D.Judite de Sousa... a atitude da RTP neste caso( não quero dizer a sua) decepciona-me profundamente.
Cumprimentos
Nuno Cabeçadas

domingo, 2 de março de 2008





Tão amigos que eles são...
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