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sexta-feira, 30 de março de 2012

POEMA


Quero lá saber !!!...



Quero lá saber… … …
Da roubalheira e da corrupção… … …
Que o Djaló seja do Benfica … ou da televisão…
Que não se consiga controlar a inflação…
Que haja cada vez mais desempregados…
Que dêem diplomas e cursos aldrabados…
Que me considerem reformado… ou excedentário…
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário…
Que se ilibe o Sócrates do processo…
Que não haja democracia de sucesso…
Que já não finja que “namora” a Câncio…
Que o BCE se livre do pirómano Constâncio…
Que roubem multibancos com retro escavadora
Que o Nascimento corte processos à tesoura…
Que deixe de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja um tacho pró Sampaio…
Que em Bruxelas “mamem ” muitos deputados…
Que o Gu terres “trate” dos refugiados
Que a nós nos deixou bem enrabados…
Que vá a sessenta e me preguem uma multa…
Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta…
Que o Godinho pese a sucata sem tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara…
Que o buraco da Madeira sobre todo para mim…
Que a Merkl se borrife pró Jardim…
 Que a corja dos deputados só se levante ao meio dia…
Que indemnizem os pedófilos da Casa Pia…
Que não haja aumentos de salários… nem concertação social…
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal…
Que Guimarães se mantenha a capital !!!...
Que nas gasolineiras da cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Relvas…
Que na Assembleia estejam 230 cretinos…
Que nas autarquias hajam muitos Isaltinos…
Que o Álvaro por tu hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o mamar doce do sanguessuga Gaspar…
Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
Que a justiça safe depressa o Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte prá prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão…
Que na Procuradoria continue o P. Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro…
Que os offsores andem a lavar dinheiro
Que do BPN foi gamado p’lo Loureiro…
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista manhoso
Que agora é o democrata Zé Manel Barroso…
Tudo isto… já nada pra mim tem de anormal….
Caralho… só há uma com que não me conformo…
Que o pinóquio do Coelho… me tenha fodido…
A ponte e as festas do Carnaval !!! …
     
           Maria- Funcionária  Pública


  





quinta-feira, 29 de março de 2012

ESTA MERDA TEM DE ACABGAR

http://youtu.be/eZGpzDWwKG8

ANEDOTA VERDADEIRA

No meio da conversa, Lula abre a camisa e mostra o peito,
- Isto é como o Brasil, forte e invejado!!!
Obama desce as calças, vira o rabo e diz,
- Isto é como a América, impenetrável!!!
Cavaco, desce as calças e, mostrando o pirilau diz,
- Isto é como Portugal, nunca mais se vai levantar!!!



terça-feira, 27 de março de 2012

É PRECISO TER " LATA"

Para os que têm memória curta!


"Em 1980 Cavaco Silva, então ministro das Finanças,
Sobe os gastos orçamentais, valoriza o escudo, dificulta as exportações, aumenta as importações. O défice das transacções correntes sobe de 5% do PIB em 1980 para 11,5% em 1981 e 13,2% em 1982. A dívida externa aumenta de 467 milhões de contos em 1980 para 1199 milhões em 1982. Perante o descalabro, em 1983, o novo governo da AD vê-se obrigado a subir as taxas de juro 4 pontos, e a vender 50 toneladas de ouro para financiar as contas externas. O desnorte é total.
Desmantelamento do sector das pescas, silvicultura e da agricultura em Portugal, a troco de algumas ajudas financeiras da UE. A maioria dos agricultores e pescadores passaram a receber para não produzirem, arrancarem árvores (vinhas, oliveiras,árvores de fruto, etc) ou abandonarem a sua actividade piscatória, contribuindo desta forma para o aumento da dependência alimentar de Portugal de países como a Espanha e França

Entrega de toneladas de ouro do Banco de Portugal a uma empresa norte-americana que terminou na falência, uma operação conduzida por Cavaco Silva e o ministro Tavares Moreira.         "


É preciso ter lata para vir agora aconselhar o aumento das exportações agrícolas!

sábado, 24 de março de 2012

CRESPO AO FRESCO





CRESPO AO FRESCO
Mário Crespo, 64 anos, jornalista da SICN e colunista do Expresso, foi convidado por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, para o lugar de correspondente da RTP em Washington, vago há seis meses. Deste modo, Crespo voltará a desempenhar as funções que exerceu entre 1992-98. O convite está a gerar forte turbulência na RTP, uma vez que a estação estava a organizar um concurso interno para preenchimento da vaga, de acordo com os critérios estatutários:
1) É dada primazia a jornalistas do quadro da RTP interessados em trabalhar no estrangeiro.
2) A direcção de informação selecciona os candidatos.
3) Um júri avalia.
4) A administração avaliza a escolha final. Crespo nem sequer é do quadro: foi despedido da RTP há doze anos. Chama-se a isto, em linguagem plano inclinado, dar o pote aos boys. Este assessor de Relvas é que os topa.
Lembram-se do que Mário Crespo disse do Governo de Sócrates? Do que ele afirmou sobre as perseguições, intimidações, censuras e tentativas de interferência do poder político no jornalismo? Da t-shirt que levou à Assembleia da República para denunciar as malévolas intenções governamentais? Pois bem: o ministro Miguel Relvas atropelou a administração e a direcção de informação da RTP e convidou Mário Crespo para correspondente da estação pública em Washington. A RTP, não sei se estão recordados, é aquela estação que estava para ser privatizada, perdão, reavaliada. Sobre o convite, Crespo, cândido e enternecido, declarou: «É um lugar que me honraria muito nesta fase da minha carreira e para o qual me sinto habilitado». Curioso. Pensei que ia recusar com base numa alegada interferência do poder político no jornalismo, mas não. E na RTP, já agora, ninguém se demite? Confesso: cada vez tenho mais respeito por algumas meretrizes.














sexta-feira, 23 de março de 2012

O MELHOR DE PASSOS COELHO

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Em lugar de emprenhar pelos ouvidos e influenciados pelos ladrões corruptos, que cada um use a sua própria capacidade de análise  e tire as suas conclusões.

quarta-feira, 21 de março de 2012

DEMOCRACIA


 importante divulgar isto.RESPONSÁVEIS PELA CRISE ISLANDESA COMEÇAM A SER PRESOS . Nos "media" nada aparece sobre isto, porque será?...





Lá, sim, há democracia.







Por alguma coisa há ano e tal que, em Portugal,  não se diz nem se escreve uma palavra  sobre a ISLANDIA

  Bem se vê que os jornalistas são os cães de guarda  ....Se não fosse a Internet não sabíamos nada

> Nos "media" nada aparece sobre isto, porque será?
  RESPONSÁVEIS PELA CRISE ISLANDESA COMEÇAM A SER PRESOS
Julgamento a sério dos culpados de crimes financeiros contra a Pátria?...
Enfim, a Islândia é outra sociedade, uma democracia a sério. 
  Cá não há luxos desses...
Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota
em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de
conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem
como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de
detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso
bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais
de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com
destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois
antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena
de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o
antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito
e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o
estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita

 

SABE O QUE É O B.C. E. ?


QUE É O BCE?

 

- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro,

como é o caso de Portugal.

 

 

 

E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?

 

- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós

todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à

Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao

euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10

dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

 

 

 

E É MUITO, ESSE DINHEIRO?

 

- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano

passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca

de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de

2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

 

 

 

ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A

PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU

OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?

 

- Não, não pode.

 

PORQUÊ?!

 

- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

 

 

 

ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?

 

- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

 

 

 

AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO

EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO

AO BCE.

 

- Pois.

 

MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A

ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?

 

- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os

banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

 

 

 

AGORA NÃO PERCEBI!!..

 

- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a

Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países

do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos,

a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a

outros Estados a 6 ou 7%.

 

 

 

MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR

O DINHEIRO!

 

- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na

Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a

Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

 

 

 

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE

CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE

DO 13º MÊS.

 

As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como

é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados

aos administradores que são gente muito especializada.

 

 

 

MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?

 

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro

lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

 

 

 

ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM

AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS

QUE SÃO DONOS DO BCE?

 

- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as

dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que

estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é

que levam juros a 6, a 7% ou mais.

 

 

 

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO

PRÓPRIO BANCO!...

 

- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto

por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas

qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda

para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10

milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande

empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito,

uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

 

 

 

MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?

 

- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos

banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito

razoável quando lhes faltarem os votos.

 

 

 

MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?

 

- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é

quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um

século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro

transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos

nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira

da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para

casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos

bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na

Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

 

 

 

E ONDE O FORAM BUSCAR?

 

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde

havia de vir o dinheiro do Estado?...

 

 

 

MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?

 

- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa,

engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar

o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais

comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's,

uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de

Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao

tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa

importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que

tinha direito.

 

 

 

E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?

 

  Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

 

 



 

.





 



terça-feira, 20 de março de 2012

CARTA ABERTA


Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão(FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados,  aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar  vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os  veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia  pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de  bafejados oásis  de leite e mel,  Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas  jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo  se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas  emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices  dos pupilos, por veladas e paternais  palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que  preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão;  que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e  sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.







Respeitoso e Suburbano,  devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,
António Maria dos Santos
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente.

 E pela mesma razão."
  EÇA DE QUEIROZ













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segunda-feira, 19 de março de 2012

UM CONGRESSO HISTÓRICO


Um congresso histórico
                     Publicado em 2012-03-12 - JN

O recente congresso do sindicato do Ministério Público, realizado num
hotel de cinco estrelas de Vilamoura, no Algarve, mostra bem a
degenerescência moral que atingiu esta magistratura ou, pelo menos, a
sua fação hegemónica. Para realizar o sinédrio, os magistrados
dirigentes sindicais não hesitaram em pedir dinheiro a várias
empresas, incluindo bancos outrora indiciados de envolvimento em
atividades ilícitas. Com efeito, o congresso contou com o «alto
patrocínio» do Banco Espírito Santo e do Montepio, dois bancos
envolvidos na célebre «Operação Furacão» - o primeiro diretamente e o
segundo porque comprou um banco envolvido, o Finibanco. Além disso, o
congresso teve também o «alto patrocínio» da companhia de seguros
Império Bonança, bem como o patrocínio oficial da Caixa Geral de
Depósitos e da Coimbra Editora e ainda o patrocínio do BPI e dos Cafés
Delta, entre outros.
Os procuradores sindicalistas reuniram assim um vasto conjunto de
apoios financeiros que lhes permitiram não só realizar o congresso mas
sobretudo oferecer um luxuoso programa social para acompanhantes e
congressistas que incluiu um cruzeiro pela costa algarvia, almoços e
jantares em hotéis de cinco estrelas, passeios diversos e provas de
produtos regionais e, por fim, dar as sobras dessa abastança a uma
instituição privada sem fins lucrativos como é a Fundação António
Aleixo. Eles não hesitaram em pedir dinheiro a entidades suspeitas de
crimes económicos graves para agradar aos convidados entre os quais
diretores de órgãos de informação que permanentemente violam o segredo
de justiça. Como é possível pedir dinheiro para pagar um programa
social principesco, manifestamente fora do alcance económico dos seus
organizadores, concebido para aliciar colegas e convidados a
participarem no evento?
A propósito destes patrocínios, Vital Moreira interrogava,
recentemente, no seu blogue «Causa Nossa»: «Não restará nestes
sindicalistas judiciais um mínimo de sentido deontológico sobre a
incompatibilidade entre a sua função e o financiamento alheio dos seus
eventos sindicais? Não se deram conta de que se amanhã um dos seus
generosos financiadores deixar de ser investigado ou acusado de alguma
infração penal que lhe seja assacada, tal pode lançar a dúvida sobre a
sua isenção»?
Com que cara é que magistrados do MP vão pedir dinheiro a um banco
envolvido na «Operação Furacão» e ainda suspeito de corromper
políticos no caso do abate de sobreiros da Herdade da Vargem, em
Benavente, e indiciado por ter feito desaparecer nas suas filiais
internacionais o rasto de cerca de 30 milhões de euros, alegadamente
pagos como comissões pela compra, pelo Estado português, de dois
submarinos a um consórcio alemão?
Diz o artigo 373º n.oº 2 do Código Penal que comete o crime de
corrupção passiva para ato lícito quem «por si, ou por interposta
pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar,
para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem
patrimonial ou não patrimonial de pessoa que perante ele tenha tido,
tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das
suas funções públicas». Será que esta norma só não se aplica a
magistrados? Será que nenhum dos patrocinadores teve no passado alguma
pretensão dependente do exercício das funções dos magistrados do MP?
Claro que sim. E houve até situações, no âmbito da «Operação Furacão»,
em que o procurador titular do processo defendeu teses mais favoráveis
aos arguidos do que a do próprio juiz de instrução.
Sublinhe-se que o MP perseguiu criminalmente alguns médicos a quem
acusou de terem solicitado e aceite patrocínios da indústria
farmacêutica, alguns deles para poderem participar em congressos.
Então os magistrados do MP podem fazer o mesmo sem quaisquer
consequências?
Seja como for, os procuradores que estiveram no congresso, no mínimo,
não deverão no futuro intervir em processos em que sejam partes
quaisquer das empresas patrocinadoras do evento, pois tal constituirá
«motivo, sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a sua
imparcialidade», nos termos dos artigos 43º n.oº 1 e 4 e 54, n.oº 1 do
Código de Processo Penal.
Não há dúvidas de que este congresso vai ficar na história.

domingo, 18 de março de 2012

FRASE DE ANY RAND ( filósofa russa)

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

sábado, 17 de março de 2012

NADA A FAZERE


TRRIIIMM. TRRIIIMM... TRRIIIMM...
Responde o atendedor de chamadas:
"Obrigado por ter ligado para o (Hospital) Júlio de Matos, a companhia mais
adequada aos seus momentos de maior loucura."
* Se é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;
* Se é codependente, peça a alguém que marque o 2 por si;
* Se tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;
* Se é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer.
Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;
* Se sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que
você, e só você, vê à sua direita;
* Se é esquizofrénico, oiça com atenção, e uma voz interior indicará o
número a marcar;
* Se é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa
sua lamentável situação;
* Porém, se VOCÊ votou PASSOS, não há solução, desligue e espere até 2013,
Aqui atendemos LOUCOS e não INGÉNUOS! Obrigado!











quinta-feira, 15 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

FOI O FRIO

Ai que frio que está!!!!!!!!







"Parece que o plano de exterminação...,
Está a correr bem. 3000 idosos em 5 dias.., é obra que se veja. Foi o frio, dizem. Não tem nada a ver com os baixos rendimentos destes idosos, nada a ver com o custos da energia com a qual se deveriam aquecer, nada a ver com a crescente inacessibilidade aos cuidados médicos, nada a ver com o alto custo dos medicamentos. Foi o frio.
Matam-se 10 manhosos nas estradas por via de manobras perigosas e excessos de velocidade, saem as televisões em direto e os jornais em diferido a dar conta de tamanha catástrofe. Legisla-se a favor dos vendedores de pneus, aumentam-se as coimas, investe-se em viaturas e radares para as polícias. Morrem 3000 portugueses vítimas das condições terceiro-mundistas em que viviam, abusados por garotagem sem escrúpulos que os roubou de tudo o que tinham..., e nem um pio.     Bolas..."Foi o frio..."

sábado, 10 de março de 2012

SERÁ POSSÍVEL?


Esta é de bradar aos Céus!
        Será que há muitos "farmaceuticos"  ligados ao Ministério da Saúde ?
        «O BURACÃO» (do jornal «O Médico»)
        (alguém foi entrevistado por um jornalista, que disse o seguinte:)
        «- Há uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.
        - Ai sim? Ora conte lá isso..
        - O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à
farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na
receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para
reembolso às farmácias?
        - Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?
        - É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o
problema... É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor
sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem
dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico
lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em
algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é
que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o
doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está.
O Estado paga
        - Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os
medicamentos? - Perguntei.
        - Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então
não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova
receita...
        - Continue, continue - Convidei
        - Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como
também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas
vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que
"não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais
barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o
medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais
baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas
farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que
acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do
medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o
Estado paga pelo mais caro...
        Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a
denúncia como boa.
        Até porque a coisa me parecia simples de mais.
        Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse
pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da
vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades.
        Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...
        - E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.
        - É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de
barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.
        - E ninguém confere? - Insisti.
        - Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a
confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De
outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a
que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas
administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada
se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...

        E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...
        Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!»









DEMITA-SE...SENHOR PRIMEIRO MINISTRO


 Demita-se, senhor Primeiro-Ministro

*Nicolau Santos**, na sua habitual coluna do semanário "Expresso",
desnudava a alma, com estes termos?*

*Sr primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a
crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes?. Também eu, senhor
Primeiro-Ministro. Só me apetece rugir!...*
*O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no
alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si
e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa
Excelência matou o País!*
*Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do
Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento. O déficite já vem
do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a
mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos
anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente,
Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem,  e aos
agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência
alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento
e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural
para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos.
Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou,
fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje
vive gozando as delícias das suas malfeitorias. E você é o herdeiro e o
filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr
no banco dos réus?*
*Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas
crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o
PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem
a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal
chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não
subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte
no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a
este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.*
*Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções
passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro
embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no
desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto
e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem
Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia
(a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências
e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua
Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca
descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas
de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do
desemprego?*
*O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos
indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra
hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um
prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta
400 vezes!!! superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos
autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro. Outro exemplo: as parcerias
publico-privadas, grande sugadouro das finanças públicas. Outro exemplo:
Dizem os estudos que, se V.Exa cortasse na mesma percentagem, os
rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de
todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes
beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar
exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas,
para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar
Portugal!*
*Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-Ministro é um homem
sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças.
Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa,
esperando deles, compreensão e consideração. Genuina ingenuidade! Com tudo
isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor
Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um
Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da
Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje,
é, apenas, o Gauleiter de Berlim.*
*Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.*



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quarta-feira, 7 de março de 2012

A TRAPEIRA DO JOB


A trapeira do Job
José António Barreiros, advogado
Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.
Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.
Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".
E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.
Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.
Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital.
Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado, e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.
Foram anos em que o Campo se tornou num imenso ressort de Turismo de Habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave.
Houve quem pensasse até que um dia os Serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.
O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.
O país que produzia o que se podia transaccionar, esse, ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios, e que os víamos chegar mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas-relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.
Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o Ser-Humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado que, caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.
Às tantas, os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.
A chegada das lojas-dos-trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.
Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais, claro, e sempre pela reforma agrária, e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo, e já leu o New Yorker?
A agiotagem financeira, essa, ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia, mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a Conta-Ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum Banco quer que lhe devolvam o capital mutuado, quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.
Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os Bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting, ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.
Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele Balcão bancário buscar dinheiro, vendemo-nos ao dinheiro, enforcarmo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.
Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental e, nos intervalos, imbecilidades e telefofocadas, que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E, contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.
Estamos nisto.
Este fim-de-semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.
Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura, em Bizâncio, discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.




CARNAVAL

http://youtu.be/nG4_stEKrsY

terça-feira, 6 de março de 2012

BOM EXEMPLO

Passos Coelho está a fazer um dos seus famososdiscursos:
- E a partir de agora temos de fazer maissacrifícios!
Ouve-se uma voz na multidão:
- Trabalharemos o dobro!
Passos continua:
- E temos de entender que haverá menos alimentos!
A mesma voz:
- Trabalharemos o triplo!
Passos prossegue:
- E as dificuldades vão aumentar!
- Trabalharemos o quádruplo!
Passos vira-se para o chefe da segurança epergunta:
- Quem é esse idiota que vai trabalhar tanto?
- O coveiro!

sábado, 3 de março de 2012

FAMILIA FIEL

GOLDMAN SACHS


Sabem o que é o banco americano Goldman Sachs?

































 Vou limitar-me a reenviar este texto, porque não tenho bases


para o confirmar ou desmentir, mas como há gente que sabe
destas coisas!... Aqui vai para a ajuda das vossas conclusões












EURO, qual EURO. Crise...  

Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?

Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de
notação financeira Moody?s), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007,a G.S. ganhou 4 biliões de
dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de
subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.

Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi.Atenção não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.

Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado.
Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs ....
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa."
Como é que eles fizeram?
Eu explico:
Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem este e-mail estão
esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:
1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado.
Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são
rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.
3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha.
Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o EURO. O EURO é uma moeda Forte, porque os investidores vêem ai carne para desossar, se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra, etc. Não são os Governos dos EUA, que desferem estes golpes, mas sim a indústria financeira internacional, principalmente sediada em Wall Street (New York) e na City (Londres), é que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos
nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global, são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.
É fácil divulgar isto na internet.
Digam aos vossos amigos, para passar o e-mail para qualquer um que possa estar interessado.
Se nos estão comendo vivos ... As pessoas precisam saber.
Estamos a sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.
Obrigado pela leitura.








O caminho do homem justo está cercado por todos os lados

pela iniqüidade dos egoístas e a tirania dos maus.



Bendito aquele que, em nome da caridade e boa vontade,

guie os fracos através do vale das trevas,

pois ele é verdadeiramente o guardião de seus irmãos e localizador de crianças perdidas...



E eu vou derrubar sobre ti com grande vingança e raiva furiosa

aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos

e tu saberás que Eu sou o Senhor, quando minha vingança caír sobre ti.





(versao adaptada de Ezequiel 25:17)