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quarta-feira, 31 de março de 2010

PENSAMENTOS 3)

A arte de pensar

Lili Caneças, simplesmente não pensa.
Rute Marques pensa que é Grace Kelly.
Paulo Pires pensa que é o Diogo Infante.
Diogo Infante pensa que é Paulo Pires.
Pedro Abrunhosa pensa que é António Variações.
E António Variações já não pensa mais.

Manuel Luís Goucha pensa que é a Teresa Guilherme.
Teresa Guilherme pensa que é a Manuela Moura Guedes.
Manuela Moura Guedes não pensa, quem pensa é o Moniz.

Luís de Matos pensa que é David Copperfield.
Edite Estrela pensa que é Hillary Clinton.
E Ana Malhoa, simplesmente pensa que pensa

Júlia Pinheiro pensa que é Barbara Walters.
Herman José pensa que tem graça.
João Baião pensa que vai ser mãe.
João Pinto pensa que é intelectual.
Belmiro de Azevedo, com todo o dinheiro que tem,
pode pensar o que quiser.

Ronaldo pensa que é o número 1.
A irmã dele pensa que canta.
O sr. José Sócrates da Silva pensa que é Deus.
E José Mourinho tem a certeza!


O teu chefe pensa que estás a trabalhar

VÁRIAS FACES



Várias faces da mesma moeda...
E os portugueses que se lixem...
Segundo o jornal alemão "Der Spiegel" o fornecimento de submarinos pela Alemanha a Portugal no tempo do governo do senhor Durão Barroso..com Paulo Portas..como ministro pode ter envolvido corrupção...
Claro que isso deve ser invenção dos alemães...
Povo português..povo que sofre e engole em silêncio...

ESTÁ TUDO MINADO

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) alertou hoje que as escolas que denunciam atos de violência "são penalizadas na avaliação externa".
O alerta foi dado à agência Lusa pela presidente da CNIPE, Maria José Viseu, no dia em que a Procuradoria Geral da República (PGR) defendeu a tipificação do crime de bullying e a ampliação da denúncia obrigatória por parte dos responsáveis das escolas, direções regionais de educação e titulares de funções inspetivas na Inspeção Geral de Educação.
O bullying é um ato de violência física ou psicológica, intencional e repetido, praticado por aluno ou grupo para intimidar ou agredir outros incapazes de se defenderem.
Congratulando-se com a posição manifestada hoje pela PGR, a presidente da CNIPE lembrou que as escolas que denunciam atos de violência "são penalizadas na avaliação externa", apontando, sem identificar, "alguns casos" de que a associação teve conhecimento "um pouco por todo o país", através de relatos de pais e encarregados de educação.
Neste contexto, Maria José Viseu defendeu a "alteração à avaliação externa das escolas", para que estas não sejam prejudicadas na pontuação do seu desempenho, incluindo na atribuição de quotas de professores, por não terem conseguido "resolver internamente os problemas".
A CNIPE entende que o bullying deve ser considerado crime, uma vez que "existe violência sobre outrem", mas também que "cada agrupamento" escolar deve ter "uma bolsa de técnicos que ajude a prevenir determinadas situações".
Em resposta enviada hoje à Lusa, a PGR informou que na sexta feira foi entregue aos ministérios da Educação e da Justiça um estudo sobre "vários tipos de violência escolar e a sua punição".
De acordo com a PGR, apesar de "grande parte da jurisprudência" já considerar os ilícitos ligados à "violência escolar" como crimes públicos, "interessa abranger na violência escolar ilícitos que até agora dificilmente se podem considerar tipificados, tal como é o caso do school bullying".
No estudo, a Procuradoria Geral da República advoga que sejam participados "todos os factos qualificados como crimes" cometidos em ambiente escolar ou de que sejam vítimas membros da comunidade escolar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

UM BOM EXEMPLO

O EXEMPLO PRESIDENCIAL, ANÍBAL CAVACO SILVA

Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL ( 1 875 709 $ 60 )
Podendo acumulá-las com o vencimento de P. R.

Porque será que, o Expresso, o Público,
o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias,
não abordaram este caso, mas trataram os outros
conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que
vão fazer o mesmo que fizeram com os outros ??

Não será por este e outros a razão da falência da Segurança Social ???
Só as reformas dos funcionários públicos é que causam tanto mal à economia deste país???

domingo, 28 de março de 2010

ASSIM É QUE É FALAR

ANEDOTA DE DOMINGO

Comer Broa....



Diz um puto francês para um puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa...

O puto português conta à mãe o sucedido e a mãe diz para ele dizer o seguinte:
-Eu tenho o PS no governo e tu não tens...

No dia a seguir o puto francês volta a dizer ao puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa..

E o português respondeu:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens...

O puto francês foi para casa e disse à mãe o que o puto português lhe disse e a mãe disse-lhe:
- Olha, diz-lhe que não tens, mas que também vais ter!!!

No outro dia o puto francês disse:
- Eu como chocolate e tu comes broa..

Diz o puto português:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens...

Diz o puto francês:
- Não tenho mas vou ter...

Diz o puto português:
- Então vais passar a comer broa que te vais foder ...

sábado, 27 de março de 2010

VERDADES QUE SE DIZEM

Até que enfim alguém fala correctamente...
Astrid Lulling, democrata-cristã luxemburguesa, questionou o Dr. Vítor Constâncio sobre os casos BCP, BPP e BPN.
"Não admira que os portugueses estejam contentes por sair", afirmou Lulling, referindo-se ao Governador do Banco de Portugal, que esteve ante-ontem no Parlamento e deverá assumir, em Junho, o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.
Perante os euro-deputados, Astrid Lulling, lembrando os casos BCP, BPP e BPN, afirmou que entregar a supervisão do BCE a Constâncio "é como dar dinamite a um pirómano".

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESTE JORNALISTA TEM RAZÃO... EU TAMBEM SOU REFORMADO

REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na
Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.

Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com
estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não
devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade.

Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a
este respeito. E nós que não sabíamos!

Ora vejamos:

* O nosso Presidente da República é um reformado;

* o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um
reformado;

* o nosso ministro das Finanças é um reformado;

* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;

* o ministro das Obras Públicas é um reformado;

* gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;

* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;

* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados -
garantiu-o o presidente da ANMP

* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre muitas
outras coisas que a decência não permite escrever aqui);

E assim por diante...

Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a
reformados?

Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma
pensãozita?

Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...)
velhos?

Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós.

Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...

Joaquim Fidalgo

Jornalista

quinta-feira, 25 de março de 2010

INDISCIPLINA NAS ESCOLAS- reunião xe especialistas em Espanha

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
Gostou? Então divulgue...

A PROPÓSITO DO P-E.C.


Um alemão, um francês, um inglês e um português apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso.

O alemão comenta:
- Olhem que perfeição de corpos:
Ela, esbelta e espigada;
Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados.
Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês contesta:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras:
Ela, tão feminina,
Ele, tão masculino,
Sabem que em breve chegará a tentação.
Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta:
- Que nada! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.

Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa,
o português declara:
- Não concordo.
Olhem bem:
não têm roupa,
não têm sapatos,
não têm casa,
tão na merda.
Só têm uma única maçã para comer.
Mas não protestam,
só pensam em sexo,
e pior,
acreditam que estão no Paraíso.
Só podem ser portugueses.







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quarta-feira, 24 de março de 2010

SALÁRIOS

FromSalários não vão aumentar????
Dado o estado do país, acho bem que não haja aumentos!

Mas devem-se abrir algumas excepções. Como vão sobreviver os fulanos cujos nomes e parcos salários se indicam a seguir?





Use a caixa "Cco" ou "Bcc" (cópia oculta) para enviar mails


Eles não ganham muito. Eu é que trabalho pouco!!!!


Ora cá vão uns uns salariozitos de remediados:

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde há aumentos PARA SEMPRE Amigos

PODE NÃO PARECER, MAS ESTES SÃO VALORES MENSAIS!!!...

ATÉ QUANDO'

Sócrates, até quando?
por Miguel Urbano Rodrigues
Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a II Guerra Mundial. Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que durante quase seis anos desabou sobre a humanidade.

Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o III Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida.

Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruínas do Reichstag, em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta

"Como foi possível?"

Hitler suicidara-se uma semana antes. Naqueles dias sentíamos o peso de um absurdo para o qual ninguém tinha resposta. Como pudera um povo de velha cultura, o alemão, que tanto contribuíra para o progresso da humanidade, permitir passivamente que um aventureiro aloucado exercesse durante 13 anos um poder absoluto. A razão não encontrava explicação para esse absurdo que precipitou a humanidade numa guerra apocalíptica (50 milhões de mortos) que destruiu a Alemanha e cobriu de escombros a Europa?

Muitos leitores ficarão chocados a por evocar, a propósito da crise portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30.

Quero esclarecer que não me passa sequer pela cabeça estabelecer paralelos entre o Reich hitleriano e o Portugal agredido por Sócrates. Qualquer analogia seria absurda.

São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos.

Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta "Como foi possível?"

Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?

O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro?

Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz.

Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo.

Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro.

Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes.

O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras.

É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta.

Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social.

Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas. Não há desmentidos que possam apagar a conspiração.

Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de "infame" a divulgação daquilo a que chama "conversas privadas".

Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as "conversas privadas" que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena "conversa" com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias.

Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo.

O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo.

Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?

Até quando, Sócrates, teremos de te suportar?

terça-feira, 23 de março de 2010

MENTIRAS


ONTEM O MINISTRO TEIXEIRA DOS SANTOS GARANTIU EM ENTREVISTA FEITA POR MIGUEL SOUSA TAVARES NA SIC QUE OS PORTUGUESES COM MAIS BAIXOS RENDIMENTOS NÃO IRIAM SERE AFECTADOS PELO TENEBROSO PEC QUE ESTE GOVERNO QUER PÕR EM PRÁTICA.
HOJE..NA ASSEMBLÉIA DA REPÚBLICA JÁ ADMITIU O CONRÁRIO.
LEMBRAM-SE DM FILME CHAMADO 2"FEIOS, PORCOS E MAUS" ?

segunda-feira, 22 de março de 2010

O PALHAÇO- artigo de Mário crespo

palhaço


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.E diz que não fez nada.


O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.


O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.


O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.


O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.


Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.


O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.


Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso.


É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha.


O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.


O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.


O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.


Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.


O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.


Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer.


Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.


E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer.


Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.


E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.


O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.


Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.


Ou nós, ou o palhaço.

O QUE OS INCOMODA'

Depois de Sócrates, também Pedro Silva Pereira atacou Alegre dizendo que não cabe a um Presidente da República ter "plano alternativo de governação". O candidato à Presidência já respondeu.
Em entrevista ao Jornal de Notícias, José Sócrates defendeu o PEC, discordou das críticas feitas por Manuel Alegre e disse que "agenda da governação discute-se nas legislativas e não nas presidenciais." (Ler artigo no esquerda.net: Sócrates ataca Manuel Alegre)

Posteriormente, também o ministro da Presidência, Pedro da Silva Pereira veio dizer que "não cabe a um Presidente da República ter um programa alternativo de governação", a propósito das críticas feitas pelo candidato presidencial. O ministro e secretário do PS disse também que o seu partido não defendeu ainda a sua posição a propósito das eleições presidenciais: "Estamos concentrados agora na agenda da governação. Não definimos ainda uma posição a propósito das eleições presidenciais, mas temos uma visão do que é a função presidencial", disse.

Manuel Alegre já respondeu às críticas governamentais, declarando à TSF:

"Um presidente da República não deve ter uma agenda de governação e eu não tenho, não sou candidato nem para derrubar governos, nem para governar por interposta pessoa, mas isso não quer dizer que um candidato ou um presidente não tenha opinião sobre os grandes problemas nacionais".

O candidato à Presidência da República acrescentou ainda, numa referência indirecta a Cavaco Silva: "O Presidente da República deve ser claro e não deve é falar para não dizer nada ou gerir silêncios prudentes, porque, por vezes, a gestão dos silêncios cria mais instabilidade do que emitir a opinião".


» 1 Comentários

domingo, 21 de março de 2010

A FENPROF TEM RAZÃO

21 Março 2010 - 00h22

Educação: Crime público exigido
A Fenprof anunciou ontem que vai propor ao Ministério da Educação que a violência exercida sobre os professores seja tipificada como crime público e que o stress profissional passe a constar da lista de doenças profissionais dos docentes. Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, vai solicitar amanhã uma reunião ao ME.

sábado, 20 de março de 2010

ARMANDO VARA

Quanto ganhou Armbando Vara, em 2008, por 9 dias de trabalho


Erro! Nome de ficheiro não especificado.

Armando Vara

No RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE, da Caixa Geral de Depósitos, referente a 2008 (publicado em Abril de 2009), que segue em anexo (pags. 504-542), em PDF, pode observar-se no quadro da página 540 que:


Armando António Martins Vara, vogal do Conselho de Administração, terminou o seu mandato em 09/01/2008. Portanto, conforme se informa: em 2008, por ter trabalhado 9 dias na CGD como vogal da Administração, Armando Vara teve direito a uma remuneração base de 23736,95 € (à média de cerca de 2637,44 € por dia), tendo por conseguinte recebido uma verba superior ao vencimento mensal a que teria direito (18550,00 €) se tivesse trabalhado, em condições normais, todo o mês. Depois, em 16 de Janeiro de 2008, seguiu para a Administração do BCP, acompanhando Santos Ferreira e Vítor Lopes Fernandes, também administradores cessantes da CGD.

Além do vencimento total de Janeiro de 2008, Vara também deve ter recebido algum "prémio de produtividade" e/ou alguma outra "alcavala", ou então houve algum motivo de justa causa.


Erro! Nome de ficheiro não especificado.
Santos Ferreira

Refere-se nessa página 540 que terminaram também o mandato em 09/01/2008 os seguintes administradores (indicando-se também os respectivos vencimentos base nesses 9 dias):

Carlos Jorge Ramalho Santos Ferreira (presidente, que recebeu 33648,42€, à média de cerca de 3738,71 € por dia), António Manuel Maldonado Gonelha (vice-presidente, com 28601,14 €), José Joaquim Berberan Santos Ramalho (vogal, com 22691,31 € [este também com os apelidos Santos e Ramalho terá algum parentesco com o Santos Ferreira?]), Vitor Manuel Lopes Fernandes (vogal, com 23553,17 €) e Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona (vogal, com 23553,17 €).


Erro! Nome de ficheiro não especificado.
Celeste Cardona

Todos estes administradores receberam, assim, em 9 dias, verbas superiores aos vencimentos mensais a que tinham direito, pois na página 521 há a seguinte informação:


"6.1. ESTATUTO REMUNERATÓRIO FIXADO EM 2008

Mesa Assembleia Geral

Presidente – Senha de presença no valor de 897,84 euros;

Vice-Presidente – Senha de presença no valor de 698,32 euros;

Secretário – Senha de presença no valor de 498,80 euros.


Conselho Administração

Administradores Executivos

Presidente – Remuneração de 26.500,00 euros, 14 vezes por ano;

Vice-Presidente – Remuneração de 22.525,00 euros, 14 vezes por ano;

Vogais – Remuneração de 18.550,00 euros, 14 vezes por ano.


Conselho Fiscal

Presidente – Remuneração de 5.300,00 euros, 14 vezes por ano;

Vogais – Remuneração de 3.975,00 euros, 14 vezes por ano."


Somos também informados na mesma página 540 que, ainda em 2008, Armando Vara recebeu, também da CGD, 23742,72 € de férias não gozadas (Que grande trabalhador!! Nem parou para gozar férias!! Mas não teve fins de semana prolongados?), naturalmente referentes ao mês de férias de 2007. Tal, somado com o normal subsídio de férias (14.º mês de vencimento), representa mais do que uma duplicação do ordenado mensal de férias a que ele tinha direito. Por outro lado também recebeu 117841,03 € de Participação nos Lucros/Prémios de Gestão (referentes, naturalmente, a 2007 e pagos em 2008), o que representou cerca de mais de 6 ordenados mensais extra, além dos 14 normais e do subsídio de férias extra. Em suma, podemos concluir que o ano de 2007 foi muito bom para Armando Vara que ganhou globalmente na CGD, nesse ano, o equivalente a cerca de 21,63 ordenados mensais nas funções que lhe estavam atribuídas. Note-se que neste total não se contabilizou o que lhe foi devido e já respeitante expressamente a 2008. Mas ele tinha outras "alcavalas", conforme se pode observar no quadro da página 540 (relativamente à atribuição de um cartão de crédito da empresa, à aposentação, etc.).


Uma outra curiosidade referente a Armando Vara, que vem nessa mesma página 540: em 2008 teve direito a 961,87 € de Gastos de utilização de telefones (com a indicação de: Reporta a custos com comunicações móveis e de dados). Devem ter sido gastos relativos aos tais 9 dias na CGD (ainda que talvez possa ter tido direito a retroactivos de 2007), pois, conforme podemos observar, o vogal da Administração Rodolfo Lavrador, em todo o ano de 2008, teve direito a 12151,93 € de Gastos de utilização de telefones (o que dá para este uma média de 1012, 66 € por mês!!).

Assim se confirma que Armando Vara é um compulsivo utilizador de telemóveis (depois não se queixe de ter altas probabilidades de ser apanhado em escutas!!).


Mas atenção:

Armando Vara duplicou o seu salário quando mudou da CGD para o BCP!!

No BCP Vara passou a vice-presidente do Conselho de Administração Executivo.


Mas também recebeu outro prémio da CGD.


Armando Vara foi promovido na Caixa um mês e meio depois de ter saído para a administração do BCP!!

O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma.

A promoção, do escalão 17 para o 18, foi decidida pelo conselho de administração a 27 de Fevereiro de 2008, já pela administração de Faria de Oliveira, que ascendeu ao cargo após a saída de Carlos Santos Ferreira e dos administradores Armando Vara e Vítor Manuel Lopes Fernandes para a administração do maior banco privado.

Tendo sido admitido na CGD em 17 de Setembro de 1984, de acordo com informação oficial fornecida pela Caixa, "Armando Vara desvinculou-se da CGD no dia 15 de Janeiro de 2008". A acta da reunião da administração de 27 de Fevereiro de 2008 refere que, "na sequência da cessação de funções de administrador da CGD do dr. Armando António Martins Vara, quadro da instituição com a categoria de director, o conselho deliberou a sua promoção ao nível 18 e os seguintes ajustamentos remuneratórios: remuneração de base - 18 E ; II IT de 47 por cento; RC E RER no valor de 2000 euros e 3000 euros, respectivamente". Esta alteração terá um efeito positivo na reforma em montantes que dependem do momento e da forma em que acontecer.

A instituição esclareceu que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Fonte oficial da instituição acrescentou ainda "que o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos cumpriu, desta forma, o estabelecido internamente, agindo retroactivamente, numa das primeiras reuniões do conselho de administração, após alteração da estrutura governativa da instituição, como sempre é feito".

*

Já agora, vejamos o que, de relevante, se encontra neste Relatório sobre o Governo da Sociedade 2008 quanto a princípios éticos e, portanto, no reflexo que tal projecta no que se refere ao respeito e ao atendimento que deve merecer qualquer cliente.

Nas páginas 510-511 consta:

"2.1.1. CÓDIGO DE CONDUTA

Em Fevereiro de 2008, a CGD aprovou o Código de Conduta da Instituição, que contempla e sistematiza os princípios gerais e as regras de conduta aplicáveis a todos os colaboradores e órgãos sociais, e que devem reger a actividade da empresa.

O Código de Conduta encontra-se publicado no Sistema de Normas Internas, acessível através da Intranet por todos os colaboradores, bem como no site da CGD, estando assim igualmente acessível ao público em geral."

A seguir, observamos ainda na página 511 deste relatório da CGD:

"2. CUMPRIMENTO DE LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO

Toda a actividade da CGD é norteada pelo cumprimento rigoroso das normas legais, regulamentares, éticas, deontológicas e boas práticas, existindo um sistema de controlo interno para monitorizar esse cumprimento.

Neste contexto, a CGD adopta um comportamento eticamente irrepreensível na aplicação de normas de natureza fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do consumidor, de natureza ambiental e de índole laboral."

Na página 525 podemos ler o seguinte:

"Ética

A CGD actua segundo princípios éticos, que se concretizam no respeito pela legislação, pelas normas internas e códigos de conduta voluntários. Neste contexto, a CGD desenvolve um
conjunto de acções internas, de que são exemplo as acções de formação aos vários quadros, sobre a aplicação de normas e legislação de cariz fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do cliente, entre outras. A promoção do bem-estar ambiental e social no desenrolar das actividades do Grupo CGD, incentivando o respeito pelo Ambiente e promovendo a igualdade de oportunidades entre todos os colaboradores, constituem também vectores essenciais nos padrões éticos existentes. Foi neste enquadramento que, em Fevereiro de 2008, o Código de Conduta da CGD foi aprovado, sendo aplicável a todos os colaboradores e a todos os membros dos órgãos sociais. Este documento contempla e sistematiza todos os princípios gerais que devem ser seguidos, de forma a que a Caixa seja, e continue a ser, um banco exemplar."

Neste mesmo relatório, na página 528, pode ler-se o seguinte:

"7.5. NOMEAÇÃO DE UM PROVEDOR DO CLIENTE

Na CGD, para além da existência e disponibilização do livro de reclamações, o direito de reclamação dos clientes e dos cidadãos em geral, bem como a apresentação de sugestões, pode ser exercido em qualquer ponto da Rede Comercial, ou através do serviço Caixadirecta Telefone ou no Espaço Cliente no sítio www.cgd.pt, estando as regras de gestão e tratamento das reclamações claramente definidas em Ordens e Instruções de Serviço internas.

A CGD dá particular ênfase à gestão e tratamento das reclamações, na dupla perspectiva de melhoria de serviço ao cliente e de controlo interno

As reclamações e sugestões são tratadas e acompanhadas, com o máximo rigor e celeridade, por uma estrutura dedicada, o Gabinete de Apoio ao Cliente, criado em 2008 e que funciona na dependência directa do Conselho de Administração. Este Gabinete garante a centralização, a análise, o tratamento e a resposta a todas as reclamações e sugestões, qualquer que seja o canal de contacto e o suporte utilizado pelo Cliente. Para tanto, e quando necessário, recorre a outras áreas internas da Caixa ou a Empresas do Grupo, salvaguardando a segregação de funções e a independência relativamente ao órgão da estrutura que possa constituir o objecto da reclamação.


Neste contexto, a CGD entendeu que não se justificava a nomeação de um Provedor do Cliente."

*

Quem quiser saber mais alguma curiosidade referente a este relatório da CGD, faça o respectivo download, abra-o e utilize nalgumas páginas uma visibilidade de 150% ou até de 200% (como a 540 em que figura o quadro sobre REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS).

Este relatório passou, inesperadamente, a ter uma importância superior à que os seus autores naturalmente previam, devido ao escandaloso caso "Face Oculta", pois permite algumas sugestivas informações sobre um dos principais protagonistas deste processo (Armando Vara) e, por tabela, sobre outras personalidades.


Como eles sabem tratar da vidinha deles ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !

sexta-feira, 19 de março de 2010

UMA ANEDOTA...PARA DESCONTRAIR

O SONHO DE SÓCRATES

Sócrates está na cama com a namorada.... a dormir ... Mas a sonhar.
Sonhava que tinha ficado pobre, muito pobre... fala alto e diz:

- Tou teso!... Tou teso!!!!"

A namorada, acorda, ouve, apalpa, e irritada, reclama:

- Porra, que até a dormir és mentiroso...!!!!

A MEIA VERDADE ---MIGUEL SOUSA TAVARES

vALE A PENA..A-PESAR DE TUDO... LER ESTE ARTIGO QUE DIZ MUITAS VERDADES,
MAS NÃO ESQUECER AS LIGAÇÕES DE MIGUEL SOUSA TAVARES A OUTRO GRUPO FINANCEIRO
Aqui está uma parte da verdade, porque, quem a conta, protege no que pode um outro grupo financeiro: o BES de Ricardo Salgado, de quem nunca fala, a não ser favoravelmente! Porque será Miguel Sousa Tavares???? Confessa, diz lá!!!
Mas leiam este texto. Vale a pena para perceber os meandros das "máfias" nacionais.

Opus Dei / Maçonaria
ARTIGO DE LEITURA "OBRIGATÓRIA"
Opus Dei /Maçonaria (a história do BCP).
Miguel Sousa Tavares

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho.
Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.

1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples:
Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco.
Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo.
Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.
Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício.
Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital.
O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".
Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).

2. Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos.
E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital.
E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco.

Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados nas perdas da bolsa;
Aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.
Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos.
Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E , enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.

3. Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI.
Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa.
Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...

4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo, ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país (protegido pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado para armazenar a colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa.
E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo.
E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.

5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6. Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI.
E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS.
Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.

7. E eis como um banco, que era tão independente, que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.

8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição?
Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.
Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado..

Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

Miguel Sousa Tavares

quinta-feira, 18 de março de 2010

TRAIÇÃO

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

FENPROF PRETENDE REUNIÃO URGENTE COM MINISTRA PARA EXPURGAR CORPOS ESTRANHOS INTRODUZIDOS NO ECD À REVELIA DA NEGOCIAÇÃO, À MARGEM DO ACORDO DE PRINCÍPIOS E DE FORMA QUE NÃO É SÉRIA

A FENPROF solicitou à Ministra da Educação uma reunião com carácter de urgência em que pretende reclamar a tentativa de introduzir no Estatuto da Carreira Docente (ECD) matérias que não fizeram parte do acordo de princípios, não foram agendadas posteriormente para eventual revisão, nunca estiveram presentes na mesa negocial, mas surgiram agora na versão que o ME enviou à FENPROF em 15 de Março e que, conforme previsto, de veria ser a última.
Como previa o calendário negocial, em 31 de Dezembro agendaram-se as matérias que, para além das que constavam do acordo de princípios (assinado em 8 de Janeiro), seriam alvo de negociação e revisão. Destacava-se, de entre todas, a necessidade de reorganizar os horários de trabalho dos docentes, tendo a FENPROF apresentado propostas nesse sentido. Os responsáveis do ME, incluindo a ministra, reconheceram publicamente essa necessidade mas, alegando razões de ordem “política, social e financeira” deram o dito por não feito!
Em 24 de Fevereiro, no início da última ronda negocial de revisão do ECD, o ME entregou nova proposta à FENPROF informando tratar-se de uma versão muito próxima da final, na qual seriam apenas introduzidos eventuais acertos e ajustamentos. Depois de lida, a FENPROF propôs ainda algumas alterações, comprometendo-se o ME a enviar a versão final no dia 1 de Março o que, porém, apenas aconteceu a 15.
Para surpresa geral, essa versão final continha aspectos gravíssimos, extremamente negativos para o futuro da relação laboral dos docentes com a tutela, desvalorizadores da função docente, promotores de níveis ainda mais acentuados de precariedade e instabilidade. Aspectos que são absolutamente inaceitáveis e, tão grave quanto isso, não decorrem do acordo de princípios nem da negociação realizada, tendo sido acrescentados ao projecto do governo de uma forma que se considera destituída de seriedade negocial e à margem das mais elementares regras de relacionamento e de ética negocial.
De tais alterações, no essencial, decorre o seguinte:
- Eliminação das regras de recrutamento para os quadros das escolas ou agrupamentos, sendo também estes eliminados, bem como a existência de vagas;
- Separação entre ingresso nos quadros (que seriam substituídos por mapas de pessoal) e ingresso na carreira, na qual apenas se poderá entrar por procedimento concursal dependente do Ministério das Finanças;
- Consideração de precariedade como regra, bem patente quando se afirma que os “postos de trabalho existentes nos mapas” das escolas e agrupamentos “podem ser ocupados por docentes integrados na carreira”;
- Reforço da arbitrariedade da administração educativa no que respeita à possibilidade de transferir compulsivamente os professores de escola;
- Fim de todas as formas de mobilidade actualmente existentes – concurso, permuta, destacamento, requisição e comissão de serviço – e substituição por “mobilidade interna” (por prazos de 4 anos) e “cedência de interesse público”;
- Aplicação pura e simples da Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, ou seja, negação, na prática de um estatuto profissional e de carreira específico para o pessoal docente, o que traduz um retrocesso de mais de 20 anos;
- Aplicação generalizada das regras de contrato individual de trabalho, quer a docentes actualmente contratados, quer dos quadros. Se esta questão não for alterada, mantendo-se o regime de nomeação, a FENPROF apresentará queixa em tribunal contra o Ministério da Educação por violação, por um lado, da lei da negociação (Lei 23/98), por outro do princípio constitucional da segurança jurídica dos cidadãos, neste caso dos que são trabalhadores docentes.
Estes são, entre outros, aspectos que o ME introduziu no projecto de ECD já depois da realização da última reunião negocial. Fê-lo sem negociação e sem transparência, prevendo que a reacção dos professores seria a pior. A manterem-se estas propostas do ME, aquela previsão revelar-se-á correcta!
Reafirmando a necessidade de os professores defenderem o ECD como um instrumento ao serviço do reconhecimento e da regulação do exercício da profissão docente, num quadro de respeito pela sua especificidade, a FENPROF, sábado (dia 20), na reunião do seu Conselho Nacional, irá debater as formas de acção a desenvolver para, mantendo-se estes aspectos na proposta do governo, lhes mover uma tenaz luta.
Entretanto, aguarda-se que a Ministra da Educação agende rapidamente a reunião solicitada – exigindo-se que, face à situação, seja a ministra e não outro governante a reunir com a FENPROF – esperando-se uma que a sensatez impere e os aspectos acrescentados sejam retirados do projecto de ECD. Recorda-se, ainda, que na revisão realizada em 2009 e que resultou na aprovação do Decreto-Lei 270/2009, de 30 de Setembro, já a Lei 12-A/2008 vigorava há ano e meio e nem por isso o governo de então introduziu tais mecanismos no ECD. Não seria agora, com o riquíssimo património de luta construído pelos professores em defesa de um ECD digno e valorizador da profissão, que isso seria admissível e possível!

O Secretariado Nacional

FILHOS DA ...

pequena notícia do Expresso,foi noticiado que prescreveu uma dívida de 700.000,00 Euros , de IRS de António Carrapatoso, figura de proa da Telecel/Vodafone.
Porque razão prescreveu esta dívida? Porque razão não se procedeu à cobrança coerciva, dado que o contribuinte em causa não tem, nem nunca teve, paradeiro desconhecido?
Aliás, António Carrapatoso deixou de aparecer, com frequência, nos écrans da televisão para entrevistas e comentários, onde sempre defendeu as virtudes do "sistema" em que vivemos e que nos é imposto (pudera!!!!).
Esta dívida não pode prescrever porque se trata de dinheiro devido ao Estado, ou seja a TODOS NÓS.
No dia 14 de Janeiro de 2005, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, durante um Encontro dos Correios de Portugal, os CTT pagaram 19.000,00 euros a Luís Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, que teve como tema algo do tipo «Como fortalecer o espírito de grupo». A decoração custou mais de 430.000,00 euros e havia dois carros de luxo.
A despesa efectivamente, com a decoração do gabinete do presidente do Conselho da Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa, bem como a sua sala de visitas e ainda das salas de visitas e refeições custou 430.691,00 euros.
Carlos Horta e Costa teve à sua disposição, um Jaguar S Type (a renda para o adquirir custou cerca de 50.758,00 euros) e um Mercedes Benz S320CDI comprado por 84.000,00 euros ).
Assim, o Relatório da Inspecção-Geral das Obras Públicas conclui haver «indícios de má gestão» e «falta de contenção de uma empresa que gere dinheiros públicos», pelo anterior Conselho de Administração que liderou os CTT.

Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal ganha 272.628,00 € por ano, ou seja quase 18.200 contos MENSAIS, 14 meses/ano.
Outros ordenados chorudos do Banco de Portugal :
O Vice-governador, António Pereira Marta - 244.174,00 €/ano
O Vice-governador, José Martins de Matos - 237.198,00 €/ano
José Silveira Godinho - 273.700,00 €/ano
Vítor Rodrigues Pessoa - 276.983,00 €/ano
Manuel Ramos Sebastião - 227.233 €/ano

O Vice-governador, António Pereira Marta até acumula com o seu salário com a sua pensão como reformado ... do Banco de Portugal.
Aliás, o Vítor Rodrigues Pessoa, também tem uma reforma adicional de 39.101,00 €/ano Total 316.084 €/ano
e o José Silveira Godinho também acumula com uma pensão do BP, mais 139.550,00 €/ano Total 413.250,00 €/ano
Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças recebeu durante os dois meses em que esteve no Executivo 4.600,00 euros mensais de ordenado e uma reforma de 8.000,00 euros do Banco de Portugal.
Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de gestor 18.000,00 euros. Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil euros, como deputado e 16.000,00 euros como líder executivo da CGD.
O que me choca não é o valor da reforma. É o facto de Mira Amaral poder auferir desta reforma (paga pelos contribuintes) ao fim de apenas um ano e nove meses!!!!!!
Esta situação é profundamente escandalosa e tem repercussões que afectam a própria credibilidade do regime democrático.
Esta forma aparentemente ligeira como é gasto o dinheiro dos contribuintes é grave pelo acto em si e pelo seu impacto na legitimidade do Estado para impor novas formas de captar receita.
LEMBRAM-SE O QUE O POVO PORTUGUÊS FEZ EM RELAÇÃO A TIMOR?????? E AGORA QUE FAZEMOS POR NÓS??????? NADA!!!!!!!!
LEMBRAM-SE O QUE O POVO PORTUGUÊS FAZ QUANDO A SELECÇÃO JOGA?????
SE NOS MOBILIZAMOS POR DETERMINADAS CAUSAS, PORQUE NÃO POR NÓS PRÓPRIOS? BANDEIRAS NAS JANELAS, COMO FIZEMOS COM A SELECÇÃO PORTUGUESA, MAS EM VEZ DA BANDEIRA PORTUGUESA, BANDEIRAS NEGRAS E ESCREVER NELAS AS PALAVRAS DE ZECA AFONSO "ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA"

Pelo menos divulga este documento, ou faremos parte de um grupo de "Otários" silenciosos.
Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal.
Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
Todos com o mesmo sistema de saúde;
Todos a pagarem impostos;
Todos a terem reformas merecidas e justas;
Todos com o mesmo sistema de Justiça
e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.

Peço a quem ler esta mensagem que a divulgue !! mas não fiquem por aqui, estes a quem nos referimos ainda gozam c/ estas divulgações, há que tomar medidas rapidamente ou temos todos sangue de barata? É a n/ sobrevivência que está em jogo!!!!!!!Deixem-se de "futebóis", isso não nos dá o pão!

quarta-feira, 17 de março de 2010

CAPITALISMOS

CAPITALISMO IDEAL

Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!


CAPITALISMO AMERICANO

Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.


CAPITALISMO JAPONÊS

Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e
produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo
inteiro.


CAPITALISMO BRITÂNICO

Você tem duas vacas.
As duas são loucas.


CAPITALISMO HOLANDÊS

Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.


CAPITALISMO ALEMÃO

Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário
previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO RUSSO

Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.


CAPITALISMO SUÍÇO

Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.



CAPITALISMO ESPANHOL

Você tem muito orgulho de ter duas vacas.


CAPITALISMO BRASILEIRO

Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...


CAPITALISMO HINDU

Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.


CAPITALISMO PORTUGUÊS

Você tem duas vacas.
Uma delas é roubada.
A outra foi comprada através do Fundo Social Europeu.
O governo cria O IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago correctamente o IVVA,
o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu
consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha
200 vacas. Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector
das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...

A INTOCÁVEL

Corrupção a quanto obrigas !...

A INTOCÁVEL

Há uns tempos atrás, apareceu, lá nos Serviços, uma nova Jurista!

A "senhora" não fazia rigorosamente nada! Não fazia, não aparecia, enfim...uma vergonha!

Perante a situação, o "Arquitecto da CML" decidiu, com boa disposição, confrontar o Director:
- ''Sr. Director, não estou a perceber! Esta Jurista não está a fazer nada! Temos que resolver esta situação! O serviço, desta forma, vai ser posto em causa. Temos que resolver esta situação e substituir esta senhora por outra!"

O Director respondeu:
- "Tenha calma, eu vou ver o que se passa e vamos tentar resolver a situação!"

A conversa ficou por ali.

Passados uns dias, o Arquitecto da CML cruzou-se, no corredor, com o Director e este disse-lhe:
- "Arquitecto! Esqueça a jurista, ela é intocável!"

O "Arquitecto da CML" esqueceu o assunto! Ele, ao longo de muitos anos, já tinha conhecido muitos intocáveis e sabia o que isso significava!

Agora, ao ler a Visão, "o Arquitecto" percebeu porque é que a Senhora era "intocável":
Chama-se Diana Barroso Soares, é mulher de Rui Pedro Soares (sobrinho do Mário Soares) e este era um dos protegidos de António Costa. A senhora foi para a Gestão Urbanística em Outubro de 2007 e "o Arquitecto da CML" já lá estava há mais vinte anos....
Esta é mais outra igual àquele caso da psicóloga da Lourinhã que foi arrumada, para a filha da ministra da saúde entrar.


Vejam o que anda por aí ! É uma tristeza....

segunda-feira, 15 de março de 2010

OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE...


Apesar da medida estar prevista no PEC, Teixeira dos Santos afirma que só a aplica quando houver estabilidade nos mercados. No debate do Orçamento de Estado o PS chumbou proposta semelhante apresentada pelo Bloco de Esquerda.
Em conferência de imprensa realizada ao final do Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o PEC, o ministro das finanças afirmou não ter qualquer problema em dar início à tributação das mais-valias bolsistas mas que para que isto seja possível é necessário que haja “um quadro financeiro que se encontre relativamente estabilizado".

Teixeira dos Santos, em entrevista ao Jornal de Negócios, considerou que distribuiu de forma equilibrada o esforço que pede aos portugueses, apesar de reconhecer que pede pouco ao sistema financeiro. Embora reduza despesas sociais, aumente a factura fiscal das famílias e adie investimentos públicos, o ministro considera que o PEC não contraria o programa de governo socialista.

O ministro das finanças afirmou ainda que vai propor aos parceiros sociais mudanças no subsídio de desempregado admitindo que o seu valor possa, nalguns casos, ser inferior ao salário mínimo nacional. A ideia é reduzir a possibilidade dos beneficiários recusarem novas ofertas de trabalho, desde que o salário não seja em pelo menos 10 por cento superior ao subsídio de desemprego durante os primeiros seis meses.


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Apesar da medida estar prevista no PEC, Teixeira dos Santos afirma que só a aplica quando houver estabilidade nos mercados. No debate do Orçamento de Estado o PS chumbou proposta semelhante apresentada pelo Bloco de Esquerda.
Em conferência de imprensa realizada ao final do Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o PEC, o ministro das finanças afirmou não ter qualquer problema em dar início à tributação das mais-valias bolsistas mas que para que isto seja possível é necessário que haja “um quadro financeiro que se encontre relativamente estabilizado".

Teixeira dos Santos, em entrevista ao Jornal de Negócios, considerou que distribuiu de forma equilibrada o esforço que pede aos portugueses, apesar de reconhecer que pede pouco ao sistema financeiro. Embora reduza despesas sociais, aumente a factura fiscal das famílias e adie investimentos públicos, o ministro considera que o PEC não contraria o programa de governo socialista.

O ministro das finanças afirmou ainda que vai propor aos parceiros sociais mudanças no subsídio de desempregado admitindo que o seu valor possa, nalguns casos, ser inferior ao salário mínimo nacional. A ideia é reduzir a possibilidade dos beneficiários recusarem novas ofertas de trabalho, desde que o salário não seja em pelo menos 10 por cento superior ao subsídio de desemprego durante os primeiros seis meses.


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sábado, 13 de março de 2010

DUAS LINHAS

Duas linhas
Uma bofetada de luva branca
Data: 26-02-2010

Faço parte daquele enorme grupo de madeirenses que nunca esqueceu a arrogância do presidente do Governo Regional da Madeira quando, em 1999, disse: "Nem um tostão para Timor!" Fiquei ainda mais magoado quando, um ano depois, tive a oportunidade de visitar Timor-Leste integrado na comitiva que acompanhou o Presidente da República Jorge Sampaio em visita oficial. Vi casas destruídas, vi gente humilde, sem nada. Gente que ainda falava algum português, que pedia ajuda e que precisava mesmo dessa ajuda. E lembrava-me, nessa Díli ainda destroçada, do presidente do governo da minha ilha: "Nem um tostão para Timor!".

Agora que Timor começa a erguer-se mas revela ainda muitas fragilidades, é a nossa Madeira, a 'Singapura do Atlântico', a merecer a ajuda de fora. Ao contrário de mim, Ramos-Horta e Xanana Gusmão já esqueceram o que disse Jardim. E agora, em vez de nem um tostão para a Madeira, vejo com emoção um país bem mais pobre que a nossa rica Região a dizer: "100 mil contos para a Madeira!". Timor, um dos países mais pobres do mundo, desvia dos seus cidadãos 556 mil euros (ou 750 mil dólares) para ajudar a manter o bom nível de vida de uma Região que se apresenta com indicadores que a deixam como uma das mais ricas da União Europeia. E Timor não se limita a um tostão: oferece mais de dois euros a cada madeirense.

Sei que este não é o momento para tricas políticas. Que a hora é de trabalhar pela reconstrução, chorar os mortos e proteger os vivos. E, sinceramente, acho que estamos a fazer bem o que é possível fazer nesta altura. O Governo, as Câmaras, as Juntas, os Voluntários. Mas é difícil ficar insensível perante os contributos vindos de fora. Além dos efeitos práticos na reconstrução, a solidariedade de anónimos e as visitas dos 'cubanos' Sócrates e Cavaco e ainda o dinheiro do patrão do 'Pingo Doce' obrigam-nos não apenas a ter mais cuidado com o planeamento urbanístico como também a ter mais tento na língua. Nas desgraças é assim: hoje eles, amanhã nós.
Miguel Silva, Editor de Política

REFLEXÕES

Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas
hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,
o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor
operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os
outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes,
porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça -
e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor,
de repente, nos parece superado, modesto, aquém
do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor,
é que passamos a viver inquietos, numa espécie
de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos,
porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos
ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os
outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor,
comprando melhor, amando melhor, ganhando
melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás,
de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso
realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que
subir na empresa e assumir o cargo de chefia que
vai me matar de estresse porque é o melhor cargo
da empresa?
E aquela TV de não sei quantas
polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de
casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem
mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca
permanente do melhor tem nos deixado
ansiosos e nos impedido de desfrutar o
"bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos
faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas
das histórias que me constituem..
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e
sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na
busca do "melhor" a gente nem percebeu?
- - - -

sexta-feira, 12 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

SOLIDARIEDADE

É uma vergonha o que se passa com o valor das chamadas telefónicas
de ajuda a vítimas de catástrofes.

Vejamos então o que se passa com as ditas chamadas:

* Cada chamada custa a quem a faz 72 centimos (60 centimos + IVA).
* No entanto para as organizações de ajuda no terreno são
canalizados apenas 50 centimos, ou seja mais ou menos 69% do
que pagámos.
* Os restantes 31% - 22 cêntimos - vão uma parte para o IVA -
20% e restante não sabemos bem para
quem.


*Assim dos 72 centimos que oferecemos temos que:*

- organizações de Solideriedade recebem 50 centimos

- para os cofres do governo através do IVA 20% 12 cêntimos

- não sabemos exactamente para quem vai 10 centimos


É aqui que acho haver uma grande IMORALIDADE pois estas chamadas têm
o mesmo tratamento por parte das autoridades que qualquer outra
chamada de valor acrescentado, como se a pesoa que a efectua
estivesse num qualquer concurso que agora por aí prolíferam, e não a
ajudar quem necessita.


Mais ainda é de estranhar mais uma vez que se fizermos um donativo
em dinheiro para qualquer instituição de solideriedade a pessoa ou
entidade que o faz vai ter benefícios fiscais em sede de IRS e IRC
conforme seja pessoa singular ou colectiva.

É claro que se analizarmos isto apenas por uma chamada, os valores
são irrisórios.

No entanto é preciso não esquecer que são muitos milhares de
chamadas que estão em questão.


Vejamos um exemplo:

É vulgar ouvirmos, numa qualquer estação de televisão que esteja a
patrocinar uma dessas campanhas, que já conseguiram angariar 200.000
euros para uma tal organização. Asim temos que foram feitas 400.000
chamadas que custaram a quem as fez 288.000 eurs ou seja mais 44% do
que o valor que a organização recebeu, sendo que 40.000 euros (20%)
não sabemos exactamente para onde foram e os outros 48.000 euros
(24%) foram para o governo através do IVA.
Ora olhando para os números acima temos que concordar que o negócio
é no mínimo apetecível.

Por isso acho *vergonhoso e IMORAL* e é obrigação de todos
alertarmos para esta situação divulgando-a o mais possível com o fim
de que pelo menos o valor do IVA seja retirado ou melhor ainda, seja
acrescentado aos tais 50 centimos e entregarem não 50 mas 62
centimos ás organizações de soliriedade que actuam no terreno.

Em relação aos outros 10 centimos é de lamentar como se aproveita o
sofrimento de uns e a solideriedade de outros para se fazer negócio.

Divulgar o mais possível

O PEC E AS SOLUÇÕES DO BLOCO DE ESQUERDA

O Bloco de Esquerda apresentou a sua resposta ao governo sobre o PEC, demonstrando que é possível reduzir mais o défice, já este ano, e simultaneamente promover uma política de recuperação para a criação de emprego. Aceda aqui ao documento, em pdf.
No memorando, o Bloco de Esquerda critica o cenário macroeconómico do Governo, cujos resultados serão desastrosos, a pior perfomance entre os países da zona euro para o período 2010/2013 e a redução do desemprego apenas em 25.000 pessoas em 4 anos, cujo resultado político será "tornar permanente o recorde histórico do desemprego".

Considerando que a "política económica não pode desistir de promover o investimento estratégico para a recuperação contra a crise" propõe uma primeira medida imediata, de reabilitação de casas desocupadas e degradadas, com um investimento total de 5 mil milhões ao longo de 3 anos, para recuperar 200 mil casas, que "cria 60 mil postos de trabalho directos e tem um impacto de reanimação na economia de cerca de 4% do PIB".

O memorando apresentado pelo Bloco rejeita a redução salarial na função pública, propondo em alternativa um "aumento real em valor fixo" e, em relação ao desemprego, considera que " não é reduzindo o subsídio de desemprego que se consegue dar emprego a quem o procura e não o consegue" e defende que, em 2010, o acesso ao subsídio de desemprego deve ser aumentado e não diminuído.

O Bloco propõe também a redução de despesas: limitar a consultadoria jurídica externa, reduzindo a despesa em 189 milhões de euros; a renegociação dos valores e dos prazos dos contratos das contrapartidas militares, previstos na lei de programação militar e a renegociação das parceiras público-privadas.

Nas 15 medidas incluem-se também medidas de aumento da receita, nomeadamente uma taxa de 25% para todas as transferências para off-shore e a tributação em IRS "de prémios extraordinários de gestores e administradores a 50%".

Sobre as privatizações, o Bloco considera que as propostas do Governo são económica e socialmente desastrosas, ao reduzir a presença pública nos transportes e anular na energia, ao retirar os seguros à CGD e vender os CTT e outros bens estratégicos. Em alternativa, o Bloco propõe: "manter no controlo público os sectores da economia em que existem monopólios naturais, ou que tenham uma função estratégica (energia, seguros, transportes) ou social fundamental (CTT)".

Por fim, o Bloco de Esquerda aponta que " falta no PEC uma estratégia de ajustamento orçamental a longo prazo" e propõe que o OE para 2011 inclua "propostas concretas que resultem de um inventário e auditoria das despesas e funcionamento do Estado, registando o excesso ou o défice nos seus serviços, e conduzindo assim a maior eficiência na distribuição de recursos como a maior exigência na fixação de objectivos".

quarta-feira, 10 de março de 2010

ESTRANHO'?

Caro(a)s amigo(a)s

Venho por este meio reportar uma situação que penso pertinente de ser tornada pública.

Eu, Raquel Mendes, sou psicóloga e faço parte duma Associação de apoio social, sem fins lucrativos, na Lourinhã (Associação de apoio psicológico e psicopedagógico Novos Sábios).

A titulo voluntário e gratuito, há já 3 anos consecutivos que disponibilizo os meus serviços de psicóloga (4 horas semanais) à Escola Básica EB2,3 Dr. João das Regras, na Lourinhã, escola sede do Agrupamento de Escolas D. Lourenço Vicente, naquele município.
A escola sempre teve conhecimento do meu desejo de, se e quando houvesse disponibilidade de verba para tal, ser remunerada pelo meu trabalho, aspiração que penso ser legítima - e muitas vezes fizeram crer que tal aconteceria, se houvesse condições. No entanto a actual direcção diz desconhecer tal facto.

No dia 24 de Fevereiro fui informada de que a Escola (como sede do Agrupamento) tinha contratado os serviços de um psicólogo (serviços remunerados - 12 horas semanais), utilizando verbas de que o Agrupamento dispõe para Assessoria.
Segundo informação do psicólogo contratado, este foi convidado pelo Presidente do Agrupamento (Dr. Pedro Damião) para apoiar o Agrupamento no qual a Escola se insere, devido à falta de técnicos nesta área.

Aparentemente, este facto nada de novo traz, apenas a confirmação de que quem tem amigos tem tudo. No entanto , dado que eu estou lá - sem qualquer remuneração - parecia mais lógico fazerem-me a proposta a mim, dado que sempre elogiaram o meu trabalho.
Reforçando a ideia, se há assim tanta necessidade de técnicos, e verba para os contratar, seria natural, penso, que tivessem falado comigo, de forma a negociarmos um possível aumento do meu horário na Escola, e o alargamento subsequente do meu apoio às restantes escolas do Agrupamento.
Quando confrontei um elemento da direcção executiva sobre esta situação a resposta foi - "nós não sabiamos que a Dra estava interessada" (bizarro!)

Será que tenho que fazer como o Mário Crespo e andar por aí com uma T-shirt dizendo "Também quero ser remunerada"?
Será que os meus serviços só servem porque são gratuitos?

O que mais me intriga é o facto de o psicólogo contratado pelo Agrupamento (Dr. Miguel Jorge Carvalho) ser filho da Dr.ª Ana Jorge (Ministra da Saúde). Tratar-se-á de mais uma instância dos "jobs for the boys"?

Obrigada pela vossa atenção

Raquel Mendes



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terça-feira, 9 de março de 2010

A GENTYE QUE PAGUE A CRISE

Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não vão aumentar (coitadinhos) :

- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 €
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 €
- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 €
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 €
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 €
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 €
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 €
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 €
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 €
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom,
Autoridade Reguladora da Comunicação Social, 224 000,00 €
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 €
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 €
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 €
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 €
- Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233 857,00 €
- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola):
ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 €
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 €
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 €
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 €
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 €

Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras,
observatórios e institutos públicos sem fim.
Enfim é um fartar vilanagem! E pedem contenção e moderação!!!!

Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:
''Tome lá meu caro amigo 350 000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma... É no mínimo imoral e... até porque estes cargos não são para técnicos, mas são
de nomeação política. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.




MAY GOD BLESS

segunda-feira, 8 de março de 2010

HIERARQUIA MADEIRENSE

Verdadeiramente um case study de desenvolvimento democrático, a Madeira faz inveja a todo o continente lusitano!!!

Veja a lista VIP, o verdadeiro motor do enriquecimento da Madeira, e tire as suas conclusões...

Alberto João Jardim - Presidente do Governo Regional
Filha - Andreia Jardim - Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva - vice-presidente do governo Regional
Mulher - Filipa Cunha e Silva - é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro - Secretário regional dos Recursos Humanos
Filha 1 - Patrícia - Serviços de Segurança Social
Filha 2 - Raquel - Serviços de Turismo
Conceição Estudante - Secretária regional do Turismo e Transportes
Marido - Carlos Estudante - Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Filha - Sara Relvas - Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes - Secretário regional da Educação
Irmão - Sidónio Fernandes - Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher - Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos - Líder parlamentar do PSD/Madeira
Filho - Jaime Filipe Ramos - vice-presidente do pai
Vergílio Pereira - Ex. Presidente da C.M.Funchal
Filho - Bruno Pereira - vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Nora - Cláudia Pereira - Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José - Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Irmão - Leonardo Catanho - Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)
Rui Adriano - Presidente do Conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho - ???? - Director do Parque Temático da Madeira
João Dantas - Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. Presidente da C.M.Funchal
Filha - Patrícia - presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Genro (marido da Patrícia) - Raul Caíres - presidente da Madeira Tecnopólio (sabem o que isto é?)
Irmão - Luís Dantas - chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Filha de Luís Dantas - Cristina Dantas - Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão
E a lista continua.

Comparados com os resultados em todas as regiões, a Madeira é uma autêntica lição para os pacóvios da nossa Assembleia da República, do Governo Central e do Poder Autárquico.

É neste exemplo que devemos pensar quando o Sr. Presidente da República nos indica o caminho do rigor e sentido de Estado ?

O MUNDO EM QUE VIVEMOS

domingo, 7 de março de 2010

MÁQUINA MODERNA

Nos EUA fabricaram uma máquina que apanha gatunos.

Testaram-na em New York e em 5 minutos apanhou 1500 gatunos;

Levaram-na para China e em 3 minutos apanhou 3500;

Para a África do Sul e em 2 minutos apanhou 6000 gatunos;

Trouxeram-na para Portugal e, num minuto, roubaram a 'Porcaria da máquina'!!

Este caso está em segredo de justiça, para se apurar se faz parte do processo Face Oculta, uma vez que a referida máquina pode estar numa sucata ... ... ou num banco!!

sábado, 6 de março de 2010

CÁ E LÁ...COMPARE

POLÍTCOS...

Catástrofe da Madeira “adivinhada” ao pormenor
Por Engenheiro Silvicultor Cecílio Gomes da Silva*

Traumatizado pelo estado de desertificação das serras do interior da Ilha da Madeira, muito especialmente da região a Norte do Funchal e que constitui as bacias hidrográficas das três ribeiras que confluem para o Funchal, dando-lhe aquela fisiografia de perfeito anfiteatro, aliado a recordações da infância passada junto à margem de uma das mais torrenciais dessas ribeiras - a de Santa Luzia - o mundo dos meus sonhos é frequentemente tomado por pesadelos sempre ligados às enxurradas invernais e infernais dessa ribeira. Tive um sonho.

Adormecendo ao som do vento e da chuva fustigando o arvoredo do exemplar Bairro dos Olivais Sul onde resido, subia a escadaria do Pico das Pedras, sobranceiro ao Funchal. Nuvens negras apareceram a Sudoeste da cidade, fazendo desaparecer o largo e profundo horizonte, ligando o mar ao céu. Acompanhavam-me dois dos meus irmãos - memórias do tempo da Juventude - em que nós, depois do almoço, íamos a pé, subindo a Ribeira de Santa Luzia e trepando até à Alegria por alturas da Fundoa, até ao Pico das Pedras, Esteias e Pico Escalvado. Mas no sonho, a meio da escadaria de lascas de pedra, o vento fez-nos parar, obrigando-nos a agarrarmo-nos a uns pinheiros que ladeavam a pequena levada que corria ao lado da escadaria. Lembro-me que corria água em supetões, devido ao grande declive, como nesses velhos tempos. De repente, tudo escureceu. Cordas de água desabaram sobre toda a paisagem que desaparecia rapidamente à nossa volta. O tempo passava e um ruído ensurdecedor, semelhante a uma trovoada, enchia todo o espaço. Quanto durou, é difícil calcular em sonhos.
Repentinamente, como começou, tudo parou; as nuvens dissiparam-se, o vento amainou e a luz voltou. Só o ruído continuava cada vez mais cavo e assustador. Olhei para o Sul e qualquer coisa de terrível, dantesco e caótico se me deparou. A Ribeira de Santa Luzia, a Ribeira de S. João e a Ribeira de João Gomes eram três grandes rios, monstruosamente caudalosos e arrasadores. De onde me encontrava via-os transformarem-se numa só torrente de lama, pedras e detritos de toda a ordem. A Ribeira de Santa Luzia, bloqueada por alturas da Ponte Nova - um elevado monturo de pedras, plantas, arames e toda a ordem de entulho fez de tampão ao reduzido canal formado pelas muralhas da Rua 31 de Janeiro e da Rua 5 de Outubro - galgou para um e outro lado em ondas alterosas vermelho acastanhadas, arrasando todos os quarteirões entre a Rua dos Ferreiros na margem direita e a Rua das Hortas na margem esquerda. As águas efervescentes, engrossando cada vez mais em montanhas de vagas espessas, tudo cobriram até à Sé - único edifício de pé. Toda a velha baixa tinha desaparecido debaixo de um fervedouro de água e lama. A Ribeira de João Gomes quase não saiu do seu leito até alturas do Campo da Barca; aí, porém, chocando com as águas vindas da Ribeira de Santa Luzia, soltou pela margem esquerda formando um vasto leito que ia desaguar no Campo Almirante Reis junto ao Forte de S. Tiago. A Ribeira de S. João, interrompida por alturas da Cabouqueira fez da Rua da Carreira o seu novo leito que, transbordando, tudo arrasou até à Avenida Arriaga. Um tumultuoso lençol espumante de lama ia dos pés do Infante D. Henrique à muralha do Forte de S. Tiago. O mar em fúria disputava a terra com as ribeiras. Recordo-me de ver três ilhas no meio daquele turbilhão imenso: o Palácio de S. Lourenço, A torre da Sé e a fortaleza de S. Tiago. Tudo o mais tinha desaparecido - só água lamacenta em turbilhões devastadores.

Acordei encharcado. Não era água, mas suor. Não consegui voltar a adormecer. Acordado o resto da noite por tremenda insónia, resolvi arborizar toda a serra que forma as bacias dessas ribeiras. Continuei a sonhar, desta vez acordado. Quase materializei a imaginação; via-me por aquelas chapas nuas e erosionadas, com batalhões de homens, mulheres e máquinas, semeando urze e louro, plantando castanheiros, nogueiras, pau-branco e vinháticos; corrigindo as barrocas com pequenas barragens de correcção torrencial, canalizando talvegues, desobstruindo canais. E vi a serra verdejante; a água cristalina deslizar lentamente pelos relvados, saltitando pelos córregos enchendo levadas. Voltei a ouvir os cantares dolentes dos regantes pelos socalcos ubérrimos das vertentes. Foram dois sonhos.
Nenhum deles era real; felizmente para o primeiro; infelizmente para o segundo.

Oxalá que nunca se diga que sou profeta. Mas as condições para a concretização do pesadelo existem em grau mais do que suficiente.

Os grandes aluviões são cíclicos na Madeira. Basta lembrar o da Ribeira da Madalena e mais recentemente o da Ribeira de Machico. Aqui, porém, já não é uma ribeira, mas três, qualquer delas com bacias hidrográficas mais amplas e totalmente desarborizadas. Os canais de dejecção praticamente não existem nestas ribeiras e os cones de dejecção estão a níveis mais elevados do que a baixa da cidade. As margens estão obstruídas por vegetação e nalguns troços estão cobertas por arames e trepadeiras. Agradável à vista mas preocupante se as águas as atingirem. Estão criadas todas as condições, a montante e a jusante para uma tragédia de dimensões imprevisíveis (só em sonhos).

Não sei como me classificaria Freud se ouvisse este sonho. Apenas posso afirmar sem necessidade de demonstrações matemáticas que 1 mais 1 são 2, com ou sem computador. O que me deprime, porém, é pensar que o segundo sonho é menos provável de acontecer do que o primeiro.

Dei o alarme - pensem nele

Lisboa, 11 de Dezembro de 1984

*Engenheiro Silvicultor


(Publicado no dia 13 de Janeiro de 1985 no jornal "Diário de Notícias" do Funchal

MIGUEL SOUSA TAVARES-uma opinião de alguém. Correcta?

MST e a sua masturbação em directo
"Sinais de fogo" é a última porno chachada a que tive acesso. Na semana passada o enredo era, nitidamente, sado maso. Na presença do primeiro-ministro, MST demonstrou uma capacidade de lamber botas que o faria apontar com o dedo, se visto em qualquer outra pessoa. MST estava excitado (em horny, mesmo) por estar ali com o homem de quem todos falam. A teatralização da entrevista foi brutal. As perguntas suaves e meigas eram vociferadas num tom arrogante e agressivo. Talvez ninguém percebesse, assim, que MST estava inebriado com toda a demonstração de poder que estava a dar: ele tinha, no seu primeiro programa, o primeiro-ministro deste país. O primeiro-ministro que está na berlinda, o primeiro-ministro que faz primeiras páginas, o primeiro-ministro a quem tantos queriam perguntar tanta coisa... que MST deixou por perguntar, disfarçadamente, como quem tenta ludibriar-nos.
Depois houve hoje. Hoje, MST convidou Gonçalo Amaral e tomou a posição do Grande Masturbador. Para quem viu a entrevista (se se pode chamar entrevista a um monólogo) fica a recordação de uma repetição à exaustão e num tom que já não era agressivo, de tão mal-educado, da frase "é a minha opinião". De Gonçalo Amaral há a dizer que foi parvo. Porque admitiu ir a um programa de um umbiguista. Porque aceitou ir a um programa quando, por ordem judicial, não poderia responder a metade das perguntas. De MST há a dizer que foi como um caniche irritante, que se esconde de medo quando o dono lhe dá um grito, mas ladra esbaforida e irritantemente ao pastor alemão que ele vê com trela. É assim, MST, tão apologista da sua liberdade, tão admirador da sua própria opinião: um gajo igual aos outros, com opiniões tão válidas como os outros, mas com tempo de antena em horário nobre. Pois galhofe com o seu tempo de antena, Dr. Sousa Tavares. Antes os Morangos com açúcar do que a sua masturbação pública. E não me leve a mal. É a minha opinião.

sexta-feira, 5 de março de 2010

COPIADO DOUTRO BLOGUE ( MAS CONCORDO)

Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um
pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na
classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa
parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são
consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são
gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um
emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro
novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na
declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação
no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus
problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso
assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca
de valores.

Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem
princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta
e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são
magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição
coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para
administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes
partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o
que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar
o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem
quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se
sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o
que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem,
não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja
opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a
comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas
do país e dos portugueses.

Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres
jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores
televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus
discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela,
propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza,
preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo
e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que
propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.

Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito
pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os
“bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam
que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar
onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer
político.

É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons
princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la,
antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta
seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da
capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é
o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é
gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos
seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários
que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os
ordenados dos trabalhadores no fim do mês.





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quinta-feira, 4 de março de 2010

QUAL CRISE?

OS PREDADORES DOS DINHEIROS PÚBLICOS
Até quando vamos permitir a continuação deste "Fartar Vilanagem"
Quanto ganhou ARMANDO VARA, pagam-se uns aos outros, em 2008 por 9 dias de trabalho na CGD
PARA LER E DESFRUTAR. OU SEJA PARA RIR OU CHORAR, DEPENDE DOS CRITÉRIOS
Quanto ganhou Armbando Vara, em 2008, por 9 dias de trabalho
No RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE, da Caixa Geral de Depósitos, referente a 2008 (publicado em Abril de 2009), que segue em anexo (pags. 504-542), em PDF, pode observar-se no quadro da página 540 que:
Armando António Martins Vara, vogal do Conselho de Administração, terminou o seu mandato em 09/01/2008. Portanto, conforme se informa: em 2008, por ter trabalhado 9 dias na CGD como vogal da Administração, Armando Vara teve direito a uma remuneração base de 23736,95 ? (à média de cerca de 2637,44 ? por dia), tendo por conseguinte recebido uma verba superior ao vencimento mensal a que teria direito (18550,00 ?) se tivesse trabalhado, em condições normais, todo o mês. Depois, em 16 de Janeiro de 2008, seguiu para a Administração do BCP, acompanhando Santos Ferreira e Vítor Lopes Fernandes, também administradores cessantes da CGD.
Além do vencimento total de Janeiro de 2008, Vara também deve ter recebido algum "prémio de produtividade" e/ou alguma outra "alcavala", ou então houve algum motivo de justa causa.
Refere-se nessa página 540 que terminaram também o mandato em 09/01/2008 os seguintes administradores (indicando-se também os respectivos vencimentos base nesses 9 dias):
Carlos Jorge Ramalho Santos Ferreira (presidente, que recebeu 33648,42?, à média de cerca de 3738,71 ? por dia), António Manuel Maldonado Gonelha (vice-presidente, com 28601,14 ?), José Joaquim Berberan Santos Ramalho (vogal, com 22691,31 ? [este também com os apelidos Santos e Ramalho terá algum parentesco com o Santos Ferreira?]), Vitor Manuel Lopes Fernandes (vogal, com 23553,17 ?) e Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona (vogal, com 23553,17 ?).
Todos estes administradores receberam, assim, em 9 dias, verbas superiores aos vencimentos mensais a que tinham direito, pois na página 521 há a seguinte informação:
"6.1. ESTATUTO REMUNERATÓRIO FIXADO EM 2008
Mesa Assembleia Geral
Presidente ? Senha de presença no valor de 897,84 euros;
Vice-Presidente ? Senha de presença no valor de 698,32 euros;
Secretário ? Senha de presença no valor de 498,80 euros.

OS PREDADORES DOS DINHEIROS PÚBLICOS
Conselho Administração
Administradores Executivos
Presidente ? Remuneração de 26.500,00 euros, 14 vezes por ano;
Vice-Presidente ? Remuneração de 22.525,00 euros, 14 vezes por ano;
Vogais ? Remuneração de 18.550,00 euros, 14 vezes por ano.
Conselho Fiscal
Presidente ? Remuneração de 5.300,00 euros, 14 vezes por ano;
Vogais ? Remuneração de 3.975,00 euros, 14 vezes por ano."
Somos também informados na mesma página 540 que, ainda em 2008, Armando Vara recebeu, também da CGD, 23742,72 ? de férias não gozadas (Que grande trabalhador!! Nem parou para gozar férias!! Mas não teve fins de semana prolongados?), naturalmente referentes ao mês de férias de 2007. Tal, somado com o normal subsídio de férias (14.º mês de vencimento), representa mais do que uma duplicação do ordenado mensal de férias a que ele tinha direito. Por outro lado também recebeu 117841,03 ? de Participação nos Lucros/Prémios de Gestão (referentes, naturalmente, a 2007 e pagos em 2008), o que representou cerca de mais de 6 ordenados mensais extra, além dos 14 normais e do subsídio de férias extra. Em suma, podemos concluir que o ano de 2007 foi muito bom para Armando Vara que ganhou globalmente na CGD, nesse ano, o equivalente a cerca de 21,63 ordenados mensais nas funções que lhe estavam atribuídas. Note-se que neste total não se contabilizou o que lhe foi devido e já respeitante expressamente a 2008. Mas ele tinha outras "alcavalas", conforme se pode observar no quadro da página 540 (relativamente à atribuição de um cartão de crédito da empresa, à aposentação, etc.).
Uma outra curiosidade referente a Armando Vara, que vem nessa mesma página 540: em 2008 teve direito a 961,87 ? de Gastos de utilização de telefones (com a indicação de: Reporta a custos com comunicações móveis e de dados). Devem ter sido gastos relativos aos tais 9 dias na CGD (ainda que talvez possa ter tido direito a retroactivos de 2007), pois, conforme podemos observar, o vogal da Administração Rodolfo Lavrador, em todo o ano de 2008, teve direito a 12151,93 ? de Gastos de utilização de telefones (o que dá para este uma média de 1012, 66 ? por mês!!).
Assim se confirma que Armando Vara é um compulsivo utilizador de telemóveis (depois não se queixe de ter altas probabilidades de ser apanhado em escutas!!).
Mas atenção:
Armando Vara duplicou o seu salário quando mudou da CGD para o BCP!!
No BCP Vara passou a vice-presidente do Conselho de Administração Executivo.
Mas também recebeu outro prémio da CGD.
Armando Vara foi promovido na Caixa um mês e meio depois de ter saído para a administração do BCP!!
O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma.
A promoção, do escalão 17 para o 18, foi decidida pelo conselho de administração a 27 de Fevereiro de 2008, já pela administração de Faria de Oliveira, que ascendeu ao cargo após a saída de Carlos Santos Ferreira e dos administradores Armando Vara e Vítor Manuel Lopes Fernandes para a administração do maior banco privado.
Tendo sido admitido na CGD em 17 de Setembro de 1984, de acordo com informação oficial fornecida pela Caixa, "Armando Vara desvinculou-se da CGD no dia 15 de Janeiro de 2008". A acta da reunião da administração de 27 de Fevereiro de 2008 refere que, "na sequência da cessação de funções de administrador da CGD do dr. Armando António Martins Vara, quadro da instituição com a categoria de director, o conselho deliberou a sua promoção ao nível 18 e os seguintes ajustamentos remuneratórios: remuneração de base - 18 E ; II IT de 47 por cento; RC E RER no valor de 2000 euros e 3000 euros, respectivamente". Esta alteração terá um efeito positivo na reforma em montantes que dependem do momento e da forma em que acontecer.
A instituição esclareceu que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Fonte oficial da instituição acrescentou ainda "que o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos cumpriu, desta forma, o estabelecido internamente, agindo retroactivamente, numa das primeiras reuniões do conselho de administração, após alteração da estrutura governativa da instituição, como sempre é feito".
* os predadores dos dinheiros públicos
Já agora, vejamos o que, de relevante, se encontra neste Relatório sobre o Governo da Sociedade 2008 quanto a princípios éticos e, portanto, no reflexo que tal projecta no que se refere ao respeito e ao atendimento que deve merecer qualquer cliente.
Nas páginas 510-511 consta:
"2.1.1. CÓDIGO DE CONDUTA
Em Fevereiro de 2008, a CGD aprovou o Código de Conduta da Instituição, que contempla e sistematiza os princípios gerais e as regras de conduta aplicáveis a todos os colaboradores e órgãos sociais, e que devem reger a actividade da empresa.
O Código de Conduta encontra-se publicado no Sistema de Normas Internas, acessível através da Intranet por todos os colaboradores, bem como no site da CGD, estando assim igualmente acessível ao público em geral."
A seguir, observamos ainda na página 511 deste relatório da CGD:
"2. CUMPRIMENTO DE LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO
Toda a actividade da CGD é norteada pelo cumprimento rigoroso das normas legais, regulamentares, éticas, deontológicas e boas práticas, existindo um sistema de controlo interno para monitorizar esse cumprimento.
Neste contexto, a CGD adopta um comportamento eticamente irrepreensível na aplicação de normas de natureza fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do consumidor, de natureza ambiental e de índole laboral."
Na página 525 podemos ler o seguinte:
"Ética
A CGD actua segundo princípios éticos, que se concretizam no respeito pela legislação, pelas normas internas e códigos de conduta voluntários. Neste contexto, a CGD desenvolve um
conjunto de acções internas, de que são exemplo as acções de formação aos vários quadros, sobre a aplicação de normas e legislação de cariz fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do cliente, entre outras. A promoção do bem-estar ambiental e social no desenrolar das actividades do Grupo CGD, incentivando o respeito pelo Ambiente e promovendo a igualdade de oportunidades entre todos os colaboradores, constituem também vectores essenciais nos padrões éticos existentes. Foi neste enquadramento que, em Fevereiro de 2008, o Código de Conduta da CGD foi aprovado, sendo aplicável a todos os colaboradores e a todos os membros dos órgãos sociais. Este documento contempla e sistematiza todos os princípios gerais que devem ser seguidos, de forma a que a Caixa seja, e continue a ser, um banco exemplar."
Neste mesmo relatório, na página 528, pode ler-se o seguinte:
"7.5. NOMEAÇÃO DE UM PROVEDOR DO CLIENTE
Na CGD, para além da existência e disponibilização do livro de reclamações, o direito de reclamação dos clientes e dos cidadãos em geral, bem como a apresentação de sugestões, pode ser exercido em qualquer ponto da Rede Comercial, ou através do serviço Caixadirecta Telefone ou no Espaço Cliente no sítio www.cgd.pt, estando as regras de gestão e tratamento das reclamações claramente definidas em Ordens e Instruções de Serviço internas.
A CGD dá particular ênfase à gestão e tratamento das reclamações, na dupla perspectiva de melhoria de serviço ao cliente e de controlo interno
As reclamações e sugestões são tratadas e acompanhadas, com o máximo rigor e celeridade, por uma estrutura dedicada, o Gabinete de Apoio ao Cliente, criado em 2008 e que funciona na dependência directa do Conselho de Administração. Este Gabinete garante a centralização, a análise, o tratamento e a resposta a todas as reclamações e sugestões, qualquer que seja o canal de contacto e o suporte utilizado pelo Cliente. Para tanto, e quando necessário, recorre a outras áreas internas da Caixa ou a Empresas do Grupo, salvaguardando a segregação de funções e a independência relativamente ao órgão da estrutura que possa constituir o objecto da reclamação.
Neste contexto, a CGD entendeu que não se justificava a nomeação de um Provedor do Cliente."
* os predadores dos dinheiros públicos
Quem quiser saber mais alguma curiosidade referente a este relatório da CGD, faça o respectivo download, abra-o e utilize nalgumas páginas uma visibilidade de 150% ou até de 200% (como a 540 em que figura o quadro sobre REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS).
Este relatório passou, inesperadamente, a ter uma importância superior à que os seus autores naturalmente previam, devido ao escandaloso caso "Face Oculta", pois permite algumas sugestivas informações sobre um dos principais protagonistas deste processo (Armando Vara) e, por tabela, sobre outras personalidades.
Como eles sabem tratar da vidinha (deles) ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !