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terça-feira, 30 de junho de 2009

Adivinhem que ministra é

esta a capa do novo livro de Miguel Real, a publicar pela Quid Novi
na segunda semana de Junho.
Um retrato como se segue:

«Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e
futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação; uma mulher de
mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente
de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social; uma
mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de
estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses; uma
mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo
de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em
seu redor; uma mulher ensimesmada, arrogante, feia e triste, que ama a
solidão e despreza os homens; uma mulher autoritária e severa consigo
própria, imune ao princípio da tolerância; uma mulher que ambiciona
ser Ministra.»

SÓCRATES E MANUELA



Há dias Manuela Ferreira Leite acusou o governo de que a possível compra da TVI por parte da P.T. era um negócio patrocinado pelo P.S. para assumir o controle da dita TVI, que se tem mostradom incómoda para com o governo.
Hoje, em entrevista, Henrique Granadeiro, "chairman" da P.T. escreve textuaLMENTE... "´Já parecem esquecidas as tentativas de intervenção do governo do PSD na Lusomundo Media que levaram à minha demissão".

Afinal têm ou não teêm razão aqueles que dizem que P.S e P.S.DF. são uma cópia um do outro..só os separando os" boys e girls" que servem?

HONDURAS- A HISTÓRIA REPETE-SE

Ainda se lembram do Chile?
A ditadura sanguinolenta de Pinochet começou com um gol+pe militar nas vésperas dum referendo-que tudo o indica-iria dar uma grande vantagem às propostas do presidente legítimo, Salvador Allende.
Agora, nas Honduras, tambem o presidente ia fazer um referendo onde seria sufragada a sua política favorável às classes trabalhadoras.
De imediato..o exército( possivelmente com a cobertura indirecta dos Estados Unidos ,exerceu um golpe de estado.
Começa..como no Chile..a fazer-se uma repressão violenta.
Quem diz que a História não se repete?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ANEDOTAS DESTAS..NÃO HÁ DIREITO

Socrates....Obama e o Papa



Sócrates, Obama e o Papa viajavam num avião, quando apareceu numa das asas o diabo, com uma enorme serra e começou a cortá-la.

Quando viram o diabo, ficaram apavorados, e logo Sócrates se vira para Obama:
-Barack. Tu, que sabes falar e argumentar como ninguém, convence o Satanás a parar com aquilo, se não vamos morrer todos!

Obama foi até lá, conversou e voltou a conversar com o diabo, e nada. Este continuou a serrar a asa.

Obama regressa e implora ao Papa.
-Papa. Só o senhor poderá valer-nos. Ele quer mesmo derrubar o avião.

O Papa levantou-se, foi até junto do diabo, usou de toda a sua persuasão, argumentou como e quanto pôde, e... nada!
Desistiu, regressou e resumiu a conversa:
-Não sei o que fazer. Estamos perdidos. Vamos rezar!

Foi quando Sócrates se levantou e disse:
-Deixem-no comigo! Vai já acabar com as suas diabruras!
Foi até lá e conversou com o diabo. Não trocaram uma dúzia palavras e o diabo deixou de serrar a asa do avião, sumindo-se.

Boquiabertos, Obama e o Papa perguntaram:
-Que lhe disseste?

-Disse-lhe: Camarada! Se eu morrer, vou fundar o meu PS no teu inferno

21 de Junho de 2009 12:41

MEU PAÍS..MEU PAÍS

NÃO HÁ DÚVIDA..SOMOS UM PAÍS FELIZ.
Quais problemas?
Vejamos;
-O líder dum grupo de banqueiros,,depois de ter conseguido reformar-se e ele aos colegas com milhões de euros de pensão( será por acaso que as acções desse banco passram de mais de 3 euros para 70 centimos?) tem ainda direito a um jacto particular para as suas deslocações e a 40 ( digo bem quarenta) guarda-costas...
Certamente é um recorde para Guiness..não possível em mais nenhum país do primeiro, segundo ou terceitro mundo...
ORGULHEMO-NOS..POIS
2-Em Alcochete no decorrer dum jogo de futebol e sem mais aquelas,,,duas claques pusram-se à pncada..invadindo o recinto de jogo. Tiros...feridos..etc.
BOM... AQUI NÃO SEREMOS ÚNICOS..MAS SOMOS DOS MELHORES..UM POVO DE BARBA RIJA,
3. D.Duarte Pio, um dos herdeiros à coroa de Portugal( onde está ela?) apresentou a candidatura dos garranos portugueses a Património da Humanidade.
Realmente...NÃO HÁ GARRANOS COMO OS NOSSOS.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

FESTA EM VISEU

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!


nb- pARA VARIAR DO GÉNERO DE ASSUNTOS QUE COSTUMO PUBLICAR.
COM OS MEUS AGRADECIMENTOS AO AUTOR

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A senhora procuradora

Senhora Procuradora Cândida Almeida

Vejam a independência e isenção desta Procuradora, para além desta amizade notória, fez parte da Comissão de Honra da Candidatura do Mário Soares....que, como é óbvio, quer o Almeida Santos quer o Mário Soares, não têm nada a ver com o P.S.!
Agora, percebe-se melhor por que motivo ela e o Sr. Procurador Lopes da Mota ( o tal da Eurojust, na Haia ) declinaram, em Setembro, trabalhar em conjunto com a Polícia Inglesa para esclarecer factos sobre o Freeport... pudera...
Percebe-se, também, mais duas ou três coisas:
1. Foi peremptória em dizer que não queria ver o vídeo ( já sabemos que não pode constituir prova em Portugal pois não foi obtido por ordem dum juiz, mas, a verdade, é que pode ajudar imenso na constituição e clarificação da prova, como toda a gente diz, a começar pelos peritos, ou seja, os advogados).
2. É peremptória em afirmar que Sócrates nem é arguido nem é suspeito de nada ! ( Como assim, pois se ele é o principal suspeito de ter recebido "luvas" .......???) pelo que não deve ser inquirido.....Creio que se isto fosse um país decente com procuradores verdadeiramente independentes do executivo - o que manifestamente não é o caso desta Senhora -até no seu próprio interesse, já deveria ter sido inquirido há muito!
3. Para cúmulo, quando os dois Procuradores que estão a tratar do caso se lhe ( sim, a ela, directamente, pois é ela a sua - deles - superior hierárquica ) queixaram de que estavam a sofrer pressões, "esqueceu-se" de informar a hierarquia, ou seja, o próprio PGR, pelo que estes não tiveram outra solução que não fosse denunciar esta manobra ao sindicato...
Uma última reflexão : por que motivo há pressões e vontade de arquivar o processo ? Quem tem medo que o inquérito siga o seu curso e chegue a conclusões? Quem pressiona e com que objectivo ? Mas tudo isto não é demasiado óbvio ?
Mas, por que raio de motivo, este tipos insistem em fazer dos Portugueses parvos ? Pessoalmente, acho isto absolutamente revoltante !
Esta imagem circula pela internet. Cândida Almeida, procuradora que investiga o Freeport abraçada por Almeida Santos. É claro que Cândida Almeida tem o direito a ter no seu passado pessoal um abraço de Almeida Santos. Mas não diz o povo que "à mulher de César...". Caramba, a bem da credibilidade de um possível futuro arquivamento do processo (já cheira), não arranjavam mais ninguém para dirigir a investigação que não tivesse já estado sujeito a isto?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Artigo de Clara Ferreira Alves- "Expresso"

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"


por Clara Ferreira Alves


Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que
ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana,
para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira
politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom
par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o
processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos
financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua
experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como
Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois
de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha
Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e
vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um
grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um
conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas
internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua
segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos
Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso
Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma
Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos
Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse
mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com
Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre
acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no
dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar
57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -
21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil
quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de
grande importância estratégica para Portugal.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a
Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes
oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte
blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da
Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de
vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo
Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica,
constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado,
que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única
função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os
mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação
violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a
nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas
construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal
fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer
convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos
anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de
quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um
auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara
de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção
anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador
e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse
um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República,
na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares
receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade
da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente
era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o
director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação
jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento
Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole
Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do
guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre,
para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira
na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir,
logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no
filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um
punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.

Vai... e não volta mais.


Clara Ferreira Alves

Expresso

Crescer depress

terça-feira, 23 de junho de 2009

CHORAR DE VERGONHA EDUARDO P.COELHO

P'ra chorar de vergonha - Eduardo Prado Coelho


Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007),

teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos,

por isso façam uma leitura atenta.

Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,

bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão

que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda

sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude

mais apreciada do que formar uma família

baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais

poderão ser vendidos como em outros países, isto é,

pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares

dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil

para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,

onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois,

reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que

é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis

que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média

e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços,

ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada

finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro

e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,

mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,

melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem

corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,

apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,

o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,

mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,

essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui

até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de
qualidade humana,

mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,

é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,

o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,

mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a

erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,

nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei

com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,

ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,

igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa

a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos,

a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses

nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,

não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,

de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE !



EDUARDO PRADO COELHO

TU...TU...

Na sua recente visita aos Estados Unidos, José Sócrates e respectiva comitiva, hospedaram-se num luxuoso hotel.

Ao fim da tarde José Sócrates pega no telefone, liga ao serviço de quartos e diz:

- TU TI TU TU TU TU.

A funcionária não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI.

Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.

Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.

Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir:

- TU TI TU TU TU TU.

Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA, em Portugal.

Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos.

Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor
disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates
e......descobre o mistério:

O Primeiro-ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (da Universidade Independente):


- TWO TEA TO 222 !!!!


hihihihihi

se não enviares este mail a 10 contactos, terás mais 4 anos de azar com Sócrates a Primeiro-Ministro

segunda-feira, 22 de junho de 2009

SERÁ NORMAL'



AORA DIZ QUE AINDA NÃO SABE O MODELO DE AVALIAÇÃO DE PROFESSORES QUE VAI VIGORAR NOS PRÓXIMOS ANOS...
MAS..OLHE LÁ..ANDA POR AÍ HÁ QUATRO ANOS A FAZER O QUÊ?
E..NUNCA MAIS VEM SETEMBRO PARA NOS DESPEDIRMOS DE VEZ...
E..JÁ AGORA..QUAL VAI SER O SEU PRÓXIMO TACHO? MERECE SER RECOMPENSADA PELO QUE FEZ Á EDUCAÇÃO EM PORTUGAL.

domingo, 21 de junho de 2009

PREOCUPANTE

cOPIADO DO BLOGUE FLISCORNO.
Para combater o crime informático, o Governo vai brevemente aprovar um proposta de lei que prevê a possibilidade das polícias interceptarem, sem prévia autorização de juiz, os dados de tráfego e os conteúdos de comunicação inseridos em sistemas informáticos sob suspeita criminal. Os operadores vão ficar obrigados a colaborar com as autoridades
"Sem prévia autorização de juiz"? O Governo de Portugal prepara-se para iniciar um violento ataque à liberdade individual.

O projecto já está terminado e abre portas para que todas as polícias possam colocar sob "escuta" qualquer sistema informático, desde que sobre eles caiam suspeitas da prática de crimes. Os investigadores vão poder interceptar e registar os dados de tráfego, incluindo o conteúdo das comunicações. E poderão fazê-lo sem prévia autorização de um juiz, dando conhecimento só a posteriori.
Portanto, basta uma suspeita para iniciar uma busca. As suspeitas podem ser fundas ou não. Se são fundadas, porque não passam pelo crivo de um juiz? Se são infundadas, qual o fundamento para a devassa da privacidade?

Se esta lei for aprovada, um DVD onde é afirmado que o primeiro ministro é corrupto não pode ser usado em tribunal por ter sido obtido de forma ilícita. Mas indícios recolhidos pelos mesmos métodos, só que num sistema informático, passa a poder ser usado.

Porque é que o Estado opta por passar a não recorrer ao sistema judicial na investigação criminal? É o sintoma assumido do desmoronamento da justiça? Ficamos todos menos livres e mais pobres.

sábado, 20 de junho de 2009

A MINISTRA

a Ministra aparenta recuar..,. mas nem sequer tem a hombridade de assumir.
Passa para uma comissão a decisão sobre o "simplex" em vez daquela burocracia toda que com os seus adjuntos inventou.
Mas é tarde...
O mal que fez aos professores não será esquecviodo.
Não será com plásticas de ultima hora que vai recuperar o voto dos professores.
SENHORA MINISTRA..VOC~E PERDEU OS PROFESSORES...E NÃO GANHOU O PAÍS COMO PENSAVA..
VÁ À SUA VIDA E LEVE O ENGENHEIRO CONSIGO.
DEIXE-NOS COM QUEM POSSA SER UM PRIMEIRO MINISTRO E UM MINISTRO DA EDUCAÇÃO COMPETENTE.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O PLANTEL MAIS CARO de PORTUGAL



BENFICA'
NÃO.

PORTO'

NÃO

SPORTING?
NÃO

ENTÃO..VEJA

OUTRA CARA...

Ter outra cara não muda nada...
O senhor "engenheiro" muda de cara mas assume que não muda de política.
E o senhor ministro das finanças acabou de revelar isso mesmo...
Salvou o BPN com o nosso dinheiro..agora vai vendê-lo por tuta e meia...
Tudo bem..quem paga é sempre o mesmo.
A atitude do governo não é diferente da do senhor Ulrich, dignissimo presidente do BPI (Banco que nos ultimos anos acumulou lucros fabulosos) que afirmou que é preciso retirar regalias aos empregados bancários( claro que não aos banqueiros..esses são sagrados)
Há um ditada" Todos diferentes..todos iguais".( só que esse ditado só os abrange a "eles".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E O T G V ?

A QUEM VAI SERVIR O TGV
Este é o pensamento político que temos (em Portugal) , está em todas:
· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.
A quem na verdade serve tudo isto?
PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM
A QUEM VAI SERVIR O TGV ...

1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E ...CLARO,
3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...

OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS
- ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS

POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !


Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.


Percebe-se bem porque não
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:

- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).

E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.

Cabe à Oposição contrapor.
Cabe-lhe a si
participar

Se concordar, reencaminhe esta mensagem!

terça-feira, 16 de junho de 2009

ALGO DIFERENTE

HOJE PUBLICO UM CONTO QUE FOI ESCRITO POR UM ESCRITOR OLHANENSE HÁ MUITOS ANOS E TRADUZIDO AGORA POR UM AMIGO MEU DO SEU ORIGINAL EM ESPANHOL.
ESTE ESCRITOR EMIGROU PARA A ARGENTINA FUGINDODA VIDA DIFÍCIL EM PORTUGAL E DAÍ O CONTO SER PUBLICADO NAQUELA LINGUA.
É uma homenagem às dificuldades pelas quaispassaram muitos olhanenses e que nessa época meados do século XX emigraram paraMarrocos, onde então a vida era umpouco melhorqiue noAlgarve.






REGRESSO E PARTIDA
Género: Conto (incluído no livro do autor LA PISCINA)
Autor: António Simões Júnior
Tradução livre do castelhano: J. Carlos Silvestre

Como se fosse um contrabandista, fiz um largo rodeio até deixar o povoado atrás
de mim. Ao longe ressoava ainda o ruído monótono da ondulação, rebentando na praia e dos apitos plangentes dos barcos que tentavam escapar ao vendaval. Aqui e ali ladravam cães, mugiam bois e baliam ovelhas A tiritar de frio, detive-me um instante junto de uma amendoeira florida, cortei uma vara à qual atei a trouxa dos meus haveres pessoais e, levantando a gola do casaco, enfiei-me directamente por um terreno que estava à minha frente.

O vento dificultava-me a marcha, fustigando-me o rosto e obrigando a desviar-me dos cardos e das pedras. Uma gaivota, espavorida, passou sobre a minha cabeça e, na falda de um monte, perfurada por uma alfarrobeira centenária, começou a delinear-se a casa de pedra e barro. À medida que avançava, ia comprovando que nada mudara durante os oito meses da minha ausência. Como acontecia nas épocas invernosas, as paredes que entretanto perderam a cal que as cobria, ostentavam agora musgo e salitre. A alfarrobeira gemia sacudida pelas violentas refegas de vento. Nos seus ramos não havia pássaros e nos seus troncos não cantava a cigarra. Tudo era desolação.

A porta desconjuntada permanecia invariavelmente entreaberta, porém do interior da casa não chegavam aos meus ouvidos sinais de vida. Um silêncio estranho e aterrador impunha a sua rigorosa presença.

Entrei como uma sombra. A minha mãe estava sentada na cozinha com o Ramboia
deitado a seus pés. Calçava umas chinelas de ourelo e estava envolta num velho xaile, mas mesmo assim tiritava de frio. Na chaminé não havia lume. O ambiente não podia ser mais desolador. As aranhas que habitualmente pendiam das teias
tecidas no tecto, deviam ter morrido ou procurado outro sítio. Tanto a minha mãe como o Ramboia levantaram a cabeça, surpreendidos. Nos olhos da minha mãe brilhou um sorriso que, querendo exprimir alegria, redundou em decepção.
O cão teve um estremecimento, como se tivesse dúvidas que me conhecia, agitou a cauda, toda sensibilidade, arreganhou os dentes e rosnou num tom ora ascendente ora descendente.

- Mãe! – disse eu, deixando atrás da porta a vara com minha trouxa.
Ela, na sua habitual atitude fatalista, murmurou:

- Ah, filho! Já voltaste de Marrocos? Isto por cá está agora tão mal e faz tanto frio…Não tenho em casa mais que um bocado de pão e alfarrobas. Onde irás agora conseguir trabalho?

Senti-me sacudido, destroçado, como uma árvore à qual um raio acabasse de fulminá-la O vulto de carne avantajada e coberto de farrapos, que era a minha mãe, mirava-me do banco onde estava sentada com se fosse a Nossa Senhora da

REGRESSO E PARTIDA, de António Simões Júnior… Página 2
Fatalidade, uma virgem sem eira nem beira numa qualquer igreja da povoação vizinha, esperando que eu falasse. Que poderia eu dizer-lhe? Comecei a sentir-me arrependido de ter voltado de Marrocos, sem cheta, com as mãos vazias. Sem saber que responder, apenas me ocorreram estas palavras que me saíram numa voz sumida:
- O Ramboia está agora com melhor aspecto. Já não lhe cai o pêlo, como acontecia
antes de me ter ido embora.

Com efeito, o cão apresentava na cabeça e no lombo madeixas de pêlo renovadas.

- Sim, está um pouco melhorzinho. Como tu não estavas cá, dava-lhe sardinhas amarelas e pão de centeio. Agora não sei o que vai ser dele. Pobre Ramboia, terá
que remediar-se como puder, comendo figos e frutos silvestres por estes campos de Deus, correndo o risco de ser envenenado, ou então terá de caçar gatos. E tu, queres comer alguma coisa? Acabou-se-me o toucinho, mas tenho pão duro, alfarrobas cruas e meia dúzia de azeitonas. Em Marrocos devias comer melhor. Porque voltaste?

Senti um nó subir-me à garganta. As paredes do estômago rangeram como a mó
de pedra que a minha mãe usava para moer o grão do milho. Estava com fome, sem comer há mais de vinte e quatro horas, porém, sentindo pela primeira vez despertar em mim um sentimento de dignidade, de amor - próprio, de não sei quê, exclamei num tom de voz que queria mostrar determinação:

-Não, mãe, agora não tenho fome.

-Queres descansar? Não tenho fogo porque tem chovido a cântaros nos últimos dias e não tenho podido ir ao monte apanhar lenha. Nem tão pouco tenho encontrado bosta nos caminhos. O gado não sai e os cães antecipam-se. Se queres, preparo-te a esteira e a manta. Estão um pouco sujas e até podem ter lagartixas. Têm servido de cama e cobertor ao Ramboia. Pobrezinho, com este frio anda sempre a tiritar.

Voltei a olhar o cão e li nos seus olhos desconfiança e medo.
-Preparo-te, pois, a cama – insistiu a minha mãe, sem sair da sua imobilidade.

-Não, mãe. Tenho que sair.

-E onde vais, filho?

-Vou até à vila. Tenho um assunto em vista, mãe.

-Ah, filho, se tens um assunto não o percas. Um assunto é coisa que não nos aparece todos os dias. A propósito, tu sabes que o Charneca está no serviço militar? Não parece o mesmo; agora está gordo. Come duas refeições por dia.
Na tropa tratam-no bem. Se tu não tivesses nascido tão fraco de peito, também terias sido soldado e com o dinheiro do pré poderias comprar cigarros. É tão bonito ver um homem fumar. Teu pai, quando cá estava, andava volta e meia com
o livrinho de papel e a onça nas mãos.
REGRESSO E PARTIDA, de António Simões Júnior…Página 3
Peguei na trouxa que havia deixado atrás da porta, temendo as lembranças da minha mãe acerca do meu pai, morto ou vivo, em terras da América, disposto a sair:

-Filho! - gritou ela, vendo que eu saía – Como faremos para pagar a tua taxa militar? De tudo o que me deixou o meu pai, só me resta esta casinha e não queria que ma tirassem.

-Não se preocupe, mãe. Eu me encarrego de pagá-la.

-Dizes sempre isso, filho. Deus te oiça desta vez.

-Até breve, mãe.

Fui-me afastando da casa, que depressa se foi delineando como um ponto minúsculo no horizonte. O Ramboia seguiu-me durante algum tempo, desconfiado e rezingão. Impelido pelo vento, parecia-me caminhar com um objectivo determinado, mas na realidade eu não sabia qual era. O cão adiantou-se uns passos numa retaliação de rosnidos de uma velha oliveira, após o que alçou a pata e sinalizou-o com a sua urina. À minha frente, desenhava-se, negra e húmida, a estrada nacional em cujo marco quilométrico se podia ler: Lisboa 307 K. Uma ideia a princípio indecisa, logo definitiva, foi-se formando na minha mente. Então, voltei-me para o Rambóia e disse-lhe:

-Vai ter com a patroa e cuida bem dela, porque está só e velha.

O cão olhou-me um instante, confuso; depois, reagindo, mostrou-me os dentes e dirigiu-me um rosnar de meter respeito, querendo significar: Vai-te depressa e não voltes aqui mais. E, a trote, pressuroso, retomou o caminho para casa.

O meu destino era Lisboa, Com as costas apoiadas no marco da estrada, fui desbobinando as minhas recordações sobre a vida na vila. Por ali passavam a certas horas do dia os camiões da Empresa Algarvia, rumo a Lisboa. Dos camionistas, o mais conhecido era um tal José Laranjeira, que se gabava de ultrapassar com a sua Chevrolet toda classe de veículos automóveis. Mais de uma vez o ouvira referir-se às suas façanhas ao volante, no Café da terra, terminando por dizer: Eu sou o “cow- boy” dos camionistas. Se ele passasse agora ao volante,
pedir-lhe-ia para me levar até à capital do país. Estava disposto a gabá-lo, a enaltecer as suas qualidades de camionista. O homem, além disso, era sensível ao elogio e não podia negar-se a levar-me. E, se não fosse ele, o motorista do primeiro
camião a passar? Se fosse outro mais renitente que não me quisesse ouvir? Bem, se
isso acontecesse, eu socorrer-me-ia de um tesouro que possuía e ao qual ninguém que o visse resistiria. Pensando nele, pus-me a desatar a trouxa, tirando para fora
umas botas de couro, enormes, brilhantes, de sola sintética. Coloquei-as à minha frente e, como sempre que tal fazia, quedei-me a contemplá-las, com enlevo. Aquelas botas tinham uma história. Teriam caminhado centenas de léguas palmilhadas por um tal Johnny.


REGRESSO E PARTIDA, de António Simões Júnior…Página 4
A história começou assim: Quando despertei, depois de ter dormido uma sesta num jardim sombrio de Rabat, descobri um soldado norte-americano estendido no largo de uma alameda, de cara voltada para o céu. Parecia curtir uma profunda
bebedeira, quiçá como protesto contra a lei seca que vigorava no seu país. A primeira coisa que me atraiu a atenção, foram as botas enormes, que deixavam adivinhar dedos disformes. O homem parecia um gigante, com mais de dois metros
de altura e de cor avermelhada. Talvez fosse um pele -vermelha ou um descendente dos vikings.

As botas do soldado impressionaram-me e actuaram sobre mim como um íman. Se as pudesse tirar, andaria calçado durante anos. Eram botas para mostrar e andar. Discretamente, fui-me aproximando do homem estendido. Estava completamente imobilizado, pois nada nele se movia. Parecia que estava morto. Se as pudesse sacar, pensava eu, porém, era arriscado. Se ele despertasse e me surpreendesse em flagrante, poderia até dar-me um tiro. Quem lhe pediria contas por ter liquidado um desempregado? É certo que eu poderia ameaçá-lo, no caso de ser surpreendido por ele, ou contar ao tenente que encontrava sempre ao meio-dia,
que ele dormira num jardim público. Porém, como fazê-lo entender, se não falávamos a mesma língua? A hipótese não me pareceu viável. Era melhor procurar outra solução para lhe tirar as botas.

Com os seus pios característicos, as cegonhas da Torre de Oudaia desceram suavemente, poisando junto do soldado bêbado, e dedicaram-se com parcimónia a
debicar em sua volta, Uma delas introduziu o bico num dos ouvidos, enquanto a outra poisou na ponteira de uma das botas, moveu-se em sua volta e levantou uma pata, como se se dispusesse a dormir deste jeito.

Com o sangue a bater alvoraçadamente, compreendi que aquele Johnny estava mesmo a dormir profundamente, que não dava conta dele e que nem um tiro de canhão naquele instante o faria acordar. O jardim parecia deserto, uma vez que nem o guarda se via nas proximidades Como um felino, acerquei-me rápido e decidido. As cegonhas, assustadas, levantaram voo. Tive, porém, um momento de hesitação, mas encorajado pelas circunstâncias propícias, saquei as botas de um golpe.

Uma hora depois, já eu ria no meu refúgio da cave, enquanto dava voltas àquelas botas maravilhosas, agora nas minhas mãos, pensando na cara que faria
o Johnny quando despertasse e se visse descalço.

Bem, se o motorista do próximo camião a passar rumo a Lisboa não fosse o José
Laranjeira, teria que me desfazer delas, mas em troca viajaria até Lisboa e comeria durante uns dias, até que o destino, ou seja lá o que for, decida outra
coisa. E era tão bom comer, devorar para não ser devorado, matar a fome que me roía as entranhas.

Repentinamente, ouvi o ruído de um motor. Levantei-me, meti as botas na trouxa e coloquei-me em plena estrada, com os braços abertos, quase encandeado pela luz forte dos faróis de um camião que já dobrava a curva.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Professores Unidos

http://videos.sapo.pt/cP3yT88UwvzzOV6z1aw2

Não deixe de ler..ocaso BPN

http://www.youtube.com/watch?v=zokGbmCZldg

www.youtube.com/watch?v=zokGbmCZldg

domingo, 14 de junho de 2009

Morreu o cavaquismo? artigo de Mário Crespo

Morreu o cavaquismo

Mário Crespo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito.
Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva.
Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais
apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com
empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de
campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.

Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários.
Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos
Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não
era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do
prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela
família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho,
passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível.
Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da
República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime.
Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.
Mário Crespo

sábado, 13 de junho de 2009

TRANSCRIÇÃO..sem comentários

Numa declaração feita ontem ao fim da tarde, o Presidente da República fez uma alusão à manchete de "um jornal de fim-de-semana", remetendo os jornalistas para o comunicado da Presidência da República de 23 de Novembro de 2008.

Ora nesse comunicado emitido pela Presidência da República é referido que o Presidente não tem nem nunca teve acções do BPN. Sejamos rigorosos: nem Cavaco nem ninguém, pois o BPN era detido a 100% pela SLN, a holding do grupo. A SLN é que tem (ou tinha) cerca de 400 accionistas, entre os quais Oliveira e Costa, Joaquim Coimbra... e Cavaco Silva.

Vejamos alguns factos:

1. O Presidente comprou acções a um euro e vendeu-as a 2,4 euros. Ganhou, em menos de dois anos, 140%.

2. Entre 2001 e 2003, a economia mundial registou um abrandamento significativo e os mercados accionistas caíram 11% nesse período de dois anos. A economia portuguesa atingiu o ponto mais baixo da crise precisamente em 2003, com uma queda do PIB de 1,2%.

3. No mesmo período, o índice de holdings financeiras na Europa, sociedades com o mesmo perfil da SLN (embora cotadas em bolsa), caiu 31%. A título de curiosidade o BCP caiu no mesmo período 57%.

4. A SLN é composta por diversos activos. A BPN SGPS é, de longe, o mais relevante deles. Logo, o valor da SLN é, acima de tudo, função do valor do BPN e dos seus resultados.

5. Entre 2001 e 2003, o valor contabilístico da BPN SGPS passou de 266 milhões de euros para 298 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 12%.

6. No mesmo período, os resultados gerados subiram de 26,7 milhões de euros para 33,1 milhões, ou seja um aumento de 24%.

Partindo do pressuposto de que as contas da SLN reflectiam a actividade do grupo (o que a comissão parlamentar de inquérito parece infirmar), qual o preço a que deveriam ser vendidas as acções de Cavaco Silva (e da filha)? Duas hipóteses:

a) Se utilizássemos os dados de balanço para determinar o valor justo de saída, o valor de venda deveria ter sido 1,12 euros;

b) Se utilizássemos a demonstração de resultados, o valor de venda deveria estar próximo de 1,24 euros.

Este conjunto de factos suscita um conjunto de questões:

1. Por que decidiu Cavaco Silva comprar acções da SLN?

2. Sendo então Cavaco Silva, além de professor de Economia, um alto quadro do Banco de Portugal, não teve conhecimento do “cartão amarelo” mostrado pelo banco central ao BPN e revelado nas páginas da Exame?

3. A quem comprou Cavaco Silva as acções?

4. Por que decidiu Cavaco vender as acções, sabendo que, não estando cotadas em bolsa, a sua liquidez era pequena?

5. Por que determinou Oliveira Costa que as acções fossem adquiridas pela SLN-Valor e pelo valor que fixou por despacho?

6. Tendo o Presidente da República dito ontem que a aplicação das suas poupanças era feita pelo seu gestor de conta, e uma vez que a carta que enviou a solicitar a venda das acções é dirigida a Oliveira Costa, pode concluir-se que o seu gestor de conta era o próprio presidente da SLN e do BPN?

LINKS:

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O SENHOR PRESIDENTE


É O PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES.
CONDECOROU A U.G.T.
NÃO CONDECOROU A INTER
CONDECOROU VÁRIOS EMPRESÁRIOS.
NÃO CONDECOROU NENHUM OPERÁRIO.

PORQUÊ?

ARTIGO DE ANTÓNIO BARRETO

O perfil ditatorial do actual Primeiro- Ministro.


'Sócrates, o ditador'
por António Barreto

A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras.
Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro.

Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se!
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos.
Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos..

É possível.

Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

POLITICA EDUCATIVA DO GOVERNO

Resultados visíveis da actual política educativa
A ministra da educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano.
Quando chegou ao local onde ia decorrer o evento, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco. Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar a churrasco e perguntou:
- O que é que está dentro daqueles sacos?
- É cal, senhora ministra.
- Cal? Mas para quê?
- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!
Intrigada, Maria de Lurdes Rodrigues dirigiu-se ao responsável pelo piquenique e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal.
Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma.
Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.
- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?
- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.
E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada.
O outro mirou, tornou a mirar e disse:
- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ô 2 !

domingo, 7 de junho de 2009

UM SIMPLES COMENTÁRIO...PARA REFLEXÃO

COMENTÁRIO POLÍTICO

• As eleições de hoje em Portugal provaram um facto indesmentível.
A política do P.S. que foi alicerçada principalmente na luta contra as classes trabalhadoras, nomeadamente professores, funcionários públicos e reformados ,na retirada de direitos na segurança social e na saúde, conduziu aquele partido a uma derrota histórica.
• Da maioria absoluta conseguida nas ultimas eleições passou a ter pouco mais do que um quarto dos votantes.
• Tornou-se assim evidente que das próximas eleições legislativas não irá sair nenhum vencedor absoluto. Felizmente…porque de maiorias quase ditatoriais está o país farto.
• Um consenso entre dois ou mais partidos será inevitável, pelo que as previsíveis campanhas de P.S e P.S.D. no sentido de invocarem essa tal maioria absoluta não será mais que uma falácia.
• Bloco de Esquerda e CDU conseguiram só por si e em conjunto, quase tantos votos como o P.S. Pena que não obstante a sua luta por uma sociedade mais justa ser comum em muitos pontos, não tenham conseguido um entendimento eleitoral. Mas, felizmente que ao contrário de P.S. e P.S.D que passaram a campanha em troca de acusações pessoais sem qualquer substancia, conseguiram não se hostilizar e colocar a tónica nas questões fundamentais, ou seja a política de direita do P.S. que o conduziu à merecida derrota.
• Que todos nós saibamos tirar desta eleição as devidas consequências, lutando por uma alternativa a uma politica que vai colocando o nosso país cada vez mais na cauda da Europa.

sábado, 6 de junho de 2009

O novonome do Governo..LÁ..TINHA

A gente anda pela rua e aponta para as portas fechadas e diz:
>
>
> LÁ...... TINHA uma loja...
>
>
> LÁ...... TINHA uma fábrica...
>
>
> LÁ...... TINHA um armazém...
>
>
>
>
>
> LÁ...... TINHA trabalhadores...
>
>
>
>
>
> LÁ...... TINHA um sonho...
>
>
>
>
>
> LÁ...... TINHA esperança...
>
>
>
>
>
> LÁ...... TINHA uma escola...


e AGORA... LÀ TEM O QUê?
>
>

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Domingo..pensem nisso

O governo SÓCRATES é igual ao Preservativo:

O Preservativo permite inflacção...

Impede produção...

Destrói a próxima geração...

Protege um bando de porras e ainda....

Transmite um sentimento de segurança ...

Enquanto, na verdade, alguém está sendo fodido !!!

Incontestável

O truque dos mercados

Uma vez, num lugarejo, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria macacos por €10 cada.
Os aldeões, sabendo que havia muitos macacos na região, foram à floresta e iniciaram a caça aos macacos.
O homem comprou centenas de macacos a €10 e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça.
Aí, o homem anunciou que agora pagaria €20 por cada macaco e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.
Logo, os macacos foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca.
A oferta aumentou para €25 e a quantidade de macacos ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.
O homem então anunciou que agora compraria cada macaco por €50!
Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria o seu assistente cuidando da compra dos macacos.
Na ausência do homem, o assistente disse aos aldeões:
‘Olhem todos estes macacos na jaula que o homem comprou. Eu posso vender-vos por €35 e, quando o homem voltar da cidade, vocês podem vender-lhe por €50 cada.’
Os aldeões, espertos, pegaram no que tinham recebido e no resto das suas economias e compraram todos os macacos do assistente.
Depois, nunca mais viram o homem nem o seu assistente, mas apenas macacos por todos os lados.
Agora ficaste a saber como funcionam os macacos. Ops!!! … digo, os mercados financeiros

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A MADEIRA É UM JARDIM

Verdadeiramente Impressionante!!!

Depois de passar os olhos por este pacote de coincidências, pode-se de
certeza concluir que a ilha da Madeira encontra-se completamente (do)minada...

Calma!...
Vejamos. (vale a pena ler até ao fim!) :

Alberto João Jardim - Presidente do Governo Regional
Filha - Andreia Jardim - Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva - vice-presidente do governo Regional
Mulher - Filipa Cunha e Silva - é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. Conselheiro da Secretaria Regional) ?assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro - Secretário regional dos Recursos Humanos
Filha 1 - Patrícia - Serviços de Segurança Social
Filha 2 - Raquel - Serviços de Turismo
Conceição Estudante - Secretária regional do Turismo e Transportes
Marido - Carlos Estudante - Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Filha - Sara Relvas - Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes - Secretário regional da Educação
Irmão - Sidónio Fernandes - Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher - Directora!!! do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos - Líder parlamentar do PSD/Madeira
Filho - Jaime Filipe Ramos - vice-presidente do pai
Vergílio Pereira - Ex. Presidente da C.M.Funchal
Filho - Bruno Pereira - vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral!!!! do Governo Regional
Nora - Cláudia Pereira - "trabalha" (...!!!!!) na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José - Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Irmão - Leonardo Catanho - director Regional de Informática (nem sabia que havia este cargo)
Rui Adriano - Presidente do Conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento (?!!!!!) do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho - (????...) - Director do Parque Temático da Madeira
João Dantas - Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Filha - Patrícia - presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira
Genro (marido da Patrícia) - Raul Ca?es - presidente da Madeira Tecnopício (alguém sabe o que isto é!)
Irmão - Luís Dantas - chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Filha de Luís Dantas - Cristina Dantas - Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é o administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão

copiada do "PÚBLICO"...vale a pena ler

Bruxelas. Esqueçam as legislativas. Esqueçam tudo.Esqueçam Bruxelas. Esqueçam as legislativas. Esqueçam tudo. Esta campanha eleitoral não é sobre nada do que se tem vindo a dizer. Nem sobre a Europa nem sobre o país. Esta campanha é sobre ser-se pobre. Provavelmente é o que conta para se ser gente quando o país entra em estado de crise. As minhas suspeitas, ainda frescas, começaram ontem à tarde, quando lia a reportagem do PÚBLICO sobre os meios de campanha dos cinco partidos parlamentares. A coisa dá cinco a zero, cabazada mesmo e a favor do partido no poder. Ele é o autocarro catita, com as caras dos eurodeputados, o palco especial exclusivo para o chefe, a redacção ambulante para os jornalistas. O resto? Uns carritos, nada de autocarros para militantes, e até na carne assada se poupa. Ricos e pobres, estão a ver? A coisa funciona assim. Aparece o candidato socialista, todo fresquinho e bem-disposto e ao lado passam os candidatos da oposição, suados por não terem ar condicionado, com a barriga a dar horas e nem um aventalzito que se veja para oferecer aos eleitores e eleitoras. Moral da história? O cidadão em crise compra o partido pobrezinho e foge do partido remediado. E desde o primeiro debate com os cinco cabeças de lista dos principais partidos no Prós e Contras que essa ideia era clara. Vital Moreira, o candidato socialista, aparecia satisfeito perante eleitores descontentes, puxando a glória à obra certeira do Governo sem entender que os receios na cabeça dos eleitores dispensam o auto-elogio de quem desiludiu - ou não tem no mínimo resposta para oferecer a uma crise planetária e não o reconhece. Candidato pobrezito, portanto, é candidato garantido, campanha poupadinha, a tostão, é campanha para ganhar. E como ainda por cima o que está a dar é a caça aos ricaços do BPN - e Vital, fustigando o PSD com a "roubalheira" do PSD, tentava no fundo afastar de si esse anátema, mais contagioso que a gripe mexicana, que passou a ser A (H1N1) para não ser uma gripe dos pobrezinhos, que é o anátema de não ser pobre.

No entanto, foi só quando o Presidente da República emergiu nos telejornais da noite para relatar como as suas poupanças andam desaparecidas e levaram sumiço num qualquer buraco negro, que percebi tudo. Podemos abraçá-lo, consolar o senhor Presidente da República? Dizer-lhe "obrigado" por ser pobre, tão pobre como nós, que queremos ser pobres e votar em pobres? Por revelar que não tinha o dinheiro nem no colchão, nem no estrangeiro.
Desculpem-me, mas eu cá há coisas em que sou um bocadinho conservador. Não estou sozinho. Revelou o Expresso, no sábado, que Cavaco Silva tinha dinheiros, uns 140 mil euros, na Sociedade Lusa de Negócios. Não consta que o Presidente tenha acumulado fortuna dentro ou fora da política ou que seja crime ter dinheiro nessa sociedade. Nenhum partido político entendeu dar valor à coisa. A questão do BPN não é a de ser o banco do PSD, como deselegantemente sugeriu o PS. A questão é o BPN ser o símbolo do tipo de sociedade que saiu do cavaquismo, do equívoco que foi o modelo de desenvolvimento cavaquista e ter despertado a memória desse período histórico que o tempo tinha tornado incompleta. É uma questão política. E não se pode dizer que o PS seja alheio a esse modelo em que a sociedade portuguesa cristalizou, em que a promiscuidade entre o poder político e o poder económico passou a ser mais do que tolerada e o combate à corrupção relegado para o terreiro das coisas incómodas.
Posto isto, o Presidente não precisava de falar. Não está sob suspeita. E hoje, como quando toda esta história começou há meses, criou uma ligação involuntária a esta história, quando tentava desligar-se dela.»




O candidato roubalheira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MISTÉRIOS

Este é o pensamento político que temos (em Portugal), está em todas:
· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.
A quem na verdade serve tudo isto?
PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM
A QUEM VAI SERVIR O TGV ...

1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E .. CLARO,
3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...

OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS
- ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS

POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !


Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.


Percebe-se bem porque não
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:

- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).

E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.

Cabe à Oposição contrapor.
Cabe-lhe a si
participar

Se concordar, reencaminhe esta mensagem!

DO DESASTRE DE AVIÃO AO DESASTRE DO B.P.N

Na altura em que escrevemos subsiste ainda o mistério do que terá ocasionado a queda do avião da Air France com as suas 228 vitimas mortais.
Tenhamos esperança que as causas do sucedido sejam averiguadas quanto mais não seja para tentar prevenir situações futuras.
Agora o que já não é mistério nenhum é o facto do nosso dinheiro..via Estado..via CGD ter servido para pagar um "buraco" de 2,5 mil milhões de euros no B.P.N.
Desse dinheiro...poucochinho..aí uns dez milhões... ou seja dois milhões de contos dos antigos serviram para pagar os seis meses de árduo trabalho do senhor Migeuel Cadilhe...
Muito "modesto" foi o pagamento ao senhor Luís Filipe Scolari, que " emprestou"( não está mal o empréstimo) a sua imagem para publicidade do banco pela módica quantia de um milhão e setecentos mil euros.
Explicado isto... continua a subsistir o "mistério" relativo ao resto do dinheiro... o P.S. agora acusa figuras ligadas ao P.S.D. de terem sido responsáveis, a começar por Dias Loureiro e não só.
Mas..mais um "mistério"... porque é que foi o P.S. que autorizou a ser o nosso dinheiro a cobrir tais "buracos " financeiros.
Zangam-se as comadres... e quem se lkixa é o mexiilhão.
Traduza-se ... P.S. e P.S.D. trocam birras ( já agora digam-me no concreto o que é que os separa) ..mas o pior é quem paga os desvarios..não são eles é o Zé Povinho.

terça-feira, 2 de junho de 2009

FRASE DO DIA

Existem várias formas de assaltar um banco :

A mais segura, é geri-lo !

Tipos porreiros-artigo de HELENA MATOS

O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país
No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera. O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira. Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor.
Acontece, porém, que o porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país. Fomos porreiros e fizemos de conta que a sua licenciatura era tipo porreira, exames por fax, notas ao domingo. Enfim tudo "profes" porreiros. A seguir, fomos ainda mais porreiros e rimos por existir gente com tão mau gosto para querer umas casas daquelas como se o que estivesse em causa fosse o padrão dos azulejos e não o funcionamento daquele esquema de licenciamento. E depois fomos porreiríssimos quando pensámos que só um gajo nada porreiro é que estranha as movimentações profissionais de todos aqueles gajos porreiros que trataram do licenciamento do aterro sanitário da Cova da Beira e do Freeport. E como ficámos com cara de genuínos porreiros quando percebemos que o procurador Lopes da Mota representava Portugal no Eurojust, uma agência europeia de cooperação judicial? É preciso um procurador ter uma sorte porreira para acabar em tal instância após ter sido investigado pela PGR por ter fornecido informações a Fátima Felgueiras.
Pouco a pouco, o porreirismo tornou-se a nossa ideologia. Só quem não é porreiro é que não vê que os tempos agora são assim: o primeiro-ministro faz pantomina a vender computadores numa cimeira ibero-americana? Porreiro. Teve graça não teve? Vendeu ou não vendeu? Mais graça do que isso e mais porreiro ainda foi o processo de escolha da empresa que faz o computador Magalhães. É tão porreiro que ninguém o percebeu mas a vantagem do porreirismo é que é um estado de espírito: és cá dos nossos, logo, és porreiro.
E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros. O primeiro-ministro faz comunicações ao país para dizer que é vítima de uma campanha negra não se percebe se organizada pelo ministério público, pela polícia inglesa e pela comunicação social cujos directores e patrões não são porreiros. Os investigadores do ministério público dizem-se pressionados. O procurador-geral da República, as procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado falam com displicência como se só por falta de discernimento alguém pudesse pensar que a investigação não está no melhor dos mundos...
Toda esta gente é paga com o nosso dinheiro. Não lhes pedimos que façam muito. Nem sequer lhes pedimos que façam bem. Mas acho que temos o direito de lhes exigir que se portem com o mínimo de dignidade. Um titular de cargos políticos ou públicos pode ter cometido actos menos transparentes. Pode ser incompetente. Pode até ser ignorante e parcial. De tudo isto já tivemos. Aquilo para que não estávamos preparados era para esta espécie de falta de escala. Como se esta gente não conseguisse perceber que o país é muito mais importante que o seu egozinho. Infelizmente para nós, os gajos porreiros nunca despegam.

Jornalista

segunda-feira, 1 de junho de 2009

É APENAS ANEDOTA

O velho Padre, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo africano, mas agora estava de volta a Portugal, doente e moribundo, no Hospital de S. José. De repente ele faz um sinal à enfermeira, que se aproxima.

- Sim, Padre? diz a enfermeira.

- Eu queria ver o Primeiro Ministro José Sócrates e o Ministro das finanças Teixeira dos Santos antes de morrer, sussurrou o Padre.

- Acalme-se, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.

De imediato, ela entra em contacto com o Palácio de S. Bento e com José Sócrates. E logo recebe a notícia: ambos gostariam muito de visitar o Padre moribundo.
A caminho do Hospital, Sócrates diz a Teixeira dos Santos:
- Eu não sei porque é que o velho padre nos quer ver, mas certamente que isso vai ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja, o que é sempre bom.

Teixeira dos Santos concordou. Era uma grande oportunidade para eles e até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita.

Quando chegaram ao quarto, o velho Padre, pegou na mão de Sócrates, com a sua mão direita, e na mão de Teixeira dos Santos, com a sua esquerda. Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do Padre.

Sócrates então disse:

- Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas, para estar ao seu lado no seu fim?



O velho Padre, lentamente, disse:

-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.

-Amém, disse Sócrates.

-Amém, disse Teixeira dos Santos.

E o Padre continuou:

-'Então... como Ele morreu entre dois ladrões, eu queria fazer o mesmo...!!!'

VOCÊ COMPRAVA-LHES UM CARRO?



ESTÁ NA HORA..ESTÁ NA HORA..DE CORRER COM ELES.