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domingo, 21 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

ARTIGO DE ALFREDO BARROSO ( não publicado na imprensa)

Decididamente, tenho cada vez mais dificuldade em publicar textos meus nos jornais, e não será certamente pelo facto de estar a escrever pior do que já escrevi - nem certamente pior do que os artigos escritos com os pés publicados quase todos os dias nos jornais.
Poucas horas depois de saber que Margaret Thatcher tinha morrido, escrevi, ontem, dia 8, o artigo que a seguir reproduzo («NA MORTE DA AMIGA DE PINOCHET») e enviei-o, ainda ontem à tarde à direcção do PÚBLICO solicitando a publicação.
Recebi hoje a resposta (não interessa de quem) do seguinte teor:
«Caro Alfredo Barroso: neste momento, excepcionalmente, tenho compromissos para publicação de artigos extra praticamente todos os dias até terça-feira. Fica tarde de mais…».
Só me resta, assim, enviá-lo aos amigos e conhecidos do costume, que constam das listas (porventura desactualizadas por acção e por omissão) arquivadas no meu computador, e publicá-lo na minha página do «facebook», onde não muito apropriado afixar textos longos. Há certamente directores de jornais que esfregarão as mãos de satisfação ao constatarem que estão a fechar-se todas as portas a este «dissidente» politicamente incorrecto, incómodo e «impertinente». Não sou crente mas apetece-me dizer-lhes: deus os guarde e lhes conceda muitos «frutos» do trabalho tão «dedicado» que estão a fazer… Aqui vai, então, o meu artigo:
NA MORTE DA AMIGA DE PINOCHET
por ALFREDO BARROSO
Morreu Margaret Thatcher, uma das principais responsáveis pela contra-revolução neoliberal que há mais de 30 anos vem devastando os regimes democráticos ocidentais, deformando a economia, tornando as sociedades democráticas cada vez mais desiguais, destruindo a coesão social, impondo o «casino da especulação monetária» e a ditadura dos mercados financeiros globais que hoje mandam em nós.
Morreu, além disso, a amiga de Pinochet, um dos ditadores mais sanguinários e corruptos da América Latina, que permitiu que o Chile se tornasse banco de ensaio das políticas ultraliberais preconizadas pela famigerada «escola de Chicago» e levadas a cabo pelos «Chicago boys», apadrinhados por Milton Friedman e Friederich von Hayek, figuras tutelares do pensamento de Margaret Thatcher, além da mercearia do pai.
Não faço esta acusação de ânimo leve. São factos conhecidos, designadamente a sua acendrada admiração por Augusto Pinochet, como se projectasse nele aquilo que ela desejaria impor, mas nunca conseguiria, na velha democracia inglesa. Há muitas fotos em que aparecem ambos sorridentes, lado a lado, quer quando o ditador estava no poder, quer quando o detiveram em Londres na sequência do pedido de extradição efectuado pelo juiz espanhol Baltazar Garzon, que o acusou de ser responsável, durante a ditadura, pelo assassínio e desaparecimento de vários cidadãos espanhóis.
Esta mulher a quem chamaram «dama de ferro», como poderiam ter chamado «de zinco» ou «de chumbo», nutria um profundo desprezo pelos grandes intelectuais ingleses do seu tempo, designadamente Aldous Huxley, John Maynard Keynes, Bertrand Russell, Virgínia Woolf e T. S. Eliot, conhecidos como o «círculo de Bloomsbury» (do nome do famoso bairro londrino de editores e livreiros e de boémia intelectual). A frustração dela perante o talento e a inteligência que irradiavam deles, e que ela não conseguia captar, levaram-na a considerá-los «intelectuais estouvados, que conduziram o Reino (Unido) pelos caminhos nada recomendáveis da segunda metade do século XX». Ao diabo as «literatices» da «clique de Bloomsbury», dizia ela. «O meu Bloomsbury foi Grantham» (onde o pai tinha a famosa mercearia) (…) Para compreender a economia de mercado, não há melhor escola do que a mercearia da esquina». Deve ser por isso que as mercearias estão a falir…
Thatcher considerava «a distância entre ricos e pobres perfeitamente legítima» e proclamava «as virtudes da desigualdade social» como motor da economia. A verdade dos números é, no entanto, bastante diferente. Como salienta John Gray, um dos mais importantes pensadores contemporâneos, na Grã-Bretanha da chamada «dama de ferro» os níveis dos impostos e das despesas públicas eram tão ou mais altos, ao fim de 18 anos de governos conservadores, do que quando os trabalhistas deixaram o poder, em 1979. Ao mesmo tempo, nos EUA de Ronald Reagan, co-autor da «contra-revolução neoliberal», o mercado livre e desregulado destruiu a civilização de capitalismo liberal baseada no New Deal de Roosevelt, em que assentou a prosperidade do pós-guerra.
Convém dizer que John Gray, autor de vários livros editados em português, entre os quais Falso Amanhecer (False Dawn), chegou a ser uma das figuras dominantes do pensamento da chamada «Nova Direita», que teve uma grande influência nas políticas que Thatcher pôs em prática. Mas ficou desiludido e alarmado com as terríveis consequências dessas políticas e tornou-se um dos críticos mais lúcidos e implacáveis dos «mercados livres globais», cuja desregulação tem causado os efeitos mais perversos nas sociedades contemporâneas, provocando a desintegração social e o colapso de muitas economias. O capitalismo global parece funcionar, segundo Gray, de acordo com as regras da selecção natural, destruindo e eliminando os que não conseguem adaptar-se e recompensando, quase sempre de maneira desproporcionada, os que se adaptam com sucesso. Estas são, logicamente, as inevitáveis consequências do pensamento de Thatcher, ao pôr em prática «as virtudes da desigualdade social» como motor da economia.
A pesada herança de Margaret Thatcher, tal como a de Ronald Reagan - adoptadas não apenas pela direita ultraliberal, mas também por uma certa esquerda neoliberal (Tony Blair, Gerhard Schröder e alguns discípulos da Europa do Sul, designadamente lusitanos) - é esta crise brutal em que a UE e os EUA estão mergulhados há já cinco anos. E o mais terrível é que é o pensamento dos principais responsáveis por esta crise que continua e prevalecer na maioria dos governos que prometem acabar com ela à custa da austeridade, do empobrecimento dos cidadãos e do confisco dos seus direitos sociais.
Lisboa, 8 de Abril de 2013




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nuno manuel

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O ESP0IÃO REINTEGRADO ( artigo de Henrique Monteiro)

O espião reintegrado e o triunfo dos porcos
Henrique Monteiro
9:53 Quarta feira, 27 de março de 2013
Há coisas que me têm de explicar muito devagarinho, a ver se eu entendo. Parece que há uma lei de 2007 que diz que um espião com mais de seis anos de casa tem emprego assegurado o resto da vida. Faça o que fizer? Perguntar-se-á - parece que sim.
Em função dessa lei, o espião Jorge Silva Carvalho foi agora reintegrado na presidência do Conselho de Ministros, com direito a assinatura de Passos Coelho e Vítor Gaspar e com o salário base que auferia quando era director do SIS. Para fazer o quê? Ah! Bom isso não sabemos, porque ainda ninguém sabe o que pode lá fazer o espião (embora ideias não me faltem).
Pronto a notícia está arrumada. A Lei é lei que se há de fazer? Etc. e tal.
Mas espera aí! Não foi este Governo que anunciou que vão uma série de funcionários para a rua?
Mas espera aí: Não é este o funcionário exemplar que está acusado de abuso de poder, violação de segredo de Estado e acesso indevido a dados pessoais? O tal que espiou um jornalista, deu informações privilegiadas a uma empresa e chegou a mandar espiar a ex-mulher de um amigo?
Mas espera aí! Não foi este mesmo Jorge Silva Carvalho que se demitiu das secretas em Novembro de 2010, nas vésperas de uma cimeira da NATO em Portugal, por discordar do corte de verbas?
Mas espera aí! Não foi este o espião que depois arranjou emprego no Conselho de Administração de uma, então prospérrima empresa privada que ia comprar meio mundo (e ao serviço da qual, suspeita-se, colocou os seus dotes de espião)?
Não deve ser. Deve ser outro Jorge Silva Carvalho. Porque se fosse o mesmo - e estando o Governo a meter funcionários na rua - começaria por este. Que já se demitiu! Que quis mudar de vida. Que passou do Estado para a privada por vontade própria! Que é arguido por ter prejudicado o próprio Estado.
Deve ser outro, porque o Governo não é assim tão escrupuloso na lei, quando se trata de pensionistas, reformados, assalariados, desempregados, pessoas - digamos - normais.
Deve ser outro, porque este era amigo do dr. Relvas e o dr. Passos Coelho, como se sabe, não beneficia os amigos nem os amigos dos amigos, nem sequer os amigos dos amigos dos amigos.
Mas nem vale a pena fazer comentários. George Orwell, no seu magnífico livro 'O Triunfo dos Porcos' (em inglês Animal's Farm) escreve a célebre frase: "Todos somos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros". Parece que os porcos não triunfaram só na quinta imaginada por Orwel


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VALE A PENA LER

http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt/2013/04/vitor-gaspar-o-ruir-do-mito.html

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A LIÇÃO DE NICOSIA

PUBLICADO NO LE MONDE DIPLOMATIQUE


A lição de Nicósia
>
> por Serge Halimi
>
>
>
> Tudo se tornara impossível. Aumentar os impostos iria desmotivar os
> «empreendedores». Proteger-se do dumping comercial dos países de
> baixos salários iria contrariar os acordos de comércio livre. Impor
> uma (minúscula) taxa sobre as transacções financeiras iria exigir que
> a maioria dos Estados a ela se associassem. Baixar o imposto sobre o
> valor acrescentado (IVA) iria requerer o aval de Bruxelas…
>
> Mas no dia 16 de Março de 2013, um sábado, tudo mudou. Instituições
> tão ortodoxas como o Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário
> Internacional (FMI), o Eurogrupo e o governo alemão de Angela Merkel
> torceram o (trémulo) braço das autoridades cipriotas, a fim de que
> estas executassem uma medida que, se tivesse sido decidida por Hugo
> Chávez, teria sido considerada liberticida, ditatorial, tirânica, e
> teria valido ao chefe de Estado venezuelano quilómetros de editoriais
> indignados: a taxação automática dos depósitos bancários. Inicialmente
> escalonada entre 6,75% e 9,90%, a taxa de confiscação correspondia a
> perto de mil vezes o montante dessa Taxa Tobin de que se fala desde há
> quinze anos. A prova estava dada, portanto: na Europa, quando se quer,
> pode-se!
>
> Mas isto com uma condição, a de que se saiba escolher os alvos. Não
> podem ser os accionistas, nem os credores dos bancos endividados, mas
> apenas os seus depositantes. Com efeito, é mais liberal espoliar um
> reformado cipriota a pretexto de que, através dele, se visa um mafioso
> russo, refugiado num paraíso fiscal, do que obrigar um banqueiro
> alemão, um armador grego ou uma empresa multinacional que domicilia os
> seus dividendos na Irlanda, na Suíça ou no Luxemburgo a restituir pela
> força o que conseguiu obter por meios ilícitos.
>
> Angela Merkel, o FMI e o BCE repetiram constantemente que o
> restabelecimento imperativo da «confiança» dos credores impedia tanto
> o aumento das despesas públicas como a renegociação da dívida soberana
> dos Estados. Os mercados financeiros, preveniram eles, sancionariam
> qualquer desvio nesta matéria. Mas que «confiança» pode suscitar ainda
> a moeda única e a sua sacrossanta garantia dos depósitos bancários, se
> qualquer cliente de um banco europeu pode acordar um dia e ver que as
> suas poupanças foram cortadas durante a noite?
>
> Os dezassete Estados-membros do Eurogrupo ousaram, de facto, o
> impensável. Hão-de voltar a isto. Nenhum cidadão da União Europeia
> pode doravante ignorar que é ele próprio o alvo privilegiado de uma
> política financeira decidida a despojá-lo do fruto do seu trabalho a
> pretexto de sanear as contas. Em Roma, Atenas ou Nicósia, as
> marionetas indígenas parecem estar já resignadas a passar à prática as
> orientações dadas neste sentido por Bruxelas, Frankfurt e Berlim,
> mesmo que a seguir sejam objecto da condenação dos seus povos [1].
>
> Povos estes que, por sua vez, deviam retirar deste episódio cipriota,
> não um rancor sem consequências, mas algo de diferente: o saber
> emancipador de que também para eles tudo é possível. O embaraço de
> certos ministros europeus no dia a seguir à sua tentativa de golpe
> traía talvez o seu receio de, sem quererem fazê-lo, terem desmentido
> trinta anos de uma «pedagogia» liberal que transformou a impotência
> pública numa teoria de governo. Legitimaram assim, antecipadamente,
> outras medidas um pouco rudes. Um dia tais medidas poderão desagradar
> ao governo da Alemanha. E visar outros alvos mais prósperos do que os
> pequenos depositantes de Nicósia.
>
> sexta-feira 5 de Abril de 2013
>
>
> Notas
>
> [1] Cf. «Fate of Island Depositors Was Sealed in Germany», The
> Financial Times, Londres, 18 de Março de 2013. Nenhum deputado
> cipriota ousou votar a favor do plano do Eurogrupo e do FMI.
>

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ABRIL

Artigo publicado no "Le monde diplomatique"

por Sandra Monteiro
>
>
>
> Chegamos a Abril com uma dupla urgência. Por um lado, reconstruir as
> formas de organização da sociedade que, desde a instauração da
> democracia, vinham mostrando ser as mais capazes de melhorar as
> condições de autonomia, igualdade e liberdade da grande maioria dos
> cidadãos (Estado social e serviços públicos, direitos e leis laborais,
> políticas de coesão territorial). Por outro lado, construir as formas
> de integração, europeia e internacional, da economia e das instâncias
> políticas do país que melhor possam reverter o rumo de empobrecimento
> e subdesenvolvimento prolongados para o qual estão a ser empurrados
> cada vez mais países de uma União Europeia disfuncional e, dentro de
> cada país, um crescente número de cidadãos das classes médias e
> populares.
>
> Chegamos a Abril com uma dorida certeza. Ela cresce a cada revelação
> da escalada dos números do desemprego, da precariedade e da pobreza,
> bem como do défice e da dívida. Que certeza é essa? A de que não
> haverá um fim para esta crise, e muito menos um fim benigno, com este
> ou qualquer outro governo que decida, com semblante convicto ou
> contrariado, impor políticas de austeridade, aceitar as condições de
> financiamento ditadas pelos credores e abdicar de reivindicar os
> instrumentos – nacionais e europeus – de política económico-financeira
> que permitam governar a favor da maioria dos cidadãos. Um governo que
> não actue simultaneamente na recusa da austeridade, na reestruturação
> da dívida e na colocação de condições de arquitectura europeia não
> conseguirá resultados muito diferentes dos actuais. E à crise
> económica e social, com todos os fenómenos de corrosão e
> disfuncionamento que ela traz a uma comunidade, só juntará uma
> crescente crise política. Quanto tempo pode a democracia resistir à
> constatação, muito agudizada pela crise, de que nos lugares de decisão
> não há quem represente os interesses dos cidadãos, mas apenas os dos
> credores financeiros? Quantas vezes poderão os governos, em campanha
> ou em funções, afirmar que defendem valores e princípios que
> garantiriam uma vida digna aos povos, se não consubstanciarem essa
> defesa em políticas que melhorem as condições materiais de vida? E o
> que vamos nós fazer para que esta crise da democracia representativa
> resulte num aprofundamento da democracia e não no seu contrário?
>
> Chegamos a Abril com uma trabalhosa exigência. Temos de passar a
> participar mais na vida pública, e fazê-lo em todos os lugares onde
> são tomadas decisões sobre a nossa vida comum. Colocarmo-nos esta
> exigência liga-nos logo a inúmeros combates, porque implica criar um
> quotidiano em que tenhamos tempo e condições para a participação, da
> vida laboral aos transportes, do sistema educativo aos apoios às
> famílias. Mas, além disso, a participação é um meio para conhecer a
> realidade em que nos movemos como palco de interesses conflituais,
> desde logo os de classe, e para influir nas correlações de forças.
> Confiámos durante demasiado tempo a gestão da República a elites e
> representantes de interesses particulares que enredaram o Estado numa
> intrincada teia de negócios, corrupções e favores privados, ao mesmo
> tempo que convenciam os cidadãos de que privado é sinónimo de mais
> eficácia e eficiência. Com a crise a desmascarar esta mentira e a
> mostrar-nos como nos saem caras as concessões e privatizações
> neoliberais, é altura de usarmos a participação para potenciar a
> articulação de lógicas não lucrativas, associativas e não mercantis
> entre o sector público e o sector da economia social, numa simbiose
> que contrarie as lógicas privadas. E que alimente a experiência que
> cada cidadão tem do que vê funcionar bem ou mal. É aí, sem defesas
> acríticas nem ataques meramente ideológicos, que podemos proteger o
> que a todos pertence e beneficia.
>
> Chegamos a Abril com um imperativo partilhado. A imensa degradação das
> condições económicas e sociais dos últimos anos trouxe consigo a
> consciência de que estamos a ser governados, em Portugal e na Europa,
> através de políticas desastrosas para os povos. O caminho feito na
> consensualização de análises e de propostas alternativas é já
> considerável, mas não está esgotado. Quebrado o assentimento ao
> pensamento único, mesmo na sua versão austeritária, e compreendida a
> pluralidade de lógicas de sociedade e de escolhas políticas, cabe-nos
> construir as articulações entre todos os denominadores comuns com que
> nos identificamos. Não se trata de lançar apelos a outrem para criar
> consensos ou alianças, seja no campo da luta social ou da luta
> política, como se delegássemos a nossa própria acção e nos sentássemos
> no conforto de um sofá protegido das dificuldades concretas de fazer
> aquilo a que apelamos. Trata-se, pelo contrário, de termos essa
> atitude de definição e articulação do que é comum em todos os espaços
> em que intervimos, com todos os espaços em que intervêm outros com
> quem partilhamos pontos de vista alternativos ao suicídio
> austeritário. Até onde pode levar-nos esta atitude em termos de
> aprofundamento da democracia, da igualdade e da autonomia? Só
> saberemos fazendo. Mas sabemos que, sem ela, todos os dias perdemos
> mais um pouco da nossa liberdade.
>
> Chegamos a Abril com um peso resistente. O de quem vive penosamente e
> sabe que quase tudo terá de ser construído e reconstruído. Vai-nos
> faltando a esperança, o entusiasmo e a festa que associamos à vida que
> Abril abriu. Mas será pouco, isto de sabermos o que não podemos mais
> suportar e o que temos de começar por mudar? Ou isto de decidirmos
> encontrar-nos e sermos sujeitos dessa mudança? Também noutros momentos
> da nossa vida colectiva nos unimos sem vislumbrar completamente os
> contornos da sociedade que viria depois. Em ditadura, as bandeiras
> mobilizadoras também estavam mais tingidas de miséria e sofrimento do
> que do entusiasmo que potencia o movimento. Mas pusemo-nos a caminho,
> informámo-nos, partilhámos o que descobrimos, discordámos em muitas
> coisas, mas apoiámo-nos para edificar outras. Por muito que associemos
> a festa, a que comemoramos, apenas a estas edificações, não terá ela
> começado mal recusámos a subalternização e nos encontrámos para acabar
> com a vida de miséria e sofrimento que era imposta a um povo?
>
> Este presente em que lutamos faz já parte da festa a comemorar. O
> presente só é estéril de futuro quando abdicamos de intervir no
> presente. Chegados a Abril, recuperemos esta nossa própria inscrição
> no tempo, para que os ardis da memória, hipervalorizando os
> bem-sucedidos pontos de chegada, não nos façam desvalorizar os
> processos que permitiram atingi-los, nem o árduo trabalho que nos é
> exigido depois de os termos atingido. Como bem mostra esta crise,
> pagamos sempre caro pelos dois erros.
>
> domingo 7 de Abril de 2013
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NO REINO DOS CÉUS ( ou do Inferno)


domingo, 7 de abril de 2013

PASSOS, RELVAS E O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

O dia da demissão de Miguel Relvas foi decidido pelo governo. Se Nuno Crato manteve na gaveta o relatório que incriminava Relvas, durante semanas, a decisão de o desengavetar por estes dias só pode ter sido política. Na despedida, Relvas fez questão de recordar a Passos Coelho que este lhe deve a liderança do partido. Como se dizia noutra agremiação, "tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei". E Relvas sabe muito e é capaz de não estar satisfeito por ter sido afastado pno momento mais humilhante para ele.
O governo poderá ter tomado esta decisão, neste tempo, por considerar que seria melhor matar este assunto antes do anúncio do acórdão do Tribunal Constitucional, das consequentes medidas de austeridade e da remodelação do governo. Assim, o tema Relvas morreria num dia em vez de se acumular ao descontentamento e de dar a ideia de um governo em desintegração. Ou, pelo contrário, para ofuscar o que hoje vai ser anunciado.
Com o buraco que, ao que tudo indica, terá, a partir de hoje, de resolver, virão mais medidas de austeridade. Um governo em frangalhos dificilmente as conseguirá impor. E engana-se Passos Coelho ao pensar que Relvas, decisão do TC e remodelação, por acontecerem em dias diferentes, não formarão a tempestade perfeita que lhe retirará toda a autoridade para apresentar uma única medida que agrave a austeridade. Ainda mais, quando esperou pela 25ªa hora para se livrar de Miguel Relvas.
Não sei até onde vai o descaramento de Passos Coelho. Não sei até onde resiste quando, evidentemente, as condições para continuar a governar se esgotaram. Pela forma como ficou, durante um ano, com um cadáver político num dos ministérios mais importantes, julgará que tudo pode continuar como antes. Mas, continuando em São Bento, criará um problema à democracia portuguesa. O seu tempo acabou. Se não se demitir esta semana, Passos Coelho viverá os piores meses da sua vida política. E arrastará o País na sua agonia.
Claro que se Passos Coelho não retirar as devidas conclusões da situação em se meteu, a queda de um governo que já não pode governar depende de duas pessoas: Paulo Portas e Cavaco Silva. Um está agarrado ao pote, o outro entretem-se a falar de como ficou de barriga cheia de produtos nacionais no meio de uma monumental crise. "Hoje, não falo de política", disse o senhor que vive em Belém e que se transformou na jarra do regime. Se depender destes dois, a democracia bem pode ir apodrecendo. Eles tratam de si.
Publicado no Expresso Online

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terça-feira, 2 de abril de 2013

LISTA SEM FIM ( QUASE)

Depois de ouvir com muita atenção o discurso do Passos Coelho, dei uma
vista de olhos pelo site do governo e eis que senão, quando a minha
vista se depara com isto:

Nomeados com ligações partidárias (a lista segue a ordem pela qual
surgem no site do próprio Governo).

1.Nome:João Montenegro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi vice-presidente da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.287,08 euros
2. Nome:Paulo Pinheiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto do gabinete de Durão Barroso
Vencimento: 3.653,81 euros
3.Nome: Carlos Sá Carneiro
Cargo: Assessor do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto de Pedro Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.653,81 euros
4.Nome: Marta Sousa
Cargo: Assessora do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Responsável por deslocações e imagem de Passos Coelho
enquanto líder do PSD
Vencimento: 3.653,81 euros
5.Nome: Inês Araújo
Cargo: Secretária do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi secretária do Governo PSD chefiado por Pedro Santana Lopes
Vencimento: 1.882,76 euros
6.Nome: Joaquim Monteiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi deputado do PSD entre 1983 e 1985
Vencimento: 3.287,08 euros
7.Nome: Raquel Pereira
Cargo: Adjunta do ministro das Finanças
Ligação ao PSD: Foi adjunta no gabinete do Secretário de Estado do
Tesouro e Finanças, Miguel Frasquilho e chefe de gabinete da
secretária de Estado Maria do Rosário Águas.
Vencimento: 3.069,33 euros
8.Nome: Rodrigo Guimarães
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete de Morais Leitão no Governo Santana
Vencimento: 4.791 euros
9.Nome: Gonçalo Sampaio
Cargo: Adjunto do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-candidato a deputado pelo PSD e presidente da
secção B do PSD Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros
10.Nome: Cláudio Sarmento da Silva
Cargo: Assessor do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Eleito membro da Assembleia da freguesia da Costa da
Caparica pelo PSD
Vencimento: 3.356,34 euros
11.Nome: Paulo Cutileiro Correia
Cargo: Adjunto do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-vereador da Câmara Municipal do Porto
Vencimento: 3.183,63 euros
12.Nome: Ana Santos
Cargo: Assessora do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Fez parte da equipa, que, no Instituto Francisco Sá
Carneiro, elaborou o programa do PSD para as últimas eleições
Legislativas; Ex-dirigente da Universidade de Verão.
Vencimento: 3.356,34 euros
13.Nome: Nuno Maia
Cargo: Adjunto de imprensa do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Foi assessor no grupo parlamentar do PSD quando Aguiar
Branco era líder
Vencimento: 3.183,63 euros
14.Nome: Marta Santos
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Foi assessora de António Prôa, vereador do PSD na
Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros
15.Nome: João Pedro Saldanha Serra
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Ex-líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.892,54 euros
16.Nome: João Miguel Annes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Presidente da JSD Algés/Carnaxide . Faz parte do
Conselho Nacional do PSD.
Vencimento: 3.183,63 euros
17.Nome: Rita Lima
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Foi chefe de gabinete de Regina Bastos, secretária de
Estado da Saúde no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.892,53 euros
18.Nome: Jorge Garcez
Cargo: Assessor do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da
Administração Interna
Ligação ao PSD:Secretário-Geral Adjunto da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
19.Nome: António Valle
Cargo: Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Assessor de comunicação de Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.069,33 euros
20.Nome: Ricardo Sousa
Cargo: Adjunto do Sec. de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos
Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Delegado ao Congresso do PSD pela JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
21.Nome: Nuno Correia
Cargo: Chefe de gabinete do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos
Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Ex-candidato do PSD à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
Vencimento: 4.542.00 euros
22.Nome: Ademar Marques
Cargo: Adjunto do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Peniche
Vencimento: 3.069,33 euros
23.Nome: Marina Resende
Cargo: Chefe de gabinete da Secretária de Estado dos Assuntos
Parlamentares e da Igualdade
Ligação ao PSD: Ex-assessora do Grupo Parlamentar do PSD (Junho)
Vencimento: 3.892.53 euros
24.Nome: Ricardo Carvalho
Cargo: Adjunto do Secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: Secretário da Junta de Freguesia Prazeres, eleito
pelas listas do PSD
Vencimento: 3069,33 euros
25.Nome: João Belo
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: PSD/Coimbra
Vencimento: 3069,33 euros
26.Nome: André Pardal
Cargo: Especialista do gabinete
Ligação ao PSD: Vice-presidente da JSD; Delegado no último Congresso
do PSD (XXXII)
Vencimento: 3069,33 euros
27.Nome: Diogo Guia
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Membro da Assembleia Municipal Torres Vedras pelo PSD
Vencimento: 3.892.53 euros
28.Nome: Sónia Ferreira
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Candidata a deputada pelo PSD nas últimas eleições Legislativas
Vencimento: 3.069,33 euros
29.Nome: Manuel Martins
Cargo: Adjunto do Ministro da Economia e do Emprego
Ligação ao PSD: Integrou as listas do PSD à junta de freguesia de
Santa Isabel; Delegado ao Congresso do PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
30.Nome: Álvaro Reis Santos
Cargo: Chefe de gabinete do sec. de Estado Adjunto da Economia e do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Ovar
Vencimento: 3.892,53 euros
31.Nome: Quirino Mealha
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Colaborou com o Instituto Sá Carneiro
Vencimento: 3.463,49 euros
32.Nome: Jaime Bernardino Alves
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-presidente da Comissão Política do PSD/Resende
Vencimento: 3.069,34 euros
33.Nome: Rui Trindade
Cargo: Especialista do gabinete do sec.de Estado Adj.da Economia e do
Desenv. Regional
Ligação ao PSD: Deputado na Assembleia de freguesia de Mafamude pelo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
34.Nome: Isabel Nico
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD:Foi adjunta do sec. de Estado das Obras Públicas, Jorge
Costa, num Governo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros
35.Nome: Amélia Santos
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD:Foi chefe do Gabinete do Secretário de Estado das Obras
Públicas, José Castro, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.892,53 euros
36.Nome: Carla Mendes Sequeira
Cargo: Especialista no gab. do sec. de Estado do Empreendedorismo,
Competitividade e Inovação
Ligação ao PSD: Em 2006 era membro do Conselho Nacional do PSD
Vencimento: 4.297,75 euros
37.Nome: Margarida Benevides
Cargo: Especialista no gabinete do sec. de Estado das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi delegada ao XIX Congresso Nacional da JSD em 2007
Vencimento:3.069,34 euros
38.Nome: Carlos Nunes Lopes
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Mangualde
Vencimento:3.892,53 euros
39.Nome: Marcelo Rebanda
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi adjunto da secretária de Estado do Turismo
Vencimento:3.069,34 euros
40.Nome: Eduardo Diniz
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD: Foi assessor do gabinete do Secretário de Estado do
Desenvolvimento Rural, Fernando Bianchi de Aguiar num anterior Governo
PSD
Vencimento:3.892,53 euros
41.Nome: Joana Novo
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD: Candidata a deputada municipal de Viana do Castelo nas
autárquicas de 2009 na coligação PSD-CDS
Vencimento:3.069,33 euros
42.Nome: Ana Berenguer
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunta do secretário de Estado Adjunto e das
Pescas, Luís Filipe Gomes, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:3.069,33 euros
43.Nome: Paulo Assunção
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunto do secretário de Estado Adjunto do
Ministro da Presidência, Feliciano José Barreiras, no Governo de
Santana Lopes
Vencimento:2.167,56 euros
44.Nome: Tiago Cartaxo
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Conselheiro Nacional da JSD; candidato derrotado à
liderança da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Presidente do Gabinete de Estudos do PSD/Cascais
Vencimento: 3.069,33 euros
46.Nome: Nuno Botelho
Cargo: Apoio técnico ao gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Vereador do PSD na Câmara Municipal de Loures
Vencimento: 1930 euros
47.Nome: Paulo Nunes Coelho
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado do Ambiente e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete do secretário de Estado da
Administração Local de Miguel Relvas, no Governo Durão
Vencimento: 3.892,53 euros
48.Nome: António Lopes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Ambiente e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi candidato à Câmara Municipal da Azambuja pelo PSD
Vencimento: 3.069,33 euros
49.Nome: Ricardo Morgado
Cargo: Especialista/Assessor do Secretário de Estado do Ensino Superior
Ligação ao PSD: JSD
Vencimento: 2505,47 euros
50.Nome: Francisco José Martins
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PSD
Vencimento: 3.892,53 euros
51.Nome: Francisco Azevedo e Silva
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete de Manuela Ferreira Leite
Vencimento: 3.069,33 euros
52.Nome: José Martins
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Adjunto do Secretário de Estado da PCM, Domingos
Jerónimo no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros
53.Nome: Ana Cardo
Cargo: Especialista jurídica no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete de Teresa Caeiro (CDS), no Governo
Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros
54.Nome: Luís Newton Parreira
Cargo: Especialista no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Presidente da secção D do PSD Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros
55.Nome: João Villalobos
Cargo: Assessor no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Prestação de serviços de assessoria em Comunicação
Social e New Media, junto Gabinete dos Vereadores PPD/PSD na Câmara
Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros
56.Nome: Inês Rodrigues
Cargo: Adjunta da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete da secretária de Estado da
Educação, Mariana Cascais, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.069,33 euros
57.Nome: Marta Neves
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Economia
Ligação ao PSD: Adjunta do ministro as Actividades Económicas e do
Trabalho, Álvaro Barreto, no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 5.b21,30 euros
58.Nome: Fernando Faria de Oliveira
Cargo: Chairman da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado do PSD
59.Nome: António Nogueira Leite
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Conselheiro económico do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho
60.Nome: Norberto Rosa
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado em Governos PSD (Cavaco Silva
e Durão Barroso)
61.Nome: Nuno Fernandes Thomaz
Cargo: Vogal da Comissão Executiva da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado de Santana Lopes
62.Nome: Manuel Lopes Porto
Cargo: Presidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector
Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito
nas listas do PSD
63.Nome: Rui Machete
Cargo: vice-pesidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector
Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-presidente do PSD
64. Nome: Joana Machado
Cargo: Assessora do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Integrou as listas do CDS-PP para a Assembleia
Municipal de Lisboa nas autárquicas de 2001
Vencimento: 2.364,50 euros
65. Nome: André Barbosa
Cargo: Assessor do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Ex-assessor do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Vencimento: 2.364,50 euros
66. Nome: Tiago Leite
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Candidato do CDS a Presidente da Câmara de Santarém
nas autárquicas de 2009 e nº3 na lista de deputados à Assembleia da
República nas últimas eleições Legislativas.
Vencimento: 3.892,53 euros
67. Nome: José Amaral
Cargo: Chefe de gabinete dSecretária de Estado do Turismo
Ligação ao CDS: Candidato nas Europeias como suplente, nas listas do CDS.
Vencimento: 3.892,53 euros
68. Nome: Antero Silva
Cargo: Adjunto da ministra da Agricultura
Ligação ao CDS: Líder do grupo municipal do CDS/PP na assembleia
municipal de Vila Nova de Famalicão e membro da JP
Vencimento: 3.069,33 euros
69. Nome: Carolina Seco
Cargo: Adjunta Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural
Ligação ao CDS: Era a nº3 da lista à Assembleia da República pelo CDS
no distrito de Viana do Castelo
Vencimento: 3.069,33 euros
70. Nome: Tiago Pessoa
Cargo: Chefe do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Presidente do Conselho Nacional de Fiscalização do CDS
Vencimento: Vencimento de origem (HS-Consultores de Gestão, SA)
71. Nome: João Condeixa
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Candidato pelo CDS em Lisboa nas últimas Legislativas
Vencimento: 3069,33 euros
72. Nome: Diogo Henriques
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Chefe de gabinete da presidência do CDS-PP.
Vencimento: 3069,33 euros
73. Nome: Arlindo Henrique Lobo Borges
Cargo: Assessor do Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar
Ligação ao CDS: Deputado municipal pelo CDS em Braga
Vencimento: 3069,33 euros


Isto é que vai cá uma CRISE...

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nuno manuel
20:44 (0 minutos atrás)

DESEMPREGADO ( artigo de Ricardo Araujo Pereira)

Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
Ricardo Araújo Pereira | 7:57 Quarta feira, 27 de Março de 2013