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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

" B P N" e " FACE OCULTA"


BPN E FACE OCULTA: VEJA AS DIFERENÇAS

Publicadopor estrelaserrano@gmail.com

Uma boa questão é tentar perceber porque razão o processo BPN não desperta nos jornalistas e na opinião pública a mesma curiosidade  despertada pelo processo Face Oculta.
Se analisarmos a questão sob o ângulo da visibilidade dos protagonistas de cada um destes processos, o BPN ganha aos pontos, desde logo, pelo número de ex-governantes envolvidos. No Face Oculta há apenas um ex-ministro (aliás, nada mediático, com escrevi aqui) enquanto  no BPN há vários. No que respeita aos “protagonistas secundários”, no BPN parece haver só “vips” e alta sociedade enquanto no Face Oculta é mais povo e classe média.

Se, por outro lado, encararmos a questão sob o prisma dos prejuízos financeiros presumivelmente causados ao Estado por cada um destes casos, também aqui a diferença é abissal. Os milhões do BPN não têm paralelo nas “prendas”, nos robalos e nas alheiras, nem mesmo no Mercedes que o “sucateiro” do Face Oculta terá oferecido a um quadro de uma empresa pública que o terá favorecido.


Atendendo, em terceiro lugar, à dimensão do processo, avaliado pelo número de pessoas envolvidas, não se conhece toda a extensão do caso BPN enquanto no  Face Oculta os protagonistas estão todos os dias na televisão e nos jornais e até se sabe que a sala do tribunal precisou de obras.


A que se deverá então a diferença de tratamento e de interesse jornalístico entre os dois processos?
Quatro respostas possíveis:


1. No caso BPN não há fugas de informação organizadas para os média, ao contrário do que acontece no Face Oculta;


2. No caso BPN  a acusação não se baseia em escutas telefónicas, pelo que os jornalistas têm mais dificuldade em obter informação; no Face Oculta os jornalistas dispõem da “matéria-prima” (as escutas) sem necessidade de investigação própria;


3. No caso BPN, o poder judicial manteve-se “discreto”. Não sabemos os nomes dos polícias nem dos magistrados; no caso Face Oculta polícias e magistrados tornaram-se vedetas. Conhecemos pelos jornais os seus nomes e os seus rostos.
4. O caso BPN não teve um jornal “por conta”; o Face Oculta teve o Correio da Manhã como “jornal oficial”.
Pormenor: as diferenças fizeram sentir-se até no power-point: No BPN o colectivo de juízes não deixou a acusação exibir um power-point; no Face Oculta a acusação teve autorização para exibir o seu power-point.
Não é coisa pouca.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

P T


Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:
- Teixeira dos Santos.
- António Guterres.
- Jorge Sampaio.
- Marcelo Rebelo de Sousa.
- Edite Estrela.
- Jorge Jardim Gonçalves.
- Otelo Saraiva de Carvalho.
- Irmão de Pedro Santana Lopes.
Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária TMN  os filhos de :
- João de Deus Pinheiro.
- Briosa e Gala.
- Jaime Gama.
- José Lamego.
- Luis Todo Bom.
- Álvaro Amaro.
- Manuel Frexes.
- Isabel Damasceno.
Para efeitos de "pareceres jurídicos" a PT recorre habitualmente aos
serviços de:
- Freitas do Amaral.
- Vasco Vieira de Almeida.
- Galvão Telles.
Assim não há lugar para os colegas da faculdade destes meninos, que
terminaram os cursos com média superior e muitos estão ou a aguardar
o primeiro emprego, ou no desemprego, ou a trabalhar numa área
diferente da sua licenciatura.
É ou não uma PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DA
SOCIEDADE DO CUNHACIMENTO ?


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JÁ VIVI NUM PAÍS ASSIM


Um texto de Isabel do Carmo no Público de 28_11_2011 :
 
O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não interessa.
 
Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os "remediados" só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia "mais tenrinho" para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse "a fénico". Não, não era a "alimentação mediterrânica", nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.
 
Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos "balões" ("Olha, hoje houve um ' balão' na Cuf, coitados!"). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver "como é que elas iam vestidas".
 
Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem- comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos ("Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho"). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma "boa zurrapa".
 
E todos por todo o lado pediam "um jeitinho", "um empenhozinho", "um padrinho", "depois dou-lhe qualquer coisinha", "olhe que no Natal não me esqueço de si" e procuravam "conhecer lá alguém".
 
Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.
 
Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e... supremo desígnio - Madame.
 
Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por "mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.
 
Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal.

 

 

 
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FACTOS


De autor desconhecido (por motivos óbvios) – Enviado por email

Assim vai a Secretaria de Estado da Cultura
Para conhecimento de alguns atentados que os funcionários do Estado
são vitimas e dos quais passam como culpados, eis 3 casos que se
passam na chafarica, perdão, secretaria de estado onde me encontro a
prestar serviço e que julgo dever dar a conhecer a todos, já que a
comunicação social se ocupa mais em dar cobertura aos diversos
violadores. Por profissionalismo não irei contar casos de âmbito
funcional de algumas instituições dependentes da secretaria de estado
da cultura, os quais levariam à violação do dever de sigilo e que
poriam certamente os cabelos em pé de muitos. Mas lá vão 3 casos que
apesar de encobertos são públicos:
Na página da internet
http://www.portugal.gov.pt/PT/GC19/GOVERNO/NOMEACOES/SEC/Pages/Nomeacoes_SEC.aspx,
onde consta muita engenharia financeira, charlatanices, poderão
consultar uma vasta lista de nomeados para a SEC, a qual está
desactualizada em função de mais nomeações que entretanto ocorreram.
Nessa lista constam 4 motoristas, sendo que apesar de terem sido
informalmente todos propostos no mesmo dia, 3 deles têm a data oficial
de nomeação a 28.06.2011, o outro tem como se pode ver no anúncio que
se segue, a data de nomeação é 18.07.2011. Sabem porquê? Porque estava
à espera de lhe ser emitida a carta de condução que acabara de tirar.
Entretanto, recebi um mail via pombo correio que informava que o rapaz
de 21 anos e de origem brasileira tem uma longa experiência em
carrinhos automáticos e que foi proposto por um emissário do Paulo
Portas, o qual tinha muito boas referências do rapaz desde que
frequentou um ginásio com massagens, ou seja, SPA. Com tantos
motoristas do extinto ministério da cultura e de outros organismos
públicos na situação de mobilidade, só sendo muito bom é que este lhes
tirou a condução.
Motorista – André Viola
 2011-07-18
 Cargo: Motorista
Nome: André Wilson da Luz Viola
Idade: 21 Anos
Vencimento mensal bruto: 1.610,01€
Contacto: gabinete.cultura@sec.gov.pt
A senhora que se segue é uma especialista em Economia e como tal fez
grande parte da sua carreira (como se poderá ver no CV anexo à
Resolução que transcrevo), no departamento da Higiene Urbana e
Resíduos da CMLisboa. Como profunda conhecedora dos procedimentos da
administração pública, há cerca de um ano concorreu para técnica
superior do Ministério de Educação. Nessa altura como os alternantes
eram outros, a senhora foi legalmente excluída por falta de condição
obrigatória (vínculo à administração Central do Estado). Pois é, mas
os tempos mudaram e a senhora em Junho deste ano foi nomeada (facto
oculto no tal CV) Directora de Recursos Humanos (outra espécie de
resíduos sólidos) da IGAC, onde nunca ninguém a viu, pois a nomeação
dela foi por 3 dias, tendo sido de imediato requisitada para a SEC, ou
seja, qualquer coisa que corra mal regressa como Directora de
Serviços, o resto ninguém sabe e são cantigas. Mas nada corre mal às
pessoas competentes em matérias do reino do ocultismo e eis que a
senhora passados 5 meses, como os 3.163,27€, fora os extras, não lhe
chegavam é nomeada Administradora do Teatro D. Maria II. Aqui temos o
exemplo da capacidade das pessoas saberem estar no local certo à hora
certa, pois a senhora como especialista em Higiene Urbana vai ser de
vital importância no combate aos pombos que lá fazem as suas
necessidades.
Colaboradora/Especialista – Sandra Simões
2011-07-05
 Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Sandra Maria Albuquerque e Castro Simões
Idade: 39 Anos
Vencimento mensal bruto: 3.163,27€
Contacto: gabinete.cultura@sec.gov.pt
Diário da República, 2.ª série — N.º 239 — 15 de Dezembro de 2011
Resolução n.º 21/2011
Nos termos do n.º 2 do artigo 6.º dos Estatutos do Teatro Nacional
D. Maria II, E. P. E. (TNDM II, E. P. E.), aprovados em anexo ao
Decreto -Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, os membros do conselho de
administração são nomeados por resolução do Conselho de Ministros,
sob proposta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das
finanças e da cultura.
Considerando que terminou, entretanto, o mandato dos membros
do conselho de administração do TNDM II, E. P. E., torna -se necessário
e urgente proceder à nomeação dos novos membros do órgão de
administração a fim de garantir o regular funcionamento deste Teatro
Nacional.
Considerando que as empresas públicas da área da cultura, no âmbito
do processo em curso de optimização dos recursos públicos, vão ser
objecto, a curto prazo, de alterações estatutárias e agrupadas num acordo
complementar de empresas, os mandatos dos membros do conselho de
administração que ora se nomeiam terminarão, excepcionalmente, com
a entrada em vigor da legislação que vai concretizar a reorganização das
empresas públicas do Estado da área da cultura.
Assim:
Nos termos do n.º 2 do artigo 6.º dos Estatutos do TNDM II, E. P. E.,
aprovados em anexo ao Decreto -Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, e
da alínea d) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros
resolve:
1 — Nomear, sob proposta do Ministro de Estado e das Finanças e
do Secretário de Estado da Cultura, o licenciado Carlos Manuel dos
Santos Vargas e os licenciados António Maria Trigoso de Lemos Taborda
Pignatelli e Sandra Maria Albuquerque e Castro Simões para os cargos,
respectivamente, de presidente e vogais do conselho de administração do
TNDM II, E. P. E., cujas notas curriculares constam do anexo à presente
resolução e da qual fazem parte integrante.
Por fim temos o caso da tal rapariga que ganha mais que todos os
outros nomeados, 4.724,31€, mais que o Chefe de Gabinete do secretário
de estado e muito mais que qualquer outro assessor, sendo que até lá
há gente que gosta e sabe trabalhar. Há quem diga que a senhora que
referi anteriormente se terá empertigado com a situação desta, pois
ganhava 2/3 e até já tinha 3 dias de cargo de Direcção na
Administração Pública e esta a única experiência que tinha com a
Administração Pública era a de escrever o endereço nas cartas e no
mail a enviar pedidos de fiscalização às lojas de fotocópias, no
intuito destas serem pressionadas (obrigadas) a pagarem à AGECOP
(associação de gestão de direitos de autor) uma exorbitância para
(i)legalmente poderem fazer algumas fotocópias. Como Directora dessa
grande empresa de Exportação, perdão, associação de exploração de
direitos de autor a senhora ganha de ordenado, fora tudo o resto, e é
muito mais, os miseráveis 4.724,31€. Digo miseráveis pois como sabem o
contributo desta senhora é fundamental para os autores deste país que
ganham muitos milhares a mais que ela e que sem o esforço desta
humilde senhora nada teriam.
Adjunta – Vera Castanheira
 2011-06-28
 Cargo: Adjunta
Nome: Vera Maria Duarte Mendes Castanheira
Idade: 32 Anos
Vencimento mensal bruto: 4.724,31€
Contacto: gabinete.cultura@sec.gov.pt
Desculpem o desassossego, mas é o contributo que penso poder dar
contra o massacre a que estamos a ser submetidos.

































nuno manuel

domingo, 25 de dezembro de 2011

QUEM MAIS TRABALHA


Quem trabalha mais na Europa
Os dados publicados pelo Eurostat indicam que os gregos são quem trabalha mais horas na UE e os portugueses estão em quarto lugar. Prova-se assim a xenofobia dos ataques de Angela Merkel aos povos do Sul da Europa e que o Governo de Passos Coelho quer fazer de Portugal um país de trabalho escravo. O artigo é de Marco Antonio Moreno.
ARTIGO | 11 DEZEMBRO, 2011 - 17:50

Cada vez que se fala de trabalho e produtividade existe o estereotipo da eficiência alemã e da indolência grega. Diz-se que os gregos são uns preguiçosos e que os alemães são os campeões da produtividade na Europa. No entanto, estes dados publicados pelo Eurostat, para as horas trabalhadas nos 27 países da União Europeia dizem outra coisa: os alemães não são os mais produtivos da Europa e os gregos não têm nada de preguiçosos. De facto são os que mais trabalham como mostra o primeiro gráfico.
Esta semana demos conta da falácia do chamado esbanjamento dos países da periferia, ao contrastar os dados para a dívida pública da zona euro e a sua variação entre 2000 e 2010. Durante muito tempo deitou-se a culpa da atual crise a este esbanjamento e conclui-se que os mais “esbanjadores”, e que aumentaram significativamente a sua dívida pública, foram a França e a Alemanha. Agora, com os dados na mão, podemos ver quem são os que trabalham mais horas por semana e os que são mais produtivos.
Quando vemos os números reais, os gregos são os maiores trabalhadores europeus juntamente com os austríacos: 43,7 horas por semana face a 42 horas dos alemães. Em Espanha trabalha-se 41,6 horas por semana, enquanto em França 41,1 horas. Os italianos estão mais abaixo com 40,5 horas. Os mais preguiçosos são os dinamarqueses, que trabalham 39,1 horas...

Pelo lado da produtividade (segundo gráfico) a da Alemanha é apenas 23,7% maior que a média da União Europeia. Neste indicador ganha de longe o Luxemburgo, com uma produtividade 89% maior que a média europeia. Seguem-se-lhe bastante longe a Holanda, com 36,5% acima da média europeia, a Bélgica com 34,7%, a França com 32,7% e a Irlanda com 25,6%. Espanha também está acima da média europeia com uma produtividade superior em 7,9%. Pode ver aqui o gráfico interativo.
Estes dados foram publicados nesta sexta feira, 9 de dezembro de 2011, durante a reunião dos líderes europeus. Os números mostram-nos que muito preconceito quando se trata os gregos de preguiçosos, ou quando se diz que os alemães são os mais trabalhadores da Europa. Se alguma vez isso foi assim, hoje a coisa mudou. Com o dilacerante desemprego juvenil que na Grécia chega a 43,5% é expectável que qualquer grego com trabalho se sinta muito afortunado e que se agarre a esse trabalho com força. Isto também nos fornece dados sobre a deterioração em que vive parte importante da população europeia.











sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PASSOS


comentário de um indignado leitor à notícia,

“Indemnizações por despedimento de 8 a 12 dias já estavam previstas, garante o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro.”

http://economico.sapo.pt/noticias/reducao-do-custo-por-despedimento-foi-decidida-por-socrates_134158.html
LUA LUAR , | 20/12/11 12:50
meus amigos, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho…)
a alguém com esta “carreira de vida” (curriculum vitae [cv])!?...

nome: pedro passos coelho
morada: rua da milharada - massamá
data de nascimento: 24 de julho de 1964
formação académica: licenciatura em economia – universidade lusíada
(concluída em 2001, com 37 anos de idade )
percurso profissional: até 2004, apenas actividade partidária na jsd e psd;
a partir de 2004 (com 40 anos de idade ) passou a desempenhar vários cargos
em empresas do amigo e companheiro de partido, engº Ângelo correia,
de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’,
tais como:
(2007-2009) administrador executivo da fomentinvest, sgps, sa;
(2007-2009) presidente da hlc tejo,sa;
(2007-2009) administrador não executivo da ecoambiente,sa;
(2005-2009) presidente da ribtejo, sa;
(2005-2007) administrador não executivo da tecnidata sgps;
(2005-2007) administrador não executivo da adtech, sa;
(2004-2006) director financeiro da fomentinvest,sgps,sa;
(2004-2009) administrador delegado da tejo ambiente, sa;
(2004-2006) administrador financeiro da hlc tejo,sa.
este é o “magnífico” cv do homem que ‘teoricamente’ governa este país! um homem que
nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! um homem que,
mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a licenciatura
(numa universidade privada…) com 37 anos de idade!
mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo
obter emprego como administrador… em empresas de Ângelo correia, “barão” do
psd e seu tutor e patrão político!... e que nesse universo continua a exercer funções!...
É este o homem que fala de “esfor*****vida e de “mÉrito”!
É este o homem que pretende dar liÇÕes de vida a milhares de trabalhadores
deste paÍs que nunca chegarÃo a administradores de empresa alguma, mas que
labutam arduamente hÁ muitos e muitos anos nas suas empresas, ganhando ordenados de misÉria!
É este o homem que, em tom moralista, fala de “boys” e de “compadrios”, logo
ele que, como se comprova, nÃo precisou de “favores” de ninguÉm… para arranjar emprego!...
!...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CARTA AO PRIMEIRO MINISTRO


Carta ao primeiro ministro por uma cidadã









Este texto foi publicado hoje no Facebook por alguém que conheço pessoalmente. Tal como conheço o pai. Foi escrito pela Myriam, como podia ter sido escrito por dezenas de pessoas com quem lido diariamente ou quase. Sinto uma enorme a,(admiração? aflição?) mas pouco mais posso fazer do que dar-lhe este espaço.


Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro.

E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.

Myriam Zaluar, 19/12/2011













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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A VERDADE NUA E CRUA

http://youtu.be/vpJZibGXN1A

ELES COMEMTUDO E NÃO DEIXAM NADA


Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Dias Loureiro e Oliveira e Costa são uns"anjinhos inocentes"!!??
Juíza, considera o tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra, Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo.

"Retirem o resto do subsídio de Natal aos trabalhadores e paguem uma indemnização aos homens pois eles são uns "anjinhos inocentes"......


Espectacular a justiça do meu país, os ladrões comuns são julgados num tribunal civil, os ladrões de elite são julgados num tribunal de comércio.

A juíza do processo considerou que a acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo é da competência dos tribunais do comércio. O despacho da juíza, é categórico: "julgo procedente a excepção da incompetência das varas cíveis em razão da matéria... consequentemente, absolvo-os", também recusou o pedido, para que fosse declarada "a nulidade, da simulação, de separação de bens " entre Oliveira e Costa e a mulher, Dias Loureiro não tem bens em seu nome que possam ser penhorados (mas já declarou rendimentos superiores a Belmiro de Azevedo e entrou na política a ganhar quarenta contos por mês)!!!???

Está visto que neste país o poder do dinheiro, misturado com política e justiça resulta!

Também já se esperava uma decisão destas. Não podemos esquecer que estes homens proporcionaram uma excelente conta bancária ao Sr. Silva e respectiva família. Agora só falta serem condecorados no dia 10 de Junho e receberem uma choruda indemnização.

Este país é um circo onde o povo é obrigado a fazer o papel de palhaço. O dinheiro desviado dá para corromper muita gente. Este vai ser mais um crime que vai ficar impune!

Lá vai o desgraçado do "Zé Pagante" levar por tabela com esta canalhada toda......





ÀS ARMAS, ÀS ARMAS...!






--
jt























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nuno manuel

10:25 (0 minutos atrás)






para bcc: aaaaa, bcc: le-361, bcc: Alexandre, bcc: Alzira, bcc: americo, bcc: ana, bcc: antonio, bcc: António, bcc: António, bcc: apaula_clemente, bcc: Arnaldo, bcc: Bernardino, bcc: bisnaga48, bcc: carlosdomingos, bcc: Conceição, bcc: Dina, bcc: Ermelinda, bcc: figueira, bcc: Francisco, bcc: Helena, bcc: herminia, bcc: isabel, bcc: Jacinto, bcc: jose, bcc: Jose, bcc: Joseli







---------- Mensagem encaminhada ----------
De:






Assunto:   Povo "



c











Povo "manso"






















E não é que retiraram mesmo!!! A "Justiça" foi feita à medida...


Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Dias Loureiro e Oliveira e Costa são uns"anjinhos inocentes"!!??
Juíza, considera o tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra, Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo.

"Retirem o resto do subsídio de Natal aos trabalhadores e paguem uma indemnização aos homens pois eles são uns "anjinhos inocentes"......


Espectacular a justiça do meu país, os ladrões comuns são julgados num tribunal civil, os ladrões de elite são julgados num tribunal de comércio.

A juíza do processo considerou que a acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo é da competência dos tribunais do comércio. O despacho da juíza, é categórico: "julgo procedente a excepção da incompetência das varas cíveis em razão da matéria... consequentemente, absolvo-os", também recusou o pedido, para que fosse declarada "a nulidade, da simulação, de separação de bens " entre Oliveira e Costa e a mulher, Dias Loureiro não tem bens em seu nome que possam ser penhorados (mas já declarou rendimentos superiores a Belmiro de Azevedo e entrou na política a ganhar quarenta contos por mês)!!!???

Está visto que neste país o poder do dinheiro, misturado com política e justiça resulta!

Também já se esperava uma decisão destas. Não podemos esquecer que estes homens proporcionaram uma excelente conta bancária ao Sr. Silva e respectiva família. Agora só falta serem condecorados no dia 10 de Junho e receberem uma choruda indemnização.

Este país é um circo onde o povo é obrigado a fazer o papel de palhaço. O dinheiro desviado dá para corromper muita gente. Este vai ser mais um crime que vai ficar impune!

Lá vai o desgraçado do "Zé Pagante" levar por tabela com esta canalhada toda......





ÀS ARMAS, ÀS ARMAS...!






--
jt


















segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O ULTIMO A SAIR

O último a sair que apague a luz" é a mensagem de Passos Coelho aos portugueses
Em reação às declarações de Passos Coelho, que aconselhou os professores que ficaram sem emprego a irem trabalhar para o Brasil ou Angola, o dirigente bloquista Jose Gusmão diz que depois dos jovens e dos professores, falta saber "quem será o próximo conjunto de portugueses a quem o Governo apontará a porta da rua". O Bloco considera ainda que a promessa de baixar impostos em ano de eleições contrasta com a "borla fiscal" à banca que se poderá estender por 20 anos.
José Gusmão a conferência de imprensa do Bloco. 18 Dezembro 2011
Foi numa entrevista publicada este domingo no Correio da Manhã que Passos Coelho sugeriu aos professores desempregados que "querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”. “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, acrescentou o primeiro-ministro.
Para José Gusmão, "Passos Coelho tem uma mensagem tão direta quanto brutal a todos os portugueses: o último a sair que apague a luz". Em conferência de imprensa este domingo, o dirigente bloquista recordou que "infelizmente, este tipo de declarações tem precedentes neste Governo: já tinha sido dirigido um apelo semelhante aos jovens" em outubro, pela voz do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre.
No entender do Bloco de Esquerda, são declarações "da maior gravidade", para mais tratando-se do líder dum Governo "que aumentou o número de alunos por turma, contribuindo para agravar o aumento do desemprego para quem trabalha na área da educação".
Outra reação às palavras de Passos Coelho veio do líder da Fenprof, citado pela agência Lusa. “Penso que o senhor primeiro-ministro podia aproveitar [a sugestão] e ir ele próprio desgovernar outros países e outros povos. Não desejo no entanto que esses países e esses povos sejam os nossos irmãos de língua portuguesa”, afirmou Mário Nogueira.
A propósito desta mesma entrevista ao Correio da Manhã, José Gusmão acusou Passos Coelho de ter posto em marcha "a operação da campanha eleitoral para 2015", ao prometer baixar os impostos nesse ano, "ao mesmo tempo que oferece planos de redução de pagamento de impostos à banca para os próximos 20 anos e impõe medidas de austeridade fiscal" aos trabalhadores e reformados.
Segundo o dirigente bloquista, esta "borla fiscal" à banca surge "na sequência dum negócio absolutamente ruinoso para o Estado e a Segurança Social pública que foi a transferência dos fundos de pensões da banca que descapitalizaram a Segurança Social e vão permitir aos bancos poupar nos impostos num prazo "que se poderá prolongar até 20 anos".
Para José Gusmão, Passos Coelho tornou-se "num autêntico agente de vendas da própria banca na promoção de produtos privados de planos de reforma", ao dizer nesta entrevista "que as pessoas devem começar a investir em soluções privadas de poupança para a reforma porque a Segurança Social só poderá garantir reformas pela metade no futuro". São razões para o Bloco defender que a política fiscal deste governo "não serve os interesses da economia nem os interesses das pessoas que trabalham, mas sim os interesses eleitorais

MENSAGEM IMPORTANTE


Este ano, muitas famílias combinaram que apenas as crianças receberão prendas de Natal. Até as que ainda não sentiram os    efeitos gravosos da crise também decidiram consumir menos. Os tempos são de grande incerteza quanto ao futuro. Desde logo,    incerteza quanto ao emprego. Ninguém esquece que o ministro das finanças prometeu fazer tudo para que as metas do défice de    2012 sejam cumpridas. E “tudo” pode incluir o despedimento de milhares de funcionários públicos, como foi feito na Grécia.    Pode também incluir um adicional ao IRS como medida de emergência para cobrir uma derrapagem não prevista das receitas fiscais.    Por isso, é grande a incerteza de muitas famílias quanto à capacidade de cumprir os compromissos financeiros, com destaque para    os encargos com o empréstimo para a compra da casa. É assustador saber que há cada vez mais gente que entrega a casa ao banco e    perde tudo o que já tinha pago. É assustador pensar que há gente doente que vai ter dificuldade em pagar as novas “taxas moderadoras”    nos hospitais. 
   Muitas cantinas escolares abrem nas férias de Natal porque os professores sabem que há alunos que se alimentam mal em casa.    As instituições de solidariedade social esforçam-se por esticar os seus orçamentos para acudir ao número crescente de pedidos    de ajuda. E a verdade é que o processo de deliberado empobrecimento ainda há pouco começou. Na televisão, o ministro dos negócios    estrangeiros da Alemanha congratula-se com as medidas corajosas que o governo está a tomar, reconhece que podem ser dolorosas, faz    um esgar de compungido, e logo a seguir insiste que este é o bom caminho. Sabendo que a Alemanha foi a grande beneficiária do euro,    e continua a ganhar com esta crise, é difícil não pensar em hipocrisia.
   Este caminho apenas trará sofrimento à esmagadora maioria dos portugueses e, é triste ter de o dizer, não resolverá nenhum problema.    Daqui a um ano o peso da dívida pública terá disparado, as falências e o desemprego terão subido assustadoramente, e os mercados    continuarão a exigir taxas de juro insustentáveis. O desastre de 2012 será tão evidente que a retórica de que as coisas vão correr    melhor a partir de 2013 será desmascarada. Talvez nessa altura já seja claro para a maioria dos portugueses que esta crise é, acima    de tudo, a crise de uma zona euro mal construída. Esta crise foi a grande oportunidade da direita neoliberal cujo objectivo sempre    foi o de desmantelar o estado providência e tornar a economia competitiva pelos baixos salários. Precisamente o contrário da tão falada,    mas falhada, Estratégia de Lisboa.
   Fica sempre a pergunta: o que é que podemos fazer? Certamente alargar a solidariedade para com os atingidos pela crise. Mas isso    não faz uma sociedade decente. Os problemas que enfrentamos são o de uma política errada imposta pelos interesses financeiros. É    nossa obrigação juntar forças, mobilizar todos os homens e mulheres de boa vontade da sociedade portuguesa para construir uma oposição    imparável a este projecto de fanáticos do neoliberalismo. Se formos capazes de dialogar, à esquerda e mesmo à direita, com todos os que    já perceberam que este caminho é um desastre, então acabará por surgir a convocatória para a construção de uma solução política que dê    esperança aos portugueses.
   Celebrar o Natal também significa ganhar forças para a tarefa política que nos espera, a de reconstruir a confiança dos portugueses    num futuro digno e próspero. 
Ler       aqui



A direita europeia precisa de um adversário interno  
Cipriano Justo
   Na hora de pedir contas pelas consequências da aplicação do Orçamento de Estado aprovado pela maioria de direita não nos    poderemos esconder atrás da pressão internacional para, à semelhança do que aconteceu na Grécia e em Itália, se ter substituído    um governo à revelia da vontade popular. Em Portugal foram sendo criadas as condições subjectivas para, nas urnas, os eleitores    se terem decidido por uma solução que lhes vai agravar por muitos anos as condições de vida, mas embrulhada num discurso do tipo    pulp fiction, ele próprio inaugurado e utilizado até à náusea pela maioria dos opinadores com acesso aos meios de comunicação social.    Se a ideia de campanha de condicionamento da escolha dos eleitores, do tipo choque e pavor, alguma vez teve expressão concreta, o    exemplo do que se passou nestes últimos doze meses é típico do que acontece às democracias quando a ditadura da especulação financeira    toma conta da vida política, encontrando dentro de cada país os seus intelectuais orgânicos, prontos a reproduzir e amplificar o    discurso do fim dos tempos.
Ler       aqui



O problema da dívida e o antídoto da solidariedade  
Luís Bernardo
   O que é a dívida? Não podemos construir uma alternativa sem respondermos a esta pergunta. E não podemos classificar    qualquer parcela da dívida pública como ilegal ou ilegítima se não escavarmos este conceito, carregado de    significados morais e sedimentações históricas. Qualquer posição política acerca da dívida, pública ou privada,    precisa de explorar a dimensão moral e discursiva deste conceito, se quiser suportar uma análise técnica do processo de    endividamento do Estado, do aparato institucional que suporta a emissão, gestão e liquidação da dívida e do stock actual de dívida pública.    É por esta razão que a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã (IAC) não se cinge à exigência de um procedimento de verificação liderado    pelo Tribunal de Contas e pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. Isso não basta. Nunca bastou, aliás. A IAC, lançada na Convenção    de Lisboa, pretende abordar o problema da dívida com uma perspectiva diferente.     
Ler       aqui



Composição da Comissão de Auditoria Cidadã  
Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública
   A composição da    Comissão de Auditoria Cidadã da IAC - Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública, eleita na Convenção de Lisboa que se realizou no dia 17 de Dezembro    no cinema S. Jorge é constituída por:
Adelino Gomes, Albertina Pena, Alexandre Sousa Carvalho, Ana Benavente, António Avelãs, António Carlos Santos, António Romão,    Bernardino Aranda, Boaventura Sousa Santos, Eugénia Pires, Guilherme da Fonseca Statter, Henrique Sousa, Isabel Castro,    Joana Lopes, João Camargo, João Labrincha, João Pedro Martins, João Rodrigues, José Castro Caldas, José Goulão,    José Guilherme Gusmão, José Reis, José Soeiro, José Vitor Malheiros, Lídia Fernandes, Luís Bernardo, Luísa Costa Gomes,    Manuel Brandão Alves, Manuel Carvalho da Silva, Manuel Correia Fernandes, Maria da Paz Campos Lima, Mariana Avelãs,    Mariana Mortágua, Martins Guerreiro, Octávio Teixeira, Olinda Lousã, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Raquel Freire, Ramiro Rodrigues,    Sandro Mendonça, Sandra Monteiro, Sara Rocha, Ulisses Garrido e Vítor Dias.
Ler       aqui



Piratas!  
Documentário de Juan Falque




http://www.

domingo, 18 de dezembro de 2011

ANEDOTA OU TALVEZ NÃO...


 QUE É A POLÍTICA

- Pai, preciso fazer um trabalho para a escola! Posso fazer-te uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é a política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder económico; Classe trabalhadora; Futuro do país...
- Não entendi nada. Dá para explicares melhor?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo:
Sou eu quem traz dinheiro para casa: então eu sou o poder econômico.
A tua mãe administra, gasta o dinheiro: então ela é o governo.
Como nós cuidamos das tuas necessidades, tu és o povo.
O teu irmãozinho é o Futuro do país e a Zézinha, a nossa criada, é a classe trabalhadora. Entendeste, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo borrado. Foi ao quarto dos pais e viu que a mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da criada e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela. Como os dois nem ouviram o menino a bater à porta, ele voltou para o quarto e adormeceu.
Na manhã seguinte, à hora do café, o miúdo falou com o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é a política.
- Óptimo filho! Então explica-me com palavras tuas.
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder económico anda a comer a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente... O povo é totalmente ignorado e o futuro do país está na merda!!!







--

sábado, 17 de dezembro de 2011

Governar o mundo

Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo* ****

Muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar
as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar
da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. O
banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente
na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos
governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas
da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do BC Europeu, Mario
Monti, presidente do Conselho Italiano, Lukas Papademos, o novo primeiro
ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs. O artigo é de
Eduardo Febbro. ****

CAMBADA...


Paulo Núncio requisitou João Pedro Martins Santos, que vem do Ministério
das Finanças e aumentou-o. Receberá, além do ordenado que já tinha, uma
verba acrescida de dois mil euros/mês.  *Paulo Núncio tem o chefe de
gabinete mais caro das Finanças.*
*Justificação, fica sempre ao abrigo de leis criadas por eles e para eles.*
"A remuneração atribuída ao Mestre João Pedro Santos está dentro dos
limites legais e orçamentais aplicáveis e será objecto de publicação, nos
termos aplicáveis ao pessoal dos Gabinetes", lê-se na nota.
fonte<http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2120770>

Mesmo que Passos Coelho ameace que temos que cortar, que não há subsídios,
que os aumentos estão congelados e as contratações também... Eles arranjam
sempre maneira de fazer isso tudo... e na lei!!! São os maiores.
*É a crise meu povo... Vocês pensavam que a austeridade era para todos?
Desenganem-se que no governo há excepções! Tudo transparente! A lei anda à
solta e os crimes também.*
*Belíssima prenda de Natal com o dinheiro do povo... um aumento de 2000 mil
euros... e mais os subsídios.* ****
  ****
 *Assunto:* Despacho do SEAF, Pág 4485 do despacho, fresquinho!!! ****
  *Diário da República, 2.ª série ? N.º 217 ? 11 de Novembro de 2011* ****
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ****
*Despacho n.º 15296/2011* ****
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de
Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos
Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de
comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público,
auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é
devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por
mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito
à percepção dos subsídios de férias e de Natal. ****
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011. ****
9 de Setembro de 2011. ? O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ****
*Paulo de Faria Lince Núncio*. ****
205324505 ****
*HILARIANTE...*  "diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete "
*gabinete esse suportado pelo Zé Povinho...* ****
** **
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

QUEM OS PÕS LÁ...


REENCAMINHO

1.Nome:João     Montenegro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi     vice-presidente da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.287,08     euros

2. Nome:Paulo     Pinheiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi     adjunto do gabinete de Durão Barroso
Vencimento: 3.653,81     euros.

3.Nome: Carlos Sá     Carneiro
Cargo: Assessor do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi     adjunto de Pedro Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.653,81     euros

4.Nome: Marta Sousa
Cargo:     Assessora do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Responsável por     deslocações e imagem de Passos Coelho
enquanto líder do     PSD
Vencimento: 3.653,81 euros

5.Nome: Inês Araújo
Cargo:     Secretária do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi secretária do Governo     PSD chefiado por Pedro Santana Lopes
Vencimento: 1.882,76     euros

6.Nome: Joaquim     Monteiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi     deputado do PSD entre 1983 e 1985
Vencimento: 3.287,08 euros

7.Nome: Raquel     Pereira
Cargo: Adjunta do ministro das Finanças
Ligação ao PSD: Foi     adjunta no gabinete do Secretário de Estado do
Tesouro e Finanças, Miguel     Frasquilho e chefe de gabinete da
secretária de Estado Maria do Rosário     Águas.
Vencimento: 3.069,33 euros

8.Nome: Rodrigo     Guimarães
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos     Fiscais
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete de Morais Leitão no Governo     Santana
Vencimento: 4.791 euros

9.Nome: Gonçalo     Sampaio
Cargo: Adjunto do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao     PSD: Ex-candidato a deputado pelo PSD e presidente da
secção B do PSD     Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros

10.Nome: Cláudio Sarmento da     Silva
Cargo: Assessor do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao     PSD: Eleito membro da Assembleia da freguesia da Costa da
Caparica pelo     PSD
Vencimento: 3.356,34 euros

11.Nome: Paulo Cutileiro     Correia
Cargo: Adjunto do ministro da Defesa
Ligação ao PSD:     Ex-vereador da Câmara Municipal do Porto
Vencimento: 3.183,63     euros

12.Nome: Ana Santos
Cargo:     Assessora do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Fez parte da     equipa, que, no Instituto Francisco Sá
Carneiro, elaborou o programa do     PSD para as últimas eleições
Legislativas; Ex-dirigente da Universidade     de Verão.
Vencimento: 3.356,34 euros

13.Nome: Nuno Maia
Cargo:     Adjunto de imprensa do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Foi     assessor no grupo parlamentar do PSD quando Aguiar
Branco era     líder
Vencimento: 3.183,63 euros

14.Nome: Marta     Santos
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa     Nacional
Ligação ao PSD: Foi assessora de António Prôa, vereador do PSD     na
Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros

15.Nome: João Pedro Saldanha     Serra
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da     Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Ex-líder da bancada do PSD na Assembleia     Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.892,54 euros

16.Nome: João Miguel     Annes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da     Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Presidente da JSD Algés/Carnaxide . Faz     parte do
Conselho Nacional do PSD.
Vencimento: 3.183,63     euros

17.Nome: Rita Lima
Cargo:     Chefe de gabinete do ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Foi     chefe de gabinete de Regina Bastos, secretária de
Estado da Saúde no     Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.892,53 euros

18.Nome: Jorge     Garcez
Cargo: Assessor do Secretário de Estado Adjunto do Ministro     da
Administração Interna
Ligação ao PSD:Secretário-Geral Adjunto da     Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros

19.Nome: António     Valle
Cargo: Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos     Parlamentares
Ligação ao PSD: Assessor de comunicação de Passos Coelho na     São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.069,33 euros

20.Nome: Ricardo     Sousa
Cargo: Adjunto do Sec. de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e     dos
Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Delegado ao Congresso do     PSD pela JSD
Vencimento: 3.069,33 euros

21.Nome: Nuno     Correia
Cargo: Chefe de gabinete do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj.     dos
Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Ex-candidato do PSD à     Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
Vencimento: 4.542.00     euros

22.Nome: Ademar     Marques
Cargo: Adjunto do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos     Parlamentares
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Peniche
Vencimento:     3.069,33 euros

23.Nome: Marina     Resende
Cargo: Chefe de gabinete da Secretária de Estado dos     Assuntos
Parlamentares e da Igualdade
Ligação ao PSD: Ex-assessora do     Grupo Parlamentar do PSD (Junho)
Vencimento: 3.892.53 euros

24.Nome: Ricardo     Carvalho
Cargo: Adjunto do Secretário de Estado da Administração Local e     Reforma
Ligação ao PSD: Secretário da Junta de Freguesia Prazeres,     eleito
pelas listas do PSD
Vencimento: 3069,33 euros

25.Nome: João Belo
Cargo:     Adjunto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação     ao PSD: PSD/Coimbra
Vencimento: 3069,33 euros

26.Nome: André     Pardal
Cargo: Especialista do gabinete
Ligação ao PSD: Vice-presidente     da JSD; Delegado no último Congresso
do PSD (XXXII)
Vencimento:     3069,33 euros

27.Nome: Diogo Guia
Cargo:     Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação     ao PSD: Membro da Assembleia Municipal Torres Vedras pelo PSD
Vencimento:     3.892.53 euros

28.Nome: Sónia     Ferreira
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do     Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Candidata a deputada pelo PSD nas     últimas eleições Legislativas
Vencimento: 3.069,33 euros

29.Nome: Manuel     Martins
Cargo: Adjunto do Ministro da Economia e do Emprego
Ligação ao     PSD: Integrou as listas do PSD à junta de freguesia de
Santa Isabel;     Delegado ao Congresso do PSD
Vencimento: 3.069,34 euros

30.Nome: Álvaro Reis     Santos
Cargo: Chefe de gabinete do sec. de Estado Adjunto da Economia e     do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-vereador do PSD na     Câmara Municipal de Ovar
Vencimento: 3.892,53 euros

31.Nome: Quirino     Mealha
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e     do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Colaborou com o Instituto     Sá Carneiro
Vencimento: 3.463,49 euros

32.Nome: Jaime Bernardino     Alves
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e     do
Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-presidente da Comissão     Política do PSD/Resende
Vencimento: 3.069,34 euros

33.Nome: Rui     Trindade
Cargo: Especialista do gabinete do sec.de Estado     Adj.da Economia e do
Desenv. Regional
Ligação ao PSD: Deputado na     Assembleia de freguesia de Mafamude pelo PSD
Vencimento: 3.069,34     euros

34.Nome: Isabel Nico
Cargo:     Adjunta do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD:Foi adjunta do     sec. de Estado das Obras Públicas, Jorge
Costa, num Governo     PSD
Vencimento: 3.069,34 euros

35.Nome: Amélia     Santos
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do     Emprego
Ligação ao PSD:Foi chefe do Gabinete do Secretário de Estado das     Obras
Públicas, José Castro, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:     3.892,53 euros

36.Nome: Carla Mendes     Sequeira
Cargo: Especialista no gab. do sec. de Estado do     Empreendedorismo,
Competitividade e Inovação
Ligação ao PSD: Em 2006     era membro do Conselho Nacional do PSD
Vencimento: 4.297,75     euros

37.Nome: Margarida     Benevides
Cargo: Especialista no gabinete do sec. de Estado das Obras     Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi delegada ao     XIX Congresso Nacional da JSD em 2007
Vencimento:3.069,34     euros

38.Nome: Carlos Nunes     Lopes
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras     Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Presidente do     PSD/Mangualde
Vencimento:3.892,53 euros

39.Nome: Marcelo     Rebanda
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras     Públicas,
Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi adjunto da     secretária de Estado do Turismo
Vencimento:3.069,34 euros

40.Nome: Eduardo     Diniz
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da     Agricultura
Ligação ao PSD: Foi assessor do gabinete do Secretário de     Estado do
Desenvolvimento Rural, Fernando Bianchi de Aguiar num anterior     Governo
PSD
Vencimento:3.892,53 euros

41.Nome: Joana Novo
Cargo:     Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD:     Candidata a deputada municipal de Viana do Castelo nas
autárquicas de     2009 na coligação PSD-CDS
Vencimento:3.069,33 euros

42.Nome: Ana     Berenguer
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao     PSD: Foi adjunta do secretário de Estado Adjunto e das
Pescas, Luís     Filipe Gomes, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:3.069,33     euros

43.Nome: Paulo     Assunção
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do     Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunto do secretário de Estado Adjunto     do
Ministro da Presidência, Feliciano José Barreiras, no Governo     de
Santana Lopes
Vencimento:2.167,56 euros

44.Nome: Tiago     Cartaxo
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente     e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Conselheiro Nacional da     JSD; candidato derrotado à
liderança da JSD
Vencimento: 3.069,33     euros

Cargo: Especialista no     gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e
Ordenamento do     Território
Ligação ao PSD: Presidente do Gabinete de Estudos do     PSD/Cascais
Vencimento: 3.069,33 euros

46.Nome: Nuno     Botelho
Cargo: Apoio técnico ao gabinete do Sec. de Estado do Ambiente     e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Vereador do PSD na Câmara     Municipal de Loures
Vencimento: 1930 euros

47.Nome: Paulo Nunes     Coelho
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado do Ambiente     e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete do     secretário de Estado da
Administração Local de Miguel Relvas, no Governo     Durão
Vencimento: 3.892,53 euros

48.Nome: António     Lopes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Ambiente     e
Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi candidato à Câmara     Municipal da Azambuja pelo PSD
Vencimento: 3.069,33 euros

49.Nome: Ricardo     Morgado
Cargo: Especialista/Assessor do Secretário de Estado do Ensino     Superior
Ligação ao PSD: JSD
Vencimento: 2505,47 euros

50.Nome: Francisco José     Martins
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência     do
Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete do     Grupo Parlamentar do PSD
Vencimento: 3.892,53 euros

51.Nome: Francisco Azevedo e     Silva
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho     de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete de Manuela Ferreira     Leite
Vencimento: 3.069,33 euros

52.Nome: José     Martins
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho     de Ministros
Ligação ao PSD: Adjunto do Secretário de Estado da PCM,     Domingos
Jerónimo no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33     euros

53.Nome: Ana Cardo
Cargo:     Especialista jurídica no gabinete do secretário de Estado da     Cultura
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete de Teresa Caeiro (CDS), no     Governo
Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros

54.Nome: Luís Newton     Parreira
Cargo: Especialista no gabinete do secretário de Estado da     Cultura
Ligação ao PSD: Presidente da secção D do PSD     Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros

55.Nome: João     Villalobos
Cargo: Assessor no gabinete do secretário de Estado da     Cultura
Ligação ao PSD: Prestação de serviços de assessoria em     Comunicação
Social e New Media, junto Gabinete dos Vereadores PPD/PSD na     Câmara
Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros

56.Nome: Inês     Rodrigues
Cargo: Adjunta da secretária de Estado do Ensino Básico e     Secundário
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete da secretária de Estado     da
Educação, Mariana Cascais, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:     3.069,33 euros

57.Nome: Marta Neves
Cargo:     Chefe de gabinete do ministro da Economia
Ligação ao PSD: Adjunta do     ministro as Actividades Económicas e do
Trabalho, Álvaro Barreto, no     Governo de Santana Lopes
Vencimento: 5.b21,30 euros

58.Nome: Fernando Faria de     Oliveira
Cargo: Chairman da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação     ao PSD: Ex-secretário de Estado do PSD

59.Nome: António Nogueira     Leite
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do     Estado)
Ligação ao PSD: Conselheiro económico do presidente do PSD, Pedro     Passos Coelho

60.Nome: Norberto     Rosa
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do     Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado em Governos PSD (Cavaco     Silva
e Durão Barroso)

61.Nome: Nuno Fernandes     Thomaz
Cargo: Vogal da Comissão Executiva da CGD (Sector Empresarial do     Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado de Santana     Lopes

62.Nome: Manuel Lopes     Porto
Cargo: Presidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD     (Sector
Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Presidente da     Assembleia Municipal de Coimbra, eleito
nas listas do PSD

63.Nome: Rui Machete
Cargo:     vice-pesidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector
Empresarial do     Estado)
Ligação ao PSD: Ex-presidente do PSD

64. Nome: Joana     Machado
Cargo: Assessora do secretário de Estado da Administração     Interna
Ligação ao CDS: Integrou as listas do CDS-PP para a     Assembleia
Municipal de Lisboa nas autárquicas de 2001
Vencimento:     2.364,50 euros

65. Nome: André     Barbosa
Cargo: Assessor do secretário de Estado da Administração     Interna
Ligação ao CDS: Ex-assessor do Grupo Parlamentar do     CDS-PP
Vencimento: 2.364,50 euros

66. Nome: Tiago     Leite
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração     Interna
Ligação ao CDS: Candidato do CDS a Presidente da Câmara de     Santarém
nas autárquicas de 2009 e nº3 na lista de deputados à Assembleia     da
República nas últimas eleições Legislativas.
Vencimento: 3.892,53     euros

67. Nome: José     Amaral
Cargo: Chefe de gabinete dSecretária de Estado do     Turismo
Ligação ao CDS: Candidato nas Europeias como suplente, nas listas     do CDS.
Vencimento: 3.892,53 euros

68. Nome: Antero     Silva
Cargo: Adjunto da ministra da Agricultura
Ligação ao CDS: Líder     do grupo municipal do CDS/PP na assembleia
municipal de Vila Nova de     Famalicão e membro da JP
Vencimento: 3.069,33 euros

69. Nome: Carolina     Seco
Cargo: Adjunta Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento     Rural
Ligação ao CDS: Era a nº3 da lista à Assembleia da República pelo     CDS
no distrito de Viana do Castelo
Vencimento: 3.069,33     euros

70. Nome: Tiago     Pessoa
Cargo: Chefe do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança     Social
Ligação ao CDS: Presidente do Conselho Nacional de Fiscalização do     CDS
Vencimento: Vencimento de origem (HS-Consultores de Gestão,     SA)

71. Nome: João     Condeixa
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança     Social
Ligação ao CDS: Candidato pelo CDS em Lisboa nas últimas     Legislativas
Vencimento: 3069,33 euros

72. Nome: Diogo     Henriques
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e     Segurança Social
Ligação ao CDS: Chefe de gabinete da presidência do     CDS-PP.
Vencimento: 3069,33 euros

73. Nome: Arlindo Henrique     Lobo Borges
Cargo: Assessor do Secretário de Estado do Ensino e     Administração Escolar
Ligação ao CDS: Deputado municipal pelo CDS em     Braga
Vencimento: 3069,33 euros

Isto é que vai cá uma     CRISE...


--
(http://avozdaabita.blogspot.com)





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA


O GOVERNO É IGUAL À CAMISA DE VÉNUS» 

A explicação: 

A camisa de Vénus permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de caralhos e ainda
transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, alguém está fodendo alguém!!!

Incontestável!!! Descrição perfeita!!!


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

POEMA


BOAS FESTAS





Vai ali a criança que tem fome,

Parado à esquina o velho sem abrigo,

Mais à frente a mulher sem um amigo

Que já há muitos dias que não come.



Deste lado um poeta sem ter nome,

Dos versos piedosos inimigo,

Filho legítimo de todo o mendigo

Que na dor e revolta se consome.



Mas o mundo recusa-se a pensar

Caminha p’ro abismo sem parar

Como um escravo do ouro, o vil metal.



Amigos, se entendeis que algo mereço

Com ternura e amor é que vos peço

Façamos algo bom neste Natal.





Natal de 2011



Nogueira Pardal


domingo, 11 de dezembro de 2011

VERDADE OU MENTIRA'


DIAS       LOUREIRO...


Reencaminho       o que recebi de um amigo...POR       UMA QUESTÃO DE CIDADANIA







Não             tem que se esconder de nada.

Não             é arguido de coisa alguma.

Ainda             por cima pertencia AO " GRUPO DOS PROTEGIDOS" DE CAVACOSILVAque             terá dito que confiava plenamente neste "SENHOR"quando             ele era membro do Conselho de
Estado!!!






                                                      




                    ...........................




Que                   ele tem o tal empreendimento em Cabo Verde, tem, que o                   conheço.

Mas                   viver lá não vive.

VIVE                   no ESTORIL NUMA DAS CASAS QUE ERA DO GRANDE EMPRESÁRIO JORGE                   DE MELLO e, ao que alegadamente se consta, é também                   proprietário de mais um lote anexo (tudo em nome de Sociedades                   Off-Shore).


VIVE                   SEM SE ESCONDER (pois                   nem pingo de vergonha tem)na                   sua mansão no Estoril,                   bem perto da escola de hotelaria, com uma excelente piscina                   sempre aquecida, casa de bonecas com ar condicionado (vinda de                   um qualquer pais nórdico) no jardim para a neta, com um casal                   de caseiros vindos da Colômbia expressamente para o cargo                   (muito útil pois não sabem uma palavra de português), a esposa                   actual (XANA, durante muitos anos, uma das muito amantes que                   tinha, a quem oferecia carros topo de gama),esbanja                   em compras para ela e amigos (botas, roupas, animais - cada                   coisa na ordem dos 600 euros, simples prendinhas numa tarde de                   simples ida às compras), ele oferece jantares em restaurantes                   in, caça no Alentejo com amigos, passeia às escancaras por                   Cascais e Estoril.

DIZEM                   PARA AÍ QUE É CONSELHEIRO PARTICULAR DE PASSOS COELHO E MIGUEL                   RELVAS MAS, DEVEM SER AS...... "MÁS                   LINGUAS"


E                   há muito mais. Mas em Cabo Verde não está !

Ao                   menos, se lá se escondesse, era porque lhe restava alguma                   vergonha...

---

Sei                   o que digo; não é notícia de net. É conhecimento de causa -                   testemunhada.

E                   podes pôr a circular isto
















--

CARTA ABERTA Á MINISTRA DA JUSTIÇA


A ministra da Justiça

Publicado às 00.36



Depois de andar a         acusar-me de lhe dirigir ataques pessoais, a sra. ministra da Justiça         veio agora responder à denúncia que eu fiz de ter usado o cargo para         favorecer o seu cunhado, Dr. João Correia. Diz ela que não tem cunhado         nenhum e que isso até se pode demonstrar com uma certidão do registo         civil. Já antes, com o mesmo fito, membros do seu gabinete haviam dito à         imprensa que ela é divorciada.
Podia explicar as coisas recorrendo à         explícita linguagem popular ou até à fria terminologia jurídica que têm         termos bem rigorosos para caracterizar a situação. Vou fazê-lo, porém,         com a linguagem própria dos meus princípios e convicções sem deslizar         para os terrenos eticamente movediços em que a sra. ministra se         refugia.
A base moral da família não está no casamento, seja enquanto         sacramento ministrado por um sacerdote, seja enquanto contrato jurídico         homologado por um funcionário público. A base moral da família está na         força dos sentimentos que unem os seus membros. Está na intensidade dos         afectos recíprocos que levam duas pessoas a darem as mãos para         procurarem juntas a felicidade; que levam duas pessoas a estabelecerem         entre si um pacto de vida comum, ou seja, uma comunhão de propósitos         existenciais através da qual, juntos, se realizam como seres humanos.         Através dessa comunhão elas buscam em conjunto a felicidade, partilhando         os momentos mais marcantes das suas vidas, nomeadamente, as         adversidades, as tristezas, as alegrias, os triunfos, os fracassos, os         prazeres e, naturalmente, a sexualidade.
O casamento, quando existe,         agrega tudo isso numa síntese institucional que, muitas vezes, já nada         tem a ver com sentimentos, mas tão só com meras conveniências sociais,         morais, económicas ou políticas. Por isso, para mim, cunhados são os         irmãos das pessoas que, por força de afectos recíprocos, partilham entre         si, de forma duradoura, dimensões relevantes das suas vidas.
É um         gesto primário de oportunismo invocar a ausência do casamento para         dissimular uma relação afectiva em que se partilham dimensões         fundamentais da existência, unicamente porque não se tem coragem para         assumir as consequências políticas de opções que permitiram que essa         relação pessoal se misturasse com o exercício de funções de estado,         chegando, inclusivamente, ao ponto de influenciar decisões de grande         relevância política.
Tal como o crime de violência doméstica pode         ocorrer entre não casados também não é necessário o casamento para haver         nepotismo. Basta utilizarmos os cargos públicos para favorecermos as         pessoas com quem temos relações afectivas ou os seus familiares. Aliás,         é, justamente, aí que o nepotismo e o compadrio são mais perniciosos,         quer porque são mais intensos os afectos que o podem propiciar         (diminuindo as resistências morais do autor), quer porque pode ser mais         facilmente dissimulado do que no casamento, pois raramente essas         relações são conhecidas do público.
Aqui chegados reitero todas as         acusações de nepotismo e favorecimento de familiares que fiz à Sra.         Ministra da Justiça. Mas acuso-a também de tentar esconder uma relação         afectiva, unicamente porque não tem coragem de assumir as consequências         políticas de decisões que favoreceram o seu cunhado, ou seja o irmão da         pessoa com quem ela estabeleceu essa relação. Acuso publicamente a Sra.         Ministra de tentar tapar o sol com a peneira, procurando dissimular uma         situação de nepotismo com a invocação de inexistência de casamento, ou         seja, refugiando-se nos estereótipos de uma moralidade retrógrada e         decadente.
A sra. ministra da Justiça tem o dever republicano de         explicar ao país por que é que nomeou o seu cunhado, dr. João Correia,         para tarefas no seu ministério, bem como cerca de 15 pessoas mais, todas         da confiança exclusiva dele, nomeadamente, amigos, antigos colaboradores         e sócios da sua sociedade de advogados. Isso não é uma questão da vida         pessoal da Sra. Ministra. É uma questão de estado.
Nota: Desorientada         no labirinto das suas contradições, a sra. ministra da Justiça mandou o         seu chefe de gabinete atacar-me publicamente, o que ele, obediente, logo         fez, mas em termos, no mínimo, institucionalmente incorrectos. É óbvio         que não respondo aos subalternos da sra. ministra, por muito que eles se         ponham em bicos de pés.


Grande Texto...
Como alguém diria: "Grande         caneta"...
 
De facto, porque é que esta         Senhora se envergonha do seu amor?

DUARTE LIMA ENSINA

 ex-deputado foi investigado em 1994 num processo que é um verdadeiro
manual de branqueamento de dinheiro sujo ****

A prática de lavagem de dinheiro há muito que não é estranha a Duarte Lima.
Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, ao pormenor, as
técnicas daquilo a que os juristas chamam "dissimulação de capitais", mas
que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa
é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos
circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade.****

O processo às ordens do qual Duarte Lima está agora preso mostra algumas
dessas formas de lavagem, mas já na primeira investigação de que foi alvo,
nos anos noventa, é provado um apurado conhecimento dessa arte de esconder
o dinheiro sujo. Nesse primeiro processo em que Lima foi constituído
arguido, corria o ano de 1994 e o cavaquismo já agonizava, é descrito ao
pormenor aquilo que hoje se pode considerar um pioneiro manual de técnicas
de lavagem de dinheiro, como então alertava o inspector da PJ Carlos
Pascoal, que assina o relatório final da investigação.****





O caso estava centrado em suspeitas de corrupção relacionadas com as
aquisições de apartamentos e de terrenos em Lisboa e Sintra (ver texto
nestas páginas). O mais interessante, porém, foi o que a investigação
mostrou em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de
influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não
existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos. Carlos
Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo
com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério

sábado, 10 de dezembro de 2011

SEMPRE EM PÉ

http://youtu.be/MxjBof_WfpM

AS MENTIRAS DE PASSOS COELHO ( mais uma)


Não se ponham a pau, não ...

Só encontro uma solução: começar a "tratar" dos reformados que teimem em fazer pela vida dando-lhes estriquinina nos medicamentos receitados nos SAMS...
Se tiverem a "sorte" de morrer antes não sofrerão o desgosto de não virem a receber pensão por falta de fundos.
(O amigo a onça)



Passos Coelho mentiu ao afirmar que os banqueiros haviam entregue a
mais 2.000 milhões € de fundos de pensões
– Ignorância ou mentira deliberada?por Eugénio Rosa [*]A propósito da
transferência de uma parte dos fundos de pensões dos bancários para a
Segurança Social – cerca de 6.000 milhões € segundo os media – o 1º
ministro, em declarações feitas ao telejornal da RTP1 das 20h00 do dia
04/12/2011 , afirmou que 2.000 milhões € seriam utilizados para pagar
o desvio (aumento) da despesa pública verificado em 2011; uma outra
parte seria aplicada no pagamento imediato de pensões aos bancários
reformados; e, finalmente, o restante seria investido para obter
rendimentos que, somados ao capital, serviriam para pagar no futuro as
pensões.
Quem tenha ouvido o 1º ministro ficou com a ideia que 2.000 milhões €
dos fundos entregues pela banca não seriam utilizados para pagar
pensões aos bancários reformados, pois seriam suficientes os restantes
4.000 milhões €. Portanto, estaríamos perante um "negócio" altamente
vantajoso para o governo, e profundamente ruinoso para a banca que
teria sido "enganada" em 2.000 milhões €. Ora isto é uma mentira e
constitui uma gigantesca operação de manipulação da opinião pública. E
é ainda mais grave porque, como tem acontecido muitas vezes,
jornalistas e comentadores com acesso fácil aos principais media
colaboram nessa operação de manipulação da opinião pública, pois
funcionam, por ignorância ou deliberadamente, como veículo de tais
declarações iludindo, dessa forma, a opinião pública.
A verdade é muito diferente daquela que o 1º ministro procurou fazer
passar junto da opinião pública. A transferência de uma parte dos
fundos de pensões da banca para a Segurança Social (a parcela
correspondente a cerca de 30.000 trabalhadores bancários já
reformados) é um negócio altamente vantajoso para a banca, que poderá
vir a criar graves problemas tanto aos bancários reformados como a
todos os trabalhadores abrangidos pela Segurança Social, e mesmo aos
contribuintes, pelas graves consequências financeiras que poderá ter
no futuro. É isso o que vamos procurar mostrar neste estudo alertando
os trabalhadores e os reformados da banca e da Segurança Social para
os perigos e consequências desta transferência nos moldes pouco
transparentes como este governo está a fazer.
É PREVISIVEL QUE OS FUNDOS ENTREGUE PELA BANCA NÃO SEJAM SUFICIENTES
PARA PAGAR AS PENSÕES A TODOS OS BANCÁRIOS REFORMADOS DURANTE O RESTO
DA VIDA
Contrariamente à ideia que o 1º ministro procurou fazer passar junto
da opinião pública, ninguém pode garantir que os activos (dinheiro,
títulos do Estado, etc.) no valor de cerca de 6.000 milhões de euros
que os media dizem que a banca entregará à Segurança Social para pagar
as pensões (não inclui actualizações) a cerca de 30.000 reformados da
banca durante o resto da sua vida, que transitarão também, serão
suficientes para pagar essas pensões. E isto porque o cálculo desse
valor foi feito com base em previsões de responsabilidades, e estas
baseiam-se em pressupostos que dão poucas garantias como iremos
mostrar. Para se poder calcular quais são os valores de activos que a
banca deve entregar haverá antes que determinar qual é o valor das
responsabilidades. E estas assentam em previsões que são feitas com
base em cálculos actuariais, ou seja, em modelos matemáticos, mas os
resultados obtidos dependem muito dos pressupostos utilizados, que são
escolhidos. E os pressupostos mais importantes são a tábua de
mortalidade e a taxa de desconto. Basta pequenas alterações nestes
dois pressupostos para que os resultados obtidos sejam muito
diferentes. E vamos procurar tornar isto claro para o leitor mesmo que
não esteja familiarizado com estas matérias.
O QUE É A TÁBUA DE MORTALIDADE, E QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA MÁ
ESCOLHA PARA OS REFORMADOS DA BANCA?
Comecemos pela tábua de mortalidade . Ela serve para saber quantos
anos, em média, terá de ser paga a pensão após o trabalhador se
reformar. Admitindo que o trabalhador se reforme aos 65 anos, se a
esperança de vida aos 65 for de 10 anos tem de se ter valores
(activos) suficientes para se poder pagar a pensão ao trabalhador
durante 10 anos; mas se a esperança de vida aos 65 anos for de 15
anos, então o valor de activos terá de ser muito maior. É evidente que
se for o mesmo, ao fim de 10 anos já não existirá dinheiro para pagar
pensões. Por isso, a escolha de uma tábua de mortalidade adequada à
população abrangida pelo fundo é vital para que tal não aconteça. E
existem várias tábuas de mortalidade. O quadro seguinte mostra as
diferenças existentes entre elas.
Quadro 1 –Esperança de vida aos 65 anos segundo várias
tabelasTÁBUAEsperança média vida aos 65 anosTábua de mortalidade TV
73/7717,3 anosTábua de mortalidade TV 88/9019,8 anosTábua de
mortalidade TV 73/77(-1)18,2 anosEsperança de vida -2009/2011- INE18,6
anos
De acordo com a Tábua de mortalidade TV 73/77, que é a tábua mais
antiga, portanto com uma esperança de vida aos 65 anos inferior à
esperança actual, prevê-se que um trabalhador que se reformasse aos 65
anos viveria, em média, mais 17,3 anos; portanto, se isso continuasse
a ser verdade bastaria ter activos suficientes para pagar a pensão aos
trabalhadores reformados nessa data apenas durante 17,3 anos. Mas
segundo a Tábua de mortalidade TV 88/90, que é uma tábua mais actual,
os trabalhadores reformados aos 65 anos vivem, em média, não 17,3
anos, mas sim 19,8 anos, ou seja, mais 2,5 anos; portanto, se as
responsabilidades forem calculadas com base na Tábua de mortalidade TV
73/77,ao fim de 17,3 anos já não haverá fundos para pagar pensões
durante os 2,5 anos que faltam.
O correcto é que fosse elaborada uma tábua de mortalidade adaptada aos
30.000 bancários reformados. Uma forma de controlar a aderência
(adequação) da tábua utilizada é comparar, relativamente por exemplo
aos últimos 5 anos, o número de óbitos anuais que se obtém utilizando
a tábua de mortalidade e o numero de óbitos verificados. Foi isso que
fizemos enquanto participamos, em representação dos trabalhadores, no
Fundo de Pensões da PT enquanto ele não era transferido para a CGA. E
embora fossem utilizadas tábuas de mortalidade mais recentes –
AM92/AF92 e PA-(90)m-5/PA(90)f-5 – mesmo assim, segundo o relatório do
próprio actuário "a mortalidade real ocorrida era inferior à
mortalidade prevista de acordo com as tabelas utilizadas", portanto os
reformados viviam mais anos que os previstos pela tábua de
mortalidade. Portanto, a PT era obrigada a entrar com mais
contribuições para poderem ser pagas as pensões aos trabalhadores que,
de acordo com a tábua de mortalidade, deviam ter morrido mas que
continuavam a viver.
É evidente que esta questão poderá criar graves problemas no futuro se
não for devidamente acautelada. E a situação será ainda mais grave se
o governo aceitar que o cálculo das responsabilidades seja feita com
base na Tábua de mortalidade TV 73/77, que está totalmente
desactualizada. E corre no meio que o governo, cedendo à exigência dos
banqueiros, aceitou que os cálculos sejam feitos com base nessa tábua.
Se isso acontecer será grave, pois poderá suceder que os fundos
transferidos não permitam pagar um ou mais anos de pensões a muitos
trabalhadores reformados da banca. Uma forma de resolver esta questão
seria a banca ficar responsável pelo pagamento das pensões
correspondentes à diferença entre a mortalidade calculada com base na
tábua utilizada na negociação e a mortalidade real. De outra forma as
pensões dos bancários reformados não estão garantidas.
O QUE É A TAXA DE DESCONTO E QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA MÁ ESCOLHA
PARA OS REFORMADOS DA BANCA?
Uma outra questão também muito importante é a taxa de desconto
utilizada. Ela serve para actualizar para o momento actual (2011), o
valor das responsabilidades nas datas em que são pagas as pensões aos
reformados. Quanto mais elevada é a taxa, menor será o valor dos
fundos actuais que serão necessários para pagar as pensões futuras aos
bancários; e inversamente, quanto mais baixa for a taxa de desconto
mais activos serão necessários. É evidente que os banqueiros estão
interessados em elevar a taxa porque assim terão de entregar menos
activos. Quem defende os interesses dos trabalhadores está interessado
em baixar a taxa de desconto, para que o valor dos activos seja o mais
elevado possível a fim de que estejam garantidos o pagamento das
pensões aos trabalhadores.
Actualmente, os bancos utilizam taxas de desconto no cálculo das
responsabilidades dos fundos de pensões que variam entre 5,25% e 5,5%.
É evidente que estas taxas não são credíveis, visando apenas reduzir
significativamente as responsabilidades da banca (para esta não ser
obrigada a financiar muito mais os fundos de pensões). Na negociação
da transferência do fundo de pensões da PT para a CGA foi adoptada a
taxa de desconto de 4%. Mas mesmo esta não dá qualquer garantia de
aderência à realidade. Para concluir isso, basta ter presente que a
taxa adoptada normalmente na Alemanha, uma economia muito mais
desenvolvida, é de 2,5%. Para que o leitor possa ficar com uma ideia
das consequências, em termos de financiamento das pensões, da escolha
de uma ou outra taxa, vamos admitir que as responsabilidades totais
futuras resultantes do pagamento de pensões futuras num período de 15
anos é de 10.805 milhões €. Se se utilizar uma taxa de desconto de 4%
será necessário que o valor actual dos activos seja de 6.000 milhões
€, mas se utilizar a taxa de desconto de 2,5% o valor actual já teria
de ser 7.461 milhões €, o que obrigaria a banca a entregar um valor
muito superior àquele que os banqueiros pretendem fazer. E 2,5% é uma
taxa de desconto que estará muito mais próxima da rentabilidade futura
das aplicações desses activos. Para concluir isso, basta recordar que
o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social perdeu em
pouco mais de um ano mais de 1.000 milhões € em menos valias.
A questão que se coloca é esta: E se os valores dos activos
transferidos mais o rendimento obtido não for suficiente para pagar as
pensões aos bancários reformados, o que acontecerá? Enquanto o
financiamento do fundo for da responsabilidade dos bancos, se os
activos não forem suficientes a banca é obrigada a refinanciar? Depois
quem financiará? As pensões dos bancários reformados serão reduzidas
como tem sucedido com a dos outros trabalhadores portugueses? É um
risco que os trabalhadores bancários não podem ignorar, sob pena de
serem confrontados com uma situação grave, até porque as dificuldades
do Orçamento do Estado e da Segurança Social devido à recessão
prolongada (Cármen Reinhart e Keneth Rogoff, dois economistas da
Universidade de Havard e do FMI, num estudo que publicaram
recentemente – This is Different. Eight century the Financial Folly,
em que analisaram crises financeiras abrangendo oito séculos e 66
países concluem, tomando como base a Grande Recessão de 1929-32, que
uma crise global como actual, a que chamam 2ª Grande Recessão, em
média, cada país leva 10 anos a alcançar o mesmo nível de produção per
capita que tinha antes da crise; portanto as dificuldades financeiras
do Estado vão durar muito tempo).
A tentação para reduzir os direitos de reforma aos bancários será
certamente muito grande, até porque os 30.000 reformados bancários que
transitam para a Segurança Social têm direito à pensão completa aos 65
anos e com apenas 35 anos de serviço, o que não acontece com os
trabalhadores abrangidos pela Segurança Social, e o chamado rendimento
de substituição quando se reformam, em percentagem do valor de
remuneração do ACT é, para muitos deles, superior ao da Segurança
Social. Uma forma de evitar problemas graves futuros seria a banca
ficar responsável pelo financiamento da diferença entre a
rentabilidade esperada implícita na taxa de desconto utilizada na
negociação e a que vier a ser obtida, ficando com a responsabilidade
da gestão dos activos mas garantindo a taxa acordada
UM GOVERNO QUE DEFENDE AINDA MENOS OS INTERESSES DOS TRABALHADORES E
DOS REFORMADOS PORTUGUESES DO QUE A PRÓPRIA COMISSÃO EUROPEIA
Embora a transferência dos fundos de pensões dos bancários seja uma
matéria que interessa não só aos trabalhadores bancários mas também a
todos os trabalhadores abrangidos pela Segurança Social, devido às
consequências financeiras que pode ter para esta e para os
contribuintes, se não forem devidamente acautelados os interesses de
todos estes, mesmo assim o governo tem ocultado o conteúdo das
negociações com a banca mantendo um silêncio cúmplice com esta. Numa
reunião com o secretário de Estado da Administração Publica em que
acompanhamos dirigentes sindicais, perguntamos directamente ao SE qual
era a tábua de mortalidade e a taxa de desconto proposta pelo governo
e a acordada, e este membro do governo recusou-se a informar, o que
revela bem a falta de transparência existente em todas estas
negociações.
Um ponto também muito importante, que poderá por em causa o pagamento
futuro das pensões aos reformados da banca que passarão para a
Segurança Social é o preço utilizado para valorizar os activos
transferidos, com excepção do dinheiro. O governo parece que já tinha
aceite que a transferência desses activos fosse feita com base no
preço nominal de aquisição, e não com base no valor actual desses
activos, o que beneficiava a banca em muitos centenas de milhões €. No
entanto, de acordo com as regras do Eurostat a divida pública terá de
ser avaliada com base nos preços actuais de mercado. Será isto
suficiente para impedir que o governo aceite as exigências da banca e
se submeta também totalmente a ela, pondo também em risco o pagamento
futuro das pensões dos bancários?
UM GOVERNO INCOMPETENTE OU QUE MENTE, OU QUE CONSIDERA A REDUÇÃO DAS
PENSÕES DOS REFORMADOS DA BANCA
É evidente que os activos dos fundos de pensões da banca que vão ser
transferidos para a Segurança Social não poderão ser desviados pelo
governo para pagar despesas públicas, sob pena de depois não existir
dinheiro para pagar as pensões aos reformados da banca. Passos Coelho
falou de uma coisa importante em que revela uma grande ignorância e
uma grande irresponsabilidade. Será que o governo não sabe que a
totalidade desses fundos terão de ser colocados num "veículo" próprio
para poderem ser investidos, rentabilizados e utilizados para pagar as
pensões aos reformados da banca? Embora a nível contabilístico –
regras da União Europeia (Eurostat) – possam ser utilizados para
reduzir contabilisticamente o défice, a verdade é que o desvio da
despesa pública em cerca de 2.000 milhões € que o governo afirma que
se verificou em 2011 terá de ser paga, em última instancia, com o
recurso ao aumento da divida pública. Ou será que o governo, apesar de
tudo que tem dito, pretende reduzir as reformas aos trabalhadores
reformados da banca em 2.000 milhões €, para obter tal "poupança",
para depois a desviar para outros fins?
O risco que existe, como mostramos na análise que fizemos, é que a
totalidade dos activos dos fundos de pensões que a banca vai entregar
não sejam suficientes para pagar as pensões a todos os bancários
reformados enquanto viverem, como procuramos mostrar no nosso estudo.
Os reformados da banca devem, a nosso ver, pensar muito bem nisto
tudo. Enquanto o financiamento dos fundos é da responsabilidade da
banca, esta é obrigada a financiar no que for necessário para
assegurar o pagamento das pensões. Logo que elas sejam transferidas,
cessa tal obrigação. Seria bom que os sindicatos exigissem uma
auditoria feita a todo o"negócio" por técnicos independentes e da sua
confiança Como a experiência já mostrou, a palavra dos membros deste
governo pouco vale, porque muda frequentemente. Este governo pretende
alterar mesmo os ACT negociados livremente nas empresas públicas
contra a vontade dos trabalhadores e das associações sindicais. Com
este governo, ou com um governo semelhante, não há direitos dos
trabalhadores que estejam seguros. É preciso não esquecer.
05/Dezembro/2011[*] Economista, edr2@netcabo.pt