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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

AVISO

INFORMA-SE QUE ATÉ 5 DE DEZEMBRO ESTE BLOGUE IRÁ SUSPENDER A SUA PUBLICAÇÃO POR MOTIVO DE AUSÊNCIA DO SEU COORDENADOR.
MAS NO REFERIDO DIA 5 CÁ ESTAREMOS COM AS ÚLTIMAS...
OBRIGADINHO PELA ATENÇÃO....

VER...OUVIR..E RECORDAR

ESCRITO POR RUI BARBOSA- SÉCULO XIX

SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo, buscando a tal 'felicidade' em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos 'floreios' para justificar actos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre 'contestar', voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!
'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'.
Rui Barbosa




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----- Finalizar mensagem encaminhada -----

domingo, 29 de novembro de 2009

HÁ GENTE MAZINHA

Pode ser que nos faça a vontade!!!




QUERIDO PAI NATAL!

ESSE ANO VOCE LEVOU O MEU CANTOR E DANCARINO PREFERIDO, MICHAEL JACKSON, MEU ACTOR PREFERIDO PATRICK SWAYZE E A MINHA ACTRIZ PREFERIDA FARRAH FAWCETT...

QUERO LEMBRAR A VOCE QUE O MEU POLÍTICO FAVORITO É O SOCRATES !!!!

sábado, 28 de novembro de 2009

É EM PORTUGAL...NÃO NA REPÚBLICA DAS BANANAS..OU É ?

SUPER LUXO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL'

Divulguem para que o povo pagante abra os olhos e se decida a
refilar objectiva e eficazmente.

Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas
para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados
trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar.
Os Poderosos do Poder dispõem de toda a liberdade para obter os
maiores benefícios. Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos
nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor. Como pode progredir um
País assim saqueado permanentemente pela pessoas que deviam dar o
exemplo de seriedade?
Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes
exemplos de saque?
É indigno!!.
Aqui vai mais um bom exemplo
O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e , por
esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para
cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ) .
Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de 13 Juízes -
para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.
1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 EUR / 25.849 contos)

2- O Vice-Presidente: BMW 530 D ( 72.664 EUR /14.533 contos)

3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 EUR / 8.429 contos , cada )

Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR/ 133.101 contos
( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)
É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como
parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).
A que propósito? Pura ostentação! Ninguém se indigna?! É normal?
Quem é que autorizou este disparate?
É possível?
Isto só na República da Bananas?!!!!!!!!
Direito a viatura para uso pessoal, tudo bem! De acordo com as funções
e à dignidade inerente. Que a viatura não seja um 'chaço', TUDO BEM! É
lógico, compreensível.
Mas que ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses em
geral e continua a impor restrições aos seus servidores públicos (já se
esqueceram dos anos sem aumentos ou com aumentos sempre abaixo da taxa
real de inflação), compra justamente as viaturas mais caras, super luxo.
Não é aceitável, não se pode compreender,...

Repassem e chateiem, por favor. Por que eles merecem....

DESASTRES

É sempre de lasimar os feridos e mortos em desastres de viação.
Mas que dizer se houvesse um alto chefe da plícia( que devia respeitar e fazer respeitar as leis) que conduzisse um carro a mais de 120 quilómetros por hora numa avenida central duma grande cidade onde o limite de velocidade é inferior a 6o KM/h , com os riscos inerentes para ele próprio, mas sobretudo para os outros.?

NB- TODA A SEMELHANÇA COM FACTOS REAIS NÃO SERÁ COINCIDÊNCIA

EM QUE PAÍS VIVEMOS?

Que governo é este? Um funcionário do partido do ministério da educação (António Correia) fez uma gravação das conversas dos jornalistas que esperavam uma declaração do secretário de estado adjunto. Disse que ficavam com «as mesmas armas»!

Ministério da Educação grava conversas informais de jornalistas
por Kátia Catulo, Publicado em 27 de Novembro de 2009
Durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação.

O episódio aconteceu na noite de quarta-feira, na sala de imprensa, enquanto uma dezena e meia de profissionais de comunicação social aguardava as declarações do secretário de Estado--adjunto, Alexandre Ventura, sobre as conclusões da ronda negocial com os sindicatos dos professores.
Enquanto os jornalistas esperavam por uma declaração do secretário de Estado-adjunto da Educação - que nunca chegou a acontecer -, o funcionário, que se identificou mais tarde como António Correia, do gabinete da ministra Isabel Alçada, entrou na sala de imprensa e pôs um gravador junto dos microfones e dos tripés que estavam em cima da mesa.
Ninguém deu conta de que o aparelho estava a gravar. Durante vários minutos, as conversas dos jornalistas giraram à volta das notícias do dia, nomeadamente sobre o caso Face Oculta. Comentários informais foram trocados entre colegas que não se aperceberam de que estariam a ser escutados.
O gravador, que esteve sempre ligado, só foi descoberto após um jornalista da TVI se dirigir à mesa para reposicionar o microfone, momento em que encontrou o aparelho ligado e a gravar. E foi nessa altura que todos os jornalistas presentes se aperceberam da gravidade do caso. Apagar os nove minutos de conversas gravadas foi a primeira decisão que tomaram em conjunto. Restava esperar por um responsável do Ministério para pedir justificações.
Mas, foi nesse momento, que o mesmo funcionário entrou outra vez na sala de imprensa e voltou a ligar o gravador, saindo sem se identificar. Alguns dos jornalistas foram atrás dele para perguntar quem era e porque estava a gravar as conversas informais dos jornalistas. O funcionário voltou as costas e seguiu caminho sem dar resposta. Foi preciso alguma insistência para finalmente se identificar como António Correia, membro do gabinete da ministra da Educação. À pergunta sobre qual era a intenção de gravar conversas de jornalistas, o funcionário respondeu desta forma: "Temos as mesmas armas."
Os jornalistas regressaram então à sala de conferências com o funcionário, advertiram que não estava autorizado a gravar nem a reproduzir o conteúdo das conversas e os restantes três minutos de gravação foram apagados pelos próprios repórteres e redactores.
Pouco tempo depois, entrou uma responsável do gabinete de comunicação do Ministério para informar que, afinal, o secretário de Estado-adjunto, Alexandre Ventura, só iria fazer uma declaração por escrito, que acabou por ser enviada às redacções por email.
Contactado pelo i, fonte do Ministério da Educação, confirmou através uma resposta enviada por email que um membro do gabinete da ministra pôs um gravador na sala de imprensa, mas com o único objectivo de registar a declaração que estava prevista do secretário de Estado-adjunto: "Um gravador foi, de facto, colocado por um elemento do gabinete, minutos antes de uma aguardada declaração à imprensa do secretário de Estado-adjunto e da Educação."
O procedimento, explica a mesma fonte, é habitual e serve para facilitar o trabalho dos jornalistas: "A gravação das declarações à imprensa por parte dos gabinetes não é uma prática nova [...] tendo sido, ao longo dos tempos, disponibilizadas aos jornalistas que as solicitaram, para o cumprimento do seu trabalho", justificou o mesmo responsável sem esclarecer se o funcionário teve indicação superior para deixar o gravador ligado na ausência do secretário de Estado-adjunto.


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PROMESSAS E AMEAÇAS

´Há poucos dias o primeiro ministro anunciou solenemente que não haveria aumento de impostos nesta legislatura.
Mas ontem o Governo preparava-se para criar um aumento de impostos encapotado disfarçado no novo Código Contributivo e uma série de outros diplomas que iriam agravar ainda mais a situação das pequienas empresas e duma boa parte dos trabnalhadores.
A opopsioção unida reprovou tais medidas e aprovou outras que de algum modo são benéficas para as firmas e pessoas com dificuldades.
Como este "chumbo" ainda não é definitivom pois os diplomas têm de sert analisados na especialiodade o Governo já entrou no campo das ameaças tentando frisar que a ser aprtovado o que a oposição pretende haverá aumento do défice.
Mas se o Governo não sabe onde ir buscar dinheiro sem ser aos mais desfavorecidos, nós ensinamos.
Só nos primeirtos 9 meses deste ano os banco lucraram uma média de CINCO MILHÕES DE EUROS POR DIA.
E..só pagam 13 porcento de IRC ...E quanto pagam as pequienas empresas?
Para conhecimentyo dá-se nota do lucro de alguns bancos e de grandes empresas nos já referidos 9 meses:
BES---- 36o Milhões de Euros
BPI---- 130 Milhões
Totta-Santander-- 399 Milhões
CGD----- 36o Milhões
EDP e REN---- 864 Milhões
Galp----- 179 Milhões
Brisa---- 119 Milhões

Quem é que acha que deve contribuir para minorar as dificuldades?
Você, eu ou eles?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

STRAUSS E OS CHINESES... VEJA ESTE VÍDEO

PROFESSOR TRABALHA POUCO ?

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.


4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.
Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!
Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.
Para que seja clarificada a situação, para que todos estejamos correctamente informados , por favor, reencaminhem para todos os amigos, conhecidos e anónimos!!!

MAIS UMA

A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.

A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio
de Sousa.
Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa) Fátima
Felgueiras – condenada a 3 anos e três meses de prisão (pena
suspensa)
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no
Centro de Exames de Condução de Tábua (Blog Sonhos perdidos 11.02.05)

Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da
Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de
Estudos e Planeamento de Instalações do MAI) e a engenheiros que dele
dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o-Novo.
Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI
adjudicava muitos dos seus concursos públicos.

Com 3500 contos (17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral de
Depósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em
1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros
de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da
ampliação e alteração da velha casa ali existente.

Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu
a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais.
O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de
Constrope. A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José
Morais, o então director do GEPI, que fora assessor de Armando Vara entre
Novembro de 1995 e Março de 1996. Nessa altura, recorde-se, foi nomeado
director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de
2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José
Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.

A Constrope era uma firma de construção civil sediada em Belmonte, que
também trabalhava para o GEPI e tinha entre os seus responsáveis um
empresário da Covilhã, Carlos Manuel Santos Silva, então administrador da
Conegil - uma empresa do grupo HLC que veio a falir e à qual o GEPI
adjudicou dezenas de obras no tempo de Morais.
(Publico 20.04.07)

LENDO MÁRIO CRESPO

00h30m
"Ilibação progressiva" devia ser um termo da ciência jurídica em Portugal. Descreve uma tradição das procuradorias-gerais da República. Verifica-se quando o poder cai sob a suspeita pública. Pode definir-se como a reabilitação gradual das reputações escaldadas por fogos que ardem sem se ver porque a justiça é cega. Surge, sempre, a meio de processos, lançando uma atmosfera de dúvida sobre tudo. As "Ilibações" mais famosas são as declarações de Souto Moura sobre alegadas inocências de alegados arguidos em casos de alegada pedofilia. As mais infames, por serem de uma insuportável monotonia, são os avales de bom comportamento cívico do primeiro-ministro que a Procuradoria-Geral da República faz regularmente. Dos protestos verbais de inocência dos arguidos que Souto Moura deu à nossa memória colectiva, Pinto Monteiro evoluiu para certidões lavradas em papel timbrado com selo da República onde exalta a extraordinária circunstância de não haver "elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o senhor primeiro-ministro". Portanto, pode parecer que sim. Só que não se prova. Ou não se pode provar. Embora possa, de facto e de direito, parecer que sim. Este género de aval oficial de "parem-lá-com-isso-porque-não-conseguimos-provar" já tinha sido feito no "Freeport". Surge agora no princípio do "Face Oculta" com uma variante assinalável. A "Ilibação progressiva" deixou de ser ad hominem para ser abrangente. Desta vez, o procurador-geral da República não só dá a sua caução de abono ao chefe do Governo como a estende a "qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões", que ficam assim abrangidos por estes cartões de livre-trânsito oficiais que lhes vão permitir dar voltas sucessivas ao jogo do Poder sem nunca ir para a prisão. Portanto, acautelem-se os investigadores e instrutores de província porque os "indivíduos mencionados em certidões" já têm a sua inocência certificada na capital e nada pode continuar como dantes.
Desta vez, nem foi preciso vir um procurador do Eurojust esclarecer a magistratura indígena sobre limites e alcances processuais. Bastou a prata da casa para, num comunicado, de uma vez só, ilibar os visados e condicionar a investigação daqui para a frente. Só fica a questão: que Estado é este em que o chefe do Executivo tem de, com soturna regularidade, ir à Procuradoria pedir uma espécie de registo criminal que descrimine vários episódios de crime público e privado e que acaba sempre com um duvidoso equivalente a "nada consta - até aqui".
Ângelo Correia, nos idos de 80, quando teve a tutela da Administração Interna acabou com a necessidade dos cidadãos terem de apresentar certidões de bom comportamento cívico nos actos públicos. A Procuradoria-Geral da República reabilitou agora estes atestados de boa conduta para certos crimes. São declarações passadas à medida que os crimes vão sendo descobertos, porque é difícil fazer valer um atestado de ilibação progressiva que cubra a "Independente", o "Freeport" e a "Face Oculta". Quando se soube do Inglês Técnico não se sabia o que os ingleses tinham pago pelos flamingos de Alcochete e as faces ainda estavam ocultas. Portanto, o atestado de inocência passado pelo detentor da acção penal, para ser abrangente, teria de conter qualquer coisa do género… "fulano não tem nada a ver com a 'Face Oculta' nem tem nada a ver com o que eventualmente se vier a provar no futuro que careça de qualquer espécie de máscara", o que seria absurdo. Por outro lado, a lei das prerrogativas processuais para titulares de órgãos de soberania do pós-"Casa Pia", devidamente manipulada, tem quase o mesmo efeito silenciador da Justiça.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ESCRITO HÁ MAIS DE DOIS MIL ANOS

HÁ DÚVIDAS'

AINDA HÁ DÚVIDAS?
PS e PSD intervieram, nesta Quarta feira na AR, contra a proposta de direito à reforma completa, para quem tenha trabalhado e descontado durante 40 anos.
A Assembleia da República debateu, nesta Quarta feira, um projecto de lei do Bloco de Esquerda e outro do PCP para que os trabalhadores tenham direito à reforma completa aos 40 anos de trabalho e de descontos, independentemente da idade com que se reformam.

"É preciso pedir desculpa a uma geração que foi prejudicada pelo trabalho infantil e que deve ter direito a viver com dignidade", salientou a deputada Mariana Aiveca do Bloco de Esquerda.

O PS, que já na anterior legislatura se tinha oposto a idêntica proposta do Bloco de Esquerda, voltou a manifestar-se contra. Sónia Fertuzinhos, deputada do PS, disse que "com estas propostas, a ruptura da Segurança Social não era daqui a uns anos, era no próximo Orçamento de Estado". É um argumento estranho para um partido que se vangloria de ter impedido a ruptura da Segurança Social. Sónia Fertuzinhos considera que a Lei de Bases da Segurança Social já bonifica as longas carreiras contributivas.

Quanto ao PSD, o deputado Adão Silva disse que as propostas seriam aceitáveis "em tempos normais", mas que com a crise poderiam pôr em causa a sustentabilidade da segurança social. Em Janeiro passado, o PSD tinha-se abstido numa proposta semelhante apresentada pelo Bloco de Esquerda.

PS e PSD unem-se contra a reforma para quem trabalhou e descontou durante 40 anos e argumentam com a crise, o mesmo argumento que tem justificado o socorro do Estado aos bancos, como o BPN.

As propostas do Bloco e do PCP serão votadas pela Assembleia da República na próxima Sexta feira
DUVIDA QUE O QUE SEPARA P S e P S D É APENAS O NOME DOS BOYS?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEDINA CARREIRA-para quem não viu na TV

Reflexões
Professor Medina Carreira

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu. A não perder.





"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»...Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açucar"

"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"

"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu."

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."

"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?

P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?

Quer dizer, isto está tudo louco?"

"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..."

"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."

"Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"

"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."

"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleiçoes, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."

"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:
Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva....
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores ! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

"A minha opinião desde hà muito tempo é TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"

"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:
A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"

"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"

"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"

"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a f alar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira»."

"Há dias circulava na Internet uma noticía sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacifícos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..."

"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sitío. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade."

"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas ! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!"

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"









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SABIAM?

PERESTRELLO, SALAZAR E O PADRE



Vejam lá se gostam desta lição de história que nos foi contada por um
ilustre historiador da Marinha.



Nos tempos idos do fascismo, o pai de António Oliveira Salazar era
feitor numa grande propriedade do velhote Perestrello situada lá para
os lados de Santa Comba Dão. Perestrello teve dois filhos, um rapaz e
uma rapariga. A menina ainda foi namorada de Salazar e o rapaz, mais
conhecido pelo Perestrello Vasconcellos, que cursou engenharia, quando
Salazar chegou ao poder colocou-o como administrador da Casa da Moeda
e posteriormente, em 1939, assumiu a gestão do Arsenal do Alfeite.

Perestrello Vasconcellos morreu em 1962 e deixou seis ou sete filhos,
dos quais um deles foi engenheiro naval, na Lisnave, e outro, sentiu
vocação para sacerdote e veio a ser capelão da Marinha. Em 1959, o
capelão Perestrello Vasconcellos fez parte da célebre conspiração
"Caso da Sé", na qual participaram vários opositores ao regime como
Manuel Serra. Na eminência do capelão também ser preso, o presidente
do governo Oliveira Salazar chamou a S. Bento o pai do capelão
Perestrello Vasconcellos e aconselhou-o a mandar o filho para o Brasil
para que não tivesse o desgosto de ver um filho na prisão. Tudo em
consideração ao velhote Perestrello de quem o pai de Salazar tinha
sido feitor.

E foi assim, que o padre Perestrello Vasconcellos debandou para o
Brasil. Nos anos 70 com a primavera marcelista do primeiro-ministro
Marcelo Caetano, o padre Perestrello Vasconcellos regressou a Portugal
e foi exercer o sacerdócio na paróquia de Loures.

Num belo dia, o admirado e venerado padre Perestrello Vasconcellos, em
plena missa dominical, deixou os paroquianos atónitos e lavados em
lágrimas. Anunciou que iria deixar o sacerdócio porque se apaixonara
por uma senhora da família Lorena. O padre passou à sua condição de
cidadão com matrimónio e dessa união nasceu Marcos Perestrello
Vasconcellos, o ex-vereador socialista da Câmara de Oeiras e actual
secretário de Estado do governo do Partido Socialista.



Conclusão da história: o fascismo e a Igreja Católica deram à luz
ilustres socialistas...





@ http://pauparatodaaobra.blogspot.com/2009/11/perestrello-salazar-e-o-padre.html

E ESTA..HEI

APENAS UMA CARTA

aberta ao primeiro-ministro José Sócrates
por João Miguel TavaresHoje


Excelentíssimo senhor primeiro-ministro:
Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça.
Quererem agora pô-lo numa telemovela - perdoe-me o neologismo - digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS: "Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão."

O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.
Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica.
Os meses passam, as legislaturas sucedem-se, os primos revezam-se e o senhor engenheiro continua a ser alvo de campanhas negras, cabalas, urdiduras e toda a espécie de maldades que podem ser orquestradas contra um primeiro-ministro. Nem um mineiro de carvão tem tanto negrume à sua volta.
Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a "Face Oculta", essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.
Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão.
E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do País. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada.
Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado?
Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também.
Atentamente, JMT.















Chegou o Windows 7

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Na ASSEMBLÉIA DA REPÚBLICA

O homem sabe de contas..para quê..saber português?

ASSIM SE ESCREVE EM BOM VARÊS



Muito já se escreveu sobre as qualificações de Armando Vara, o self made socialista que conseguiu chegar à honrosa posição de arguido no processo Face Oculta.
Mas o que se desconhecia era o enorme talento de Vara para as letras.
Mostrando dominar o idioma de Camões como poucos, Vara cala definitivamente os seus críticos.
Afinal, valeu mesmo a pena o ISCTE dar-lhe uma pós-graduação antes da licenciatura. Vara merece.
Transcrevo o último parágrafo da carta de "suspenção" e "renuncia" do novo Imperador da Língua Portuguesa:

"Por isso, decidi solicitar ao Conselho a que V. Exª preside a suspensão do meu mandato como membro do Conselho de Administração Executivo, com efeitos a partir desta data. Suspenção e não renuncia porque tal poderia ser entendida com assumpção de culpa"
- http://downloadsexpresso.aeiou.pt/expressoonline/PDF/EXP_ArmandoVara051109.pdf.

"Suspenção" e não suspensão (embora antes, à cautela, esteja escrito correctamente: assim sempre cria a dúvida)!
"Renuncia" e não renúncia!
"Assumpção" e não assunção!

Que luxo, tanta categoria numa só frase! Quilates de sapiência numa mera carta de "renuncia" que nos ensina a escrever em varês.
Vara não perde uma ocasião de nos mostrar quem é - e, já agora, quem somos nós . Erros ortográficos, palavras desconhecidas dos Dicionários
Lello e Morais. Um verdadeiro discípulo da Universidade Independente e do ISCTE.

O governante socratino no seu esplendor.

HOMENAGEM

Essa é uma homenagem à turma de cabelos brancos.

Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.

"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet , celular , televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, homens caminhando na Lua. Nós temos energia nuclear, carros eléctricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e ...," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:

- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens por que estávamos ocupados em inventa-las. E você, um arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?

Foi aplaudido ruidosamente, de pé !

ESTA MENSAGEM É PRA REENVIAR MESMO!!!





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ESPANHA E PORTUGAL

Madrid dará al maestro rango de autoridad pública

"Los docentes serán autoridad pública en la Comunidad de Madrid. Es una de las medidas que introducirá la futura Ley de Autoridad del Profesor que la presidenta madrileña, Esperanza Aguirre, va a anunciar mañana en la cámara regional, según fuentes de su Ejecutivo, y cuyo texto llevará al hemiciclo en las próximas semanas. La iniciativa de elevar el rango de los maestros ya la asumió el año pasado la Comunidad Valenciana y existe también, aunque sólo para los directores de los centros escolares, en Cataluña, desde hace unos meses. En el caso de Madrid persigue el objetivo de reforzar la figura del maestro. Al ser reconocidos como autoridad pública, los profesores -al igual que jueces, policías, médicos o los pilotos y marinos al mando de una nave- cuentan con una protección especial. La agresión a uno de ellos está tipificada por el Código Penal como atentado contra la autoridad en los artículos 550 a 553, que recogen penas de prisión de dos a cuatro años.(...)"


Para quem tem alguma rejeição à língua de Cervantes, eis a tradução de dois parágrafos:

"Ao serem reconhecidos como autoridade pública, os professores - tal como os juízes, polícias, médicos e pilotos e comandantes de navios - contam com uma protecção especial. A agressão a um professor está tipificada pelo Código Penal como atentado contra a autoridade"

"Além de serem autoridade pública, têm presunção da verdade, o que significa que a sua palavra tem mais valor do que a de outro cidadão"

Em Portugal nestes quatro anos foi o que sabemos. Quão diferente é o "socialista" Sócrates do seu homólogo Zapatero..."





























Novo Windows 7 Nova

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA

SUGESTÃO:
hOJE SUGIRO A LEITURA DO BLOGUE "Movimento Escola Pública" cujos grandes temas deixo em resumo:




o psd cedeu aos encantos de sereia do PS porque o seu campeonato nunca foi a luta dos professores. Limitou-se ao zigue-zague posicional caindo em cada momento para onde vão algumas modas. Porque a luta das ruas nunca comoveu quem pior nos faria se pudesse.

Os dias tão desejados
As dezenas de milhares que resistiram até ao fim não entregando uma folha de papel pomposamente chamada "Objectivos Individuais" fizeram valer a sua desobediência civil.

Aventuras do Pai Albino
Razão para perguntar: se o Pai Albino tivesse tido orientação vocacional precoce estaria hoje entre os sucateiros da educação, recusando a igualdade de oportunidades?

O que eu quero mesmo
Mas o que eu quero mesmo é continuar a acreditar que, se as turmas tivesses metade dos alunos, até ao que tem a vida mais difícil eu conseguia dar um pouco de esperança; não quero ficar aliviada quando os da vida mais difícil abandonam a escola e deixam de causar problemas.

domingo, 22 de novembro de 2009

SERÁ VERDADE? NÃO ACREDITO...

TUDO ISTO PORQUE HÁ CRISE



O SUPER LUXO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar. Os Poderosos do Poder dispõem de toda a liberdade para obter os maiores benefícios. Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.

Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente pela pessoas que deviam dar o exemplo de seriedade? Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes exemplos de saque?

Divulguem para que o povo pagante abra os olhos e se decida a refilar de forma objectiva e eficaz.

Que tenham direito a viatura para uso pessoal, tudo bem, atendendo às funções e à dignidade inerente! Que a viatura não seja um 'chaço', é compreensível. Mas que seja do mais caro e de super luxo, não se entende, quando o Governo apregoa tantas restrições para os servidores públicos e os manteve anos sem aumentos de monta. Acho que já chega... de tanta afronta...

Note Bem:

O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e, por esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para cada um dos Juízes (de nomeação política ) .
Estes carros são utilizados pelos Juízes – num total de 13 Juízes - para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.



1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 € / 25.849 contos) (o Belmiro de Azevedo tinha um automóvel da classe/série 7 da BMW, mas comprou-o com o seu próprio dinheiro)

2- O Vice-Presidente : BMW 530 D ( 72.664 € /14.533 contos)

3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 € / 8.429 contos , cada )

Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 €/ 133.101 contos

( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)
É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como parte da sua remuneração

(automóvel para uso pessoal).
A que propósito ? Pura ostentação ?
Ninguém se indigna ? É normal?
Quem é que autorizou este disparate ?
É possível?















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sábado, 21 de novembro de 2009

CITANDO MIA COUTO

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

MIA COUTO

A VIDA TAMBÉM SE FAZ DE MÚSICA E AMOR

EDUARDO PRADO COELHO

ESCPrecisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão
que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude
mais apreciada do que formar uma família
baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais

poderão ser vendidos como em outros países, isto é,
pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal
E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares
dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil
para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,
onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,
reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que
é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis
que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média
e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,
ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro
e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,
mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem
corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,
apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,
o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,
mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,
essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui
até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,
mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,
é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,
o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a
erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei
com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece
a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,
ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,
igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos,
a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses
nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,
não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,
de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE ! RITO POUCO ANTES DE MORRER

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ANEDOTA?

O Zézito Sócrates foi a uma festa de um empresário importante mas, ao chegar à enorme mansão, foi barrado pelo segurança.


- Desculpe, senhor, mas sem convite não posso deixá-lo entrar.


- Mas, eu sou o Sócrates, o Primeiro Ministro!

- Então, mostre-me os seus documentos.

- É que também não tenho os documentos, esqueci-me da carteira.


- Desculpe-me, mas não vou poder deixá-lo entrar!

- O quê? O senhor nunca me viu na TV? Olhe bem para a minha cara!

- De facto, o senhor é muito parecido com o Primeiro Ministro, mas sabe como é... existem muitos sósias do Sócrates por aí... O senhor vai ter de provar que é realmente o José Sócrates.

- Mas o que quer que eu faça?

- O Senhor é que sabe! O Cristiano Ronaldo também se esqueceu dos documentos, eu dei-lhe uma bola de futebol e ele fez uma demonstração que logo me convenceu.
A Mariza também se esqueceu dos documentos e fez uma demonstração a cantar fado que provou ser quem dizia ser.

-Porra, mas eu não sei fazer nada!


- Desculpe-me pelo inconveniente causado, Sr. Primeiro Ministro. Faça o favor de entrar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DRUMOND DE ANDRADE

Para variar... Poema erótico de Drummond de Andrade


'Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo
de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste no meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar.
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do teu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, mosquito Filho da Puta! '

TEM MEDO DA GRIPE DITA SUÍNA? VEJA ISTO.



ISTO FOI DITO POR UMA EX MINISTRA DA FINLÂNDIA

TAPA-ME OS OLHOS

Tapa-me os olhos que eu não quero ver
O caso "Face Oculta" esbarra de frente com o primeiro-ministro. O País inteiro pára para ver. Vem o presidente do Supremo Tribunal e diz: "É tempo de repensar toda a estrutura de investigação criminal." Vem o procurador--geral da República e diz: "Os políticos devem acabar com o segredo de justiça ou então mudar a lei." Sobre o primeiro-ministro, durante uma semana, nenhum deles disse coisa alguma. Meus caros amigos: isto é o mesmo que ter um homem encarcerado num acidente e os dois médicos do INEM chamados ao local optarem por ficar na berma da estrada a discutir questões de anatomia. Isto é o mesmo que ter um avançado caído dentro da área e o árbitro e o fiscal de linha decidirem que naquele momento o que se impõe é uma reflexão sobre as regras do penálti. Isto é o mesmo que ter uma casa a arder e dois bombeiros sentarem-se a debater a qualidade do seu equipamento em vez de irem buscar a mangueira da água.
Está tudo doido? Não. Está tudo cheio de medo. Porque nunca ninguém viu nada assim desde que existe democracia e Noronha do Nascimento e Pinto Monteiro preferiam manifestamente não ter sido eles a ver. Estas são circunstâncias absolutamente excepcionais e eu não sei se temos homens à altura destas circunstâncias. Parece-me muito sintomático que os dois mais altos magistrados do País se tenham refugiado em questões políticas (o segredo de justiça e a estrutura da investigação) no preciso momento em que aquilo que se lhes exige é clareza absoluta nas decisões judiciais. Pinto Monteiro, aliás, só emitiu um comunicado com alguns esclarecimentos depois de José Sócrates ter exigido publicamente que queria ser esclarecido.
Sejamos cristalinos: acreditar que Jesus Cristo andou sobre as águas exige menos fé do que acreditar que as conversas entre Sócrates e Vara têm a inocência de um episódio da Abelha Maia. Supondo que o juiz de instrução criminal de Aveiro não enlouqueceu, o simples facto de enviar certidões para o Supremo envolvendo Sócrates tem só por si um efeito devastador e que exige uma dupla resposta: jurídica (saber se as escutas são legais) mas também política. E, para a resposta política, a legalidade das escutas interessa pouco. Sócrates disse: "A questão mais importante para mim é saber se, durante meses a fio, fui escutado e se isso é legal num Estado de direito." Mas a questão mais importante para mim, e suponho que para a maioria dos portugueses, não é saber se as escutas são legais, mas se o primeiro-ministro teve conversas inaceitáveis com Armando Vara à luz de um Estado de direito. Isso até devia sossegar Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Só que eles conhecem demasiado bem a política para ainda serem capazes de confiar no poder solitário da justiça."


Cpts.,

COPIANDO MEDINA CARREIRA

Carreira
EntradaX

Responder |Alexandre Reis
mostrar detalhes 11:58 (21 minutos atrás)














Subject: Medina Carreira







Reflexões
Professor Medina Carreira

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu. A não perder.





"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»...Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açucar"

"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"

"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu."

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."

"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?

P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?

Quer dizer, isto está tudo louco?"

"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..."

"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."

"Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"

"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."

"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleiçoes, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."

"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:
Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva....
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores ! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

"A minha opinião desde hà muito tempo é TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"

"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:
A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"

"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"

"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"

"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a f alar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira»."

"Há dias circulava na Internet uma noticía sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacifícos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..."

"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sitío. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade."

"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas ! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!"

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz apenas mentiras isto muda.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

OUTRAS LEITURAS

o homem das Habituais Oportunidades não vai perder 34 mil euros por mês. Com o aumento de impostos, já sabíamos qual era a visão do PS quanto a proteger as famílias e agora vamos percebendo o que significa proteger o emprego (do Vara) e proteger as empresas:


Apesar de as decisões serem colegiais, Vara, como qualquer gestor executivo tem um enorme poder no banco. Depois, embora lhe reconheçam capacidade de trabalho, é visto como um corpo estranho ao sector, alguém que fez carreira na política e subiu até à gestão. No BCP, tal como na CGD, Vara assume uma relevância particular: surge como uma escolha pessoal do CEO, também ele do universo socialista, com uma linha directa aberta para José Sócrates (de quem é amigo) e com pelouros de grande conteúdo. Vara ficou responsável pelas áreas (corporate) onde se incluem as instituições do universo público e os clientes privados mais importantes, como a PT, a EDP, a Teixeira Duarte, Joe Berardo, Joaquim Oliveira ou Manuel Fino. Em causa estão activos de cerca de 20 mil milhões de euros. in Público

Recorde-se o slogam do PS para as legislativas 2009: proteger a família, proteger o emprego, proteger as empresas.

A OUTRA FACE DO PROBLEMA

Face Oculta.




Quando, nos tribunais americanos, um juiz manda os membros do júri "desconsiderar a última observação" do advogado, podem eles riscá-la da memória? Não. Por isso é que o advogado a fez: mesmo sendo "ilegal" e retirada do processo, a observação já foi ouvida por quem decide o julgamento. As escutas a Sócrates são a mesma coisa: ilegais, destruídas mas conhecidas. O mal está feito?

Muito mal está feito, por exclusiva responsabilidade do que se decidiu denominar de "sistema de Justiça". Se fosse "sistema", funcionava como um corpo só, não como uma hidra em que cada cabeça tenta morder as outras até à decapitação final. A única coisa sistémica é o problema de um conjunto de poderes, contrapoderes e poderes do contra que estraga mesmo o que está bem feito.

Bem feito está o caso "Face Oculta", de que sintomaticamente deixou de se falar. O "sistema" entrou num jogo de "o dobro ou nada" e arrisca-se a acabar com "nada".

No início, era o processo "Carril Dourado", em que estava envolvido Manuel Godinho e a Refer, por suspeitas de roubo de material que dificilmente o pode ter sido sem pessoas "de dentro". A investigação da Judiciária foi lenta mas foi bem feita, apanhando afinal uma teia de corrupção em várias empresas, quase todas do Estado: nasceu o caso "Face Oculta", maior e mais tentacular que o primeiro. O processo sublima-se com as escutas entre Armando Vara e Sócrates, surge o caso "Escutas", suspeitas de tráfico de influências e de intervencionismo no controlo da Comunicação Social.

O problema escalou até se tornar auto-destrutivo. É incrível como uma investigação aparentemente tão bem feita como a da "Face Oculta", com milhares de escutas, indícios, pormenores, dezenas de arguidos, entregue à Procuradoria como "basta levar ao forno", cometeu erros crassos no final com o primeiro-ministro, o que ameaça descredibilizar, em ricochete, todo o processo.

Aquilo que aconteceu na semana passada foi patético para a imagem da Procuradoria e do Supremo, e mortal para a presunção de inocência dos suspeitos. No fim, as escutas a José Sócrates são declaradas ilegais e nulas. Nunca deviam ter sido feitas e, tendo-o sido, não há nelas confirmação dos indícios de "Atentado contra Estado de Direito" por parte de José Sócrates. Di-lo o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Mas o País inteiro já leu nos jornais os assuntos de que Vara e Sócrates falaram. A Comunicação Social, confirmando que para o Governo há "o nós e os outros". O negócio da TVI, de que afinal o primeiro-ministro sabia. A Controlinveste, a Ongoing. E, mais grave, a utilização de um banco privado, cotado, para fins políticos. O que se faz agora com esta informação?

Faz-se política. A nossa memória não é como as dos computadores, não dá para apagar bocados. O caso escutou como não devia ter escutado e extravasou com violação interessada do segredo de justiça para os jornais, incinerando a opinião pública. Fica a suspeita que o "sistema" quis fazer justiça por mãos alheias, de que as escutas foram não só mal feitas como podem ter sido feitas por mal. A Justiça tem de ser independente mas, para sê-lo, tem de o merecer. Se se comporta como garotada, perderá essa independência, precisamente para os políticos que cismam que a Justiça não sabe tratar de si própria. Mas mesmo com o ónus sobre a Justiça, sobra o rasto sobre os suspeitos, os prejudicados e os vitimizados. José Sócrates pode processar quem o prejudicou. Mas não pode mandar o País "desconsiderar" o que leu.



Responder EncaminharAlexandre não está disponível para bater papo

terça-feira, 17 de novembro de 2009

QUEM NÃO LEU O "PÚBLICO" ?

Público, 12-11-2009:

Cronologia de um golpe
Por Pedro Lomba (*)
Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o "novo" conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.
Avancemos no tempo. Grande plano. No primeiro semestre de 2007, a Caixa financia accionistas hostis ao conselho de administração em funções no BCP. Cresce o peso do banco do Estado no maior banco privado português. Vara e Santos Ferreira são incluídos em lista concorrente nas eleições para o conselho executivo. O jornais falam no financiamento da Caixa ao empresário Manuel Fino que apoia Santos Ferreira.
A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP. Segundo documento divulgado pelo próprio banco, ficam a seu cargo as competências executivas mais relevantes. Armando Vara coloca-se precisamente no coração dos movimentos de créditos, dívidas, compras e vendas de acções e activos. No centro do fluxo de todos os interesses e influências.
Chegados aqui, com os actores certos nos papéis certos nas duas maiores instituições de crédito nacionais (CGD e BCP), tudo se torna possível. O primeiro golpe foi concluído. Começou então o segundo.
Acto 2. Com as possibilidades que o controlo do BCP oferece, o recém-chegado grupo Ongoing, que entretanto adquirira o Diário Económico e já tinha uma posição no grupo Impresa (SIC, Expresso, etc.), é financiado para novas acções. Com o grupo Ongoing: José Eduardo Moniz sai da TVI e controla-se a Media Capital, depois de uma tentativa de aquisição pela PT abortada pelo Presidente e pela oposição. Em Fevereiro de 2009 torna-se possível ajudar o empresário Manuel Fino a aliviar os problemas financeiros (em parte criados pelo reforço da posição no BCP) junto da CGD prestando uma dação em pagamento com acções suas valorizadas cerca de 25 por cento acima do preço de cotação e com opção de recompra a seu favor. Torna-se também possível ajudar o "amigo Oliveira" a resolver os problemas financeiros do seu grupo de media (Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias).
Tudo factos do domínio público que muitos a seu tempo denunciaram. Sócrates respondia com a cassete familiar: "quem tem procurado debilitar os órgãos de supervisão, lançando críticas à sua actuação no BCP, está a fazer "política baixa"".
Política baixa, diz ele. Estamos perto do fim desta operação bem montada. Sócrates ganhou de novo as eleições. Mas este encadeamento todo precisava de confirmação. Incrivelmente, nas escutas a Armando Vara no caso Face Oculta, eis que surge a arma do "crime" libertando fumo: "O primeiro-ministro e o "vice" do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o "amigo Joaquim". Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências". (Correio da Manhã, 7 de Novembro).
Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são.
(*) Jurista
(A partir de hoje, Pedro Lomba passa a assinar esta crónica no PÚBLICO, neste espaço, duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ANEDOTA VELHA..MAS SEMPRE ACTUAL

Abençoado alentejano

No Alentejo, um autocarro que transportava o governo chocou com uma árvore.

Pouco depois, chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:

- O Senhor viu o que se passou?
- Vi, si senhóri. O autocarro co´governo espetou-se no chaparro.
- E onde estão os políticos?
- Enterrê-os todos!
- Mas... não estava nenhum vivo?

- O 1º Ministro dizia que sim, mas vossemecê sabe como ele é mentiroso

NÃO É PARA RIR

QUE LINDO!!!!
CORRER AO BANCO BCP E RETIRAR OS DINHEIROS!!!
P









Subject: O comendador varado

http://portadaloja.blogspot.com

O comendador varado
Os três arguidos que são quadros da REFER, apanhados no caso das sucatas, foram suspensos por ordem judicial e a empresa pública, suspendeu-lhes os rendimentos do trabalho.
Armando Vara foi suspenso das funções pelo BCP, mas este conservou-lhe os rendimentos substanciais.

Justificação apresentada agora pelo incrível comendador Berardo: o homem precisa de viver...
Sério. Foi o único argumento que o comendador da Bacalhôa apresentou na tv ( SIC). Resta perguntar o que este comendador deve a Armando Vara.








Windows 7: Simplifique o seu dia-a-dia. Encontre o PC certo para si.

TRAIÇÃO

A traição Para a oposição, a troca da palavra "suspensão" por "substituição" resume-se a um julgamento - cedência do PSD face ao PS - e a uma condenação: o Partido Social-Democrata traiu os restantes partidos e os eleitores. "O PSD está a falhar os seus compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. Não compreendo esta opção, uma vez que defendeu sempre a suspensão deste modelo", relembra Ana Drago, do Bloco de Esquerda, assegurando que o seu partido irá votar contra a proposta de resolução dos sociais-democratas caso o diploma não contemple a suspensão do actual regime.

aição do PSD em relação aosseus compromissos com os professores.

domingo, 15 de novembro de 2009

Recordando RAUL SOLNADO

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GUERRA JUNQUEIRO JÁ SABIA

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.

MÁRIO CRESPO ESCREVEU...EU SUBSCREVO.

A cabeça do polvo
O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o Face Oculta se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça, na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata.
Mas, há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta.
É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente, já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo, foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente, onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso, mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno, que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País.
Por tudo isto, é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto, ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também.









Responder Encaminhar Convidar vasconcelos para bater papo

sábado, 14 de novembro de 2009

NADA A DIZER

aRMANMDO VARA SUSPENDEU FUNÇÕES...CONTINUA A RECEBER O ORDENADO.
TRÊS FUNCIONÁRIOS DA REFER COM A MESMA ACUSAÇÃO TIVERAM O ORDENADO SUSPENSO.
JUSTO... é CLARO

COPIADO DO "PROMOVA"

O PSD e, especificamente, o líder do seu grupo parlamentar, Aguiar Branco, vinham assumindo uma postura de grande coerência e determinação na forma como estavam a honrar os seus compromissos públicos com os professores, sendo visível, nas escolas, a admiração e o respeito que os professores vinham manifestando pelas posições do partido.
Com esta postura de aproximação ao PS, abdicando da exigência de suspensão do modelo de avaliação e do esforço de convergência com os outros partidos da oposição para suspenderem o modelo de avaliação e os seus efeitos, o PSD prepara-se para desbaratar todo o crédito que vinha granjeando junto da classe docente.
Com a agravante de que os professores não esquecem os compromissos públicos do PSD em suspender este modelo de avaliação e, sobretudo, a promessa pública feita ao PROmova, em Vila Real, pelo cabeça de lista local, Montalvão Machado, de que o modelo de avaliação e os seus efeitos seriam travados na Assembleia da República.
Acontece que existe uma diferença crucial entre votar no Parlamento a suspensão do modelo de avaliação e dos seus efeitos, isto é, assegurar a não penalização dos que se recusaram a participar nesta farsa de avaliação (o que é apenas recomendado, mas a que a ministra já respondeu negativamente), mas, sobretudo, não permitir que esta avaliação introduza diferenciações entre os professores, ou deixar ao governo a substituição do modelo, mantendo as vantagens injustas decorrentes das avaliações de “excelente” e de “muito bom”.
E este constitui o erro crasso do PSD, pois não se pode afirmar que o modelo de avaliação em vigor "foi muito mau em todos os aspectos para a dignidade dos professores e para o funcionamento das escolas", para, em simultâneo, se abdicar de tirar daqui todas as consequências.
Permitir que o governo valide classificações de "excelente" e de "muito bom", obtidas no quadro do modelo de avaliação em vigor, é uma postura irresponsável, inconsequente, destituída de seriedade e de exigência, mas sobretudo, injusta para aqueles milhares que assumiram o dever cívico da "desobediência civil" que permitiu pôr fim a um modelo errado, incompetente e absurdamente injusto. Quem pactuou com a incompetência deste modelo e procurou, de forma oportunista, aproveitar com a mesma, não pode ser recompensado com vantagens em termos de carreira e de concursos face aos colegas resistentes e que prestaram um inestimável serviço à qualificação da escola pública e à dignificação dos professores.
Além do mais, porque estas classificações aconteceram em condições de não reconhecimento da competência dos avaliadores, de deterioração de relações pessoais e profissionais, bem como de sucessivos incumprimentos de prazos e de procedimentos. E, acima de tudo, porque essas classificações máximas não traduzem com rigor e objectividade a adequada distribuição das competências e qualificações dos professores em cada escola, pois muitos dos melhores optaram pela defesa da sua dignidade, pela exigência de uma avaliação rigorosa, credível e justa, assim como privilegiaram a preservação do investimento nas aprendizagens dos seus alunos e não a burocracia asfixiante da sua avaliação.
Para mim, pessoalmente, é uma pena ver o PSD interromper, de forma tão inexplicável e injustificada, uma trajectória de aproximação aos professores e às suas justas reivindicações.
A concretizar-se esta opção, resta-me o lamento e o arrependimento pela esperança que coloquei, e contribuí para que outros colegas o fizessem também, no PSD.

Octávio V Gonçalves
(NEP e NBlogger)

Ler também:
Assim, dificilmente os portugueses levarão o PSD a sério! (blogue Octávio V Gonçalves)
O que Pedro Duarte (PSD) ainda não percebeu: como pode um modelo absurdo, incompetente e injusto legitimar vantagens a nível de carreira e concursos? (blogue PROmova)




Mantém-te informado e participa em
http://movimentopromova.blogspot.com/
Responder Encaminhar

MIGUEL SOUSA TAVARES NO "EXPRESSO"

Relatório de Outono da Comissão Europeia sobre a conjuntura económica portuguesa contém três boas notícias já para o ano de 2010. A primeira é que o crescimento do PIB será retomado, devendo atingir os 0,3%, depois de ter sido negativo em 2,9% neste ano (acima da média da UE, que foi de 4% negativos, mas a crescer menos de metade do que vai crescer o PIB na UE); a segunda, é que o desemprego não aumentará, mas também não diminuirá, mantendo-se nos actuais 9%; a terceira é a retoma em terreno positivo das exportações, depois de uma queda para menos 14% em 2009. E fim das boas notícias.

Agora, a factura. O défice público, segundo Bruxelas, vai acabar o ano em 8% do PIB - bem acima dos 5,9% anunciados pelo Governo, e, pior ainda, vai manter-se assim em 2010 e aumentar para 8,9% (uma barbaridade!) em 2011. Em consequência, a dívida do Estado português, que representava já 66% do PIB em 2008 e que passou este ano para 77,4%, passará em 2010 para 84,6%, e em 2011 para uns inacreditáveis 91%. E basta de números, fiquemos apenas com esta realidade: dentro de dois anos, seria necessário alocar praticamente toda a riqueza produzida no país durante um ano inteiro para saldar a dívida pública - pondo fim ao pagamento de juros que aos poucos vai sugando o país, transmitindo à geração seguinte um Estado endividado até ao pescoço. Teixeira dos Santos justifica o descontrolo do défice (derrapagem é adjectivo que já não chega para caracterizar a situação) com a crise económica: o que aconteceu, diz ele, não foi o aumento da despesa do Estado, mas sim a diminuição da receita fiscal. Com certeza que tem razão, mas a despesa do Estado subiu também - em parte motivada pelo acréscimo de prestações sociais, como o subsídio de desemprego e o rendimento mínimo - e atingiu o patamar psicológico dos 50% do PIB. Metade de toda a riqueza produzida no país inteiro pelas empresas e pelos trabalhadores é gasta pelo Estado.

Portanto, estes são os dados: temos um Estado que consome metade do que produzimos, cuja riqueza malbaratada impede os cidadãos de melhorarem a sua própria situação, e que, mesmo assim, todos os anos se endivida mais, porque a receita que tem e que tanto nos custa a pagar (aos que pagam...) não chega para os seus gastos, sempre crescentes. Por isso, endivida-se, ano após ano, e o serviço da dívida, os juros que paga, são já parte significativa da sua própria despesa. É como uma família em que um dos cônjuges trabalha e traz riqueza para casa e o outro vive a gastá-la e a acumular dívidas, que um dia passarão aos filhos, se antes a própria família não decretar insolvência. Não me interessa muito saber se a solução há-de ser socialista ou neoliberal, trata-se de uma questão de boa-fé. Não é justo nem sustentável indefinidamente que metade dos portugueses continue a trabalhar, investir, inovar e produzir riqueza para que a outra metade trate de a gastar alegremente e ainda exija sempre mais.

É a esta luz que se torna obrigatório meditar nas tais 'grandes obras públicas' que o Governo nos propõe como grande medida de política keynesiana e com o entusiástico apoio da CIP e da Associação dos Construtores de Obras Públicas. Quando, como já aqui o escrevi, tropeço em coisas como o contrato celebrado entre o Porto de Lisboa (Estado) e a Liscont/Mota-Engil para o Terminal de Contentores de Alcântara, eu tenho a penosa certeza de que estou pessoalmente a ser roubado pelos advogados do Estado e a benefício do sr. Mota - decerto uma estimável pessoa que não tenho o prazer de conhecer, mas que também me dispenso de ajudar a enriquecer com o dinheiro do meu trabalho. E o mesmo quando vejo as acções da Mota/Engil subirem 13% em bolsa no dia seguinte às eleições legislativas terem confirmado novo Governo PS. Ou quando constato que, semanas depois, a Mota/Engil ganhou mais um concurso de construção e concessão de exploração de uma nova auto-estrada - a do Pinhal Interior (alguém me pode informar onde fica isso ou para que serve?). Ou quando leio que foi alterado o regime das concessões rodoviárias, seguindo o modelo do contrato para o Terminal de Contentores de Alcântara, onde todo o risco do negócio é assumido pelo Estado e os privados ficam só com lucros garantidos ou indemnizações compensatórias. Ou quando vou sabendo pelos acórdãos do Tribunal de Contas (que, por si só, deveriam cobrir de vergonha qualquer governo), que se tornou prática corrente dos concursos de empreitadas públicas licitar com um preço imbatível e, uma vez ganho o concurso, subir o preço muito além do da concorrência, invocando toda a ordem de pretextos.

Perguntem-me se eu confio neste Estado e neste Governo para lançar, em nome do 'interesse público', as empreitadas das grandes obras como o novo aeroporto de Lisboa, o TGV ou a nova ponte rodo-ferroviária sobre o Tejo, em Lisboa? Não, não confio. E não só porque se trata de obras inúteis e até prejudiciais a Lisboa, como a ponte ou o novo aeroporto, mas porque, na situação financeira em que nos encontramos, são quase obscenas. E, depois, porque não tenho a mais pequena fé de que os custos não disparem, que não haja negócios e adjudicações de favor, tráfico de influências, grandes oportunidades de enriquecimento para a meia dúzia de sociedades de advogados de Lisboa que vivem disto e, no final de tudo, que alguma das obras anunciadas se sustente a si própria e não venha a ser antes mais uma fonte de despesa pública a perder de vista.

Oiça, José Sócrates: o país que trabalha, que estuda, que inova, que arrisca e que dá trabalho a outros; o país que não foge ao fisco nem tem offshores e que paga impostos até por respirar; que não enriquece na bolsa nem vive a mendigar subsídios do Estado; que paga a escola dos filhos, as suas despesas de saúde e o seu plano de reforma, nada esperando da Segurança Social; o país que tem pudor em fazer negócios escuros com as autarquias ou as empresas públicas; o país que ainda não apanhou um avião para o exílio mas que também não deseja um lugar nos aviões das suas visitas de Estado a Angola, esse país está a ficar farto. Acredite que está. Não se manifesta nas ruas nem se organiza em 'Compromissos Portugal', que não são compromisso nem são Portugal. Mas existe e um dia destes explode. Nesse dia, o dr. Teixeira dos Santos vai-se espantar por descobrir que, mesmo já sem crise, a receita fiscal não há maneira de voltar a subir. Porque o animal raro conhecido por otário se terá extinto de vez.

Faz agora um ano que, 'para evitar o risco sistémico', o Governo nacionalizou os prejuízos do BPN. Um ano depois, a conta para os contribuintes já vai em 3,5 mil milhões de euros - três mil milhões e meio de euros! Vale a pena fazer as perguntas, em jeito de balanço: se o risco era sistémico, isso quer dizer que toda a banca funcionava no esquema de vigarice institucionalizada do BPN - foi isso que se quis esconder? Se o risco era sistémico, porque é que a banca privada não ajudou a banca pública a acorrer ao BPN? E, agora, tendo gasto mais dinheiro com o BPN do que gastou a pagar os subsídios de desemprego a meio milhão de desempregados, que lição, se é que alguma, extrai o governo dessa aventura? Que mensagem, se é que alguma, lhe ocorre dar aos pagadores de impostos?

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Novembro de 2009





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