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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É FARTAR...VILANAGEM

Assunto: Crédito do BPN à Amorim Energia


Destinatário: Ministério das Finanças

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

O Bloco de Esquerda tomou conhecimento, através da comunicação social, da possível existência

de um crédito concedido pelo BPN à Amorim Energia para a compra de uma participação na Galp.

Segundo a notícia, o crédito, da ordem dos 1600 milhões de euros, teria sido concedido pelo BPN

à Amorim Energia em 2006, antes do processo de nacionalização. A mesma fonte avança que o

empréstimo não chegou a ser pago pela holding ao BPN, mantendo-se assim a divida de 1600

milhões de euros durante todo o período em que o Banco esteve na posse do Estado.

Acresce a esta informação o facto de a Amorim Energia ser uma holding detida, não apenas por

Américo Amorim, mas que tem como accionistas a Santoro Holding Financial, de Isabel dos Santos, e

a Sonagol. Como é conhecido, a Santoro Holding Financial, para além de accionista da Amorim

Energia, é também accionista maioritária do Banco Internacional de Crédito, a quem o Estado irá

vender o BPN. Desta forma, a venda do BPN, com os seus créditos, ao BIC, poderá implicar que o

crédito de 1600 milhões de euros seja pago pela Amorim Energia a um banco que tem como

principal accionista a própria devedora.

A confirmar-se, a situação acima descrita configura mais um episódio inaceitável de falta de

transparência associado ao processo de reprivatização do BPN. O Banco Português de Negócios,

Expeça-se

Publique-se

/ /

O Secretário

da Mesa

AS SEMBLEIA DA REPÚB LICA

nacionalizado em 2008, representa, neste momento, cerca de 1000 euros por contribuinte em

Portugal, e um prejuízo directo para o Estado de pelo menos 2,4 mil milhões de euros.

Em nome da transparência e do direito à informação que assiste a todos os contribuintes que

pagaram e estão a pagar o prejuízo do BPN, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda gostaria de

ver esclarecidas algumas questões relacionadas com a situação acima descrita.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o

Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do

Ministério das Finanças, as seguintes perguntas:

1. Confirma o Governo a existência de um crédito, por liquidar, da Amorim Energia ao BPN? Em

caso afirmativo, qual o seu valor?

2. Caso exista, como explica o Governo a não execução do referido crédito para fazer face aos

prejuízos associados ao BPN, durante os anos em que o banco esteve na posse do Estado?

3. Confirma o Governo que o referido activo se encontra num dos três veículos constituídos

pela Caixa e transferidos para o Tesouro?

4. Perante o cenário de venda do BPN ao BIC, qual a situação do referido activo? Ficará em

posse do Estado ou será incluído no pacote a privatizar?

5. Pode o Governo divulgar a lista de todos os créditos, incluídos nos veículos transferidos para

o Tesouro, acima dos 250 milhões de euros?

Palácio de São Bento, 08 de Agosto de 2011.

O Deputado

João Semedo

PERCEBER

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".




ÃPRENDAM...É PORTUGAL

Aprendam... Conto, aliás, uma história que ouvi recentemente. Um cidadão português, que sempre desejou ter uma casa com vista para o Tejo, descobriu finalmente umas águas-furtadas algures numa das colinas de Lisboa que cumpria essa condição. No entanto, uma das assoalhadas não tinha janela.Falou então com um arquitecto amigo para que ele fizesse o projecto e o entregasse à câmara de Lisboa, para obter a respectiva autorização para a obra. O amigo dissuadiu-o logo: que demoraria bastantes meses ou mesmo anos a obter uma resposta e que, no final, ela seria negativa. No entanto, acrescentou, ele resolveria o problema.Assim, numa sexta-feira ao fim da tarde, uma equipa de pedreiros entrou na referida casa, abriu a janela, colocou os vidros e pintou a fachada. O arquitecto tirou então fotos do exterior, onde se via a nova janela e endereçou um pedido à CML, solicitando que fosse permitido ao proprietário fechar a dita cuja janela.Passado alguns meses, a resposta chegou e era avassaladora: invocando um extenso número de artigos dos mais diversos códigos, os serviços da câmara davam um rotundo não à pretensão do proprietário de fechar a dita cuja janela.E assim, o dono da casa não só ganhou uma janela nova, como ficou com toda a argumentação jurídica para rebater alguém que, algum dia, se atreva a vir dizer-lhe que tem de fechar a janela! [....] Nicolau Santos, in "Expresso online" [...]






terça-feira, 30 de agosto de 2011

BELMIRO...

COMO O BELMIRO COMEçOU A ENRIQUECER...




...NADAVA NAS áGUAS DA UDP...



Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca _COM O APOIO DE TODOS OS PARTIDOS QUE NELE PARTICIPAVAM_ (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "/chefe da comissão de trabalhadores/", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.



É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa. Meses depois, aparece um salvador na figura do /chefe da CT/ que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.



Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias.



Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.



Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou.



Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

CONVEM RECORDAR

Convém recordar: António Lobo Xavier




Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

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Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

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Sábado, 30 de Julho de 2011



Convém recordar: José Pedro Aguiar-Branco



O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.

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Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

E agora é Ministro da Defesa.

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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011



Convém recordar: António Nogueira Leite



Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.

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Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011



Convém recordar: João Vieira Castro



O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011



Convém recordar: Daniel Proença de Carvalho



Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

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Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

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Terça-feira, 26 de Julho de 2011



Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!



Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

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Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...



publicado por António Vilarigues

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CLARO QUE DEVEMOS PAGAR ...ELES VELAM POR NÓS

Para que conste, retirado do site da CGD, referente a 2009 (não divulgaram os valores de 2010 nem de 2011...):




Presidente - remuneração base: 371.000,00€; Prémio de gestão: 155.184,00€;

Gastos de utilização de telefone: 1.652,47€; Renda de viatura: 26.555,23€;

combustível: 2.803,02€; subsídio de refeições: 2.714,10€; subsídio de

deslocação: 104,00€; despesas de representação: cartão de crédito onde

"apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente

documentadas com facturas e comprovativos de movimento - não quantificado...



Em suma, apenas com o vencimento base e o prémio de gestão, foram

526.184,00€!!! (a Directora do FMI foram 381M€ já com despesas de

representação) e depois ainda há uns gastos com telefones, combustíveis,

etc., para além de um cartão de crédito de valor não quantificado!



Palavras para quê?



E o Povo, pá?



O POVO PAGA!



E deve pagar ?????????



É cada vez mais evidente que não!!





Christine Lagarde receberá do FMI mais 10% que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos que o presidente da Caixa Geral de Depósitos, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão de Portugal.



Com tantos banqueiros e gestores tão bem pagos, não se percebe como é que Portugal está tão desesperadamente falido. Ou talvez se perceba.



Ora aí está um bom sítio onde podemos fazer poupanças. E não colhe o argumento de que nos arriscaríamos a perder os melhores...



http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1897993



2011.Jul.05 Vencimento : Lagarde vai receber mais 10% do que DSK no FMI



A nova directora do FMI, Christine Lagarde, vai ter um rendimento anual

líquido de 323 mil euros, a que se somam 58 mil euros para gastar em

despesas, o que representa mais 10% do que o seu antecessor, Dominique

Strauss-Kahn.



A antiga ministra francesa da Economia assinou hoje contrato para dirigir a

instuição durante 5 anos.



O total de 381 mil euros anuais que Lagarde vai receber (salário mais

despesas) é um aumento de 11% relativamente ao que recebia Dominique

Strauss-Kahn, o ex-director da instituição acusado de abusar sexualmente de

uma camareira de hotel em Nova Iorque.



Quando foi nomeado, em 2007, Dominique Strauss-Kahn acordou em receber um

salário anual de 291 mil euros, com despesas de representação de 52 mil

euros - um total de 343 mil euros. Menos quase 38 mil euros anuais do que

vai agora receber a francesa.



Christine Lagarde é a 1ª mulher a dirigir a instituição e a única que não é

economista de formação, desde a sua fundação em 1944.

HERÓIS DO MAR

Heróis do mal


Pobre Povo

Nação doente

E mortal

Expulsai os tubarões

Exploradores de Portugal

Entre as burlas

Sem vergonha

Ó Pátria

Cala-lhe a voz

Dessa corja tão atroz

Que há-de levar-te à miséria

P'ra rua, p'ra rua

Quem te está a aniquilar

P'ra rua, p'ra rua

Os que só estão a chular

Contra os burlões

Lutar, lutar !



LIBIA

O que os Media NÃO vão mostrar:




I - KADDAFI, POR PIOR QUE SE QUEIRA CONSIDERAR OU JULGAR,

TEMOS QUE REFERIR E DAR A CONHECER QUE A ONU

CONSTATOU EM 2007, O SEGUINTE:





1 - Maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África ;



2 - Ensino gratuito até à Universidade;



3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, etc... e com tudo pago;



4 - Ao casar, o casal recebe até 50.000 US$ para adquirir seus bens;



5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc...;



6 - Empréstimos pelo Banco estatal sem juros;



7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo, que vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.;

E assim vai....(ou ía)



II - PORQUE DETONAR A LÍBIA ENTÃO?....



Três (3) principais motivos:



1 - Possuir o seu petróleo, de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;





2 - Fazer com que todo mar Mediterrâneo fique sob controle da NATO. Só falta agora a Síria;





3 - E, provàvelmente, um dos maiores motivos, é que o Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.



As suas reservas são toneladas de ouro, dando cobertura ao valor da moeda, o dinar, e desatrelado das flutuações do dólar.



O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, por ter apresentado e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.





III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:





1 - A NATO comandada pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados;





2 - As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancer e deformações genéticas);





3 - Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicológicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;





4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;





5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;





6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;





7 - Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida.

De uma população de 6,5 milhões de pessoas.



Em suma: O bombardeio "humanitário", acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.



SIMPLES ASSIM, COMO SE ESSAS VIDAS NADA REPRESENTASSEM..., A FAVOR DE UMA LIBERDADE QUE SÓ OS EUROPEUS E AMERICANOS CONHECEM, E QUANDO LHES CONVÉM.







HAJA DECÊNCIA

Limites da decência há muito que foram passados”


Num comício-festa em Lourosa, Santa Maria da Feira, Francisco Louçã respondeu a Cavaco Silva e sustentou que os que hoje se alegram com a decisão da UE de baixar os juros a Portugal dão razão ao Bloco quando defendeu que era preciso renegociar a dívida.

Artigo
28 Agosto, 2011 - 11:19



Imposto sobre as grandes fortunas, que o Bloco vem apresentando há dez anos, será uma das prioridades.  O coordenador do Bloco de Esquerda anunciou que a proposta do imposto sobre as grandes fortunas, que o Bloco vem apresentando há dez anos, será uma das prioridades do partido. O Bloco defende que o património acima dos dois milhões de euros seja taxado para financiar a Segurança Social e para apoiar a promoção da economia.



“O Presidente da República veio dizer que talvez os portugueses já estejam próximos dos limites dos sacrifícios, disse Louçã. “Enganado está Aníbal Cavaco Silva. Há muito tempo que se passaram os limites da tolerância, da decência, dos sacrifícios”, sublinhou.



O deputado bloquista referiu-se também ao homem mais rico de Portugal, que não se considera rico e rejeita qualquer sacrifício dos mais ricos.



“Amorim não quer pagar. Mas era bom que aceitasse pagar o mínimo de imposto que se exige a todos”. E recordou: “Américo Amorim tornou-se o homem mais rico de Portugal com um empréstimo do BPN que não pagou, para agora comprar por 40 milhões de euros o banco a quem deve 1.600 milhões de euros. É tão fácil ser-se multimilionário em Portugal”, ironizou.



Louçã também se referiu ao governo da região autónoma da Madeira, que está a negociar com o governo de Lisboa a forma de superar as suas dificuldades financeiras: “Alberto João Jardim espatifou em desvio orçamental quase o dobro do que o seu governo no Estado vai exigir aos subsídios de Natal de 4 milhões de portugueses. É claro que diz-nos Alberto João Jardim que não há problema nenhum, que Passos Coelho e Paulo Portas no governo já prometeram pagar isto e mais ainda não se sabe quanto.”



Quanto à crise da dívida, o coordenador do Bloco apontou que o Presidente da República acha agora que a decisão europeia de baixar os juros do empréstimo a Portugal e à Irlanda é vantajoso. “E tem toda a razão. Nós deixarmos de pagar 5 ou quase seis por cento e passarmos a pagar 3,5% é melhor para uma economia que tem tantas dificuldades, tanto desemprego e tanta dívida. Mas atenção: quem nos dizia que Portugal não podia dizer nada, que não podíamos fazer nada, está agora a reconhecer que o Bloco de Esquerda, ou tanta outra gente, tínhamos mesmo razão ao dizer que é preciso renegociar a dívida para baixar os juros e para proteger a economia. Tínhamos razão.”



Mas o deputado bloquista sublinhou, “para não deixar nenhuma dúvida”, que “mesmo este juro de 3,5% que agora agrada ao Presidente da República, ou ao primeiro-ministro, não é possível ser pago. É um juro usurário.”



Secretas: Louçã pede inquérito judicial



Sobre a revelação do Expresso de que o Serviço de Informações Estratégicas do Estado (SIED) espiou, no ano passado, o telemóvel de um jornalista do Público, Nuno Simas,com o objectivo de descobrir as eventuais fontes do jornalista, Louçã defendeu a realização de um inquérito judicial, observando que “o governo, a fazer algum inquérito, mantê-lo-á em segredo e será inconsequente”. Por isso, “só a Procuradoria-Geral da República está em condições de desenvolver um inquérito para se saber se foi ou não desenvolvida alguma actividade criminosa, como indica a notícia, pela direcção dos serviços secretos”.



Louçã recordou que umas semanas atrás ficou a saber-se que nos serviços secretos era possível um dos seus directores “trabalhar para uma empresa, com a compensação, mais tarde, de entrar nos quadros dessa empresa privada”. Ora a mesma empresa (referindo-se à Ongoing) “agora, acaba de juntar a essa lista de contratações o ex-secretário de Estado do Tesouro do anterior governo do Partido Socialista e o ex-chefe de gabinete do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, que já tinha sido contratado pelo governo do PSD e do CDS para fazer o código de trabalho de Bagão Félix”.



“Este mundo é muito pequeno”, ironizou Louçã, considerando que a tal empresa “é certamente uma fachada de um consórcio bancário”.



“Soubemos agora que, nesse período, essa mesma pessoa poderia estar a desenvolver uma operação de vigilância ilegal, sobre a actividade normal de um jornalista, no exercício da liberdade e responsabilidade de informação”, acrescentou.



“Teríamos, por isso, um director dos serviços secretos que vigia ilegalmente um jornalista e trabalhava ilegalmente para uma empresa da qual mais tarde veio a ser um dos quadros dirigentes”, completou.



O coordenador do Bloco recordou que o primeiro-ministro prometeu então um inquérito sobre esse primeiro caso e publicou “uma nota de imprensa com um resumo das conclusões do inquérito”, segundo o qual “não houve violação do segredo de estado nessa actividade de director dos serviços secretos para uma empresa privada”.



“Mas quando o Parlamento lhe pediu que entregasse o relatório para ele poder ser estudado, a resposta do primeiro-ministro é que é um segredo de Estado o relatório que garante que não houve violação do segredo de Estado por parte desse director dos serviços de informação”, disse.



domingo, 28 de agosto de 2011

CURIOSO

Começou agora a falar-se dum" imposto para os ricos"..depois de alguns "ricos" nomeadamente nos Estados Unidos e França terem reconhecido que deveriam abdicar dum pouco dos seus fabulosos lucros em prol dum nadinha de maior justiça social.
Claro que não o fazem por simples solidariedade mas por perceberem que o mundo cada vez mais injusto como está... aproxima-se duma tempestade social..que  certamente não  beneficiará os tais escandalosamente "ricos"
Claro que em Portugal nada se vai passar. Mesmo   que eventualmente venham a aprovar um impostozinho( repare-se que ontem o Presidente da República já se veio manifestar contra isso.. diz que tem pena dos mais pobres...mas tocar nos ricos..isso nunca ) se esse imposto for apenas uma taxasinha sobre os rtendimentos declarados..pouco significará.. Teria algum sucesso se fosse sobre o património. incluindo titulos como acções e atingisse as transacções financeiras e em particular os off-shores.
Mas já repararam como "jornalistas" e "comentadores" certamente bem pagos se manifestam contra qualquer imposto que atinja os priveligiados?
E já agopra..que dizer do " senhor" Américo Amorim, o primeiro ou segundo homem mais rico do país..que "coitadinho" declarou que não era rico..era um trabalhador
Talvez ele esteja disposto a trabalhar como corticeiro numa das suas propriedades onde paga o salário minimo ou nem isso. Assim saberia o que é trabalhar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TRISTE ..MAS VERDADEIRO

Milionários portugueses nem querem ouvir falar em sacrifícios


A imprensa económica tentou ouvir a reacção dos portugueses mais ricos à proposta dos magnatas franceses de contribuírem com mais impostos em tempo de crise. As respostas foram poucas e só Américo Amorim surpreendeu: o dono da maior fortuna de Portugal diz mesmo que não se considera rico.

Artigo
24 Agosto, 2011 - 12:54



Em 2009, havia 150 famílias em Portugal a viver com mais de um milhão de euros por ano. Foto mek22/Flickr "Eu não me considero rico", diz o homem que tem obtido uma valorização da sua fortuna muito graças à fatia da GALP que adquiriu quando a empresa foi privatizada e lhe garante lucro crescente todos os anos. "Sou trabalhador", contrapôs Amorim ao Jornal de Negócios, sem mais explicações. Ao Diário Económico, que procurou fazer o mesmo inquérito, o milionário não respondeu.



O silêncio foi a regra na resposta a este desafio lançado por ambos os jornais aos que integram a lista dos 25 mais ricos de Portugal, recentemente divulgada pela revista Exame. Uma das excepções foi o 12º colocado nessa lista, Joe Berardo, com uma fortuna avaliada em 542 milhões. O empresário diz que esta medida "não resolve o problema" da dívida, mas concorda que "quem deve pagar mais é quem tem mais".



A mesma opinião sobre o impacto do imposto sobre os mais ricos tem André Jordan, empresário do turismo. Tal como Amorim, Jordan assegura que não é milionário. Mas ao contrário do homem da cortiça e do petróleo, admite pagar um imposto semelhante.



Uma reacção diferente teve Patrick Monteiro de Barros. Sem responder sobre se estaria disposto a pagar o imposto, o homem que tem dado a voz pelo lóbi da energia nuclear mostrou-se mais interessado em querer saber qual foi a contrapartida exigida pelos milionários franceses em troca da sua generosidade. "Se é um acto solidário é uma coisa, agora imagine se é uma proposta para o doutor Sarkozy mudar a sua perspectiva sobre os 'eurobonds'?", perguntou aos jornalistas do Negócios.



Para alguns dos mais ricos em Portugal, o imposto sugerido pelos milionários franceses traz memórias de outros tempos que encaram com desagrado. "Já em 1974 havia esse 'slogan', 'os ricos que paguem a crise'", diz Luís de Mello Champalimaud, dono da Cimentos Liz e de 325 milhões, segundo o ranking publicado pela Exame. Para Luís Champalimaud, os problemas resolvem-se "quando a Justiça começar a ser eficaz e célere e quando o contribuinte e os seus impostos passarem a ser respeitados".



O Diário Económico conseguiu encontrar três empresários dispostos a contribuir. José Roquette propõe que o imposto seja feito através duma sobretaxa no IRC, que considera mais justo "porque assim será aplicada às grandes empresas e aos seus accionistas". Filipe de Botton, da Logoplaste, diz acreditar que os "todos os empresários portugueses são a favor de qualquer medida que minimize as desigualdades sociais" e Henrique Neto, da Iberomoldes e antigo deputado do PS, recorda que já propôs para o Orçamento deste ano um imposto especial sobre "rendimentos acima dos 100 mil euros, que fosse progressivo daí para cima".



De acordo com os números referentes a 2009, há 150 famílias em Portugal a viver com mais de um milhão de euros por ano. Este ano, Américo Amorim lidera a lista de milionários da Exame pelo quarto ano consecutivo, com 2587 milhões de euros - mais 18% que em 2010.



Artigos relacionados:

Maiores fortunas crescem 35% num ano Amorim: origens da maior fortuna do país Termos relacionados: Notícias sociedade

FRASE

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (Judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:




“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem não negocia com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade converte-se em auto-sacrifício; então poderá afirmar sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POESIA

LADRÕES








Corre a criança, foge do polícia

Que iniciou feroz perseguição

Ao miúdo faminto que sem pão

Amanhã nos jornais será notícia.





Roubou uma carcaça, sem malícia,

Crime desnaturado, sem perdão,

Só se perdoa a quem rouba um milhão,

P’ra roubar, é preciso ter perícia.





E o polícia anafado e cumpridor

Esboça um esgar de sofrimento e dor

Um misto de tristeza e de revolta.





A criança escapou e eu sorri

Porque afinal não faltam por aí

Verdadeiros ladrões que andam à solta.





2011/08/22



Nogueira Pardal





BANCO CENTRAL EUROPEU

Vejamos este simples exemplo explicando o Banco Central Europeu...








O BCE explicado na esplanada do café...







A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada

do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais

popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europas e

finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.



- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à

rapaziada do Café.



- Então vá, vá lá, Só por esta vez. O BCE é o banco central dos

Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.



- E donde veio o dinheiro do BCE?



- O capital social, o dinheiro do BCE, é dinheiro de nós todos,

cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à

Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao

euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10

dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.



- E é muito, esse dinheiro?



- O capital social era 5,8 mil milhões de euros mas no fim do ano

passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca

de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de

2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do

banco.



- Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a

Portugal, não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou

outro dos seus accionistas.



- Não, não pode.



- ???



- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.



- Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?



- A outros bancos, já se vê, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.



- Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de

dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua

vez vão ao BCE e tal.



- Pois.



- Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a

Alemanha irem directamente ao BCE?



- Não. Sim. Quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros

não ganhavam nada nesse negócio!



- ??!!..



- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a

Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países

do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos

XPTO, a 1% e esse conjunto de bancos XPTO emprestaram ao Estado

português e a outros Estados a 6 ou 7%.



- Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas

buscar o dinheiro!



- Neste exemplo, ganharam uns 3 ou 4 mil milhões de euros. E não têm

de se deslocar a Bruxelas, nem precisam de levantar o cu da cadeira. E

qual Bruxelas qual carapuça. A sede do BCE é na Alemanha, em

Frankfurt, onde é que havia de ser?



- Mas, então, isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro

escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de

nos tirarem o 13º mês, que já dizem que vão tirar...



- Mas, oh seu Zé, você tem de perceber que os bancos têm de ganhar

bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e

aqueles ordenados aos administradores que são gente muito

especializada.



- Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?



- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro

lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.



- Deixa ver se percebo. Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE

para eles emprestarem aos bancos a 1% para depois estes emprestarem a

5 e a 7% aos Governos donos do BCE?



- Não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas,

os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos

de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar é que levam

juros a 6%, a 7 ou mais.



- Nós somos os donos do dinheiro e nós não podemos pedir ao nosso banco...



- Nós, nós, qual nós? O país, Portugal ou a Alemanha, é composto por

gentinha vulgar e por pessoas importantes que dão emprego e tal. Você

quer comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por

mês ou com um calaceiro que anda para aí desempregado com um grande

accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um

administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os

prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não

se pode comparar.



- Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?



- Os nossos Governos, os nossos Governos... mas o que é que os

governos podem fazer? Por um lado, são, na maior parte, amigos dos

banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito

razoável quando lhes faltarem os votos. Em resumo, não podem fazer

nada, senão quem é que os apoiava?



- Mas oh que porra de gaita! Então eles não estão lá eleitos por nós?



- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é que

manda. Não viu isto da maior crise mundial de há um século para cá?

Essa coisa a que chamam sistema financeiro que transformou o mundo da

finança num casino mundial como os casinos nunca tinham visto nem

suspeitavam e que ia levando os EUA e a Europa à beira da ruína? É

claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e

deixaram a gentinha que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos

fundos a ver navios. Os governos, então, nos EUA e cá na Europa, para

evitar a ruína dos bancos tiveram que repor o dinheiro.



- E onde o foram buscar?



- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. Donde é

que havia de vir o dinheiro do Estado?...



- Mas meteram os responsáveis na cadeia?



- Na cadeia? Que disparate. Então, se eles é que fizeram a coisa,

engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar

o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais

comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's,

uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de

Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao

tapete, foram passados à reforma. O Sr. McDaniel é uma pessoa

importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que

tinha direito.



- Oh Sor Antunes, então como é? Comemos e calamos?



- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...







Responder Encaminhar Convidar Alberto Calvario para bater papo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Estado da Educação


O BANQUEIRO

O BANQUEIRO




Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, em sua enorme limousine, quando viu dois homens á beira da estrada comendo relva. Ordenou ao seu motorista que parasse.



Saiu do carro e perguntou a um deles:

- Por que vocês estão comendo relva?

- Não temos dinheiro para comida.. - disse o pobre homem - Por isso

temos que comer relva.

- Bem, então venham a minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.

- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo

daquela árvore.

- Que venham também - disse novamente o banqueiro. E, voltando-se para

o outro homem, disse-lhe:

- Você também pode vir.



O homem, com uma voz muito sumida disse:

- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também - respondeu o banqueiro.



E entraram todos no enorme e luxuoso carro.

Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:

- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu:

- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo vocês vão

ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20

centí­metros de altura!



Moral da história:

Quando você achar que um banqueiro (ou banco) o está a ajudar, não se iluda, pense mais um pouco...



















--

domingo, 21 de agosto de 2011

É FARTAR

'O SUPER LUXO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL'




Divulguem para que o povo pagante abra os olhos e se decida a refilar

objectiva e eficazmente.



Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas

para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados

trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar.



Os Poderosos do Poder dispõem de toda a liberdade para obter os

maiores benefícios. Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos

nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.







Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente

pela pessoas que deviam dar o exemplo de seriedade?

Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes

exemplos de saque?

É indigno!!...



Aqui vai mais um bom exemplo

O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e , por

esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para

cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ) .

Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de 13 Juízes -

para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.



1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 EUR / 25.849 contos)



2- O Vice-Presidente: BMW 530 D ( 72.664 EUR /14.533 contos)



3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 EUR / 8.429 contos , cada )



Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR/ 133.101 contos

( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)



É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como

parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).



A que propósito? Pura ostentação! Ninguém se indigna?! É normal?

Quem é que autorizou este disparate?

É possível?



Isto só na República da Bananas?!!!!!!!!



Direito a viatura para uso pessoal, tudo bem! De acordo com as funções

e à dignidade inerente. Que a viatura não seja um 'chaço', TUDO BEM! É

lógico, compreensível.

Mas que ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses em

geral e continua a impor restrições os seus servidores públicos (já se

esqueceram dos anos sem aumentos ou com aumentos sempre abaixo da taxa

real de inflação), compra justamente as viaturas mais caras, super

luxo.





Não é aceitável, não se pode compreender,...



Repassem e chateiem, por favor.

Por que eles merecem!!!

sábado, 20 de agosto de 2011

GENTE MUITO SÉRIA ( quando não se ri,...)

Convém recordar: António Lobo Xavier e outros.... É BOM CONHECERMOS RENDIMENTOS DESTA SEITA QUE, DESCARADAMENTE NOS PEDE SACRIFÍCIOS.NOS 2 E-MAILS SEGUINTES PODEM IGUALMENTE VER DOIS CAS0S INDIVIDUAIS, MIRA E MOTA AMARAL. ESTE ÚLTIMO É PARA MIM UMA DESILUSÃO.ALGUNS SÃO COMPETENTES (nem todos, penso), CONTUDO DESCARAMENTO É ATRIBUTO QUE NÃO FALTA A NENHUM DELES. jf Tudo gente MUITO séria, e Patriotas!. Convém recordar: António Lobo Xavier e outros....


Convém recordar: António Lobo Xavier Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.-Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...-



Sábado, 30 de Julho de 2011



Convém recordar: José Pedro Aguiar-BrancoO ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.-Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...E agora é Ministro da Defesa.-





Sexta-feira, 29 de Julho de 2011



Convém recordar: António Nogueira Leite Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.-Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...-



Quinta-feira, 28 de Julho de 2011



Convém recordar: João Vieira CastroO segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.-



Quarta-feira, 27 de Julho de 2011



Convém recordar: Daniel Proença de CarvalhoProença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.-Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...-





Terça-feira, 26 de Julho de 2011



Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.-Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

publicado por António Vilarigues

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FABULOSO

Passos passa férias com Mira Amaral


CerealGuy August 2, 2011 9



Mira Amaral, o presidente do grupo BIC Portugal, que concretizou esta semana a compra do BPN ao Estado por 40 Milhões de Euros, convidou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho e a sua família para passar uma semana de férias na sua residência luxosa em Vale do Lobo. A notícia já gerou um coro de indignação entre todos os partidos à esquerda do PSD. O porta-voz do PS considerou inadmissível que após um negócio tão delicado como a venda do BPN – que ainda gera polémica devido à proposta do BIC ser aparentemente mais baixa do que outras apresentadas – o primeiro-ministro se coloque numa posição eticamente tão frágil. Diz Vitalino Canas que a intenção de Passos em aceitar o convite de Mira Amaral, ‘demonstra que o negócio do BPN tem de ser esclarecido junto dos portugueses sem deixar a mínima margem para dúvidas’ e que o grupo parlamentar do PS vai apresentar uma proposta para a instauração de uma comissão de inquérito a alegados favorecimentos ao BIC no concurso de venda do BPN.

Já os dirigentes do PCP e do BE assumiram uma posição mais radical. Da parte dos comunistas foi exigido que a venda do BPN seja desfeita. Já Francisco Louçã sugeriu em tom irónico, que Dias Loureiro se devia antecipar e convidar Mira Amaral e Passos para uma viagem de iate até às Ilhas Caimão, ‘destino que Dias Loureiro pelos vistos conhece tão bem’.

O assessor de imprensa de Mira Amaral, já veio colocar lume na fervura, afirmando que ‘o Doutor Mira Amaral e o Dr. Passos Coelho são amigos de longa data, e o convite já tinha sido feito muito antes das negociações do BPN’. No comunicado também se pode ler que ‘a política ficará de fora desta semana de férias. É intenção do Doutor Mira Amaral proporcionar ao Senhor Primeiro-Ministro e à sua família uma merecida semana de repouso. Entre as actividades a realizar, prevê-se a título de exemplo uma churrascada para a qual será também convidado o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, bem como outros membros do Governo e figuras de destaque da vida política nacional; uma ida a um clube nocturno, para que a esposa do Dr. Passos possa dar um pezinho de Kizomba; um encontro com o Senhor José Camarinha, ícone das noites de Portimão e que o Senhor Primeiro-Ministro admira desde os seus tempos da juventude; entre outros’.

A semana de férias de Passos e Mira Amaral deverá ocorrer entre os dias 4 e 10 de Agosto, dirigindo-se depois Passos Coelho para Angola onde irá visitar a família da sua esposa, bem como o Presidente José Eduardo dos Santos, de forma informal. Fora deste encontro, ficará estranhamente o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que elegeu segundo fonte próxima do Ministro, as Caraíbas como destino de eleição para recuperar as forças antes do início do novo ano político e como terá dito Portas num gracejo privado, ‘para ganhar uma corzinha a ver se a Senhora Merkel se sente mais disponível para nos facilitar a vida’.





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DRAMA

A obra dramática de Gil Vicente, vista por um aluno do ensino secundário:




**«Eu não tenho dúvidas que o Gil Vicente é muito importante, apesar de

nunca ter ganhado o campionato de futebol. É importante porque ás

vezes ganha ao Benfica, otras ao Sporting e otras ao Porto, tirando a

eles o primeiro logar. E também por isto é que a sua obra é dramática

porque é um drama para os benfiquistas, os sportinguistas e os

portistas quando ganha.» *

*



Esta foi

ALEMANHA

O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.


Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.



A Guerra Fria cancela a dívida alemã

Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.



No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.



À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.



Tiram-nos tudo - "até a camisa"

Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.



E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.



Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".









Lumife

Colapso Econômico, Fome e Miséria Programados e Iminentes.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CONVERSA DE CRIANÇAS

O filho fala para o pai:- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola, posso te fazer uma pergunta?


- Claro meu filho. Qual é a pergunta?

- O que é Política, pai?

- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo. Sou eu quem traz dinheiro para casa, então sou o Capitalismo. Sua mãe administra (gasta!) o dinheiro, então ela é o Governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, então você é o Povo. A empregada é a Classe trabalhadora, e seu irmão nenê é O Futuro. Entendeu, meu filho?

- Mais ou menos, pai. Vou pensar...

Naquela noite, acordado pelo choro do irmão nenê, o menino foi ver o que tinha de errado. Descobriu que o nenê tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e a sua mãe estava num sono muito pesado. Então, foi ao quarto da empregada e viu, através da fechadura, o pai na cama com a empregada. Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou pro quarto e dormiu.

Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou pro pai:

- Pai, agora acho que entendi o que é Política!

- Ótimo, filho! Então me explica nas suas palavras...

- Bom, pai, enquanto o Capitalismo fode a Classe Trabalhadora, o Governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o Futuro está todo cagado!



PORTUGAL .PAÍS INDEPENDENTE?

Imposição de limites ao endividamento na Constituição “é um caminho errado”


Bloco considera a proposta de imposição de limites à dívida na Constituição “um preceito liberal que é contra as necessidades dos países”. É também sinal de “um caminho cada vez menos democrático para a Europa”, declarou o deputado do Bloco Pedro Filipe Soares.

Artigo
18 Agosto, 2011 - 00:10



Pedro Filipe Soares considera que esta proposta demonstra “um caminho cada vez menos democrático para a Europa”, com o “directório franco-alemão” a decidir em nome da Europa e a impor depois as decisões que já tomou aos restantes países europeus. Foto de Paulete Matos. “O Bloco considera que o instituir deste limite ao endividamento na Constituição Portuguesa, ou nas Constituições onde venha a ser lavrado, é um preceito liberal que é contra as necessidades dos países”, afirmou o deputado bloquista Pedro Filipe Soares, em declarações à Lusa a propósito da medida defendida pelo Presidente francês Nicolas Sarkozy e pela chanceler alemã Angela Merkel.







Dando como exemplo uma situação de catástrofe natural, o deputado do Bloco sublinhou que a introdução na Constituição de um limite ao endividamento pode “condicionar ou mesmo impedir que exista uma solução pública capaz de responder a essa catástrofe natural”.



“Por isso, vemos esta medida como irresponsável, mas também na sequência das medidas de austeridade que têm demonstrado serem incapazes de responder a esta crise”, acrescentou.



"É um caminho errado"



Pedro Filipe Soares notou ainda que a principal novidade nesta proposta é o contexto em que surge, demonstrando “um caminho cada vez menos democrático para a Europa”, com o “directório franco-alemão” a decidir em nome da Europa e a impor depois as decisões que já tomou aos restantes países europeus.



“Este é um caminho errado e que tem sido aprofundado no decorrer desta crise e que em vez de trazer soluções, traz menos Europa, menos solidariedade e cada vez mais problemas”, reforçou.



A chanceler alemã Ângela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy reuniram-se terça-feira, depois de mais de uma semana de quedas abruptas nas bolsas.



Face à crise das dívidas soberanas, os dois líderes europeus consideram ser indispensável fortalecer as economias através da criação de um governo económico da zona euro e da imposição de limites à dívida na Constituição dos países que usam a moeda única.





UMA MÁQUINA ESPECIAL

Nos EUA fabricaram uma máquina que apanha gatunos.


Testaram-na em New York e em 5 minutos apanhou 1500 gatunos; levaram-na para Itália e em 3 minutos apanhou 3500; na África do Sul só em 2 minutos apanhou 6000 gatunos; trouxeram-na para Portugal e, num minuto, roubaram a 'puta da máquina'.

O caso está em segredo de justiça para se apurar se faz parte do processo Face Oculta ou do processo BPN, uma vez que a referida máquina tanto pode estar numa sucata como pode ter ido parar a um offshore.

El Brasil de los tucanos um exemplo que estamos a seguir


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

INTERESSANTE SABER

COMO O BELMIRO COMEÇOU A ENRIQUECER...




...NADAVA NAS ÁGUAS DA UDP...



Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca - COM O APOIO DE TODOS OS PARTIDOS QUE NELE PARTICIPAVAM - (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública.



O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil.



Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois.



Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP.



Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes.



A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CT's na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras.



Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "chefe da comissão de trabalhadores", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.



É fácil imaginar o panorama.



A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa.



Meses depois, aparece um salvador na figura do "chefe da CT" que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.



Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE.



E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias.



Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato.



Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro.



Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.



Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores.



Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou.



Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

NÃO SOMOS OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Obama tem razão. Por uma vez - como escreve Manuel Ferrer:




"Os EUA não são a Grécia nem Portugal, diz ele! Realmente.

Nos EUA 1/5 dos negros estão na cadeia.

Nos EUA 50% da população não tem assistência médica e 25% nem consegue tratar-se em qualquer hospital

Nos EUA a dívida pública atingiu um valor impossível de ser pago em várias gerações e já ultrapassou as centenas de milhares de US$ por família.

Nos EUA condenam-se a prisão perpétua crianças de 12 anos, por roubo de uma bicicleta.

Nos EUA 6% da população sobrevive com uma refeição diária de comida enlatada ...para animais...

A Escola Pública é completamente inútil e caminha para a extinção.

Nos EUA há mais de 450 organizações policiais e o sistema judicial não é independente do poder executivo: É nomeado por ele!

Nos EUA as duas maiores indústrias são o armamento e a pornografia.

Nos EUA vende-se mais produtos para animais do que para bebés...

Nos EUA 1% da população controla e recebe cerca de 90% do PIB nacional

Nos EUA a produção de carne e de ovos utiliza legalmente promotores químicos de crescimento.

Nos EUA não há ordenado mínimo e o trabalho indiferenciado é pago a 4 euros/hora...

Os EUA estão envolvidos em dezenas de conflitos militares de carácter sujo e para levar a cabo golpes de estado favoráveis aos seus interesses e aos de Israel.

Os EUA angariam em todo o mundo os melhores cérebros para a sua indústria de armamento e obrigam os seus "aliados" a comprá-las...

Os EUA são o maior mercado mundial de drogas pesadas e um dos maiores produtores de anfetaminas e de outros químicos dopantes...

Os EUA imprimem papel-moeda e através de tratados com as suas colónias árabes transformaram o US$ no meio de pagamento internacional em substituição do ouro...

Obama tem toda a razão: Nada disto de passa em Portugal. Estamos muito atrasados e não sei se algum dia lá chegaremos...

Só um detalhe: os EUA estão completamente falidos e mais de 10% da população já vive em acampamentos sem saneamento ou serviços públicos básicos...

Nós não somos os EUA! Thanks God!"





terça-feira, 16 de agosto de 2011

O DESGOVERNO DO GOVERNO

Governo “anda à deriva e pede sacrifícios sempre aos mesmos"


Para a deputada do Bloco Catarina Martins, o discurso do primeiro-ministro na festa do Pontal, no domingo, demonstra que o Governo “não tem coragem para fazer os cortes no Estado gordo” e “não tem uma única ideia para a criação de emprego”.

Artigo
15 Agosto, 2011 - 14:01



Segundo Catarina Martins, “o que temos tido é uma escalada nos cortes aos salários dos trabalhadores e uma total ausência de fazer os cortes no chamado Estado gordo”. Foto de Paulete Matos. Em declarações aos jornalistas, a deputada do Bloco Catarina Martins afirmou que “este Governo corta sempre nos mesmos, sacrifica sempre os mesmos salários, corta em serviços públicos essenciais e não tem a coragem de fazer cortes no chamado Estado gordo”, prometidos pelo primeiro-ministro na campanha eleitoral.



“Temos um Governo à deriva que nos empurra mais e mais para o abismo”, disse, acrescentando que o discurso do primeiro-ministro na festa do Pontal, no domingo, demonstra que o Governo “não tem uma única ideia para a criação de emprego nem uma única ideia para o crescimento económico”.



Segundo Catarina Martins, “o que temos tido é uma escalada nos cortes aos salários dos trabalhadores e uma total ausência de fazer os cortes no chamado Estado gordo”. Os cortes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as alterações à legislação laboral enunciados pelo primeiro-ministro são medidas “completamente inaceitáveis e de uma violência social terrível”, sublinhou a deputada bloquista.



O Bloco esclarece que o SNS “em nada se confunde com o Estado gordo, é um serviço público essencial que garante o acesso a cuidados de saúde à população”, sendo que “cortar no SNS é um retrocesso civilizacional com implicações gravíssimas”.



A deputada referiu também que “não há um cêntimo a ganhar para a causa do défice ou da dívida” com alterações nas leis laborais. “O que está em causa é pura e simplesmente facilitar e embaratecer despedimentos”, afirmou.



“Há uma ideia de chantagem sobre a população”



Para o Bloco, “há uma ideia de chantagem sobre a população”, quando o primeiro-ministro “afirma que estamos todos a ser chamados a um grande sacrifício nacional, mas isso não é verdade”. Catarina Martins disse que “quando há cortes nos salários, quando aumentam os transportes públicos, quando aumentam a electricidade e o gás e quando se corta no SNS está-se a cortar nos mesmos de sempre, naqueles a quem já se pediram tantos sacrifícios e a quem não se pode pedir mais”.



"Programa ambicioso" de cortes



O Primeiro-ministro apelou este domingo aos parceiros sociais para que haja "concertação e diálogo" e não "conflitualidade", anunciando que até ao final do mês apresentará um "programa ambicioso" de corte na despesa do Estado a concretizar até fim de Outubro. Ambíguo é o âmbito destes cortes, uma vez que Passos Coelho nomeou no seu discurso tanto o fecho de fundações como um corte significativo no sector da saúde.



O sector da saúde, disse, é um dos que sofrerá “uma significativa redução orçamental”. “Em 2011 e 2012 vamos ter de gastar menos 10 a 15 por cento daquilo que estamos habituados a gastar, e não há outra possibilidade”, afirmou Passos Coelho citado pelo Público.





segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NUNCA É DEMAIS FALAR NISTO...uma das causas da actual situação em Portugal

Canal livre - Um roubo ainda sem ladrões




por JOÃO MARCELINO - 06 Agosto 2011







1. O BPN é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, "tapado" por uma nacionalização que já custou 2400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva.



É confrangedor olhar para este "negócio" que agora, a mando do entendimento com os credores internacionais, o Governo fecha com o BIC angolano de Isabel dos Santos e Américo Amorim e dirigido no terreno por Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva.



Os números dizem tudo: o Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros e o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer futebolista razoável) por uma estrutura financeira que nos últimos dias teve de ser capitalizada em mais 550 milhões para que alguém ousasse fazer o favor de aliviar o Ministério das Finanças deste pesadelo. Para além disso, o Governo pagará as despesas do despedimento de um pouco mais de metade dos actuais 1580 trabalhadores, o que permitirá aos novos donos reduzirem em 30% os actuais 213 balcões do BPN.





2. O BPN não foi vendido, foi "despachado", como era inevitável que o fosse, numa operação que parece decalcada de uma "transferência" futebolística e que, como aquelas, tem uma cláusula que visa poder defender o presidente perante os sócios: se o BPN vier a dar um lucro de 60 milhões nos próximos cinco anos, o Estado português arrecadará ainda mais 20 por cento desta verba...



Em termos financeiros e políticos, este escândalo há muito que está percebido. Ele é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?





3. O problema está ainda em que o escândalo do BPN (nacionalizado pelo receio do perigo de contágio aos outros bancos no início da grande crise internacional de 2008) é também ilustrativo do estado da Justiça portuguesa.



Dois anos e meio depois, este "caso de polícia" (como é designado em todos os quadrantes partidários, sem excepção) continua sem responsabilidades apuradas. Oliveira Costa, o único detido, anda agora de pulseira electrónica talvez em Lisboa talvez na algarvia Quinta da Coelha, onde os vizinhos são ilustres. Os outros 23 arguidos continuam a ser ouvidos sem pressas.



Entretanto, nos Estados Unidos, Bernard Madoff, que protagonizou a maior fraude financeira de sempre, num ano foi investigado e condenado a 150 anos de prisão.

Esta comparação deveria encher de vergonha todos os poderes em Portugal, até os semi-secretos que mais uma vez por aqui andam omnipresentes e activos, trespassando transversalmente os partidos do arco do poder com os conluios e as traficâncias que uma verdadeira fraternidade bem devia dispensar.



A sociedade portuguesa continuará a ser um corpo putrefacto enquanto a Justiça não funcionar, e sobretudo não funcionar com uma vontade própria que nos faça crer que não anda a reboque nem dos políticos nem das várias lojas que para aí se digladiam.



No caso do BPN há ainda a lamentar a posição discreta do Presidente da República em todo o processo. Apanhado por estilhaços, Cavaco Silva, que sempre faz pedagogia com tudo, "esqueceu" todo este escândalo.











--

FAZ PENSAR

Esta é uma homenagem à "turma dos cabelos brancos".






Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.



"Vocês cresceram num mundo diferente, um mundo quase primitivo!", disse o estudante alto e bom som de modo a que todos em volta o pudessem ouvir.



"Nós, os jovens de hoje, crescemos com a Internet, telemovel, televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, espaçonaves visitando Marte. Nós temos energia nuclear, carros eléctricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor de idade aproveitou-se do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:



"Você está certo, meu filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las.

E você, um pelintra de merda arrogante dos dias de hoje, o que é que está fazendo a favor da próxima geração?"



Foi aplaudido de pé !



ESTA É P'RA REPASSAR MESMO!!!

sábado, 13 de agosto de 2011

FEIOS..PORCOS E MAUS

Assunto: Ser do PSD é pura coincidência... Ou será por o rapaz estar desempregado? António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público. Actualmente já é:- administrador executivo da CUF;- administrador executivo da SEC;- administrador executivo da José de Mello Saúde;- administrador executivo da EFACEC Capital;- administrador executivo da Comitur Imobiliária; - administrador (não executivo) da Reditus; - administrador (não executivo) da  Brisa; - administrador (não executivo) da Quimigal;- presidente do Conselho Geral da OPEX; - membro do Conselho Nacional da CMVM;- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank; - membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações; - vogal da Direcção do IPRI. É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, mesmo quando dizem que querem poupar e reduzir nas despesas, quando aumentam impostos, quando aumentam os transportes, a saúde e anunciam qua ainda agora começaram os sacrifícios, não têm vergonha de aumentar o número de administradores da CGD de sete para onze. Há que haver lugares para todos e aos Barões não serve qualquer um. Têm de ser lugares de luxo e prestigio que são gente importante.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

3 year old Jonathan conducting to the 4th movement of Beethoven's 5th Sy...


COINCIDÊNCIAS

Ser do PSD é pura coincidência... ou será por o rapaz estar desempregado?...






Quantas horas tem o Dia para este senhor.....



António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa

Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês. O académico,

que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir

funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo

presidente executivo do banco público.



Actualmente já é:

- administrador executivo da CUF,

- administrador executivo da SEC,

- administrador executivo da José de Mello Saúde,

- administrador executivo da EFACEC Capital,

- administrador executivo da Comitur Imobiliária,

- administrador (não executivo) da Reditus,

- administrador (não executivo) da Brisa,

- administrador (não executivo) da Quimigal

- presidente do Conselho Geral da OPEX,

- membro do Conselho Nacional da CMVM,

- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,

- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o

Desenvolvimento das Comunicações,

- vogal da Direcção do IPRI.

É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.

Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, mesmo quando dizem que

querem poupar e reduzir nas despesas, quando aumentam impostos, quando

aumentam os transportes, a saúde e anunciam qua ainda agora começaram

os sacrifícios, não têm vergonha de aumentar o número de

administradores da CGD de sete para onze. Há que haver lugares para

todos e aos Barões não serve qualquer um. Têm de ser lugares de luxo e

prestigio que são gente importante.













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TOP 10 - Melhores momentos de Alberto João Jardim


TAXA SOCIAL ÚNICA

Redução da TSU é uma medida “economicamente incompetente”


A deputada do Bloco Mariana Aiveca sublinhou que a redução da TSU “visa apenas aumentar o lucro das empresas e, segundo o próprio relatório, vai provocar mais recessão, menos rendimento líquido das famílias, mais desemprego”.

Artigo
10 Agosto, 2011 - 05:49



Foto de Paulete Matos. Mariana Aiveca alertou ainda para o facto de a medida ser “compensada pelo aumento do IVA, nomeadamente nas taxas intermédias e nas taxas mínimas, que são aquelas que incidem sobre os bens essenciais”.



“As famílias têm o direito, numa situação de crise, de verem os seus rendimentos aumentados, o que não é compaginável com esta medida, que vai reduzir os seus rendimentos”, defendeu a deputada.



O Bloco reconhece a necessidade de implementar medidas acessórias que garantam a sustentabilidade da Segurança Social, mas defende que as mesmas devem passar “por taxar o rendimento das empresas”.



“Redução dos salários reais e do rendimento disponível real das famílias”



O relatório “Desvalorização Fiscal”, elaborado em colaboração pelo Banco de Portugal, Ministério das Finanças, Ministério da Economia e do Emprego e Ministério da Solidariedade e Segurança Social, e que foi enviado aos parceiros sociais, esclarece que “em termos de impostos indirectos, o IVA aparece como aquele que maior margem tem para financiar” a redução da TSU, mas admite que “tal alteração, quer pela natureza regressiva, quer pelo tipo de bens que abrange, acarreta um custo social elevado o qual merece ser ponderado”.



A ser implementado, o aumento do IVA traduzir-se-á numa “redução dos salários reais e do rendimento disponível real das famílias”, o que, por sua vez, leva a uma redução do consumo privado.



A subida desta taxa apenas permitirá, por outro lado, assegurar a “neutralidade orçamental ex-post, pelo que no primeiro ano a receita fiscal diminui e verifica-se um aumento do défice orçamental.”



Acresce que o relatório sublinha que “a desvalorização fiscal não tem, por si só, quaisquer impactos nas características estruturais da economia”, sendo que “esta medida não substitui, mas antes deve ser encarada como complementar das medidas contempladas no programa de assistência financeira que visam reduzir a rigidez nos mercados do trabalho e do produto”.



Segundo o estudo apresentado pelo governo, o corte da TSU custará "cerca de 400 milhões de euros" por cada ponto percentual reduzido, o que implica que a redução de 3,7 p.p. desta taxa custará quase 1600 milhões de euros.



No que respeita ao número de trabalhadores abrangidos, "a estimativa inclui cerca de 2,8 milhões de trabalhadores por conta de outrem que trabalhem no sector privado a tempo total ou parcial. Não são considerados os trabalhadores por conta própria nem os trabalhadores da Administração Pública".



A forma como se implementará a redução da TSU não está ainda totalmente definida. A redução poderá apenas ser aplicada às empresas que criem emprego em termos líquidos, e aplicada apenas aos novos trabalhadores, ou apenas para determinados sectores ou nos salários mais baixos.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

REFORMADA


 Reformada que vive à custa do marido

*Uma reformada com 800 euros de pensão que vive à custa do marido*
A casinha no Algarve e a reforma, são dados pessoais e ninguém teria que meter o bedelho, não fosse o caso do seu esposo e reeleito Presidente da República ter explicitamente referido a situação de que a sua esposa "só" auferia 800€ de reforma...(tadinha...)
Houve difamação, dizem os seus apaniguados, mas então, atentem no caso estranho da ...

*DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DE **MARIA CAVACO SILVA*

*- BCP:      
**Conta à ordem nº 882022 (1ª Titular) - 21.297,61 Euros;*
*  Depósito a prazo: 350.000,00 € (vencimento 4/04/2011);*

*- BPI:       
**Conta à ordem nº 60933.5 - 6.557 Euros;*
*  Depósito a Prazo: 140.000,00 Euros (juro 2,355%,
vencimento em 21/02/2011);*
*  Depósito a Prazo: 70.000.00 Euros (juro 2.355%,
vencimento em 20/03/2011).*

*- PPR:  **     52.588,65 Euros;*

*- Acções detidas:    *
*                  BPI - 6287;*
*                  BCP - 70.475;*
*                  BRISA - 500;*
*                  COMUNDO - 12;*
*                  ZON - 436;*
*                  Jerónimo Martins - 15.000;*

*- Obrigações BCP FINANCE: **330 unidades (Juro Perpétuo 4.239%);*

*- FUNDOS DE INVESTIMENTO:*

*   *Fundo AVACÇÕES DE PORTUGAL - 2.340 unidades;*
*     Milenium EURO CARTEIRA - 4.324.138 unidades;*
*     POJRMF FUNDES EURO BAND EQUITY FUND - 118.841.510 unidades;*

*Para uma "professora reformada" com 800 euros, esta poupança é bestial...!!!*
*AQUI ESTÁ UMA VERDADEIRA INVESTIDORA ...!!!!*







ESTÁ EXPLICADO... artigo de Manuel António Pina...no J.N.

Eterno retorno


00h00m


Começam a perceber-se as misteriosas razões que terão levado 2 159 742 portugueses a votar em Passos Coelho.
O eleitorado português tem sido repetidamente elogiado pela prudência e sensatez. Tirando a parte, humana, demasiado humana, da lisonja, resta o que é talvez fundamental, que os portugueses não gostam de surpresas e votam no que conhecem. E há que admirar a sua intuição: votando em Passos Coelho, o jovem desconhecido vindo do nada, que é como quem diz da JSD e de uns arrufos com a dr.ª Ferreira Leite, votaram no mesmo de sempre, na incomensurável distância que, em política, vai do que se diz ao que se faz.
E, pedindo ajuda a O'Neill, o eleitorado "tinh' rrazão": disse Passos Coelho que era um disparate afirmar-se que tributaria o subsídio de Natal e foi a primeira coisa que fez mal chegou ao Governo; que não mexeria nos impostos sobre o rendimento e idem aspas; que iria pôr o Estado em cura de emagrecimento e o "seu" Estado só tem engordado de adjuntos, assessores, "especialistas" (e até de "superadjuntos" e "superespecialistas"); agora foi de férias "para recuperar algum tempo do [seu] papel enquanto marido e pai" depois de ter anunciado que "o Governo não gozará férias" dada a necessidade de, "com rapidez", "traduzir os objectivos (...) que estão fixados em políticas concretas".
Estou em crer que o eleitor português típico, se tal coisa existe, nunca votaria num político imprevisível.

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A EXPLICAÇÃO---artigo deManuel António Pina no J.N.

Eterno retorno


00h00m


Começam a perceber-se as misteriosas razões que terão levado 2 159 742 portugueses a votar em Passos Coelho.
O eleitorado português tem sido repetidamente elogiado pela prudência e sensatez. Tirando a parte, humana, demasiado humana, da lisonja, resta o que é talvez fundamental, que os portugueses não gostam de surpresas e votam no que conhecem. E há que admirar a sua intuição: votando em Passos Coelho, o jovem desconhecido vindo do nada, que é como quem diz da JSD e de uns arrufos com a dr.ª Ferreira Leite, votaram no mesmo de sempre, na incomensurável distância que, em política, vai do que se diz ao que se faz.
E, pedindo ajuda a O'Neill, o eleitorado "tinh' rrazão": disse Passos Coelho que era um disparate afirmar-se que tributaria o subsídio de Natal e foi a primeira coisa que fez mal chegou ao Governo; que não mexeria nos impostos sobre o rendimento e idem aspas; que iria pôr o Estado em cura de emagrecimento e o "seu" Estado só tem engordado de adjuntos, assessores, "especialistas" (e até de "superadjuntos" e "superespecialistas"); agora foi de férias "para recuperar algum tempo do [seu] papel enquanto marido e pai" depois de ter anunciado que "o Governo não gozará férias" dada a necessidade de, "com rapidez", "traduzir os objectivos (...) que estão fixados em políticas concretas".
Estou em crer que o eleitor português típico, se tal coisa existe, nunca votaria num político imprevisível.

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

ISTO NÃO O PREOCUPA'

Mais coisa, menos coisa, é assim sem tirar nem pôr!
Explicar o BCE na esplanada do café...





A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europa e finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.



- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à rapaziada do Café.

- Então vá, vá lá, Só por esta vez. O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

- E donde veio o dinheiro do BCE?

- O capital social, o dinheiro do BCE, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.

- E é muito, esse dinheiro?

- O capital social era 5,8 mil milhões de euros mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

- Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas.

- Não, não pode.

- ???

- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

- Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?

- A outros bancos, já se vê, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

- Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE e tal.

- Pois.

- Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE?

- Não. Sim. Quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

- ??!!..

- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos XPTO, a 1% e esse conjunto de bancos XPTO emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

- Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!

- Neste exemplo, ganharam uns 3 ou 4 mil milhões de euros. E não têm de se deslocar a Bruxelas, nem precisam de levantar o cu da cadeira. E qual Bruxelas qual carapuça. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt, onde é que havia de ser?

- Mas, então, isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem o 13º mês, que já dizem que vão tirar...

- Mas, oh seu Zé, você tem de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

- Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

- Deixa ver se percebo. Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1% para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos donos do BCE?

- Não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

- Nós somos os donos do dinheiro e nós não podemos pedir ao nosso banco...

- Nós, nós, qual nós? O país, Portugal ou a Alemanha, é composto por gentinha vulgar e por pessoas importantes que dão emprego e tal. Você quer comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou com um calaceiro que anda para aí desempregado com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

- Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?

- Os nossos Governos, os nossos Governos... mas o que é que os governos podem fazer? Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos. Em resumo, não podem fazer nada, senão quem é que os apoiava?

- Mas oh que porra de gaita! Então eles não estão lá eleitos por nós?

- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é que manda. Não viu isto da maior crise mundial de há um século para cá? Essa coisa a que chamam sistema financeiro que transformou o mundo da finança num casino mundial como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam e que ia levando os EUA e a Europa à beira da ruína? É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gentinha que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos a ver navios. Os governos, então, nos EUA e cá na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram que repor o dinheiro.

- E onde o foram buscar?

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. Donde é que havia de vir o dinheiro do Estado?...

- Mas meteram os responsáveis na cadeia?

- Na cadeia? Que disparate. Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram passados à reforma. O Sr. McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

- Oh Sor Antunes, então como é? Comemos e calamos?

- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

 DEFINITIVAMENTE: PARECE QUE É NECESSÁRIO FISCALIZAR A ACTIVIDADE DOS GOVERNOS, E QUE O VOTO, ENQUANTO CHEQUE EM BRANCO, NÃO GARANTE A DEMOCRACIA E A JUSTIÇA SOCIAL.