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sábado, 11 de agosto de 2012

OS ESPANHÓIS REAGEM E OS PORTUGUESES?


Neste ano, uma coisa que tenho notado aqui pela Espanha é o
aumento de protestos mais incisivos contra a crise. Se até 2010 o país
ainda vivia um relativo estado de paz social e a partir daquele ano
voltou a sair em massas às ruas ainda de forma pacífica, hoje já não é
raro ver ações com algum tipo de confronto ou episódios violentos. E até
 mesmo lideradas por próprios membros de governos locais, que aos poucos
 vão se rebelando contra a dura política de ajuste do governo central.
Foi o que aconteceu nesta semana. Um prefeito que acumula cargo de
deputado encabeçou um saque a um supermercado na Andaluzia, região no
sul da Espanha com o maior número de desempregados no país. Um grupo
formado por cerca de 30 trabalhadores rurais e sindicalistas entrou em
um Mercadona, uma das principais redes espanholas de distribuição
alimentar, pegou carrinhos e os encheu de alimentos não perecíveis.
O detalhe: todos saíram sem pagar. Em uma ação filmada e exibida em
todas os noticiários daqui hoje, eles levaram os produtos saqueados para
 ONGs (Organizações Não Governamentais) que distribuem alimentos para
famílias de zonas em que o desemprego alcança até os 40% da população
economicamente ativa –só para lembrar, em toda a Espanha este índice é
de 24%, ainda mais que o dobro que a média da União Europeia.
Do lado de fora, o prefeito de Marinaleda e também deputado da*
*Andaluzia José Manuel Gordillo coordenava e incentivava a ação com um





megafone. No fim dela, disse que foi um “saque simbólico”
para ”expropriar uma minúscula parte do que lucram diariamente as
grandes redes de supermercado” e distribuí-la a pessoas que foram
enganadas por bancos, desalojadas de casa, demitidas de seus trabalhos












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