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terça-feira, 18 de setembro de 2012

ISTO É FRANÇA ..NÃO É PORTUGAL


O Hollande é fraquito ... é fraquito... mas olhem o que já está a fazer.
Isto é o que, no cargo de Presidente, o François Hollande fez (não palavras mas... actos) em 56 dias de governo.
Estes factos têm sido escondidos pela imprensa portuguesa por orientação do ministro da propaganda, Relvas, e com a cumplicidade do próprio Passos, onde não se vislumbra qualquer referência, para que os portugueses não façam comparações entre o que é feito (como prometido) pelos socialistas franceses com o que este regime passista não faz, apesar da exaustiva promessa eleitoral em que iria abater as "gorduras", entre outras mentiras.
Os dados que aqui constam são oficiais, e foram traduzidos do Le Monde:
- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos respectivos foram para o Fundo da Previdência e destinam-se a serem distribuídos pelas regiões com maior número de centros urbanos e com os subúrbios mais ruinosos.
- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estatais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha
650.000€/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro para si com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras" . Fora os Peugeot e os Citroen 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a partir de 15 de Agosto de 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas, "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."
- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "*socialmente
imoral*") e emitiu um decreto presidencial que criou uma taxa de emergência de aumento de *75% em impostos para todas as famílias que ganhem mais de 5 milhões de euros/ano.* Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afectar um euro do orçamento, contratou
59.870 diplomados desempregados, dos quais 6.900 a partir de 1 de Julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de Setembro, como professores na educação pública.
- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.
- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelecer como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados (a partir da lista de desempregados), a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.
- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais"
que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.
- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem
impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.
- Reduziu em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganhavam mais de 164; 800.000€ por ano. Com esse valor (cerca de 4 mil
milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vá à escola primária, e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.
Resultado: Olhem que SURPRESA !!!
O spread com títulos alemães caiu, por magia.
A inflação não aumentou.
A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez nos últimos três anos.
Portanto, as promessas eleitorais estão a ser cumpridas na íntegra, passo a passo. E é assim que tem de ser, mas só possível com gente de carácter e que honra a sua palavra dada ao povo antes do dia das eleições.






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