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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

POEMA


BOAS FESTAS





Vai ali a criança que tem fome,

Parado à esquina o velho sem abrigo,

Mais à frente a mulher sem um amigo

Que já há muitos dias que não come.



Deste lado um poeta sem ter nome,

Dos versos piedosos inimigo,

Filho legítimo de todo o mendigo

Que na dor e revolta se consome.



Mas o mundo recusa-se a pensar

Caminha p’ro abismo sem parar

Como um escravo do ouro, o vil metal.



Amigos, se entendeis que algo mereço

Com ternura e amor é que vos peço

Façamos algo bom neste Natal.





Natal de 2011



Nogueira Pardal


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